1408 –  Em oito apresentações virtuais, Festival Malungo homenageia cultura negra*

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*Com Eliane Verbena

Entre 5 e 12 de julho será transmitido pelo canal da Pôr do Som/pordosomcultural o inédito Festival Malungo, sempre a partir das 21 horas, com acesso gratuito. O festival oferecerá uma mostra com oito apresentações de até 60 minutos de artistas com força e representatividade para reverenciarem a diversidade da música popular brasileira, todos autores de trabalhos que ressaltam nossa matriz africana em estilos como samba, jongo, capoeira, samba de roda, samba-rock, choro, afro, batuque de umbigada, samba de bumbo e partido-alto. As atrações porão em cena espetáculos gravados em vídeo no Estúdio 185 Apodi, situado na cidade de São Paulo.

A agenda destaca, nesta ordem,  Adriana Moreira; Henrique Araújo; A Quatro Vozes; Zé Eduardo; Grupo Paranapanema; Luana Bayô; Mestre Plinio e Angoleiro Sim Sinhô; e Fanta Konate. Adriana Moreira, a primeira atração, apresentará, em 5 de julho, Santa Segunda, cujo repertório construiu ao longo dos sete anos em que esteve à frente das noites de segunda-feira no bar em uma conceituado bar e casa de shows paulistano. Entre 2010 e 2017, adentrar aquele espaço nestes dias da semana era ser levado pela voz de Adriana a um encontro com clássicas interpretações de Clara Nunes, Clementina de Jesus, Elis Regina e Elizeth Cardoso para canções de Nelson Sargento, Cartola, Wilson das Neves, Nei Lopes, Eduardo Gudin e Carlinhos Vergueiro, entre tantos outros compositores do nosso panteão.

Os músicos que se uniram à Adriana, chamados de Cordão, levaram a sério a ideia de fazer samba, estudaram arranjo por arranjo, nota por nota, timbre, sotaque e andamento dos maiores instrumentistas da nossa música. O entrosamento se percebe quando a primeira música começa e se entrelaça até o último acorde soar. Especialmente para o Festival Malungo, Adriana trará um retrato fiel das noites imortalizadas no bar paulistano. O nome do show deriva da memória afetiva da cantora, nascida em uma família que carrega a benzedura e a devoção às almas. Adriana, quando menina, sempre ouvia sua tia Matilde dizer em voz alta “adorei as almas benditas e consagradas”. E quando surgiu o convite para ocupar as noites naquele espaço, ao lado do Cemitério São Paulo, justamente no dia das almas santas, não houve outro nome nem outro formato possível para esse show. Com vocês: Santa Segunda!

Adriana Moreira tem dois álbuns lançados: Direito de Sambar (2006), dedicado inteiramente à obra do compositor baiano Batatinha, e Cordão (2015), fruto de intensa pesquisa musical. Ao longo de 23 anos de carreira, a cantora apresentou-se nos principais palcos de São Paulo e atuou ao lado de grandes nomes da música brasileira, entre eles Monarco, Dona Ivone Lara, Eduardo Gudin, Wilson Moreira e Paulinho da Viola. Em 2016, representou o Brasil no Primeiro Festival de Música de Marrocos. Amante do samba, a cantora possui um timbre de voz característico e sua técnica alia potência e suavidade, lembrando o cantar de suas principais referências: Elizeth Cardoso e Clara Nunes.

Henrique Araújo Quarteto virá na sequência, em 6 de julho, para apresentar Choro Negro. Formado por Henrique (bandolim e cavaquinho), Xeina Barros (percussão), Marcelo Miranda (piano e violão) e Vanessa Ferreira (contrabaixo acústico), o grupo tem como principal característica um repertório formado por obras de autores afro-brasileiros. No Festival Malungo, o roteiro oferecerá composições de nomes consagrados da música negra brasileira como Pixinguinha, Laércio de Freitas, Anacleto de Medeiros, além de apresentar músicas dos próprios integrantes.

