1138 – Revolver, segundo álbum de Walter Franco, é tema de mais um “Clássico do Mês”

Segundo disco da carreira do paulistano já passou pela casa dos 40 anos de história e ainda hoje ninguém que o ouve pela primeira vez fica indiferente aos arranjos e às letras que consagraram as 14 faixas, todas autorais

O Barulho d’água Música, passado mais um Natal, está chegando a edição 12 da série Clássico do Mês, que pinça um álbum que bombou na história da música brasileira e ficou na memória de muitas gerações. Haja paciência e método para  destacar os títulos que merecem estar neste espaço, pois qualidade é o que não falta neste nicho, o que nem sempre torna a decisão fácil. O escolhido para a atualização deste mês de dezembro é Revolver, verbo revolver, segundo disco do paulistano Walter Franco, lançado em 1976 e que causou tanto buxixo e estranhamento que até hoje há quem reaja perplexo ao ouvi-lo — como minha parceira Andreia Beillo, que é descolada e cabeça aberta, mas entre outros adjetivos para as faixas que rolavam enquanto redigia este texto tascou “confuso”, “desarmônico”, “perturbador”, “não dá para ouvir a seco, só com um estímulo psicodélico…” Disse para ela: “Mandei bem, então!  42 anos depois, o Walter Franco deverá ficar contente de saber que Revolver ainda provoca as mesmas reações da época do lançamento e ninguém fica indiferente ao ouvi-lo”.

O presente texto é baseado em artigo de Bruno Pacífico, novo amigo, de Manaus (AM), graduado em Filosofia e Mestre em Filosofia da Arte na Universidade Federal Fluminense (RJ) que gosta, escreve sobre música, poesia e política. Com o título “Revolver, de Walter Franco: uma experiência rica de remixagem do pop com o erudito”, a crítica foi escrita em 14 de fevereiro de 2018 no portal NewYeah. Utilizamos, também, parte do texto do portal Mofo (http://www.beatrix.pro.br/mofo/walter.htm) e da página virtual de Walter Franco e também do Dicionário Cravo Albin.

Walter Franco não pertenceu à Bossa Nova, começa observando Bruno Pacifico, embora nunca tenha negado diretamente a herança do movimento. Também não pertenceu ao Tropicalismo, mas sempre esteve à frente, em vários momentos, como durante a Vanguarda Paulista, antes mesmo de a expressão ser cunhada pela geração de Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção. Trabalhou com arranjadores como Rogério Duprat e Júlio Medaglia, e teve a letra da música Cabeça traduzida para o inglês por Augusto de Campos. Seu álbum mais aclamado pela crítica é Revolver.  A verdade é que ele nunca foi um artista facilmente encaixável em ondas ou grupos, e o disco Revolver ajuda a explicar o porquê disso.

Revolver foi gravado em outubro de 1975, meses antes de ele participar do Festival Abertura, com a música Muito Tudo, ao lado de amigos, como Jards Macalé. A música, homenagem a alguns ídolos — casos de João Gilberto e John Lennon – e com arranjos do maestro Júlio Medaglia ficou em terceiro lugar, mesmo levando brutal vaia da plateia — que não entendeu porque ele, com o flautista Tony Osanah e Medaglia, jogavam dados em meio à interpretação. Irritado, Medaglia rasgou a partitura e a atirou no público.

Outro momento da carreira de Walter Franco antes de Revolver que merece destaque ocorreu em 1972, durante o VII Festival Internacional da Canção (FIC), da Rede Globo, quando tocou Cabeça e já demonstrava que com sua obra fugiria do convencional. Naquele certame ele concorreu, por exemplo, com Raul Seixas (Let me sing, let me sing) e Sergio Sampaio (Eu quero é botar meu bloco na rua) e desta feita a polêmica tem relação com a destituição do júri já na fase final, por ordens do comando da contestada até hoje emissora do Plim-plim, formado por Nara Leão, Roberto Freire, Rogério Duprat, Júlio Medaglia e Décio Pignatari.

