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1065 – Conhecido por apresentações na avenida Paulista, The Leprechaun atinge marca de 15 mil discos vendidos

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Letras criativas sobre temas de cunho social e arranjos que passeiam pela música celta, forró, country e punk rock distribuídos em três álbuns já renderam ao sexteto o título de uma das três maiores bandas de Folk do país

Marcelino Lima, com Bruno Souza (Assessoria de Imprensa Tudo em Pauta)

A banda paulistana The Leprechaun, que elegeu a pulsante avenida Paulista, em São Paulo, como palco para apresentações cada vez mais concorridas – geralmente iniciadas às 14 horas e sempre aos domingos –, está comemorando a marca de 15 mil unidades vendidas dos álbuns que formam a trilogia composta por The Years are Just Packed (2012), Long Road (2014) e o mais recente, Isósceles, lançado em 2017. Os três discos do sexteto agradaram como sopa na qual caiu mel pela ousada alquimia das faixas, que levam ao mesmo caldeirão pitadas de músicas celta, da Europa oriental e de folk, misturadas a temperos invocados que dão sabor à cultura brazuca — entre os quais ritmos nordestinos que incluem o forró –, e raízes fortes como punk rock, bluegrass e country.

 

As letras, em Inglês, também ajudam a tornar a poção mágica: abordam temas cotidianos tais quais felicidade, solidão, superação e saudade, entre outros que permeiam corações e mentes humanos. E é ao som de instrumentos como banjos, gaitas, e violinos que o grupo tem posto sua receita e identidade à mesa. “The Leprechaun é um paradoxo”, cravou em entrevista ao jornalista Cristian Cesar, do blogue Acesso Cultural, a única mulher do grupo, Fabiana Santos. “Ao mesmo tempo que possui um ritmo festivo com a velocidade do punk rock e do bluegrass, é composto por letras de forte cunho social, que falam sobre crescer, sobre errar, cair e se reerguer, sobre corações partidos”, emendou, antes de acentuar: “Tudo o que a gente vive corriqueiramente”. Com essa combinação de criatividade e qualidade, The Leprechaun já foi classificado a maior banda folk de São Paulo e uma das três maiores do país pelo ReverbNation.com.

Além de Fabiana Santos (vocal), The Leprechaun reúne os músicos Eric Fontes (baixo, usando chapéu na foto do grupo) e Rafael Schardosim (banjo, de camiseta branca e suspensório) – dois dos fundadores –, Andrew Nathanael (violino,de camisa xadrez), Bruno Stankevicius (violão, de boné) e Rafael Macedo (bateria, camiseta listrada). Eles contam que Isósceles, o mais novo disco da turma, contou com uma mãozinha de Cesar Benzoni (um dos caras da banda O Bardo e o Banjo) e foi masterizado pelo graúdo John Gold (Green Day e Pearl Jam).

Já o nome do disco vem do triângulo que possui um ângulo excepcional, incongruente aos dois da base, de medidas iguais. Sobre a gravação em língua inglesa, um dos líderes explicou: é uma estratégia para conquistar, também, o mercado gringo. “Cantar em Inglês sempre foi muito natural para nós, até pelas influências que temos, mas isso nunca atrapalhou o The Leprechaun aqui no Brasil, haja vista a quantidade de discos vendidos e nossos acessos nas plataformas de streaming”, comentou Eric Fontes.

Capa dos três álbuns do The Leprechaun da esquerda para a direita lançados em 2012, 2014 e 2017

Esta procura pelos discos físicos — justamente no momento em que o streaming bomba e vem provocando consideráveis mudanças nos hábitos de consumir e de curtir músicas — aliada aos acessos crescentes às plataformas como a Spotify, comprova que o grupo já pode ter encontrado seu pote de ouro ao fim do arco-íris e vê o teto favorável a voos sobre oceanos e para além da calçada do cabalístico número 1111 da Paulista. A agenda também já começa a ficar apertada para atender a demanda por shows, mas The Leprechaun garante que não arredará pé do pico onde os músicos, amigos e seguidores batem ponto — e muitos transeuntes dão um tempo aos domingos. “Não podemos esquecer que a música tem de ser democrática, e tocar na rua garante que isso aconteça”, observou Fabiana. “Além disso, temos um carinho muito grande pela Avenida Paulista, pois foi ali que tudo começou, onde atingimos públicos diferentes e conseguimos vender nossos discos. Esperamos que ainda mais pessoas apareçam por lá para nos prestigiar.”

