1452 – Consuelo de Paula (MG), com Adriana Holtz, canta ao vivo em transmissão virtual do Estúdio 185 Apodi, em São Paulo*

#MPB #CulturaPopular #Poesia #Moçambique #Congada #Pratápolis

* Com Eliane Verbena, Verbena Comunicação

Canções de vários álbuns e parcerias de Consuelo de Paula, de expoentes da Música Popular Brasileira e duas inéditas, ambas integrantes de um novo álbum em gestação, estarão no repertório que a cantora, compositora e poetisa apresentará no sábado, 16 de outubro, a partir das 21 horas, com transmissão ao vivo do Estúdio 185 Apodi, situado na cidade de São Paulo. Os fãs e amigos de Consuelo de Paula poderão sintonizar Consuelo Maryákoré de Paula pelo canal Youtube da mineira de Pratápolis que neste ano se dedicou intensamente ao trabalho de criação e vivenciou novidades e alegrias a começar por Maria Bethânia lançando Sete Trovas, canção dela com Rubens Nogueira e Etel Frota.

A pandemia de Covid-19 prejudicou os concertos presencias, mas Consuelo de Paula também manteve-se ativa protagonizando cantorias virtuais. Consuelo Maryákoré de Paula ainda não celebrará o encontro físico entre a artista e a plateia, mas será ao vivo, no calor do momento dentro de um projeto elaborado para celebrar a música que permeia toda a sua trajetória. Consuelo concebeu o espetáculo como um encontro das cordas do seu violão com o cello de Adriana Holtz, no qual arranjos com violoncelo darão contornos eruditos às suas criações e interpretações inspiradas na cultura popular, e vice-versa, mostrando que não há fronteiras para a arte.

Como o nome da apresentação revela, serão relembradas composições do seu mais recente álbum, Maryákoré (2019), mas Consuelo costuma ir além e mais uma vez deverá surpreender e emocionar o público. Para tanto, ela pinçou de sua trajetória canções como Anabela (Mario Gil e Paulo César Pinheiro), gravada em seu primeiro disco (Samba, Seresta e Baião); Dia Branco (Geraldo Azevedo e Renato Rocha), música que ouvia quando era universitária em Ouro Preto (MG); Légua Tirana (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), toada interpretada pela primeira vez por Consuelo; São Sebastião Presente (João Bá e João Arruda); e Fica Comigo, Morena (de Jessé Silva Santos, que é tema dos sambadores de Serra Preta (BA) recolhido por Renata Mattar, da Companhia Cabelos de Maria.

O repertório visitará, também, o DVD Negra, do qual selecionou Fitas (parceria com Luiz Gonzaga de Paula), mais temas de congadeiros e moçambiqueiros de Minas Gerais (cultura que permeia toda sua obra) e reverenciará Heitor Villa-Lobos em duas composições, celebrando a união do popular com o erudito, do rural com o urbano que bem representa a estética popular brasileira contemporânea de Consuelo de Paula. Do álbum Maryákoré entre as escolhidas estarão Ventoyá (parceria com Déa Trancoso), ArvoredoRemando Contra a Maré (parceria com Rafael Altério) e Maryákoré. As inéditas Atiaru e Plumagem, parcerias com Regina Machado, farão parte de Pássaro Futuro, um projeto que em breve será lançado por ambas.

Adriana Holtz tocará cello durante a apresentação virtual de Consuelo (Foto: Fá Cabral)

O projeto que transmissão virtual mostrará ao vivo será realizado pela Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo, Ministério do Turismo, Governo Federal, por meio da 1ª Edição do Prêmio Aldir Blanc de Apoio à Cultura da Cidade de São Paulo, Módulo I – Maria Alice Vergueiro/2020.

Consuelo de Paula, além de cantora, compositora e poetisa, é diretora artística e produtora musical. Possui músicas gravadas por Maria Bethânia (Sete Trovas, incluída no disco Encanteria, também lançada em single, em 2021) e Alaíde Costa (Bem-me-quer, presente em Porcelana, com Gonzaga Leal). Apresentou-se no Gran Rex, em Buenos Aires, foi destaque na capa do Guia Brasilian Music (Japão), que elegeu os 100 melhores discos da música brasileira, e gravou o programa Ensaio, de Fernando Faro (TV Cultura). Consuelo participa dos discos gravado em Portugal Divas do Brasil que reúne, por exemplo, Elis Regina, Maria Bethânia e Céline Imbert; Senhor Brasil , ao lado de Rolando Boldrin; Prata da Casa (Sesc SP) e Cachaça Fina (Spirit of Brazil). Assina o roteiro de Velho Chico – Uma Viagem Musical, de Elson Fernandes, no qual interpreta O Ciúme (Caetano Veloso), considerada a “gravação definitiva” da canção pelo crítico Mauro Dias, do jornal O Estado de S.Paulo (Estadão).

Entre os projetos dos quais participou, estão: Pixinguinha (Funarte); Elas em Cena, com Cátia de França e Déa Trancoso; Canta Inezita (turnê e disco); e o livro Retratos da Música Brasileira (Pierre Yves Refalo/50 anos da TV Cultura e 14 anos do programa Sr. Brasil). E desde setembro está disponível nas plataformas virtuais O Tempo, novo álbum do cantor franco-brasileiro Fábio Jorge do qual Consuelo de Paula participa cantando Porta Estandarte, de Geraldo Vandré e Fernando Lona.

A discografia de Consuelo de Paula, que soma oito títulos, teve início com a trilogia Samba, Seresta e Baião (1988); Tambor e Flor (2002) e Dança das Rosas (2004), da qual foi lançada a coletânea Patchworck, no Japão. Em 2011, lançou o DVD Negra, seguido pelos discos Casa (2012), O Tempo e O Branco (2015), Maryákoré (2019) e Beira de Folha (2020, em parceria com o violeiro João Arruda).

O álbum mais recente, Maryákoré, pode ser entendido como uma nova assinatura de Consuelo de Paula: maryá (Maria é o primeiro nome de Consuelo), koré (flecha na língua paresi-haliti, família Aruak), oré (nós em tupi-guarani), yakoré (nome próprio africano). Além de assinar todas as composições,

Consuelo é responsável pela direção, pelos arranjos e violões e por algumas percussões. É nítida no disco a harmonia entre Consuelo e sua música, sua poesia, sua expressão e a estética apresentada. Ao interpretar letras carregadas de imagens e sensações, ao dedilhar os ritmos que passam por Minas Gerais e pelos sons dos diversos “brasis”, nota-se a artista imersa em sua história: vida e a arte integrada às canções. O violão, seu instrumento de composição, revela-se também, de maneira ousada e criativa, como parte de seu corpo; e como koré provoca as composições ao mesmo tempo em que comanda e orienta os ritmos que dão originalidade à obra.

Consuelo de Paula gravou o violão e a voz juntos, ao vivo no estúdio, transpondo para o disco a naturalidade e a energia original das canções. Um desafio que pode ser conferido nas faixas: ora o violão silencia as cordas para servir de tambor, ora se ausenta para deixar fluir a voz à capela; em outros momentos as cordas produzem somente um pizzicato para acompanhar o movimento da melodia; e, às vezes, soa como percussão e instrumento harmônico.

Consuelo de Paula também é autora de A Poesia dos Descuidos, com poemas dela e cartões de arte de Lúcia Arrais Morales.

Leia mais a respeito de Consuelo de Paula ou conteúdos a ela relacionados aqui no Barulho ‘água Música visitando o linque abaixo!

https://barulhodeagua.com/tag/consuelo-de-paula/

 

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