Nara e os demais resolveram premiar aquela música estranha, experimental, com poesia cortada, com o primeiro lugar, apesar das vaias da plateia durante a apresentação em uma das fases do festival. Em um dos intervalos da final, diante do Maracanãzinho lotado, Freire subiu ao palco com o grupo Pholhas e apesar de os microfones estarem desligados tentou ler contundente manifesto de críticas à orientação de “limar” o júri, denunciando a manobra como armação para impedir a vitória de Cabeça. O sociólogo acabou retirado do ambiente de forma agressiva do palco e levado em cana¹. As vencedoras, escolhidas por um segundo júri, inteiramente formado por estrangeiros, foram Fio Maravilha (de Jorge Ben, antes de ele virar Jorge Ben Jor), interpretada pela revelação Maria Alcina, e Diálogo (samba de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, interpretado por Cláudia Regina e Baden).

Embora tenha sido rotulado por adjetivos como “maldito”, “lisérgico” e “transgressor” no começo da carreira, a música de Walter Franco até hoje não pode ser “encaixotada” em nenhum dos estilos comerciais mais difundidos

Com todo este burburinho Walter Franco acabou conseguindo seu primeiro contrato, ainda em 1972, assinando com a Continental. Com o amigo Rogério Duprat como produtor deixando-o à vontade e em um estúdio que oferecia o suprassumo tecnológico disponível na época, estreou em disco com o também clássico Ou Não, o conhecido Disco da Mosca ou Disco Branco por trazer apenas uma mosca ao centro de uma capa branca e o título na contracapa, considerado revolucionário por que o autor mesclava técnicas incomuns — como a poesia concreta, repetições de fragmentos de letras e arranjos extremamente elaborados.

A promissora estreia não deixou a desejar na obra seguinte de 14 faixas, incluindo a trilha título, Revolver (#14), já em 1975. O segundo álbum apresentou canções que tinham influência da música moderna e que também bebiam na música de vanguarda de John Cage, unindo duas correntes que não eram necessariamente próximas, aponta, por exemplo, Bruno Pacífico. A gravação registrava sons claros aos ouvidos sem deixar de soar experimental com a inclusão de ruídos.

(Aqui a observação já é do O Mofo: “O álbum é uma pérola do começo ao fim, abrindo com Feito Gente, um rock enérgico, conciso e com versos maravilhosos: feito gente/feito fase/eu te amei/como pude/fui inteiro/fui metade/eu te amei/ como pude… fui a vela/fui o vento/eu te amei/ como pude/ a partida/fui a volta…. Outros momentos inesquecíveis são a vinheta de sete segundos Apesar de tudo é muito leve e a linda Cachorro Babucho, que faz dele um dos discos mais importantes da nossa música, seja rock ou MPB, com Walter mostrando-se mais inspirado do que nunca e buscando novos horizontes.)

Influências de Liverpool

Em si mesma, prossegue Pacífico, a obra Revolver já guardava essa quantidade de antíteses. Havia ainda ali forte influência dos The Beatles, pois Walter Franco se alinhava a quase toda a sua geração. Apesar da ligação óbvia com o disco Revolver do grupo inglês (1966), o som presente no Revolver brasileiro estava mais próximo de Sgt. Peppers (1967) e principalmente do White Album (1968), que também se caracterizou por levar o grupo inglês um passo além na sua jornada experimental.

A influência dos rapazes de Liverpool não estava presente apenas no som, mas se estendia à capa do registro. O próprio Walter Franco assume que a capa de Revolver mantém estreita relação com a capa de outro álbum do Fab Four: Abbey Road (1969): Walter Franco aparece com cabelos longos e vestido de branco, quase que copiando o figurino de John Lennon na famosa capa em que o quarteto atravessa a rua.

