1103 – Tex Quarteto lança álbum instrumental “Todas as Línguas” no Clube do Choro do DF

Grupo do Distrito Federal grava nove faixas de estilo fusion de jazz, samba, balada, blues, country e world music e em um bônus faz reverência a Celso Salim, bluesman do Planalto Central que está em Los Angeles

O Tex Quarteto,  formado por Tex, Nando Lima (baixo), Tuca Lima (bateria) e Fernando Palau (teclado) lançará na terça-feira, 4 de setembro, o mais novo álbum do grupo de Brasília (DF), em apresentação programada para rolar no Clube do Choro, tradicional casa de espetáculos da Capital Federal, a partir das 21 horas. O disco Todas as Línguas, instrumental, será distribuído pela GRV Música, Media e Entretenimento e já está disponível nas principais lojas digitais do planeta. Em 9 faixas, pode se curtir toda a inventividade do estilo fusion de jazz, samba, balada, blues, country e world music que influenciam  o artista, “um ‘eclético fusion candango’’’, de acordo com a revista Guitar Player.

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1102 – Katya Teixeira (SP) abre projeto “Música&Resistência”, na Cervejaria Zuraffa

Cantora e compositora será a primeira atração de uma série de shows que,  mensalmente, será oferecida pelos produtores deste blogue e  parceiros, a preço acessível, em endereço nobre do bairro paulistano de Pinheiros

O Barulho d’água Música, com apoio da Cervejaria Zuraffa e da Rubra Rosa Projetos Culturais, promoverá na cidade de São Paulo nesta sexta-feira, 31 de agosto, a cantoria de abertura do projeto Música & Resistência. Quem ocupará o palco para a estreia deste importante evento que pretende se somar à e tornar-se mais uma atração de qualidade da agenda cultural paulistana, a preço acessível, é a cantora, compositora e pesquisadora paulistana Katya Teixeira.

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1101- “Acabou Chorare”, melhor disco já gravado no Brasil, faz a fama dos Novos Baianos sob as bênçãos de João Gilberto

Segundo disco do grupo, tema de mais uma edição da série Clássico do Mês,
tem nome ‘sugerido’ pela então pequenina Bebel Gilberto, segue a cartilha da  transgressão dos músicos e é um grito de protesto em plenos “anos de chumbo” contra a caretice e a tristeza da música que imperavam no pais

O Barulho d’água Música retoma a série Clássico do Mês dedicando esta atualização ao álbum Acabou Chorare, que o grupo Novos Baianos lançou em 1972.  O conjunto de dez faixas deste disco, uma das quais instrumental,  produzido com a bênção de João Gilberto em um ambiente de completa descontração dentro de um sítio situado em Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro, sustentam simplesmente o primeiro lugar na lista dos 100 melhores já gravados no país desde 2007, de acordo com avaliações dos críticos da Rolling Stone BrasilAcabou Chorare saiu pelo selo Som Livre, dois anos depois do relativo sucesso do É Ferro na Boneca, carregando influência estrondosa do dândi da Bossa Nova, que expandiu todos os horizontes criativos do grupo.

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1100 – Cláudio Lacerda lança “Canções para acordar o Sol” e, mais uma vez, lava nossa alma!

Disco com arranjos de  Neymar Dias, Toninho Ferragutti e Levi Ramiro, com participações especiais de Mônica Salmaso e Rolando Boldrin encontra o caipira que existe em compositores como Chico Buarque, Tom Jobim e Gonzaguinha

