1201- Roberto Corrêa (MG/DF) lança livro em que retrata os percursos e a retomada do uso da viola no Brasil

Viola caipira: das práticas populares à escritura da arte é resultado da tese de doutorado do músico, compositor,  professor, pesquisador e dos mais importantes nomes da viola do Brasil, autor de 19 álbuns e cinco livros

O músico e pesquisador Roberto Corrêa (MG/DF) está lançando Viola caipira: das práticas populares à escritura da arte, livro da editora Viola Corrêa. Na obra, Roberto Corrêa apresenta a trajetória recente da viola, dando ênfase ao que o autor chama de ‘avivamento’ nos últimos anos, mostrando a força do instrumento no Brasil. O livro pode ser encontrado em lojas virtuais, com entrega para todo o território nacional.

Um dos mais importantes nomes da viola no Brasil, com uma trajetória de 40 anos dedicados à viola, Roberto Corrêa mostra nesta publicação sua pesquisa de doutoramento na área de Musicologia da Universidade de São Paulo (USP). Defendida em 2014, no Programa de Música da USP, o livro trata do que o autor chama de “avivamento” do instrumento, com uma série de acontecimentos que movimentaram artistas, produtores, plateias, pesquisadores, mídia, luthiers, desenhando uma nova cena para a viola, sobretudo a partir da década de 1960.

O autor contempla em sua trajetória os três principais ofícios da música: a composição (poíesis), a interpretação e execução (práxis) e a musicologia (theoria). No livro, Corrêa discorre sobre temas que sempre estiveram presentes em sua prática musical. “O nosso objetivo é mostrar o percurso da viola caipira, das práticas musicais populares, incluindo as tradicionais, à escritura da arte, identificando as ações que nortearam sua grande difusão em um movimento cultural que teve início na capital do estado de São Paulo e se alastrou por todo o país”, apontou o autor na Introdução da obra, que conta no total com sete capítulos.

Não há nada mais desconhecido no Brasil do que o próprio Brasil. A pesquisa, estudo, ensino e difusão da viola podem ser vistas como possíveis antídotos, entre outros, para o nosso auto-desconhecimento. Neste livro, Roberto Corrêa contribui para esse objetivo, fortalecendo um dos maiores ícones da cultura popular brasileira e demonstrando quão grande e aberto é o caminho para sua compreensão e integração à vida contemporânea”.

Paulo Castagna – Instituto de Artes da UNESP

Na Introdução, o autor indica as linhas mestras de sua tese e também faz importantes questionamentos acerca de sua prática como artista: “que música é essa que eu faço? Música caipira? Música caipira contemporânea? Música caipira erudita?”. E afirma: “a expansão do uso da viola no Brasil, a partir da década de 1960, em diferentes cenários musicais, em diferentes camadas sociais e em diferentes gerações, caracteriza de fato um avivamento, um momento histórico para o instrumento”.

No segundo capítulo, intitulado “O panorama da viola no Brasil como prática musical: no tempo, no espaço, no tipo”, o autor traça um histórico da viola no país desde os tempos coloniais, além de trazer relatos históricos de instrumentos designados como viola, detalhar quais são as violas no século XIX e início do século XX, e mostrar os tipos de violas de corda dedilhadas no Brasil, a saber: viola caipira; viola-de-samba; viola caiçara; viola-de-cantoria; viola nordestina; viola-de-cocho e viola-de-buriti.

As questões acerca da figura do caipira estão retratadas no terceiro capítulo, “A viola do caipira: preconceitos, região, características, modelos, música”, em que o autor conta a história da palavra caipira, com preconceitos e novas representações, chegando a se autodenominar um “caipira contemporâneo”. Ele também mostra características da viola na região caipira e traz histórias acerca do caipira, sua região e sua música.

As práticas musicais do caipira: os fazeres tradicionais e os novos fazeres” é o título do quarto capítulo. Nele, Roberto Corrêa apresenta aspectos gerais de algumas das práticas musicais tradicionais, com atenção especial para a Folia de Reis, por ser a função devocional mais disseminada na região caipira. Ele também refaz a trajetória da música do caipira na indústria fonográfica ao rememorar a história daquela que é considerada a primeira gravação da história da música caipira, feita por Cornélio Pires, em 1929.

Se restam muitas questões em aberto, e ainda muito a conquistar, fato é que este instigante, obscuro e icônico instrumento da música popular brasileira expandiu suas fronteiras em muitas dimensões: para além da oralidade, para além das festas populares, para além do estilo tradicional caipira. E Corrêa estava lá participando ora como violeiro, ora como professor, ora como pesquisador”.

