1335 – Cecilia Concha Laborde lança Cancionera, álbum para marcar seus 10 anos de trajetória

A cantora e compositora chilena influenciada por Violeta Parra e Victor Jara, de voz e violão “poderosamente doces”, fará apresentação em anfiteatro de Santiago para apresentação do disco que reúne 17 canções 

A cantora chilena Cecilia Concha Laborde fez aniversário na terça-feira, 2 de dezembro, e o presente quem está ganhando são amigos e fãs, brindados com o álbum Cancionera, trabalho que marca seus 10 anos de carreira, já pode ser descarregado eletronicamente e será lançado em concerto presencial marcado para começar às 19 horas desta sexta-feira, 4, no Anfiteatro do Museu de Belas Artes, situado em Santiago, com transmissão via streaming; devido à necessidade de se evitar aglomerações que possam agravar a pandemia do coronavírus (Covid-19), a plateia será reduzida, terá de obedecer protocolos de segurança sanitária e só acessará o auditório quem fez reserva antecipada. Gravado no estúdio La Cuerda, em Buenos Aires, capital da Argentina, e produzido na cidade de São Paulo e na capital chilena, Cancionera reúne 17 faixas e é o segundo álbum de Cecília Concha Laborde. Ela estreou em 2013 com Te traigo mi versos, álbum +livro com canções a partir de suas próprias poesias.

A música chilena, entre outras formas de manifestações artísticas do país, ecoa em todo o continente e fora dele como peça de resistência e de engajamento e alimenta as combativas veias de um dos povos latinos mais altivo, de brio, que não se deixa corromper ou dominar política e socioculturalmente. Entre os ícones que levantaram tais bandeiras constam os cantores e compositores Victor Jara e Violeta Parra — o primeiro violentamente perseguido até a morte pela ditadura do ex-general facínora Augusto Pinochet, no correr dos anos da década de 1970. Cecília os tem como ídolos desde jovem; Jara e Parra a influenciaram decisivamente quando ela ainda tomava parte em movimentos estudantis, meio no qual despontou e aos poucos se afirmou até ficar admirada como uma “trovadora de voz e toque ao violão (guitarra, em espanhol) “poderosamente doces”. As canções de Laborde versam sobre liberdade, respeito aos Direitos Humanos e igualdade de gênero (entre os temas que a inspiram) e já foram gravadas tanto por consagrados expoentes do Chile, quanto de outros países da América Latina. E o seu violão, instrumento que aprendeu a tocar motivada pela avó materna. tem, ainda, uma marca das mais relevantes e que certamente lhe confere energia e força espiritual: foi feito por um luthier que se encontrava nos cárceres de Pinochet, sob encomenda dos pais dela e entregue a Cecília como presente para a menina em um de seus aniversários.

Hoje, para além do ofício de compor e de cantar, Cecilia Concha Laborde reforça movimentos artísticos culturais importantes como o Dándole Cuerda — com mais de vinte cantores de sete países do continente – do Mujer Trova, de origem argentina e que congrega mais de 40 cantores-compositores; também é a criadora do Trovadoras sin Fronteras, que desenvolve desde 2015 para tecer redes e cumplicidades entre cantores e compositores do continente, e coordenadora da La Ruta de Violeta, em Santiago, este parceiro internacional do Circuito Dandô de Música Dércio Marques, ativo no Brasil desde 2014, idealizado por Katya Teixeira.

O Dandô já trouxe Laborde ao nosso país em, pelo menos, duas ocasiões; uma delas entre 2 de março e 18 de março de 2017, quando a chilena fez turnê em cidades gaúchas como Pedro Osório, Caxias do Sul, Santa Cruz, Soledade, Terra de Areia, Osório e Torres.

Cancionera poderá ser descarregado mediante compra de créditos em https://www.portaldisc.com/artista.php?artista=CECILIA%20CONCHA%20LABORDE.

Para saber como sintonizar a transmissão do concerto Cancionera por streaming na noite de 4 de dezembro consulte o perfil de Cecilia Concha Laborde em  https://www.facebook.com/ceciliaconchalaborde.

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