1398 – Nelson Sargento: homenagem do Vasco da Gama e o frio silêncio dos que atravessam o samba e jogam contra a vida

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No ano II d.C., algumas coisas parecem ainda mais fora da ordem no Brasil. Não que por aqui, antes da pandemia, tenhamos experimentado viver digamos, dentro de um cenário de normalidade. Na economia, por exemplo, o desemprego já era mais do que um grito retumbante, na política a volta ao passado e a instituição do absurdo, por exemplo, marchavam em ritmo acelerado, com o ponteiro que conduz a boiada mugindo grosso em seu cercadinho e pelas mídias sociais, “negão” comandando a Fundação Palmares onde (entre outras aberrações) ataca a negritude e devassa biografias como a de Milton Nascimento, Benedita da Silva, Marina Silva, entre outros manos de responsa que não pagam pau para branco. Ah, isto sem falar nos “trupicões” do secretário de Cultura de plantão, que já nestes tempos pandêmicos anda e se deixa ver armado e, carregado em ss, escreve mensagens com erros crassos e grosseiros ao capitão, ao invés de, por exemplo, emitir uma nota institucional de pesar, de solidariedade, por perdas na últimas semanas de Paulo Gustavo, Eva Wilma, Nelson Sargento, entre tantos brasileiros, alguns abatidos pela Covid-19, terrível flagelo que, parece, virá arrebentando ainda mais nesta terceira onda.

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1397 -Disco de estreia da dupla Élcio Dias & Amorim celebra a obra de Pena Branca & Xavantinho

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Álbum que recebe as participações especiais de Elisa Dias e grupo Folia de Reis do Lajedão ganha edição exclusiva nas plataformas digitais

Já está disponível nas plataformas digitais, lançado pela produtora e gravadora Kuarup, a versão digital de Élcio Dias & Amorim Cantam Pena Branca e Xavantinho. A dupla reside em Embu das Artes, cidade da Região Metropolitana Oeste da Grande São Paulo e nesta homenagem aos irmãos José Ramiro Sobrinho (Pena Branca, de Igarapava/SP) e Ranulfo Ramiro da Silva (Xavantinho, nascido em Uberlândia/MG) realizou um trabalho apaixonado, interpretando entre grandes sucessos consagrados nas vozes dos “manos véio” Ramiro pérolas como O Cio da Terra, Vaca Estrela e Boi Fubá, Cuitelinho e Cálix Bento. Gravado no estúdio Don Produções e Estúdio de Gravações, em Itapecerica da Serra (SP), o álbum demandou oito meses de trabalho e dedicação. O projeto tem produção e direção musical assinada pelo duo embuense e arte gráfica da concidadã artista plástica Silvia Maia.

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1396 – Luís Kiari convida Elba Ramalho e grava Tomé, evocando fé, esperança e a força nestes tempos de pandemia

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Música está disponível apenas pelas plataformas digitais, lançada pela Kuarup

A partir de hoje, 21, a gravadora e produtora Kuarup disponibiliza, exclusivamente nas  plataformas digitais, Tomé, nova música de Luís Kiari em parceria com Gabriel Garcia que o cantor e compositor paraibano assina e canta, acompanhado pela conterrânea Elba Ramalho.

Kiari acredita que 2021 começou nos pedindo para termos ainda mais esperança, inaugurando um tempo de acreditar que o planeta passa por mudanças significativas, que hoje nos flagelam, mas que nos trarão novo ciclo, um período no qual poderemos voltar a fincar os pés em chão firme e estaremos capazes de encontrar saída para vencermos um dos maiores inimigos que a humanidade já conheceu, o coronavírus, causador da terrível Covid-19. Tomé foi pensada por Kiari para ser seu primeiro lançamento desse ano, evocando coragem, força e fé, imprescindíveis neste momento.

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1394 – Pedro Rhuas (CE/RN) lança Desastre, nova música da trilha sonora do seu primeiro livro

Letra mergulha em jornada pelo amor próprio e é uma das que embalarão o romance “Enquanto eu não te encontro”

O cantor e escritor Pedro Rhuas disponibilizou a partir da sexta-feira, 14, com apoio da Frika Records seu novo trabalho musical, a canção Desastre, single promocional da trilha sonora do livro Enquanto eu não te encontro, romance do autor que será nacionalmente publicado em 5 de julho pela Editora Seguinte. A faixa já está nas plataformas digitais, acessível pelo linque ao final desta atualização. Desastre é a música tema do protagonista do livro, Lucas, e sintetiza a jornada dele em busca do amor-próprio, um processo que leitores podem acompanhar ao longo das páginas. De acordo com Rhuas, esse é um dos seus favoritos singles já lançados “porque traz todas as referências que me acompanharam ao longo da adolescência“.

