1343- Marcos Assunção (MS) lança método para violeiros aprendizes e anuncia terceiro disco instrumental

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Livro que ganhará três volumes resulta de pesquisa que leva o estudante ao encontro de uma linguagem híbrida e contemporânea durante curso para dominar o instrumento

O guitarrista, violonista, violeiro e compositor Marcos Assunção publicou recentemente o método Viola Brasileira Volume I, um trabalho de pesquisa musical que leva o aprendiz e estudantes ao encontro de uma linguagem híbrida e contemporânea e que o autor envia pelos Correios aos interessados. A iniciação à leitura de partituras que ele oferece neste trabalho busca aproximar ainda mais a viola caipira à sistematização metodológica desenvolvida para outros instrumentos, dando ao estudante a oportunidade de dialogar com outros gêneros da música popular brasileira e de concerto.

Na Primeira Parte, o estudante é convidado a conhecer a leitura das cordas soltas, sendo que a diversidade de exercícios desenvolve a técnica dos arpejos trabalhados com a mão direita, o polegar, o indicador, o médio e o anular. Com esse treinamento, o estudante tem a oportunidade de entender a funcionalidade da escrita musical já com prática do instrumento. Dentre os exercícios de arpejos das cordas soltas, são apresentadas explicações das simbologias da escrita musical, como: pauta musical, signo de compasso, figuras de notas e figuras de pausa, dentre outros. Ainda na Primeira Parte, o estudante avança para a leitura da primeira região nas escalas Diatônica (natural) e de Mi maior (que correspondem à afinação cebolão em Mi). São apresentados, outrossim, estudos sobre as segunda e terceira regiões da viola caipira.

Já na Segunda Parte, peças para iniciação foram compostas para que o estudante, iniciante em sua prática musical, crie o hábito de ler a partitura cujo nível de crescente dificuldade vai, aos poucos, exigindo um conhecimento da escala separadamente nas três regiões do instrumento. As obras para iniciação transcritas foram arranjadas e adequadas para que o estudante tenha o encontro com melodias consagradas de importantes compositores da história, como Ludwig van Beethoven, além de obras como “Cuitelinho”, um folclore recolhido por Paulo Vanzolini e Antônio Xandó, gravado por grandes nomes da música popular brasileira, como Milton Nascimento, Pena Branca e Xavantinho.

A teoria musical abordada entre os exercícios é um dos diferenciais da metodologia, pois busca persuadir o estudante a absorver o conteúdo gradativamente, levando-o a utilizar, de forma prática, o conteúdo teórico. Os conteúdos de harmonia para viola caipira convergem para o embasamento do estudante no contexto do sistema tonal na sua iniciação. Ademais, o estudante adquire o conhecimento dos sons musicais e sua hierarquia pelas tríades, tétrades e inversão de intervalo, conquistando a autonomia na compreensão harmônica em futuras análises mais precisas do sistema tonal.

Na Terceira Parte, Coletânea de Peças Avançadas para Viola Caipira, todos os arranjos e transcrições são inéditos, elaborados exclusivamente para esse trabalho. Neste estudo, inteiramente voltado a um repertório de concerto, o estudante adquire uma “ponte” que o levará a muitos outros horizontes sonoros e possibilidades musicais a percorrer na sua caminhada artística. A escolha do nome do método é em memória ao compositor Theodoro Nogueira. Nogueira cita, na contracapa do segundo disco de Renato Andrade (Viola de Queluz – Vol. 2), a origem da denominação do instrumento como viola brasileira: “Sendo o instrumento predileto do nosso caipira ou sertanejo, batizei-a com o nome de viola brasileira”.

Viola Brasileira Volume I pode ser encomendado pelo sítio do Mercado Livre e dá direito, ainda, a um exemplar do terceiro álbum de Marcos Assunção, Viola Pantaneira Urbana, destacado em 20 de outubro pelo maestro José Gustavo Julião de Camargo no programa Revoredo, da Rádio USP FM (clique aqui e ouça). Quem compra também coopera com a elaboração do Volume II e III.

Marcos Assunção nasceu em 1977 na capital do Mato Grosso do Sul, a cidade de Campo Grande. Aos 7 anos, já tocava na banda marcial da escola e com 13 anos começou a estudar violão e guitarra. O encontro com a viola caipira foi por meio do seu saudoso avô, Duarte Assunção, motivo pelo qual adotou o sobrenome dele para levar à estrada seu trabalho artístico que têm influências diversas e passa pelo Jazz, Choro, Bossa Nova e as músicas erudita, caipira e regional. Marcos Assunção graduou-se em música pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e, depois, fez Pós-graduação em Educação Musical. Já dividiu palco com músicos renomados tais quais Gary Willis (Estados Unidos da América), ST Fusion (Espanha), Arthur Maia, Roberto Corrêa e Ivan Vilela. Já com sua carreira consolidada como instrumentista em seu estado, foi contemplado em âmbito nacional pelo Projeto Pixinguinha, em 2008 – Prêmio Produção (Funarte/RJ) ao lado de Gabriel Sater, filho do conterrâneo Almir Sater.

Em 2011, gravou Eu, a viola e Eles, o segundo álbum da carreira, instrumental, pelos Fundos de Investimentos Culturais (FIC). Marcos Assunção já se excursionou pelo Chile e pela Espanha como atração em eventos como o Festival da Universidade de Antofagasta; Festival Tensamba, em Madri e Barcelona; I Festival de Jazz em La Laguna, Tenerife Norte; e o IIº Ciclo de Guitarras nas ilhas Canárias, em Gran Canária, Lanzarote. Como concertista e ministrante, foi convidado a participar do Brazilian Songbook International realizado pela Funarte (confira o volume 6, página 330, no sítio da Fundação). Participou do programa “Revoredo” da USP – SP, no qual teve seu álbum “Eu a viola e eles” reconhecido pela sua música autoral. Marcos Assunção criou por meio do luthier Gustavo Crespe um instrumento singular no qual fez a união da viola brasileira e do violão brasileiro de sete cordas, inspirado nos modelos de guitarras double neck.

Atualmente, o músico traz o terceiro álbum autoral, contemplado pelo edital Economia Criativa 2018 pela Secretaria de Cultura e Cidadania.

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