1208 – Rio Grande do Sul dá adeus a Ubirajara Matana: emudece um dos últimos baluartes do violão campeiro-serrano

Músico  fez parte do grupo Os Cobras do Teclado, ao lado de Adelar Bertussi,  do irmão Itajaiba  e Paulo Santos,  e tornou-se um dos maiores instrumentistas na década dos anos 1970 animando bailes por todo o Sul do Brasil

Com Valdir Verona e Milena Schafer (milena.schafer@pioneiro.com)

O cenário musical do Rio Grande do Sul, notadamente a classe artística de Caxias do Sul, está de luto desde a quinta-feira, 4 de julho, quando desencarnou na cidade o violonista Ubirajara Matana. Aos 75 anos, Matana não resistiu às complicações de um tumor no sistema linfático. A despedida, cercada por parentes e centenas de amigos, ocorreu no mesmo dia da passagem com a cremação do corpo, ao final da tarde, no Memorial Crematório São José, em Caxias do Sul. De acordo com informações dos familiares, Matana estava internado no Hospital do Círculo há cerca de 20 dias. O tumor fora detectado há pelo menos dois meses e chegou a ser combatido com radioterapia e quimioterapia. 

Natural dos campos de Vila Seca, interior do município, Matana foi um dos principais nomes do violão gaúcho na década dos anos 1970. Nessa época integrava o grupo Os Cobras do Teclado ao lado de Adelar Bertussi,  do irmão Itajaiba Matana (acordeões) e Paulo Santos (bateria), animando bailes por todo o Sul do Brasil.

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