O disco de Walter Franco estava repleto de antropofagia, frisa Pacífico, com o artista se aproveitando e remixando uma série de acontecimentos e obras do universo pop e do inacessível universo erudito. Isso cobria do formato das canções ao conteúdo delas, no flerte do artista com a poesia concreta. Walter Franco é filho do compositor Cid Franco, que foi professor de Haroldo de Campos, um dos mais importantes poetas brasileiros, fundador do movimento de poesia concretista. Assim, dá para entender os usos e abusos de Walter Franco com a palavra em suas músicas desde cedo. Em Revolver, isso atingiu o seu auge. Era possível, inclusive, olhar o encarte de Revolver e apreciá-lo como uma obra gráfica, tamanha era precisão com que Walter Franco posicionava as palavras dentro das suas letras àquela altura.

Em Revolver, as experiências de vanguarda intensificadas em Ou Não (1973) ficaram ainda mais maduras. O resultado foi a produção de um disco que, apesar de toda a viagem, era mais acessível aos ouvintes. Ainda assim, Walter Franco permanecia inclassificável, como de fato permaneceria sendo durante todo o decorrer da sua carreira. Para muitos críticos, um “artista maldito”, incapaz de se alinhar aos moldes que a própria crítica musical sempre utilizou para avaliar as criações artísticas. Enquanto sua obra corria, quase todas as definições que poderiam encaixotar a sua música foram aparecer no horizonte da crítica somente anos depois de Walter já ter passado por lá.

Se não foi classificado ou assimilado por conta da sua descompostura, em compensação essa falta de alinhamento junto a modas e moldes acabou produzindo sons pouquíssimos datados. Revolver continua soando impecável, 43 anos depois de seu lançamento.

A obra de Walter Franco para além de Revolver é uma das mais emblemáticas da música pop brasileira e pelo menos seis de suas músicas ainda hoje piram fãs e amigos, de várias gerações: Cabeça, Seja Feita a Vontade do Povo (uma espécie de hino, cantado em comícios  da campanha das Diretas-Já!, em 1984), Coração Tranquilo, Respire Fundo, Canalha e Vela Aberta. Outro sucesso de Walter Franco é Serra do Luar, com o refrão marcante “Viver é afinar o instrumento / De dentro pra fora / De fora pra dentro”.

Discografia:  Ou Não (1973)/Revolver (1975)/Respire Fundo (1978)
Vela Aberta (1979) Walter Franco (1982) Tutano (2001)

Walter Rosciano Franco, cantor e compositor paulistano, é um dos principais expoentes da música brasileira desde antes da década dos anos 1970 e sempre desde jovem revelava inclinações artísticas. Já foi regravado por artistas como Leila Pinheiro, Oswaldo Montenegro e Chico Buarque, e por bandas de rock como Ira!, Camisa de Vênus, Pato Fu e Titãs, que também regravaram músicas do compositor.

Ator formado pela Escola de Arte Dramática (EAD), é filho do poeta e político Cid Franco e na EAD começou a carreira de músico, compondo trilhas para espetáculos teatrais como O Contador de Fazendas, dirigido por Dulcina de Moraes e Os Olhos Vazados, por Emílio de Biasi, Caminho que fazem Darro e Genil até o mar, de Renata Pallottini, A caixa de areia, de Edward Albee, e o clássico grego As bacantes, de Ésquilo.

Jards Macalé (dir.) é um dos parceiros de Walter Franco

Seu primeiro disco foi um compacto simples com a música No fundo do poço, tema da novela O hospital, da TV Tupi. Em festivais, a primeira música de Walter Franco foi Não se Queima um Sonho, defendida por Geraldo Vandré. Depois veio Sol de Vidro, Pátio dos Loucos, interpretada pela cantora Célia, e Animal Sentimental, todas elas muito bem classificadas. Na época Walter Franco também mantinha um programa de rádio, na extinta Rádio Marconi. Marcando Bossa era um programa de música popular e moderna brasileira. Passaram por lá artistas como Paulinho Nogueira e Milton Nascimento.