O cantor, compositor e intérprete paulistano Cláudio Lacerda, hoje radicado num ranchinho beira-chão naquela serra mágica que abriga  Botucatu, no interior de São Paulo, possui não é de hoje o dom de nos deixar de alma lavada! Desde o primeiro dos seus agora cinco álbuns autorais, à frente de projetos solos ou em parcerias com expoentes e companheiros de estrada como Rodrigo Zanc, Luiz Salgado, Wilson Teixeira, Lula Barbosa, Zé Paulo Medeiros, Juca Novaes, Neymar Dias, Thadeu Romano, Alzira E., Daniel Franciscão, Pinho, Paulo Simões, Rodrigo Delage, Júlio Bellodi, Turcão, André Rass, Leonardo Padovani,  Amelinha, Renato Teixeira, sem contar dezenas de participações (sempre especiais) em trabalhos de outros artistas, Cláudio Lacerda nos embevece cantando com a voz que, nele, reside no coração, como um poeta ao narrar todas as cores e sensações de um amanhecer ou entardecer na roça; como um peão que acaba de apear com sua comitiva e narra magnetizando a plateia a longa jornada, tangendo bois e atravessando rios pelo sertão afora; ou como um miguilim com as manhas de contar um causo (verdadeiro!), de pescar sem demora um dourado ou jaú dos “bitelos”, que véve do milho ou feijão que planta e, ainda, conta com os acalantos de uma doce e apaixonada morena, sempre a sua espera em uma palhoça — na qual por mais humilde que seja, para os compadres e amigos, nunca faltam um pedaço de queijo, de bolo de fubá e um gole de café, ou, claro… daquela mais marvada.

Em toda a obra de Cláudio Lacerda é a pluralidade das histórias deste universo e são estes personagens, reais e imaginários, que saltam das notas musicais, ganham vida nas cordas de suas violas ou do violão Gibson e em arranjos que incluem até a participação de orquestras: tudo para (en) cantar e contar, com aguda devoção e quase em louvor, as belezas de um mundo e de uma vida que muitos de nós sonhamos ou um dia sonhávamos ter, mas desgraçadamente, por razões das mais variadas, deixamos ou deixaremos pelo caminho.

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1099 – Para “transbordar corações”: Ivan Vilela recomenda Arredores, novo álbum de Osni Ribeiro (SP)

Terceiro álbum do músico de Botucatu traz 15 faixas, das quais quatro instrumentais, e mescla composições autorais consagradas em festivais, melodias atuais e releituras de clássicos caipiras

 

O novo álbum do violeiro Osni Ribeiro, cantor, compositor e agente cultural residente em Botucatu, cidade do Interior paulista, já está devidamente “batizado” aqui na redação do Barulho d’água Música, depois de abrir tradicionais audições matinais que fazemos todo os sábados. Arredores, seu terceiro álbum, traz 15 faixas, das quais quatro instrumentais, e mescla composições autorais consagradas em festivais, melodias atuais e releituras de clássicos legados por Angelino de Oliveira (Prece de Caboclo), Serrinha (Vou Buscar Boiada) e Raul Torres (Gostei da Morena).

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1098 – Conheça Rodrigo Procknov (SP), violonista elogiado por Baden Powell e arranjador de Renato Teixeira e Sérgio Reis

Com dois álbuns já gravados e mais dois a caminho, músico paulistano surpreende por composições que ecoam sua formação erudita, estudos de jazz e a paixão pela música latino-americana

 

O Barulho d’água Música apresenta aos amigos e seguidores Rodrigo Procknov, paulistano bacharel em violão, compositor e intérprete atualmente radicado em Belo Horizonte (MG), autor dos álbuns instrumentais Serra Pontiada (solo) e Ostinato Nordestino, este em parceria com Gerson Silva Júnior (saxofone alto), com o qual forma o Batuta DuoCom uma produção própria e uma trajetória como arranjador — que tem no currículo a assinatura de trabalhos que incluem arranjos do show de Sérgio Reis e Renato Teixeira, 50 anos de amizade –, Procknov atua como múltiplo artista, desempenhando trabalhos nos campos da orquestração, arranjo, acompanhamento e interpretação como violonista.

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1097 – Roberto Corrêa estreia novo projeto no Teatro da Caixa, em Brasília (DF)

Espetáculo cênico-musical  com direção de João Antônio e produção de Juiiana Saenger celebra a cultura caipira contando a história de vida de um violeiro brasileiro, com participação de Badia Medeiros, mestre da viola e guia de folia
Marcelino Lima

O Teatro da Caixa Brasília (DF) estará reservado entre os dias 24 e 26 de agosto para o pontapé inicial da temporada do concerto O Violeiro, novo projeto do compositor e cantor Roberto Corrêa, para quem ainda não conhece um dos mais importantes representantes da cultura popular e da arte de tocar a viola caipira em todo o país. A bilheteria estará aberta entre amanhã, terça-feira, 21, e domingo, 26, das 13 às 21 horas. A direção musical de O Violeiro é de João Antônio e a produção de Juliana Saenger.

