1397 -Disco de estreia da dupla Élcio Dias & Amorim celebra a obra de Pena Branca & Xavantinho

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Álbum que recebe as participações especiais de Elisa Dias e grupo Folia de Reis do Lajedão ganha edição exclusiva nas plataformas digitais

Já está disponível nas plataformas digitais, lançado pela produtora e gravadora Kuarup, a versão digital de Élcio Dias & Amorim Cantam Pena Branca e Xavantinho. A dupla reside em Embu das Artes, cidade da Região Metropolitana Oeste da Grande São Paulo e nesta homenagem aos irmãos José Ramiro Sobrinho (Pena Branca, de Igarapava/SP) e Ranulfo Ramiro da Silva (Xavantinho, nascido em Uberlândia/MG) realizou um trabalho apaixonado, interpretando entre grandes sucessos consagrados nas vozes dos “manos véio” Ramiro pérolas como O Cio da Terra, Vaca Estrela e Boi Fubá, Cuitelinho e Cálix Bento. Gravado no estúdio Don Produções e Estúdio de Gravações, em Itapecerica da Serra (SP), o álbum demandou oito meses de trabalho e dedicação. O projeto tem produção e direção musical assinada pelo duo embuense e arte gráfica da concidadã artista plástica Silvia Maia.

A ideia do tributo surgiu em 2003, quando Élcio estudava música na Faculdade Paulista de Artes e apresentou um projeto especial inspirado em Pena Branca & Xavantinho, destacando a música O Cio da Terra. Em 2008, o fã se apresentou na Festa de Santa Cruz, em Embu das Artes, e no palco homenageou os ídolos. Élcio conseguiu conversar algumas vezes com Pena Branca e pediu autorização para realizar um show temático, além de falarem sobre músicas e futuras parcerias. Mas Pena Branca, em 2010, foi ao encontro de Xavantinho no Mundo Maior, deixando os planos de Élcio arquivados por dez anos.

Em 2020, bem no começo da pandemia do coronavírus, aproveitando a reclusão em casa, Élcio decidiu resgatar o antigo sonho e retomou as pesquisas sobre a vida da dupla do coração. Por quatro meses, ele e Amorim, isolados e comunicando-se apenas por telefone ou vídeo conferência, escolherem o repertório — gravado, finalmente, em julho. Para evitar riscos de contaminação, cada um entrou sozinho no estúdio. Élcio Dias gravou violão em todas as faixas e Amorim a viola, acompanhados por Elisa Dias em Viola Quebrada e do grupo folclórico Folia de Reis do Lajedão em ReisadoAs participações dos convidados também foram registradas à distância, para garantir ainda maior segurança por conta da pandemia de Covid-19. Élcio Dias & Amorim fizeram as releituras das músicas e se preocuparam em manter viva a essência, a pureza, a verdade e a tonalidade que é uma característica única e marcante da dupla Pena Branca & Xavantinho.

Élcio Dias & Amorim seguiram as orientações para ficar em casa devido à pandemia, combinaram o repertório por telefone e gravaram separados na hora de entrarem no estúdio

Élcio Dias e Amorim declaram que a preservação das tradições ligadas ao universo artístico no qual e pelo qual militam mantém bens tecnológicos e culturais construídos por gerações e ajuda na evolução do povo. Um povo sem memória também tem alma vazia, emendam. Pena Branca & Xavantinho, acentuam, exercitaram o importante papel de mostrar que não podemos perder as raízes que nos conecta ao nosso eu mais profundo.

Depois de Cornélio Pires e sua turma, que representaram com categoria incomum a primeira geração de artistas caipiras, e da segunda, encabeçada por Tião Carreiro, Tonico & Tonico, Zico & Zeca, Vieira & Vieirinha, entre outros, poucos cantores e compositores atualmente se propõem a fazer e divulgar “esse velho, belo e judiado gênero musical brasileiro”. Incansáveis guardiões como Inezita Barroso, Zé Cocô do Riachão e Rolando Boldrin sempre se recusaram à adesão ao modismo e têm ajudado a construir uma obra monumental. Neste time atuam, ainda, Renato Andrade, Renato Teixeira, Almir Sater, Jackson Antunes, Chico Lobo, Téo Azevedo, Saulo Laranjeira, Paulo Freire, Roberto Corrêa, Ivan Vilela e tantos outros que toparam dar forma e voz a uma terceira geração de caipiras, adubando as sementes lançadas por Cornélio Pires. Élcio Dias Souza e Gildécio José de Amorim, professores na rede estadual de ensino, que tocam e cantam desde crianças e como dupla a partir de 2019, com sensibilidade e admiração pela música caipira, agora também cultivam ao celebrarem a obra de Pena Branca & Xavantinho a essência da beleza e a simplicidade da música caipira.

