1045 – Wolf Borges e Jucilene Buosi lançam “Outra Saudade” em Poços de Caldas (MG)

O casal Wolf Borges e Jucilene Buosi será atração neste sábado, 7 de abril, quando lançará em Poços de Caldas (MG) o álbum Outra Saudade em apresentação marcada para começar às 20 horas. A entrada para o show que transcorrerá no Instituto Moreira Salles, situado na cidade sul-mineira, é franca, mas os lugares disponíveis estarão limitados e como bom mineiro não perde trem a dica para quem mora no local ou municípios vizinhos [válida também para turistas, uai] é seguir o conselho da cantora e chegar com tempo de antecedência para não ficar com cara de paisagem na “estação”. Outra Saudade pela primeira vez une marido e mulher em um álbum dedicado à performance vocal, com marcantes interpretações que possibilitam novas leituras de sucessos da música como La vie em rose (Edith Piaf e Louis Gugliemi); Rosa (Pixinguinha); Tango pra Tereza (Evaldo Gouveia e Jair Amorim); El dia que me queiras(Carlos Gardel e Alfredo Le Pera); Ave Maria no morro (Herivelto Martins); Chuá-chuá (Pedro de Sá e Ary Machado); além da canção autoral que dá nome ao espetáculo e ao disco, composta por Borges.   

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1044 – Morte de Índio Cachoeira silencia os ponteios de um mestre que fugia de casa para ficar perto das violas

Músico querido por ex-alunos e ex-parceiros não resistiu às sequelas de um acidente de trânsito que sofreu em Alfenas (MG), onde o corpo foi sepultado após homenagens de entidades locais e da Prefeitura 

Marcelino Lima, com o blogue Brasil Festeiro, Primeira Página (São Carlos), Cidade Escola Alfenas e Graciela Binaghi

 

O universo da viola caipira mineiro, paulista e nacional está de luto, dos mais sentidos, desde quarta-feira, 4 de abril, quando — conforme costuma dizer Rolando Boldrin em momentos tristes como estes – bem antes do combinado foi se embora para outro Plano José Pereira de Souza, com apenas 65 anos! Pelo nome de pia, talvez o conheciam apenas os mais chegados, familiares e amigos que juntou enquanto esteve entre nós. O nome artístico, entretanto, o levou à fama que apenas poucos Josés conseguem alcançar — ainda mais no boicotado meio em que resolveu nos brindar com seu talento e virtuosismo. Estamos falando de Índio Cachoeira, agora mais uma estrela na constelação na qual já brilham, ora, sim senhor, Tião Carreiro, Gedeão da Viola, Angelino de Oliveira, Raul Torres, Renato Andrade, José Fortuna, Helena Meirelles, se não todos violeiros, com certeza ícones de tradições e de uma cultura que formam o perfil brasileiro; se fossemos fazer uma comparação com ídolos do círculo dos mais cotados da MPB ou de outras vertentes brasileiras, Índio Cachoeira seria, por exemplo, um artista da primeira linha, não menos que João Gilberto, Toquinho ou Guinga.

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