1410 – Violeira Fabiola Beni (SP) abre 4º Festival Som na Faixa de Música Instrumental

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Evento com apresentação de Adriana Farias traz oficinas gratuitas e atrações como Ricardo Vignini, Arnaldo Freitas, Marina Ebbecke, Duo Osni Ribeiro, Neymar Dias e Toninho Ferragutti 

Entre 9 e 18 de julho, a Muda Cultural promoverá o 4º Som na Faixa de Música Instrumental, festival que em edições anteriores impactou mais de 2 milhões de pessoas, segundo os organizadores. As apresentações, com a violeira Adriana Farias, começarão sempre a partir das 19 horas e serão transmitidas pelos canais da realizadora do evento com o propósito de levar entretenimento, arte e cultura ao público em quarentena e incentivar e apoiar talentos da música brasileira, uma das categorias artísticas mais atingidas por conta da pandemia da Covid-19. O Som Na Faixa também contará com oficinas nos dias 10 e 18 de julho.

Realizar um festival em dois anos pandêmicos é motivo de orgulho para a Muda Cultural. É a nossa maneira de ajudar o ecossistema da cultura, em tempos tão difíceis”, afirmou Ítalo Azevedo, sócio-diretor da Muda Cultural. “Entre artistas, equipe que trabalhará no local e remotamente, serão mais de 60 oportunidades de emprego geradas” e que levarão “espetáculos relevantes ao público.

A abertura do festival está prevista para a sexta-feira, 9 de julho Fabiola Beni fará uma imersão na música caipira, do folk e da MPB. Cantora, compositora e musicista, Fabiola Beni já conta com mais de 10 anos de experiências que incluem dividir o palco com Nanny Soul, Izzy Gordon e Tássia Reis, além de tocar guitarra e cavaco na Groove de Bamba. Paisagens naturais, o rio, a pesca e a vida simples do cotidiano são alguns dos retratos capturados em suas canções. Nascida em Vitória Brasil – pequeno município do extremo Oeste paulista situado a cerca de 600 quilômetros da Capital e que, conforme o mais recente censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), concluído em 2010, possuía 1.737 habitantes em área de 49,7 km² -, atualmente vive em São Carlos, também no interior do estado de São Paulo.

Vida passageira, uma de suas canções, de acordo com a opinião do jornalista Rodrigo Malize, do Jornal Portal, remete à efemeridade de nossas vidas, lembrando a importância de aproveitá-la bem e com menos rotina, mais pessoas queridas e muito bom humor”. A música conta com a participação especial de Adam Reifsnyder, compositor e violinista de Cleveland, Ohio (Estados Unidos da América), Alê Brant (baixo fretless) e Vinicius Suzuki (bateria), também responsável pela produção musical e artística.

Ricardo Vignini, violeiro canhoto, tem entre seus instrumentos prediletos a “viola de lata”, conhecida como viola dinâmica (Foto: Marcelino Lima/Acervo Barulho d’água Música)

No dia seguinte, sábado, 10, será vez do paulistano Ricardo Vignini, em Viola de Lata. Conhecido entre outras proezas pelas interpretações à viola de clássicos do rock de Led Zeppelin, Metallica, Sepultura, Pink Floyd, Jimmy Hendrix, entre outros, no duo Moda de Rock, que forma com o também violeiro Zé Hélder (MG).

Vignini tocou no Rock in Rio de 2015, acompanhando Lenine e, para além de sua constante presença em concertos que antes da pandemia do coronavírus (Covid 19) o levaram a vários palcos pelo Brasil adentro e turnês por países da Europa e da América Latina, com sua habilidade de violeiro canhoto Vignini já coprotagonizou shows dos norte-americanos Bob Brozman e Woody Mann e da francesa Fabienne Magnant, em algumas ocasiões ponteando uma sonora viola dinâmica, conhecida por “viola de lata”.

Além de compositor, Vignini é pesquisador da cultura popular da região Sudeste e integra o grupo de rock rural Matuto Moderno e o projeto Nós do Rock Rural, ao lado de Tuia Lencioni, Zé Geraldo, Guarabyra e que em sua formação inicial contava, ainda com o saudoso Tavito.

O festival Som na Faixa prosseguirá no domingo, 11, com Alessandro Penezzi e Arnaldo Freitas. Compositor, arranjador, professor e violonista de 6 e de 7 cordas, Penezzi é de Piracicaba (SP), cresceu em rodas de choro e desde cedo teve sua escuta orientada pelo sotaque brasileiro. Além do violão, é às do bandolim, do cavaco, do violão tenor e ainda toca flauta transversal. Freitas, respeitado pela técnica apurada, é considerado um dos principais violeiros do segmento instrumental; a rainha Inezita Barroso não abria mão da presença dele entre os músicos que fazia questão de ter no regional que animava os programas Viola Minha Viola. Versátil, além de executar obras autorais, Freitas assina arranjos ousados e domina ritmos e vertentes como choro, flamenco e música de fronteira.

