1378 – Single “Clube da Esquina nº 2” abre alas para a chegada de novo álbum de João Paulo Amaral

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Aço da Terra está em produção e trará 11 faixas com músicas inéditas do cantor e compositor que dirige uma orquestra filarmônica, levou a viola caipira para a universidade e é unanimidade no meio, mas se destaca, também, pela capacidade de levar o instrumento para além das porteiras da roça  

jornaslistas antifascistasO cantor e compositor paulista João Paulo Amaral, um dos integrantes do trio Conversa Ribeira, diretor da conceituada Orquestra Filarmônica de Violas, de Campinas (SP), e um dos mais respeitados violeiros do país na atualidade, interrompeu um hiato de dez anos sem gravar álbuns autorais e está anunciando para amigos e fãs Aço da Terra, seu novo álbum de carreiro solo, já em preparação para ser lançado. Quando se fala em João Paulo Amaral no universo caipira, um dos primeiros a levar para a universidade o estudo do gênero em âmbito acadêmico, desenvolvendo para a Universidade de Campinas (Unicamp) pesquisa de Mestrado sobre o ícone Tião Carreiro, todos tiram o chapéu. Os aplausos costumam ser longos, e veremos a seguir, merecidos.

Amaral é prestigiado porque ousa ir além das porteiras da roça em seu trabalho como músico e violeiro. Visita, ainda, outras sonoridades e, por meio de arranjos dos mais sofisticados, costuma prestigiar também compositores populares, de Tom Jobim a Ivan Lins e Vitor Martins, entre outros luminares da MPB. Com experiência nacional e em palcos de Portugal, Espanha, México, Inglaterra e Estados Unidos, por exemplo, o músico, arranjador e compositor vem se destacando por propor novos caminhos musicais para a centenária viola caipira. Sobre seu trabalho, escreveu Paulo Bellinati: “Além das cores e matizes regionais bem delineadas, descobrimos uma viola do futuro”. Ulisses Rocha complementou: “A música pode ser bonita, difícil, interessante, e muitas outras coisas. Nas mãos do João Paulo, a música é arte!”

Esta faceta da sua produção já pode ser conferida, por exemplo, com o single Clube da Esquina nº 2, disponível desde a sexta-feira, 16, nas plataformas virtuais. O sucesso de Milton Nascimento e dos manos Borges, Lô e Márcio, na criativa versão dele, antecipa a chegada de Aço da Terra para suceder Viola Brasileira, e o prodígio de Moji das Cruzes, cidade da Grande São Paulo, executa-a com sua viola moderna e voz, acompanhado pela cantora Ana Luiza e os músicos Alberto Luccas (contrabaixo acústico) e Cléber Almeida (bateria). Com 20 anos de carreira, João Paulo Amaral mostra assim que com muita desenvoltura sabe como transpor a viola para o contexto contemporâneo da música instrumental, aproximando-a, por exemplo, do jazz.

capa aço

Em 11 faixas, além do petardo dos mineiros, teremos o registro de canções com arranjos e composições que João Paulo Amaral fez ao longo da década desde Viola Brasileira período no qual, seja dito, não esteve de papo pro ar, com a viola num canto, apenas pescando, já que tem estado presente em outros trabalhos — do Conversa Ribeira, por exemplo, que recentemente lançou Do Verbo Chão; das turnês de O Tempo e o Branco, de Consuelo de Paula; de Cordal, com o amigo Almir Cortês; da produção dos discos da irmã, Juliana; e, recentemente, do álbum Viola Paulista 2, do Selo Sesc, do qual participa com a instrumental Linha Motriz, uma das mais bonitas da coletânea que tem a curadoria do mestre Ivan Vilela. Linha Motriz estará em Aço da Terra, que terá, ainda, nova versão para Cuitelinho, mesclada a composições autorais que irão homenagear, por exemplo, Tião Carreiro e Almir Sater, com o reforço, ainda, de Ricardo Hertz (violino), completando o timaço que montou com Ana, Luccas e Almeida.

Até o pai de João Paulo, o sêo Valdo, que é um dos maiores incentivadores do filho, estará presente na gravação, ao lado do moço, de Remédio do Mato*; 40 capítulos sobre a produção de Aço da Terra, uma espécie de diário de bordo, estão disponíveis no canal Instagram do violeiro, nos quais, desde fevereiro, Amaral publica informações sobre o disco novo.

Para quem gosta de spoiler, tai um prato cheio, incluindo os comentários sobre Refugiados da Luz, composição com sonoridade árabe que fechará o álbum, ao lado de Hertz, que estava “na gaveta” e será dedicada aos dependentes químicos moradores de rua da chamada Cracolândia, situada na região central da cidade de São Paulo, entre os bairros da Luz e Bom Retiro. Então, para conter a ansiedade, basta acompanhar as notas que Amaral tem deixado em suas redes sociais e contar os dias até chegar a data em que, ainda neste ano, Aço da Terra estará completo. Ah, anotem mais esta, queridos amigos e seguidores: o disco terá produção executiva do não menos genial Vinícius Muniz, fotografias de Cláudia Geronymo, arte gráfica do Estúdio Risco e áudios a cargo do Estúdio Síncopa. Tá bom procês, né?

valdo amaral

*“Meu pai sempre foi fissurado por mato, pelos cheiros, sons e silêncios da natureza, dos bichos, por beira de rio, coisas da roça, etc. A vida toda contando os causos do passado, das inúmeras aventuras na sua cidade natal, Itajubá-MG, junto com meus tios e amigos, muitas relacionadas com beira de rio, pescaria, enchente, canoa de varejão…. Desde quando eu era criança, a gente saia pra caminhar, estradinha de terra… foi quando aprendi a observar e saber um pouco sobre o nome dos pássaros, das plantas, das árvores, e nas pescarias aprendi o nome dos peixes. Quando minha mãe disse que dentre as modas do véio essa era uma das que ela mais gostava, pela letra e melodia, atinei que seria mesmo a escolha perfeita, afinal, se tem uma coisa que é a cara dele, é o mato!”

Saibam mais sobre João Paulo Amaral e leiam conteúdos a ele relacionados aqui no Barulho d’água Música clicando no nome dele, abaixo:

João Paulo Amaral

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