Registro do silêncio

Mas o momento que marcou a primeira fase da carreira de Walter Franco foi a apresentação da música Cabeça, de sua autoria, no Festival Internacional da Canção de 1972, de Rede Globo. Uma música totalmente fora dos padrões da época, baseada em vozes superpostas e repetições de fragmentos da letra, quase incompreensível. Cabeça foi reconhecida por Astor Piazzola com o comentário : “Isso é uma revolução!”

Depois de toda a polêmica, Walter Franco foi contratado pela Continental para fazer o seu primeiro disco. Escolheu como produtor o papa da Tropicália, Maestro Rogério Duprat, e esse seu primeiro disco recebeu o premio de revelação do ano concedido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e recentemente à solitária mosca sobre o fundo branco e as palavras “ou não”, na contracapa, foi escolhida como uma das melhores capas dos últimos anos.

Sem dúvida, um disco ousado que revolucionou os conceitos de melodia, silêncio e ruído. O crítico Tarik de Souza comentou: “Foi o mais ousado projeto sonoro autoral de nossa música popular, inclusive em nível de vanguarda internacional.” Neste disco, lançado em 1973, aparecia uma nova versão de Cabeça e canções como Mixturação, Água e Sal e Me Deixe Mudo, que o poeta Augusto de Campos considera “a canção com maior registro de silêncio já feita no Brasil. E com recursos de tratamento da palavra que a aproximam da poesia concreta”.

Em 1974, inaugurou outro procedimento que seria uma marca de seu trabalho. No show A Sagrada Desordem do Espírito apresentava-se só no palco, na posição da flor de lótus, com seu violão. Peninha Schmidt comandava a mesa de mixagem, usada como um instrumento musical, a serviço da espacialidade do som. Ecos, som quadrifônico e reverberações trabalhando “a distância que existe do sussurro ao grito”.

Em 1975, Walter Franco participou do Festival Abertura, com a música Muito Tudo, homenagem a João Gilberto e John Lennon, com arranjo de Júlio Medaglia. Logo depois se iniciaram as gravações do disco que é considerado por muitos a obra prima de Walter Franco, Revolver (não é Revólver, pois no princípio era o verbo, comenta Walter Franco).

Um disco com um acento instrumental mais próximo ao rock, com guitarras e efeitos de estúdio muito elaborados. Na capa, Walter Franco em diagonal, todo de branco, como Lennon em Abbey Road. Na contracapa, em braile, a palavra Sim.

Em 1978 lançou Respire Fundo, pela CBS, disco gravado em oito meses, com mais de duzentos músicos, entre eles importantes nomes da MPB tais como João Donato, Sivuca, Wagner Tiso, Elba Ramalho, Zé Ramalho, Lulu Santos e Geraldo Azevedo. No Festival da Tupi de 1979, Walter Franco conquistou o segundo lugar e nova explosão: Canalha, cantando com a voz dilacerada e chegando ao grito primal, provocando catarse coletiva com o público gritando em uníssono CANALHA!!!!! A canção apareceria no próximo disco, lançado logo a seguir, Vela Aberta.

Em 1981, participou do festival MPB Shell com a canção Serra do Luar, arranjada por Rogério Duprat. Essa versão foi registrada apenas no disco do festival e a música fez grande sucesso posteriormente em uma gravação de Leila Pinheiro. Walter Franco gravou outro disco, em 1982, pela gravadora Lança, chamado apenas Walter Franco. É um disco que teve pouca distribuição e cujo resultado artístico não agrada muito ao próprio autor, que não teve liberdade para trabalhar da forma como desejava nos arranjos e na mixagem das faixas.

Considerado como expoente da vanguarda musical brasileira, lançou em 2000 o álbum Tutano, pela gravadora Yes Brasil Music. Walter Franco apresentou um repertório inédito em músicas como Zen e Gema do Novo e Acerto com a Natureza (com Cristina Villaboim), Nasça (com Arnaldo Antunes), Totem (com Costa Neto), além da releitura de Cabeça, Distâncias e Muito Tudo, entre outras canções.