A produção musical é de DogMan e a executiva do próprio cantor. Flertando com o pop dos anos 2010 e o rock-pop, Desastre apresenta um som divertido e otimista sobre autoconhecimento e a necessidade de alimentar a autoestima e o amar a si próprio. O universo musical do livro Enquanto eu não te encontro, ambientado em Natal, cidade capital do Rio Grande do Norte, tem sido um dos motes de divulgação da obra de Rhuas e configura um movimento pioneiro no mercado editorial do Brasil. O romance chegou aos 20 mais vendidos na lista geral de um portal gigante em vendas e esgotou a pré-venda com brindes em menos de cinco dias, consagrando-se já como um dos maiores sucessos da literatura jovem em 2021. 

A iniciativa inédita de produção de uma trilha sonora original para divulgar um trabalho literário parte de uma mentalidade engajada com conteúdos multimídia. “Um dos objetivos do projeto é que os grandes filmes sempre fizeram bem: criar uma soundtrack que acompanhe o leitor e expanda o produto base através da música. Todas as faixas foram escritas unicamente por mim e mostram um trabalho cuidadoso na junção de referências e experiências de vida, explicou Rhuas.  

O álbum da trilha sonora, previsto para setembro, começará a ser aquecido a partir de 14 de maio com o lançamento de Desastre. Com muitas influências do pop produzido por Katy Perry e Taylor Swift no início dos anos 2010, a faixa é uma das três canções que chegarão ao público durante a pré-venda de Enquanto eu não te encontro. A primeira, divulgada a partir de março de 2020, foi tema da atualização 1290 deste blogue e poderá ser visitada pelo linque https://barulhodeagua.com/2020/03/20/1290-pedro-rhuas-ce-rn-lanca-musica-para-divulgar-com-lancamento-conjunto-do-seu-primeiro-livro/

Trabalho voluntário

Sobre Pedro Rhuas há um perfil disponível na plataforma canal de streaming Palco, no qual há clipes e que traz a informação de que ele é filho de palhaço poeta e bailarina professora. Nascido em Icapuí, pequena cidade no litoral do Ceará, cresceu envolto em arte e mar e morou em mais de 12 cidades, conheceu o Nordeste com o teatro de rua, apaixonou-se por literatura, escrita e, mais tarde, composição.

Sempre em metamorfose, assinou como blogueiro literário, atuou como e DJ e até drag queen. Em 2018, cursando Jornalismo na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ganhou uma bolsa de estudos que o levou a morar por um ano em Portugal. Depois da experiência, decidiu fazer trabalhos voluntários em Marrocos e em Espanha. Foi na terra das 1.001 noites onde pôde dar os primeiros passos rumo ao sonho da música. No alto de uma montanha na cidade azul de Chefchaouen, conheceu, ao acaso, o produtor do que viria a ser seu primeiro experimento musical, a canção Cilada, em colaboração com três rappers marroquinos! De volta ao Brasil, prepara o seu primeiro álbum de estúdio.

Os livros sempre foram o meu refúgio. E me sonhar escritor, desde que me lembro meu maior sonho”, escreveu recentemente  Pedro Rhuas no perfil que mantém no Facebook. “É a minha estreia na literatura e o faço com uma obra que muito diz sobre mim e sobre o que eu luto enquanto sujeito-políticoEnquanto eu não te encontro é um romance LGBTQIA+ ambientado em Natal; uma narrativa engraçada, cheia de representatividade e nordestina em essência, que conta as aventuras de um seridoense gay que vai estudar na capital e se descobre buscando entender a complexidade de sua identidade”, prosseguiu. “Eu nem sei explicar quão emocionado estou e só posso pedir o apoio de vocês pra divulgar essa história, de modo a fazê-la voar como merece!”

Clique no linque abaixo para ouvir Desastre

https://youtu.be/sVGc53DS0Ck

Leia mais sobre músicos do Rio Grande do Norte ou conteúdos a eles relacionados visitando o linque abaixo.

Música no RN 

https://sptfy.com/pedrorhuas   / https://instagram.com/pedrorhuas  / https://twitter.com/pedrorhuas  / https://www.tiktok.com/@pedrorhuas / https://amzn.to/3tJBJQB

1393 – Conheça o premiado “one man band” que o Inter (RS) perdeu para o lugar de Falcão: Oly Jr.

“Um homem é um sucesso se pula da cama de manhã e vai dormir à noite, e, nesse meio tempo faz o que gosta” – Bob Dylan

“Pedras que rolam não criam musgo.” – Muddy Waters

“O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro.” – Mario Quintana

As tradicionais audições aos sábados pela manhã aqui no boteco do Barulho d’água Música, em São Roque (SP), começaram neste dia 15 de maio excursionando desde o Guaíba ao Mississipi com Dedo de Vidro, o 11º título da discografia de treze autorais ou com participação do premiado gaúcho Oly Jr, nascido em e morador da Capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Dedo de Vidro tem como força motriz, em termos estéticos e sonoros, a intervenção do slide em todas as faixas. O slide é um objeto cilíndrico (ou um tubo) que pode ser feito de vários materiais, mas os mais usados são os de metais, de vidro ou de porcelana, como o de Oly. É usado para produzir efeitos sonoros, deslizando-o em algum instrumento de cordas, geralmente violão ou guitarra.