Henrique Araújo (35 anos) é importante referência do cavaquinho e do bandolim no cenário musical do Brasil. Atua como músico há mais de 15 anos integrando grupos importantes e acompanhando nomes de destaque como Nelson Sargento, Izaías Bueno de Almeida, Renato Teixeira e Zeca Baleiro, entre outros. Há 12 acompanha a cantora Fabiana Cozza com quem gravou quatro discos e já se apresentou em diversos países tais como Cuba, Moçambique, Cabo Verde, Angola, Estados Unidos da América, França, Alemanha, Inglaterra, Espanha e Marrocos.

Em 2018, lançou Choro do Sertão, seu primeiro disco solo, inteiramente dedicado às composições instrumentais de Dominguinhos. Assinou a codireção musical, ao lado de Gian Correa, do disco Francineth & Batuqueiros e Sua Gente, vencedor do Prêmio Profissionais da Música 2019, na categoria Samba. É professor e fundador da Escola de Choro de São Paulo e professor da Escola de Música do Auditório do Ibirapuera e diretor musical dos grupos Cordão Assim É que É e Batuqueiros e Sua Gente. Integra os grupos Panorama do Choro Paulistano Contemporâneo, Hércules Gomes e Regional, Gian Correa Quinteto e também acompanha o compositor Douglas Germano.

O grupo mineiro A Quatro Vozes, agora um trio que reúne as irmãs Dora, Jurema e Jussara Otaviano, apresentará em 7 de julho Brasilidades, acompanhado pelos instrumentistas Brau Mendonça (violão) e Cássia Maria (percussão). As cantoras revelam a diversidade musical do nosso país quando interpretam músicas e ritmos brasileiros que remetem às influências da cultura africana e do negro no Brasil.

Nascido na década dos anos 1990, o A Quatro Vozes é referência entre os atuais grupos vocais dedicados à MPB. Possui três discos lançados e diversas participações em trabalhos de outros cantores. Foi finalista do Prêmio Tim de Música como Melhor Disco MPB e já se apresentou em diversos estados do Brasil e em festivais internacionais com trabalhos que se destacam pelos arranjos vocais elaborados e escolha do repertório, baseados em pesquisas sobre as raízes da música popular brasileira. O resultado é o resgate, a divulgação e a afirmação das principais características a brasilidade, o som negro e o som do interior de Minas Gerais.

Zé Eduardo - foto Bruno Marques (17b)
Zé Eduardo, músico conhecido na cena paulistana. já soma 25 anos de estrada (Foto: Bruno Marques)

Em 8 de julho Zé Eduardo vai se juntar ao habitual parceiro musical Rafa Moraes para apresentar Fechado pra Balanço, ambos acompanhados por um time experimentado que costuma fazer o público balançar. Na bateria, Ítalo Vinicius; no baixo, Beto Vasconcelos; no teclado, Marcelo Maita; no trombone, Edy Trombone; com Rafa na guitarra, direção musical e arranjos. O repertório vai do samba rock ao pop soul, passeando pelos grooves da música preta e por uma pitada de canções românticas.

Cantor e compositor, Zé Eduardo é músico conhecido na cena paulistana. Com 25 anos de carreira e um disco solo lançado, fundou várias bandas e criou muitos projetos musicais sempre com foco em apresentar um espetáculo alegre e dançante, explorando o suingue da MPB, Música “Preta” Brasileira. Sua performance é marcada pela apurada mistura urbana que vai da periferia ao centro, da tradição ao contemporâneo.

Na próxima semana, em nova atualização aqui no Barulho d’água Música, apresentaremos aoos amigos e seguidores o Grupo Paranapanema, Luana Bayô ,Mestre Plínio e Angoleiro Sim Sinhô e Fanta Konatê e Djembedon. 

O Festival Malungo tem curadoria e direção artística de Sérgio Mendonça, diretor e fundador da Pôr do Som, produtora e selo musical, e será realizado com recursos da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc por meio da Secretaria Especial da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Ministério do Turismo, Governo Federal. Para assistir às apresentações bastará se conectar ao longo da semana de 5 a 12 de julho sempre às 21 horas ao canal www.youtube.com/pordosomcultural, endereço divulgado também para as inscrições.

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