Depois de um breve recesso, as apresentações serão retomadas com Viola em Contraste na sexta-feira, 16, quando o público terá como atrações Marina Ebbecke, Gabriel Souza e Nayra Jaine. Paulistana radicada em Jundiaí, Marina Ebbecke tem como influências expoentes caipiras, o Clube da Esquina, o rock, o folk e a MPB. Gabriel Souza, parceiro de palco de Marina desde 2017, ao mesmo tempo em que se apoia na viola caipira instrumental para a construção do repertório autoral, revela outras influências que o norteiam em busca de uma estética contemporânea que amplie as possibilidades sonoras do instrumento. Atriz, percussionista e produtora cultural de Louveira, município da região de Jundiaí, Nayra Jaine iniciou estudos musicais na Banda Marcial da Louveira antes de ingressar na Escola de Música do Estado de São Paulo (Emesp) Tom Jobim, em 2016. Atualmente, atua como produtora no Coletivo Abertamente, além de integrar as bandas Jasper e Gana.

Arnaldo Silva, e Osni Ribeiro (Foto: Divulgação Som na Faixa)

Em 17/07, o Osni Ribeiro Duo cantará canções de temáticas que habitam o inconsciente coletivo caipira e a vida na roça que ajudam a preservar e a divulgar valores como amor, religiosidade e preservação da natureza, sempre mescladas com boa prosa e causos durante o concerto denominado Rabiola. O concerto revela a dinâmica, o movimento e a delicadeza encontrados na música instrumental para viola brasileira e mescla releituras de clássicos da música regional, adaptações da MPB e temas autorais que marcam a estreia de Ribeiro, natural de e residente em Botucatu (SP), como violeiro de peças exclusivamente instrumentais. Ainda neste ano, Rabiola será gravado em álbum homônimo.

Nesse projeto, Ribeiro entrará em campo com Arnaldo Silva, violonista de estilo clássico e compositor que encontrou resposta aos anseios na arte educação e em trabalhos que recuperam a memória da música brasileira, seja no samba (com o grupo Moreiras da Silva), ou na música caipira (com Rubens Brito e Ribeiro).

O festival virtual está previsto para terminar no domingo, 18, colocando em cena Festa na Roça, de Neymar Dias e Toninho Ferragutti. Paulistano, Neymar Dias é compositor que conhece com profundidade tanto a música regional brasileira, quanto várias vertentes da clássica, arranjador e multi-instrumentista que aprendeu sozinho a tocar viola caipira, guitarra, violão, baixo elétrico, guitarra havaiana e bandolim.

Ferragutti, por sua vez, é um dos principais acordeonistas do país, compositor e arranjador e em cujo currículo constam indicações em 2000 e em 2014 ao Grammy Latino, respectivamente pelos discos Sanfonemas e Festa Na Roça, este em parceria com Neymar Dias. Natural de Socorro (SP), filho de instrumentista e compositor, ainda menino, Ferragutti ganhou seu primeiro instrumento do pai e foi incentivado a estudar música, escolhendo para sua formação o Conservatório Gomes Cardin, situado em Campinas (SP).

Adriana Farias (Foto: Walter Fernandes)

A apresentação do Festival Som na Faixa será de Adriana Farias, violeira e violonista integrante do grupo Barra da Saia que ao longo da trajetória já trabalhou com Fábio Júnior, Vavá, Wanessa Camargo e a banda Raimundos. Com a morte de Inezita Barroso, Adriana passou a comandar o Viola Minha Viola.

A missão da Muda Cultural é qualificar a experiência de vida das pessoas e expandir suas potencialidades por meio da promoção da arte e da cultura. Há mais de dez anos no mercado, a Muda Cultural atua na gestão de investimento social privado e no desenvolvimento de projetos por meio de leis de incentivo, o que a torna elo entre marcas e seus públicos de interesse. O seu principal ativo é uma extensa rede de colaboradores e de parceiros que permitem atuações capazes de transitar entre os universos artísticos, da produção e da gestão cultural, incluindo concepção, curadoria de conteúdos e planejamento.

O Festival Som na Faixa conta com o patrocínio de uma rede atacadista de hipermercados, recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura e apoio do site Catraca Livre. As apresentações foram previamente gravadas em estúdio situado na cidade de São Paulo, respeitando-se todos os protocolos de segurança sanitária estabelecidos pelas autoridades.

 

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