1363 – Ricardo Vignini (SP), 30 anos de estrada, recebe convidados em seis apresentações virtuais*

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Violeiro paulistano vai se apresentar entre 20/3 e 4/4 e abre vaquinha eletrônica para álbum triplo, reunindo discos lançados em 2020, e livro

* Com Graciela Binaghi

O violeiro, compositor e produtor musical Ricardo Vignini chegou aos 30 anos de carreira e para celebrar a marca promoverá em seis apresentações virtuais o Projeto Reviola, contemplado pela Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, por meio da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e do Ministério do Turismo do Governo Federal. Os concertos começarão sempre às 18 horas, com rodadas aos sábados e aos domingos, entre 20 de março e 4 de abril, com transmissão pelo canal de Vignini. Entre os convidados, ele receberá Adriana Farias e Alzira E; Socorro Lira e Uli; e Zé Geraldo e Tuia. Fernando Nunes (baixo) e Ricardo Berti (bateria) também estarão no palco.

As três décadas na estrada Brasil a fora e com várias passagens pelo Exterior também motivaram o músico paulistano a abrir campanha de financiamento coletivo para o lançamento de uma tiragem limitada a 500 exemplares de um álbum triplo. O cedê reunirá as 32 faixas dos três lançamentos que Vignini produziu em 2020 e estão disponíveis nas plataformas digitais, mais um livro de partituras e tablaturas. Os discos são Reviola, Sessões Elétricas Para Um Novo Tempo e Cubo.

Em 20 de março do ano passado, Ricardo Vignini lançaria Reviola, 19º da trajetória,  no teatro da unidade 24 de Maio do SESC paulistano. A decretação da pandemia em virtude do aparecimento do coronavírus (Covid 19), contudo, obrigou os organizadores a cancelarem o evento. Isolado em sua casa, Vignini tem aproveitado da melhor forma possível o longo período de quarentena e no ano passado lançou — depois de Reviola –, Sessões Elétricas Para Um Novo Tempo, em junho, que fora gravado com Fernando Nunes e Ricardo Berti, em novembro de 2019 — trabalho que, em breve, ganhará também um documentário com detalhes da gravação. Já em dezembro, saiu Cubo, com arte de Yuri Sopa.  

O disco Reviola explora a pesquisa de Vignini relacionada à absorção de variados gêneros musicais para a linguagem da viola caipira. Em 11 faixas autorais, há parcerias com André Geraissati, André Abujamra e Socorro Lira, além da participação de Lenine, Guarabyra, e Zé Geraldo.

Sessões Elétricas Para Um Novo Tempo  surgiu de uma gravação ao vivo em um estúdio da cidade de São Paulo, cujo documentário confiado ao cineasta Mário de Almeida também está na fila de lançamentos. Nunes, mais uma vez, encarregou-se do baixo e Berti comandou a bateria. Vignini empunhou viola maciça, cuja sonoridade lembra a guitarra.

Cubo tem apenas uma das músicas não gravadas no estúdio do próprio autor. Mistura composições autorais e de André Abujamra, Zé Ramalho, Socorro Lira e do mexicano, já falecido, Lorenzo Barcelata, entre outros. As canções, releituras de músicas, não fazem parte do repertório tradicional do violeiro, mas soam bem no instrumento. Cubo e Sessões (…) foram destacados pelo maestro José Gustavo Julião de Camargo como tema do programa dedicado à viola caipira instrumental Revoredo, da Rádio USP FM (São Paulo e Ribeirão Preto), em 18 de fevereiro.

Ricardo Vignini transita do caipira ao rock e ao blues, da música latina à MPB. Em 31 de dezembro entrou na lista dos melhores de 2020 do crítico musical Júlio Maria, que em blogue no jornal O Estado de São Paulo escreveu: “Não parece haver mais campos proibidos em que ele [Vignini] não possa pisar depois de tantas experiências”. Para Maria, Cubo é uma coleção de temas que colocam o violeiro “como um dos nomes de maior originalidade na música urbana instrumental”, pois “uma a uma, suas escolhas rompem qualquer caminho proposto anteriormente para explorar um mundo novo em cada faixa”.

Além da carreira solo, Vignini é membro fundador da banda Matuto Moderno (1999), pioneira na fusão de rock com música caipira, e também faz parte do duo Moda de Rock, com o violeiro Zé Helder, apresentando releituras de clássicos de bandas como Led Zeppelin, Nirvana, Metallica, Rolling Stones e Queen. Em 2010, lançou Na Zoada do Arame, que abriu a trilha para Rebento (2017), Viola de Lata (2019) e os três álbuns que serão mesclados no disco triplo comemorativo. Já dividiu o palco com o norte-americano Bob Brozman, Woody Mann e a francesa Fabienne Magnant, entre outros, e esteve no Rock in Rio com Lenine, em 2015. No país tocou, ainda, ao lado de Spok, Liminha, Zé Geraldo, Emmanuele Baldini, Pena Branca, Pepeu Gomes, Kiko Loureiro, André Abujamra, Robertinho de Recife, Ivan Vilela, Os Favoritos da Catira, Pereira da Viola, Carreiro, Socorro Lira, Katya Teixeira, Maria Dapaz, Edgard Scandurra, Lúcio Maia, Marcos Suzano, Macaco Bong, Golpe de Estado, Picassos Falsos, Levi Ramiro, Paulo Freire, Rodrigo Zanc, Andreas Kisser, Tavito, Guarabyra e Tuia e gravou e produziu três álbuns e um DVD com o saudoso violeiro Índio Cachoeira, com quem, em 2013, lançou Duas Gerações.

Para acompanhar as apresentações virtuais do projeto Reviola o endereço é  www.youtube.com/ricardovignini

Clique em Reviola e ouça o disco na íntegra.

Para saber como participar para a vaquinha virtual do triplo 30 anos visite

https://www.catarse.me/ricardo_vignini_30_anos_cd_triplo_6cc6?project_id=130165&project_user_id

Datas dos concertos virtuais Reviola, sempre às 18 horas: 20/21/3, Adriana Farias e Alzira E § 27/28/3, Socorro Lira e Uli § 03/04/4, Zé Geraldo e Tuia

 

 

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