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1096 – “Mestiçaria”, álbum de Lula Barbosa e Luciano Thel, celebra a miscigenação e o ecletismo que formam o brasileiro

O álbum, 14ª da carreira do paulistano que despontou com o vice-campeonato do Festival dos festivais é uma homenagem às nossas gentes,  sem a pretensão de ser panfletária, mas  autenticamente brasileiro
Marcelino Lima, com Osni Diaz e Luciano Thel

A audição matinal do sábado, 18 de agosto,  no boteco do Barulho d’água Música começou com Mestiçaria, um disco dos mais agradáveis de serem ouvidos não apenas pela voz cativante de Lula Barbosa, mas também pela sua proposta. O 14º álbum de Lula Barbosa saiu pelo selo independente Galeão dando alma a um projeto dele e do letrista Luciano Thel, coautor das músicas e produtor executivo da obra. Além da eclética base instrumental da gravação, Mestiçaria traz canções que celebram a brasilidade e repercutem o mito formador da amálgama chamada Brasil – sem perder de vista a perspectiva universalista das muitas matizes étnicas e culturais de nossas gentes. O álbum chegou até à redação enviado pelo amigo jornalista do Correio de Atibaia e professor de Jornalismo da Faculdade de Atibaia (SP), Osni Dias, a pedido de Thel, aos quais agradecemos.

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1095 – Lírica, engajada e cáustica, obra de Gonzaguinha ganha brandura e delicadeza na voz de Mirianês Zabot (RS)

“A voz suave de Mirianês Zabot desliza com segurança pelas canções de Gonzaguinha. A delicadeza dos arranjos ressalta um estilo próprio e é mais do que um convite para se deliciar com os dois: Mirianês e Gonzaguinha”.
Regina Echeverria. Jornalista e biógrafa, autora de Gonzaguinha e Gonzagão Uma História Brasileira, em que se baseou o filme Gonzaga De Pai pra Filho.
Marcelino Lima, com  texto de Oscar Pilagallo, jornalista e escritor

No ano em que o país lembrou um 25 anos do adeus prematuro a Gonzaguinha (2016), a cantora Mirianês Zabot “com voz distinta, suave e límpida” renovou entre nós,  amigos e fãs da obra do filho do Velho Lua, a certeza da eterna presença do compositor carioca, conforme observou à época o jornalista e escritor Oscar Pilagallo. Marianês acabar de gravar o álbum que recentemente enviou para o Barulho d’água Música em tributo ao cantor e compositor de Sangrando,  “com um poder balsâmico capaz de ao cantar transformar aspereza em brandura, rascância em delicadeza, derramamento em contenção”, ainda conforme o texto de Pilagallo — que, abaixo, a partir do segundo parágrafo, seguirá na integra. “E tudo isso enquanto, mais do que preservar a essência do cancioneiro do homenageado, empresta-lhe novas e insuspeitadas possibilidades de interpretação.”

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1094 – Rio Abaixo e Viola de 9 Cordas: lançamentos de Valdir Verona (RS) chegam ao Barulho d’água

A obra do músico de Caxias do Sul é uma das mais ricas do país e reinsere a viola caipira na cultura gaúcha por meio de shows, livros técnicos e discos nos quais toca ritmos nativos como Rancheira, Chamamé, Milonga, Xote e Toada

 

Marcelino Lima

O Barulho d’água Música recebeu recentemente duas novas contribuições para o acervo de álbuns e livros que vimos montando, paralelamente ao trabalho de divulgação da boa música de diversos gêneros e ritmos que é produzida no país. Desta vez a gentileza veio de Caxias do Sul, uma das mais importantes cidades do Rio Grande do Sul, onde vive e produz extensa e valiosa obra o violeiro Valdir Verona. São dois novos discos instrumentais,  Rio Abaixo e Viola de 9 Cordas.

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