Moeda de prata

A palavra leprechaun é possivelmente originária do gaélico luacharma’n (meio-corpo, no sentido de pequeno) ou leith brogan (sapateiro). Outra interpretação para a origem do termo seria a de que leprechaun vem de Luch-chromain, gaélico para “pequeno lugh corcunda”. Figura mitológica do folclore da Irlanda, o leprechaun (pronuncia-se /LÉP-re-coun/) é apresentado como um diminuto homenzinho, sempre ocupado a trabalhar num único pé de sapato no meio das folhas de um arbusto ou sob uma folha de labaça. É considerado o sapateiro do povo das fadas; dizem que só faz dois calçados por ano, muito bonitos, utilizando materiais naturais, tais como flores e gotas de orvalho.

Além do seu cachimbo, está sempre acompanhado por um pequeno, velho e gasto martelo. Descrito como alegre e vestido à maneira antiga — com roupas verdes, um barrete vermelho ou um estranho chapéu de três pontas, avental de couro e sapatos com fivelas –, ele pode ser associado ou confundido com os cluricaun criaturas mágicas que habitam adegas e depósitos de vinho. Segundo alguns autores, estes dois seres, encantados poderiam até apresentar duas formas diferentes do mesmo ser, tomadas em diferentes momentos do dia ou do ano.

Os leprechauns também são conhecidos pelos nomes de Tumores, Duendes ou Gnomos, guardiões ou conhecedores da localização de vários tesouros escondidos. Parte dos estudiosos afirmam que estes seres de no máximo 50 centímetros de altura seriam avessos a humanos e teriam medo de nós, mas quando nos veem com boas intenções, dão-nos um par de sapatos ou até mesmo alguns dos seus tesouros malocados. Para ter esta sorte, entretanto, é preciso capturar um e não o perder nunca de vista, caso contrário, ele desaparece no ar. Como diz Brian Froud: é importante que vejamos antes o leprechaun, pois ele se torna mais cooperativo e talvez possa até nos levar a um de seus potes de ouro escondido. “Mas ele é muito astuto e traquina, capaz de desaparecer num piscar de olhos.”

Acredita-se, ainda, que o leprechaun tenha uma moeda de prata mágica, que volta à bolsa dele depois de ser gasta.

Informações para a imprensa

Atendimento | Bruno Souza – 11 99254-4604 –  bruno@tudoempauta.com.br
Coordenação de Atendimento | Ana Carolina de Freitas – anacarolina@tudoempauta.com.br
Diretora de operação | Patrícia Saraiva – patricia@tudoempauta.com.br
Direção Executiva | Erika Digon – erika@tudoempauta.com.br

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Autor: barulhomarcel

Jornalista nascido em Bela Vista do Paraíso (PR). Corintiano por herança do pai, Geraldo Caetano de Lima. Do velho também puxou a paixão por modas de viola, música de raiz e caipira, que era chamada de "sertaneja" antes da mídia comercial se apropriar, indevidamente, do nome. Quando criança ouvia aos pés da cama dele, vindas de um rádio à pilha que chiava muito, clássicos destes gêneros que marcaram para sempre a sua vida. Eu e Andreia Beillo não temos nada em comum. Para começo de conversa, ela torce pelo Palmeiras. Mas resolvemos juntos botar o pé na estrada e acreditar nas bençãos de São Gonçalo do Amarante e tentar encontrar na atividade de blogueiros dedicados à música de qualidade algo que nos una e ajude muita gente boa espalhada por todo este país, e lá fora, também, a ter seus méritos reconhecidos, resgatando e preservando valores de nossa cultura popular.

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