1357 – Filpo Ribeiro e A Feira do Rolo (SP) destacam em apresentações online “Contos de beira d’água”*

#Rabeca #MúsicaNordestina #MúsicaBrasileira #CulturaPopular

*Com Tambores Comunicações

As tradicionais audições matinais aos sábados, aqui no cafofo do Barulho d’água Música, em São Roque (SP), começaram no dia 20 de janeiro com Contos de beira d’água, álbum gravado em 2017 e que tem distribuição pela Tratore, de Filpo Ribeiro e A Feira do Rolo. O grupo paulista, na estrada desde 2014, vai protagonizar várias apresentações virtuais ao vivo (as chamadas “lives”) dentro do projeto Rabecada a partir de hoje e até 20 de março, sempre aos sábados e aos domingos, conforme agenda publicada ao final desta atualização, com apoio e divulgação da Tambores Comunicações. Para assisti-los, basta entrar no canal do grupo cujo endereço é https://www.youtube.com/c/FilpoRibeiroeaFeiradoRolo.

A formação Filpo e a Feira do Rolo surgiu em 2014, por iniciativa do próprio Filpo Ribeiro, que, assim, dá continuidade às suas pesquisas sobre a rabeca iniciadas com o grupo Pé de Mulambo (2007-2014). Ao lado do músico e produtor Marcos Alma (com quem produziu discos do Pé de Mulambo), Filpo forma o núcleo do novo trabalho; a Feira é complementada por Alisson Lima (percussão e coro) e Lipe Torre (percussão e coro). A sonoridade explora os timbres de instrumentos como a rabeca, além da viola dinâmica de 10 cordas, pífanos e marimbau acompanhados por zabumba, triângulo e baixo. As composições são de Filpo e integrantes da Feira do Rolo. Os arranjos se inspiram em gêneros que marcaram a formação musical de Filpo, sobretudo ritmos nordestinos como o forró e coco, o repertório das bandas de pífanos, samba de roda, e outros ligados à cultura caipira e caiçara do Sudeste como o fandango caiçara, reisado (folia de reis), romaria do divino e lundus do norte mineiro.

Contos de beira d’água têm  músicas de Filpo e Marcos Alma, além de parceiros como o paraibano Ricardo Ribeiro e o fandangueiro caiçara Vlad (Cananéia/SP). O disco foi contemplado pelo edital ProAc da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, e, além da gravação, possibilitou shows e oficinas por diversas cidades. Em junho de 2018, o grupo se apresentou, por exemplo, no Festival ‘Forró de Domingo’, em Stuttgart (Baden-Württemberg/Alemanha). Também por duas vezes, em outubro/2018 e em dezembro/2019, Filpo foi convidado para concertos, gravações e oficinas, pelo Japão, ao lado do maestro Michio O’Hara (cravo), sendo atração em cidades como Tóquio, Nagoya, Osaka, Komaki, Kasugai e Obu e mostrando a música da rabeca, desde a tradição medieval até sua presença na música brasileira.

Uma das atividades do grupo, interrompida pela pandemia, é o projeto Rabecada e Rubacão, que leva aos bares paulistanos, em clima de ensaio aberto, rodas de forró que podem receber participação de músicos na hora. O ambiente, acolhedor, proporciona uma relação estreita entre a ‘plateia dançante’ e os músicos e já formou um público cativo. Do ponto de vista musical, um dos diferenciais em relação aos forrós é a liberdade para improvisos, arranjos e formação instrumental inusitada, proporcionada pela presença de músicos de diversos estilos, entre cantores, instrumentistas e mestres da cultura popular.

Passaram pelo projeto artistas como Nelson da Rabeca e Dona Benedita (AL), Zé Pitoco (PE), Oswaldinho do Acordeon (SP), Nicolas Krassik (França, radicado na cidade do Rio de Janeiro), Ricardo Hertz (SP), Carol Panesi (RJ), Tião Carvalho (MA), Irene Atienza (Espanha, radicada na cidade de São Paulo), Mestre Agnaldo do grupo Cavalo Marinho Estrela de Ouro do Condado (PE), Renata Mattar (da Companhia Cabelo de Maria/SP), entre outros.

No repertório das apresentações online estarão músicas de Filpo como CaninéCasa Amarela Povo Guerreiro, além de sucessos de Alceu Valença (Fé na perua/Papagaio do futuro), Zé Ramalho (Galope rasante) e Anastácia & Dominguinhos (Quero um xamego).

Filpo Ribeiro é um músico ‘pesquisador’ de instrumentos da tradição popular brasileira como rabeca, viola caipira, marimbau e violão. Fundou o premiado grupo Pé de Mulambo, com o qual lançou dois discos. Tem frequentes participações de gravação e concertos de artistas como Naná Vasconcelos, Siba, Ná Ozzetti, Maurício Pereira, Companhia Cabelo de Maria e Sebastião Biano, dentre outros.

Marcos Alma é multi-instrumentista, produtor musical e formado em Composição e Regência. É professor de trilha musical e desenho de som, do projeto Igual Diferente, do Museu de Arte Moderna (MAM-SP). Produziu discos como o do baterista e compositor gaúcho Mutinho e do compositor paraibano Pedro Osmar (fundador do grupo Jaguaribe Carne).

Alisson Lima é músico e bailarino com formação inicial nas manifestações populares de Pernambuco como frevo e cavalo-marinho. Integra a prestigiosa Companhia de Dança Antônio Nóbrega. Também atua na banda de Zé Pitoco e acompanha o compositor Danilo Moraes no projeto Forró Picadinho.

Lipe Torre é  multi-instrumentista (percussão, baixo, guitarra e violão). Em 2017, lançou Vagabundo, com participações especiais de Sizão Machado (Elis Regina, Djavan), Walmir Gil (Banda Mantiqueira), Ricardo Herz, Giana Viscardi, entre outros.

O disco Contos de Beira d’água está disponível para ser baixado, na íntegra, no blogue Forro em Vinil, cujo linque é https://www.forroemvinil.com/cds/cd-filpo-ribeiro-e-a-feira-do-rolo-contos-de-beira-dagua/, mas é um trabalho dos mais bonitos, incluindo o encarte com base no projeto gráfico de Marco Ponce (Estúdio Ipojuca), cujo disco físico merece enriquecer a coleção de quem gosta de música brasileira de qualidade e fora do mercado convencional. Traz ritmos e músicas autorais, o que demonstra a riqueza do trabalho de musica e de pesquisa do grupo, tais quais forró, xaxado, coco, ciranda, xote e lundú, temperados pela rabeca, viola caipira, guitarra, pífanos, trompete, baixo acústico, baixo, piano rodhes, violão de 7 cordas e bateria, além dos instrumentos percussivos zabumba, pandeiro, triângulo, caixa, chimbal e ganzá.

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https://barulhodeagua.com/2019/10/08/1244-presenteie-sua-crianca-interior-com-um-sonho-de-rabeca-de-caio-padilha-lacado-pela-kuarup/

1140 – Nelson da Rabeca e esposa, com Thomas Rohrer, lançam álbum “áspero”, mas que encanta pelo tom festivo*

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https://barulhodeagua.com/2017/12/27/1012-titulo-de-melhor-rabequeiro-do-brasil-e-pouco-para-reconhecer-a-contribuicao-de-ze-gomes-rs-a-musica-do-pais/comment-page-1/

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