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1391 – Milton Guapo (MT) lança, pela Kuarup, álbuns com Orquestra de Mato Grosso e regência de Leandro Carvalho

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O Berrante Pantaneiro e Pantanal Sinfônico já podem ser ouvidos exclusivamente nas plataformas digitais

Já está disponível nas plataformas digitais O Berrante Pantaneiro, álbum do músico Milton Guapo, em parceria com a Orquestra de Mato Grosso (OEMT), lançado pela produtora e gravadora Kuarup. As composições são de autoria de Guapo, nascido em Cáceres (MT), e trazem como “solista” o berranteiro Chico do Berrante, que entoa seu instrumento de trabalho junto com a OEMT para acompanhar os movimentos da sinfonia. Guapo é um pesquisador da cultura mato-grossense, em especial a da Baixada Cuiabana e do Pantanal e, certo dia, sentiu uma vibração que mais parecia o eco de um cânone das escalas e modos que ouvia quando criança.

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1390 – Kátya Teixeira (SP) estreia Canções para Despertar em mais uma produção virtual, com três apresentações

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Cantora enfatiza o papel essencial da arte em momentos caóticos da humanidade

Por meio de sua musicalidade, Kátya Teixeira compartilha elementos artísticos que nos convidam a fortalecer a esperança por dias melhores para todos e em seu novo espetáculo, Canções para Despertar, a cantora e compositora paulistana sugere olharmos mais atentos para as delicadezas e miudezas que nos fazem despertar a consciência, o coração e os sentimentos. De acordo com ela, este é um jeito de manter a sanidade nesse momento de rigorosa pandemia, “aliviando as penas e olhando além do cinzento que se apresenta nesse período de tantas fragilidades humanas”. O projeto tem estreia marcada para a quinta-feira, 13 de maio, a partir das 21 horas, nos endereços que estarão ao final desta atualização.  

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1389 – Picuá Produções reúne em Violas de Minas três dos mais importantes violeiros do Brasil

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Neste domingo, 9 de maio, a Picuá Produções promoverá por meio do canal cujo linque estará ao final desta atualização Violas de Minas, uma produção realizada com recursos do Fundo Estadual de Cultura do Estado de MG (projeto nº 2019.1904.0067) que celebrará o encontro de Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias e revelará mais uma vez a amigos do trio e público em geral a riqueza e a diversidade da viola caipira do estado de Minas Gerais. Os protagonistas, juntos, desfilarão a partir das 11 horas cantigas, todas de seus repertórios, que nos fazem viajar pelas folias, batuques, modas, cateretês, catiras e toadas.

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1388 – Está a caminho o terceiro álbum de Rodrigo Zanc (SP). Três primeiras músicas chegam dia 21!

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Alento, que sucederá Fruto da Lida, já conta com Sementes, Alento e Dona Pombinha. Todas parcerias com Isaías Andrade e com participações de nomes como Neymar Dias, Thadeu Romano, Emílio Martins e Daniel Pires, faixas já podem ser pré-salvas

O cantor e compositor Rodrigo Zanc, de São Carlos (SP), vai antecipar três novidades do álbum no qual ele está trabalhando, Alento, que já podem ser pré-salvas pelo linque informado ao final desta atualização e poderão ser ouvidas a partir de 21 de maio, quando o epê estará disponível nas plataformas digitais. Além da parceria com o poeta Isaías de Andrade, de Americana (SP), nas três músicas, incluindo a faixa título, para este trabalho que sucederá Pendenga (2005) e Fruto da Lida (2013), Zanc revelou, agradecido, que teve “a honra e a felicidade de ter ao meu lado amigos artistas que admiro profundamente e que, apesar das dificuldades que esse momento estranho impõe, abrilhantaram as canções com a sensibilidade que a circunstância pede”.

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1387 – Já está disponível nas plataformas virtuais o álbum Viola Paulista II, com as 20 canções

jornaslistas antifascistas

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As tradicionais audições matinais aos sábados aqui no Solar do Barulho, onde fica o boteco do Barulho d’água em São Roque, Interior de São Paulo, começaram neste dia 1 de maio com Viola Paulista II, agora disponibilizado na integra desde meados de março nas plataformas virtuais do selo Sesc Digital com os cinco epês que formam a coletânea, totalizando 20 canções. O mapeamento do instrumento no estado bandeirante, portanto, agora está completo e mereceu, inclusive, o programa levado ar em 15 de abril no Revoredo, da USF FM, com apresentação do maestro José Gustavo Julião Camargo e cujo linque para ser ouvido e baixado estará ao final desta atualização.

O projeto Viola Paulista tem a curadoria do violeiro, compositor, professor universitário e pesquisador Ivan Vilela, que convidou inclusive violeiras tais quais Adriana Farias e Juliana Andrade, representantes de um crescente protagonismo feminino no mundo da viola.  

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