1304 – Billynho Blanco (RJ) lança pela Kuarup disco de estreia

Com repertório eclético que vai da bossa nova ao rock, passando pelo folk, disco traz em onze faixas canções inéditas e duas regravações, uma do pai do cantor, compositor e ator: Billy Branco

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O cantor e compositor carioca Billy Branco Júnior está lançando pela gravadora Kuarup o álbum Billynho Branco, gravado em 2019, na cidade do Rio de Janeiro, com um grupo de jovens talentosos músicos formado por Gustavo Tibi (piano e teclados), Marco Vasconcelos (guitarra), Carlos Jannarelli (baixo) e Pedro Mamede (bateria e percussão). Billynho tocou os violões e alguns pianos no disco que traz onze canções, um apanhado de nove composições dele com seus parceiros Paulinho Mendonça (autor de Sangue Latino, gravada pelos Secos & Molhados); Lucas Sigaud, jovem poeta, doutor em Física que é fã ardoroso de Bob Dylan, John Reed e Leonard Cohen e escreve apenas em inglês, mais Ailan Ross, amigo de longa data e parceiro dos tempos em que Billynho morava em Nova York. Em francês, Mes Arais foi escrita em dueto com a poetisa Paula Padilha e celebra a amizade. Já as duas faixas restantes têm assinaturas de Caetano Veloso (O nome da cidade) e do pai de Billynho, Billy Blanco (Onda/Estrada do Nada). Um exemplar do disco, gentilmente enviado pela Kuarup (a quem agradecemos em nome do diretor artístico do selo, Rodolfo Zanke), abriu as tradicionais audições matinais dos sábados neste dia 23 de maio aqui na redação do Barulho d’água Música, em São Roque, no Interior de São Paulo.

A produção e os arranjos do disco são do próprio Billynho. A canção John Lennon foi coproduzida por Carlos Trilha, e teve nos vocais a participação de Pedro Sol Blanco e Daniel Blanco, dois dos filhos de Billynho. A faixa Lucy aparece com magistral arranjo de cordas do maestro Gilson Peranzzetta. O disco foi gravado por Carlos Trilha e Elton Bozza e Trilha também masterizou o álbum.

Billynho Blanco cresceu imerso na bossa nova e aos 3 anos já cantava com o pai, Billy Blanco, um dos parceiros de Tom Jobim e de Baden Powell, entre outros dos precursores do gênero que tem como maior expoente o baiano João Gilberto e ainda Roberto Menescal . Aos 9 anos, o garoto foi atração do 1° Festival internacional da Canção e gravou com o Quarteto em Cy e Oscar Castro-Neves a canção Se Gente Grande Soubesse‘, produzido por Aloysio de Oliveira. Aos 14 anos começou a tocar violão, técnica que aprimorou com os professores Meira e Jorge Omar. Aos 18, influenciado por Elton John, começou a tocar piano e estudou com a professora Wilma Graça.

Billynho mudou-se quatro anos depois para Nova York, cidade dos Estados Unidos da América na qual viveu por seis anos e gravou com Yoko Ono no estúdio Record Plant, produzido por Roy Cicala. Foi pianista do legendário Richie Havens e fez carreira solo tocando por anos no City Lights Club, no Greenwich Village. Ao regressar à cidade do Rio de Janeiro, tornou-se atração fixa no club People. Já na década dos anos 1990 gravou sucessos internacionais em versão bossa nova, com  Menescal; Do you know (The Ping-pong Song), por exemplo, tem mais de 3 milhões de acessos no Spotify. Fez shows na Bahia, São Paulo, Curitiba, Belém, Brasília e no Rio de Janeiro. Em 2013, agora morando em Paris, protagonizou uma temporada solo de casas lotadas no Jazz Bar Bar do Hotel Lutetia. De novo no Brasil, cantou no Baretto Londra, na Miranda e mais recentemente no Blue Note Rio e em Lisboa.

