1263 – Eliana Pittman lança álbum acústico, pela Kuarup, e resgata show gravado em Paris há 50 anos

Disco tem o dedo do produtor Thiago Luiz Marques e traz 18 músicas em formato acústico, com violão e percussão

Chega ao mercado, pela Kuarup Produtora, Ontem, Hoje e Sempre, novo trabalho da cantora Eliana Pittman. O álbum, gravado em formato acústico com violão e percussão, reúne 10 regravações de músicas de autores como Vinicius de Moraes, Martinho da Vila, Fito Paez, Caetano Veloso, Chico Cesar, Candeia, Cazuza e Gilberto Gil entre outros e um exemplar do disco nos foi gentilmente enviado pela Kuarup, a cuja equipe agradecemos em nome do seu diretor artístico, Rodolfo Zanke. Como bônus, há mais oito faixas, ao vivo, resgatadas de um show gravado em 1970, em Paris, capital da França, na boate Dom Camillo, com repertório de clássicos da Bossa Nova.Com este trabalho, festejo com orgulho e gratidão o meu ontem e o meu hoje, que vem a ser o meu sempre”, afirmou a cantora. 

Eliana Leite da Silva (Rio de Janeiro, 18 de agosto de 1945) desde que adotou o nome artístico Eliana Pittman é uma as mais versáteis cantoras da música nacional, única brasileira a figurar a capa da revista norte-americana Ebony (principal publicação daquele país destinada ao público negro). No imaginário musical de quem viveu os anos 1970, a cantora carioca é a vivaz intérprete de sambas e de carimbós que deram a ela fama nacional naquela década áurea, porém a verve internacional herdada do pai, o extraordinário saxofonista norte-americano Booker Pittman, fez dela uma das nossas principais cantoras de jazz.

Eliana Pittman gravou dezenas de discos, apresentou-se em mais de 30 países ao longo da carreira e continua  em plena forma protagonizando shows solos e de formatos diversificados em projetos especiais paralelos como Divas do Sambalanço (ao lado de Claudette Soares e Dóris Monteiro) e 100 anos de Dalva de Oliveira.

Hoje, Ontem e Sempre, disco produzido por Thiago Marques Luiz, traz como bônus um álbum ao vivo com registros de um espetáculo de Eliana Pittman em Paris,  viabilizado quando Marques Luiz soube pela cantora que ela tinha no acervo particular de fitas um rolo de gravações de shows protagonizados dentro e fora do Brasil, nos anos 1960 e 1970.  Uma dessas fitas reproduzia o áudio do show feito por Eliana na Cidade Luz. “Este disco é uma dívida que Eliana tem com seu público que não vê um disco inédito desde 1991 e é também uma dívida de seu público para com ela, relatou o produtor Thiago Marques Luiz. Sobre o novo trabalho, Eliana Pittman comentou: “Que eu possa realizar coisas bonitas na minha vida, ajudar as pessoas através do meu canto, trazendo esperança, paz e amor para cada um que escuta o som da minha voz”.

Nat King Cole cumprimenta Elizeth Cardoso ao lado do pai de Eliana, Booker Pitmann (Foto disponível na internet, de autoria desconhecida)

 O clarinetista e saxofonista Booker Pittman nasceu em Dallas (EUA) e migrou para o Brasil por volta de 1930. Aqui passou a ser carinhosamente tratado por Buca, apelido que recebeu de ninguém menos do que Pixinguinha (1897–1973), que também tocava saxofone, entre outros múltiplos atributos artísticos. Buca também tocou com Nat King Cole  Louis Armstrong e Count Basie. 

Faixa a faixa do disco de Eliana Pittman 

1 – O Morro Não Tem Vez (Carlos Lyra / Vinicius de Moraes / Tom Jobim); 2 – Gamei (Délcio Luiz / André Renato); 3 – Ex-Amor (Martinho da Vila); 4 – Drão (Gilberto Gil); 5 – Onde Estará O Meu Amor (Chico César); 6 – Até A Lua (Tião Carvalho); 7 – Preciso Dizer Que Te Amo (Dê / Cazuza / Bebel Gilberto); 8 – Preciso Me Encontrar (Candeia); 9 – Yo Vengo A Ofrecer Mi Corazón (Fito Paez); 10 – Tributo à Vaidade (Café / Iran Silva / Carlinhos Madureira).

Bônus – Show Paris 1970 (Boate Don Camillo)

11 – Aquele Abraço (Gilberto Gil); 12 – Garota De Ipanema (Tom Jobim / Vinicius de Moraes); 13 – O Pato (Jaime Silva / Neuza Teixeira); 14 – Desafinado (Tom Jobim / Newton Mendonça); 15 – Big Spender (Cy Coleman / Dorothy Fields); 16 – Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá / Antônio Maria); 17 – Ponteio (Edu Lobo / Capinan); 18 – Felicidade (Tom Jobim / Vinicius de Moraes).

Sobre a Kuarup

A gravadora Kuarup foi fundada no Rio de Janeiro em 1977 pelo produtor Mario de Aratanha e o saudoso fagotista Airton Barbosa, do Quinteto Villa-Lobos. Hoje, é uma das principais gravadoras independentes do país. Especializada em música brasileira, possui mais de 200 títulos em seu acervo, além de ter a maior coleção de obras de Villa-Lobos em catálogo no Brasil.

O repertório traz choro, música nordestina, caipira, sertaneja, MPB, samba e instrumental, entre outros gêneros. A gravadora passou a atuar na edição de músicas e no mercado editorial de livros. 

Álbuns da Kuarup, tanto os lançamentos, quanto os que estão no catálogo,  podem ser encontrados na loja Pop’s Discos, situada na rua Teodoro Sampaio, 763, loja 4 (telefone 11 3083-2564), situada em Pinheiros, na cidade de São Paulo, e tanto na capital paulista, quanto na cidade do Rio de Janeiro e Niterói, também nas lojas integrantes da rede Blooks.

Outro endereço em Sampa é o do Canal 3 Distribuidora, na avenida Ipiranga, 1216, região central. A Capital do Paraná tem um ponto da Distribuidora Curitiba de Papéis e Livros na avenida Sete de Setembro, 2775 – Centro, com telefone  (41) 3013-4966.

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