1436 – Paulo Tó (SP) lança Galope, seu terceiro álbum, no palco virtual Itaú Cultural*

#MPB #Indie #ItaúCultural #Samba #Tango #GipsyJazz

 Apresentação contará com participações de Guilherme Kastrup, Marcelo Cabral, Rodrigo Campos e Mariana

No domingo, 12 de setembro, Paulo Tó estará a partir das 19 horas no palco virtual do Itaú Cultural para apresentar canções da sua discografia, com destaque para Galope, seu terceiro álbum que inicia  turnê de lançamento, marca nova fase do cantor e a parceria com Guilherme Kastrup na produção musical. Neste novo disco Tó revela amadurecimento inclusive como letrista, um trabalho coeso que reafirma algumas influências que já povoavam suas canções, mas arriscando e incorporando novas sonoridades. Galope foi gravado durante a pandemia de Covid-19 com nove canções autorais e uma versão de Atrás dos Tempos, do compositor português Fausto Bordalo Dias. Explorando linguagens a partir da MPB dos anos da década de 1970, em diálogo com o rap e a música eletrônica, essas canções convidam a uma viagem lírica, que reflete os impasses e sonhos vividos nestes tempos.

As participações presentes no disco revelam que Galope  cruza vários caminhos: a relação do cantor com o teatro, por meio da parceria com Mariana Mayor (atriz e produtora com quem divide algumas autorias) e com Cecília Boal; a aproximação com Jé Oliveira e Salloma Salomão, pesquisadores da música preta brasileira que confluíram com investigações de Tó na linguagem do funk e do rap; a parceria com Guilherme Kastrup, Rodrigo Campos, Marcelo Cabral, Thiago França, Bruno Buarque e Douglas Germano; e, por fim, pela relação com Portugal, onde promoveu turnê com seu disco anterior em Lisboa, experiência que culminou no contato com poetas e músicos portugueses como Bordalo e José Mário Branco, da geração pós Revolução dos Cravos.

Paulo Tó é cantor, compositor e produtor musical, com mestrado em Filosofia, com ênfase em análise das formas da canção, pela Universidade de São Paulo (USP). É natural de São João da Boa Vista, interior de São Paulo, e morou na infância em diversas cidades do estado de Minas Gerais, São Paulo e Paraíba, onde teve a primeira formação como músico absorvendo influências diversas. Mudou-se para a Capital paulista em 2006 para cursar a faculdade de Ciências Sociais e simultaneamente começou a tocar em espaços de música independente. Em 2019, organizou Cantos da Revolução dos Cravos no Teatro da USP (USP), na cidade de São Paulo. Suas composições revelam influências da MPB da década dos anos 1970 e músicas tradicionais da América Latina, Estados Unidos da América e Europa.

Em 2014, Paulo Tó gravou Temporal, seu disco de estreia, com samba, tango, gipsy jazz e uma série de “canções-crônicas da cidade” críticas e bem humoradas. Dois anos depois, em 2016, Temporal foi sucedido por De cara no asfalto, com 11 canções inéditas de autoria de Tó, além de contribuições de Guegué Medeiros e Ricardo Prado, produtores musicais. Rodrigo Caçapa e Fábio Leal são os criadores dos arranjos de Black Bloc na Caatinga e E dá-lhe borracha, respectivamente,  canções nas quais Tó conduz o olhar para o Brasil, com foco especialmente nas décadas dos anos 1960/70.

Paulo Tó e também gravou DOMiNGO, com Pedro Santos. A dupla inicialmente decidira lançar em forma de single parte das nove músicas do álbum de forma despretensiosa e espaçada, como “respiros” para aliviar tensões rotineiras, sempre durante domingos de 2020, criando esse calendário afetivo. Reunidas em álbum, as faixas revelam um repertório autoral de MPB marcado pela delicadeza, com quatro inéditas e uma versão mais acústica para Viúva e Cria.

No concerto virtual pelo Itaú Cultural que será transmitido via plataformas Sympla (pela qual deve ser feita a reserva de um dos 270 ingressos disponibilizados) e Zoom, Tó terá a companhia de Kastrup (bateria e percussão), Marcelo Cabral (baixo e synth), Rodrigo Campos (cavaco e guitarra) e Mariana Mayor (vocal). Uma das canções que o público ouvirá é Sanha Continua, dele e Jé Oliveira, com participação especial de Salloma Salomão. Sanha Contínua flui ao ritmo do funk e com a marca da bateria de Kastrup, ao mesmo tempo em que Cabral e Campos compõem texturas que dialogam com a sonoridade indie brasileira contemporânea, com arranjos de sopro de Thiago França.

Também estará no repertório Levanta, na qual Paulo Tó já mostra que também tem as manhas do samba, com direito a agogô, atabaque e o coro em estilo de pastorinhas das irmãs Estela e Eloiza Paixão. Levanta se desenvolve sincopada, com acompanhamentos de Kastrup, Cabral e Campos e versos “duros”, característicos de Paulo Tó. A atriz Helena Albergaria protagoniza intervenção cênica na abertura da canção.

*Com Titita Dornelas, News Assessoria & Comunicação

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