Juliana Saenger – Produtora da Viola Corrêa

O avivamento da viola caipira”, propriamente dito, é esmiuçado no quinto capítulo, de título homônimo. O autor retrata os acontecimentos da década de 1960, como a criação do pagode-de-viola; o primeiro disco long-play de viola instrumental; a escrita musical pioneira; a viola de volta aos grandes centros urbanos; e as orquestras de viola como grandes razões para este “avivamento”. A difusão das grandes duplas caipiras como Tonico & Tinoco, Tião Carreiro & Pardinho e outras também contribuiu, segundo o autor, para isso. Roberto Corrêa finaliza o capítulo com o chamado “estabelecimento do avivamento”, com acontecimentos a partir de 1980.

Para finalizar, em “A escritura da arte”, são revelados detalhes acerca da escritura musical propriamente dita, mostrando como a primeira notação musical dedicada à viola, feita por Theodoro Nogueira, em 1962, contribuiu para o “avivamento” a que ele se refere. E a notação adotada a partir da década de 1980 contribuiu para uma formação de repertório, além de registrar o que antigamente era somente passado de geração em geração pela tradição oral.

O novo trabalho de Roberto Corrêa mostra que a viola, em suas diversas facetas, continua sua história, dinâmica e viva, pelos rincões do Brasil. Em um texto generoso, Corrêa divide com o leitor suas informações e análises. Nele, o autor puxa ‘o fio da meada’ para desenhar os contornos deste movimento que ele também ajudou a construir.

SOBRE ROBERTO CORRÊA

Instrumentista virtuoso, Roberto Corrêa (Campina Verde/MG), atualmente em Brasília (DF), é um dos pioneiros na recente expansão do uso da viola caipira no Brasil. Seus trabalhos, além de expressão de sua arte, apontam novos caminhos para seu instrumento. Por mais de quatro décadas o autor se dedica à viola caipira contemplando os três fundamentos essenciais do ofício da música: a composição, a interpretação e a pesquisa musicológica.

Um dos mais importantes nomes da viola no Brasil, Corrêa lançou 19 discos e três livros. Realizou recitais em importantes espaços internacionais como o Konzerthaus (Viena, Áustria), Beijing Concert Hall (Pequim, China) e Haus der Kulturen der Welt (Berlim, Alemanha). É doutor em musicologia pela Escola de Comunicação e Artes (ECA)/USP. É comendador da Ordem do Mérito Cultural.

Outros livros de Roberto Corrêa

Roberto Corrêa também tem outras publicações, como Viola caipira, de 1983 (Musimed), e reeditado em 1989, pioneiro no país na abordagem do instrumento, e que traz as primeiras pesquisas do músico. Nessa obra ele traz um levantamento histórico, características do instrumento e registros de afinações e técnicas de execução.

Uma das obras icônicas da viola é A arte de pontear viola, de 2000 (edição do autor), reimpresso em 2000, 2002 e 2008, um resultado de mais de 20 anos de trabalho do violeiro. O livro apresenta um método de ensino e de aprendizagem da viola, mostrando, de maneira acessível, sua técnica e compartilhando os “segredos” de tocar viola.

Tocadores: homem, terra, música e cordas (Olaria), de 2002, feito com Lia Marchi e Juliana Saenger, é um dos resultados de uma pesquisa realizada no Brasil Central e no Sul do país, a fim de registrar e conhecer as raízes culturais da música e da tradição oral do Brasil. E, ainda, em 2004, Roberto Corrêa lançou, em edição de autor, Composições para viola caipira, com algumas de suas composições para viola caipira solo, em partitura e tablatura.

Mais informações sobre Roberto Corrêa:

robertocorrea.com.br

open.spotify.com/artist/3l4QQrehqssBkUgfMRdYqC?si=0vEpAFmJRiupapPH2-1kgQ

facebook.com/robertocorrearc

instagram.com/robertocorrearc/

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Assessoria de imprensa Lançamento Viola Caipira

Buriti Comunicação

Paula Corrêa | paula@buriticomunicacao.com | 11 2892-4867 | 11 9 8339-4867

Marina Abramowicz | marina@buriticomunicacao.com | 11 2737-1674 | 97973-9642

http://www.buriticomunicacao.com | http://www.facebook.com/buriticomunicacao

http://www.instagram.com/buriti_comunicacao

Ficha Técnica:

Viola caipira: das práticas populares à escritura da arte (o avivamento no Brasil)
Autor: Roberto Corrêa
Editora: Viola Corrê
2019
Páginas: 206
Dimensões: 21 x 28 cm
Preço: R$ 59,90

Onde comprar o livro:

Mercado Livre:https://lista.mercadolivre.com.br/roberto-correa-viola-caipira

Site do Roberto Corrêa:

http://www.robertocorrea.com.br/violacaipira/ (frete grátis por tempo limitado)

Amazon: http://www.encurtador.com.br/jBFH2

Distribuído pela Musimed: http://www.musimed.com.br / (61) 3244-9799

Leia mais no Barulho d’água Música sobre Roberto Corrêa:

1097 – Roberto Corrêa estreia novo projeto no Teatro da Caixa, em Brasília (DF)

1021 – Cinco álbuns da rica discografia de Roberto Corrêa (MG/DF) já podem ser ouvidos em plataformas digitais

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