1389 – Picuá Produções reúne em Violas de Minas três dos mais importantes violeiros do Brasil

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Neste domingo, 9 de maio, a Picuá Produções promoverá por meio do canal cujo linque estará ao final desta atualização Violas de Minas, uma produção realizada com recursos do Fundo Estadual de Cultura do Estado de MG (projeto nº 2019.1904.0067) que celebrará o encontro de Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias e revelará mais uma vez a amigos do trio e público em geral a riqueza e a diversidade da viola caipira do estado de Minas Gerais. Os protagonistas, juntos, desfilarão a partir das 11 horas cantigas, todas de seus repertórios, que nos fazem viajar pelas folias, batuques, modas, cateretês, catiras e toadas.

A viola, de origem portuguesa, é um instrumento utilizado em diversas manifestações da cultura popular tradicional, entre as quais folias, catiras, batuques, fandangos, cururus, congados e danças de São Gonçalo. Chegou ao Brasil, na mala des colonizadores, foi levada aos grotões e ganhou gradativamente características próprias até se “abrasileirar” de forma ímpar e passar a ser chamada de viola caipira, viola de 10 cordas, viola sertaneja, viola brasileira. Já a moda caipira é uma das mais singelas e genuínas manifestações brasileiras da literatura oral-popular e ritmos como o cururu e o cateretê (os sons caipiras mais primitivos), o recortado e a catira (nos seus sapateados e palmeados), a toada (ritmo mais melodioso), a moda de viola (narrativa novelesca em duo de terça nas vozes ao som dos solos de viola), o pagode (mais festivo e ladino, gênero mais recente) e tantos outros surgiram num processo de mestiçagem étnico-cultural dos europeus com os índios e africanos.

Entre os anos de 1920/30, pelas mãos de diversos artistas caipiras, a viola e as modas da roça saíram do Interior e chegaram às rádios e ao mercado fonográfico. Depois de ficar um tempo esquecida e de ser trocada pela guitarra elétrica, a viola, hoje, recuperou espaço, prestígio e já ultrapassou as cercanias do sertão. Permanece querida e ganha ainda mais resiliência pelas mãos dos mestres – que resistem em suas comunidades – e pelas atividades e iniciativas de tantos “novos caipiras”, desejosos de conhecer os encantos e potencialidades deste instrumento.

Há um vasto conteúdo cultural tradicional e caipira inserido neste importante instrumento que avançou, pelo sertão de Minas, vencendo pedras e caminhos da Estrada Real desde os tempos mais remotos. E, geração após geração, fixou-se entre rios, montanhas, veredas e chapadas, ressoando com tanta intensidade e beleza no estado mineiro a ponto de torná-lo reconhecido como celeiro dos mais profícuos. Em junho de 2018, este carisma e poderio da Viola seu Saber, seu Fazer e Tocar ganharam o Registro de Patrimônio Imaterial da Cultura de Minas Gerais.

Chico Lobo é reconhecido como um dos mais ativos violeiros brasileiros. Há mais de 30 anos desempenha papel de “ponte” entre o som do interior de MG; do Brasil e o som contemporâneo. Seu carisma o levou a inúmeros palcos nacionais e internacionais no Canadá, Itália, Portugal, Argentina, Bogotá, Chile e China. Fundou em sua cidade natal, São João Del Rei, o Instituto Chico Lobo, que atende escolas da zona rural com aulas de viola. E, desde 2018, também, está presente na cidade de Santa Cruz de Minas (MG).

Percorrer o mapa mundi da carreira de Chico Lobo é conhecer o Brasil Profundo. O violeiro também idealizou e apresenta os programas de televisão Viola Brasil e de rádio O Canto da Viola. É finalista, mais uma vez, em duas categorias, do Prêmio Profissionais da Música, no qual já foi premiado três vezes como Melhor Artista Raiz Regional (2017, 2016 e 2015). A Viola Brasil Produções também concorre ao prêmio como Produtora Executiva. Já lançou mais de 20 álbuns; dois DVDs e um livro. Maria Bethânia gravou dele Criação no DVD e disco no qual ela festeja de 50 anos, Abraçar e Agradecer. O mineiro retribuiu em Viola de Mutirão do Sertão Ao Mundo cantando Maria, composta em homenagem à cantora baiana.

Pereira da Viola é oriundo do Vale do Mucuri e conserva ao longo de sua carreira as características marcantes de sua história pessoal, da terra onde cresceu, sua gente e seu aprendizado musical. Nascido na Comunidade Quilombola de São Julião, no município de Teófilo Otoni, é filho de foliões: João Preto (sanfoneiro) e Mãe Augusta (cantadeira de Folia de Reis e de todo tipo de cantigas de roda, batuques e brincadeiras). Ainda criança, Pereira da Viola acordava à noite ao som das folias que visitavam sua casa trazendo violas, sanfonas, caixas de folia e muita cantoria. Neste ambiente, fez-se a base de sua musicalidade permeada pela ampla leitura da riqueza poética, melódica e da diversidade rítmica da música de raiz e da cultura popular.

Com seis álbuns autorais, Pereira da Viola também participou de relevantes trabalhos coletivos, festejados pelos amantes da música de viola brasileira, dentre eles Violeiros do Brasil, Vivaviola, Viola Brasileira em Concerto, Carnaviola e Pote alguns deles renderam livro, CDs e DVDs. Já se apresentou em palcos na Venezuela, Espanha, Portugal, Alemanha e Inglaterra.

Selo alusivo ao reconhecimento da Viola Caipira como Patrimônio Cultural e Imaterial de MG, em 2018, criado por Marcelino Lima para uso neste blogue. Sua reprodução e utilização é livre em quaisquer meios e tempo desde que as características originais não sejam alteradas e o autor seja mencionado.

Wilson Dias é um matuto moderno, autor de músicas que refletem o som das matas e dos vales, das montanhas e do sertão. Violeiro, cantor e compositor do norte de Minas Gerais traz na bagagem a musicalidade e os ensinamentos da nossa cultura popular, um som arraigado no Brasil profundo, mas com asas para voar mundo afora. O talento o levou a vencer o I Prêmio da Música Popular Mineira (Área Regional – Melhor Intérprete) e o Grão de Música de 2019.

Até o momento, Wilson lançou sete discos e neles provou que fazer música regional não significa estar parado no tempo; ele se vale, sim da tradição, contudo suas composições têm frescor, têm roupagem contemporânea, revelam os encantos do Vale do Jequitinhonha de onde ele extrai sua poética, em plena sintonia com o século XXI.

Para acompanhar Violas de Minas basta visitar o linque youtube.com/wilsondiasvioleiro

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