Élcio Dias iniciou sua carreira aos 9 anos de idade, cantando em uma lanchonete situada no bairro Jardim Vazame, em Embu das Artes. Participou de vários festivais e shows de música sertaneja e faturou o quinto lugar do Festival de Carapicuíba (SP) em 1995 e em 1996. Conquistou, ainda, o primeiro lugar no Festival Voz de Ouro, promovido no Palácio das Convenções do Anhembi, no teatro Elis Regina. Depois participou dos festivais Vila das Belezas e de Piracicaba. O cantor e compositor gravou quatro álbuns e um DVD, todos independentes, entre 1997 e 2015: Águas Cristalinas; Sem Pensar Em Você; Do Fundo do Meu Coração; Me Leva Pra Casa; e Um Novo Cara. Em 2005, formou-se em Música pela Faculdade Paulista de Artes e dois anos depois vendeu 6.000 cópias de Sem Pensar em Você. Além de músico, leciona Artes na rede estadual de ensino, onde conheceu Amorim.

Gildécio José de Amorim e de Aracatu (BA) e na zona rural sempre escutou música caipira. Aos 11 anos já tocava violão, viola, cavaquinho, flauta e instrumentos de percussão, além de cantar em grupo de Folia de Reis em sua cidade natal. Aos 15 anos chegou em Embu das Artes, onde se formou em Matemática e Pedagogia, sem deixar de lado projetos musicais, sarais e a participação em corais das escolas em que trabalhou, cantando paralelamente em bares da região embuense. Conta que em festivais teve o privilégio de conhecer duplas tais quais Joaquim & Manuel e Jacó e Jacozinho.

Saibam mais sobre Pena Branca e Xavantinho e leia conteúdos a ele relacionados aqui no Barulho d’água Música visitando o linque abaixo:

https://barulhodeagua.com/tag/pena-branca-e-xavantinho/

Também já em todas as plataformas digitais, lançado pela Kuarup, O Encontro de Renato Teixeira e Toninho Mattos. A ideia deste epê surgiu quando Toninho Mattos, músico e violonista da cena musical paulista, tomou coragem e manifestou toda a sua admiração pelo mestre Renato Teixeira. Ambos gravaram quatro faixas juntos, Água Molhada, Pudera, Cisne Branco e Essa Mulher, que você pode ouvir um lindo trecho no vídeo.

Especializada em música brasileira de alta qualidade, o acervo da produtora e gravadora Kuarup concentra a maior coleção de Villa-Lobos em catálogo no país, além dos principais e mais importantes trabalhos de choro, música nordestina, caipira e sertaneja, MPB, samba e música instrumental em geral, com artistas como Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Paulo Moura, Raphael Rabello, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Pena Branca & Xavantinho e Arthur Moreira Lima, entre outros.

Além desta eclética galeria de cantores e duplas cujos trabalhos já lançados formam o acervo de álbuns, também é possível ao internauta que visita o portal da Kuarup, entre outras atividades no campo da produção cultural, saber pela guia Notícias as novidades que estão chegando para reforçar este precioso catálogo e, ainda, ouvir 52 seleções de músicas disponíveis na plataforma Spotify (playlists) apresentadas por temas e recortes dos mais diversificados, revelando a riqueza de sonoridades e de gêneros que a empresa guarda. Uma das preferidas aqui na redação do Barulho d’água é Clássicos de Raiz (clique no nome da lista para ouvi-la). O endereço eletrônico que leva ao botão que abre as playlists é http://www.kuarup.com.br/spotify/  

Kuarup Música, Rádio e TV: www.kuarup.com.br/ Telefones: (11) 2389-8920 e (11) 99136-0577 Rodolfo Zanke rodolfo@kuarup.com.br

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