Ainda em 2000, recebeu uma homenagem em forma de documentário, Muito Tudo, dos jovens cineastas Bel Bechara e Sandro Serpa, destaque da mostra de audiovisual do MIS (Museu da Imagem e do Som) e vencedor do Festival É Tudo Verdade . O documentário contou com a participação de nomes ilustres: Augusto de Campos, Rogério Duprat, Júlio Medaglia, Arnaldo Antunes, Jards Macalé, Lívio Tratemberg, Jorge Mautner, Itamar Assumpção. E retrata o universo poético do músico, universo que em seus shows toca sentimentos e emoções dos que o assiste, conduzindo a um encantamento entre palco e plateia.

Em 1997, excursionou pelo Brasil com o show Não violência, no qual apresentou uma série de novas composições como Quem puxa aos seus não degenera, Na ponta da língua, É natureza criando natureza, Nasça, esta parceria com  Arnaldo Antunes, Sargento Pimenta, em homenagem a John Lennon, e Totem, baseada em poema de José Carlos Costa Neto.

Em 2015, Walter Franco comemorou 70 anos de vida e sua volta aos palcos, lotando teatros para relançar Revolver após 40 anos, pela coleção Clássicos em Vinil, da Polysom. Na pesquisa que o blogue fez sobre a trajetória dele, Walter Franco foi tratado desde “lisérgico” à “inclassificável”, passando por “maldito” e “transgressor” resumindo um modo de olhar para ele inicialmente marcado pela estranheza e até certo desapreço, embora antes mesmo de a Vanguarda Paulista fazer uma revolução na música nacional ele já estivesse por aqui produzindo algo totalmente à frente de seu tempo, conforme observa o texto do portal da livraria Saraiva na qual divulga o relançamento por R$ 287,00 ao lado de um “ooops” pelo qual adverte: o produto está indisponível!

Galera cerca Walter Franco no palco,em 2015, durante show de relançamento de Revolver, quando o disco atingia 40 anos

O blogue também fez uma pesquisa no Mercado Livre e encontrou entre outros títulos de Walter Franco a joia sendo oferecida desde 85 paus (12x R$ 8,27) até 680 mangos (12x 64,99), neste caso do valor máximo um pouco mais que a metade dos 1.240 pilas que pede um maluco no mesmo Mercado Livre pelo Ou Não. Em tempos de compartilhamento na internet, para quem confia e tem um bom antivírus, os arquivos estão disponíveis em vários blogues, entre os quais o Venenos do Rock (clique para ter aceso).

Walter Franco possui perfil no Facebook informando que em maio ele foi atração na Galeria Olido, em São Paulo, e do 28º Festival da Lua Cheia, em Altinópolis (MG), entre outros registros de apresentações mais recentes. Não há agenda divulgada para os próximos dias.

¹ Em Prepare Seu Coração, livro recentemente lançado pela Editora Kuarup, Solano Ribeiro, um dos organizadores do VII FIC, apresenta uma versão para o episódio de destituição do júri que era presidido por Nara Leão. Solano Ribeiro  conta que momentos antes de a final começar, foi chamado por Walter Clark, todo-poderoso da Globo, que o comunicou que Nara deveria ser retirada do posto por ordens do governo militar em retaliação às declarações que ela apresentara, na véspera, ao Jornal Nacional, criticando o país e o regime da época.

Leia também no Barulho d’água Música:

1128- Mesclando tradição e experimentalismo, “Expresso 2222” crava o nome de Gilberto Gil na MPB
1122 – “O Banquete dos Mendigos”: disco duplo de Jards Macalé e um coletivo de artistas que peitaram a ditadura completa 45 anos

 

Próximo clássico do mês, em janeiro 2019:

Pérola Negra, primeiro álbum de Luiz Melodia (1973)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s