Além de cantor e compositor, Billy Blanco Júnior é ator também começou cedo a estrelar novelas entre as quais A Rosa Rebelde, levada ao pela Rede Globo, no horário das oito, entre 15 de janeiro e 13 de outubro de 1969. A carreira de ator ainda conta com participações em filmes e minisséries na Vênus Platinada e veiculadas em canais por assinatura. Seu primeiro curso de formação em dramaturgia foi o Tablado, em 1970. Depois Billynho estudou, ainda, na HB Studios, em Nova Iorque.

Repertório do álbum

1. Parti capuri (Billynho Blanco) A partir de um sonho, a viagem e a história de uma saudade;

2. John Lennon (Paulinho Mendonça e Billynho) Sem jamais questionar a admiração por John Lennon, que um dia disse “0 sonho acabou”, o poema de Paulinho Mendonça recebe música e afirma que, apesar de tudo, o Sonho existirá, resistirá;

3. 0 nome da cidade (Caetano Veloso) Caetano nunca gravou essa canção, que recebe com Billynho roupagem folk, à la Paul Simon, para canter as belezas e tristezas do Rio de Janeiro;

4. Lucy (Lucas Sigaud e Billynho) 0 poema em inglês de Lucas Sigaud se transforma na balada de uma triste madrugada, corn arranjo de cordas de Gilson Peranzzetta;

5. Onda Estrada do Nada (Billy Bianco) Gravada pelo velho Billy Blanco e também pelo Quarteto em Cy na década dos anos 1960, agora rebatizada de Onda, a  Estrada do Nada vem com tratamento mais pop, com uma levada “oitentista”;

6. Vai, mas não me esquece (Billynho Blanco) — uma bossa nova que retrata uma dor de cotovelo;

7. Mes amis (Paula Padilha e Billynho)- Morando em Paris, Paula e Billynho escreveram essa ode à amizade;

8. 0 gosto da fruta (Paulinho Mendonça e BiIlynho) 0 poema de Paulinho, um grito de rebeldia, liberdade e autoconhecimento, vira urn rock com influências de Sir Elton John;

9. Pedra da Gávea (Billynho Blanco) – Escrita em 1985, até então inédita, esta é uma homenagem à considerada mais bela pedra da cidade do Rio de Janeiro. Gávea canta sobre passagens e buscas no verão daquele ano;

10. Strangers again (Allan Ross e Billynho) – Essa parceria com o norte-americano Allan Ross foi assinada em Nova York, em 1982. 0 que era uma balada, ganhou arranjo bossa-novista; fala sobre novas tentativas que trarão frescor a  um relacionamento;

11. Manhattan (Paulinho Mendonça a Billynho) – Foi a primeira cancão escrita, em 1980, pela dupla Paulo Mendonça e Billynho, que morava em Nova York e recebia os poemas pelo correio. Na cancão um amigo envia conselhos de esperança.

Choro, música nordestina, caipira…

Especializada em música brasileira de alta qualidade, o acervo da Kuarup concentra a maior coleção de Villa-Lobos em catálogo, além dos principais e mais importantes trabalhos de choro, música nordestina, caipira e sertaneja, MPB, samba e música instrumental em geral, com artistas como Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Paulo Moura, Raphael Rabello, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Pena Branca & Xavantinho e Arthur Moreira Lima, entre outros.

Álbuns da Kuarup, tanto os lançamentos, quanto os que estão no catálogo,  podem ser encontrados na loja Pop’s Discos, situada na rua Teodoro Sampaio, 763, loja 4 (telefone 11 3083-2564), situada em Pinheiros, na cidade de São Paulo, e tanto na capital paulista, quanto na cidade do Rio de Janeiro e Niterói, também nas lojas integrantes da rede Blooks.

Outro endereço em Sampa é o do Canal 3 Distribuidora, na avenida Ipiranga, 1216, região central. A Capital do Paraná tem um ponto da Distribuidora Curitiba de Papéis e Livros na avenida Sete de Setembro, 2775 – Centro, com telefone  (41) 3013-4966

Kuarup Música (11) 2389-8920

 

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