1511 – Maria Alcina (MG) inicia comemorações de 50 anos de carreira com lançamento de duas músicas carnavalescas pela Kuarup

#MPB #MarchinhasDeCarnaval #MariaAlcina #FioMaravilha50Anos #KuarupProduções #Cataguases #MinasGerais #VelhoLua #LuizGonzaga #Gonzagão #Baião #Xote #Xaxado #Calango #Rock #InezitaBarroso # Festival Internacional da Canção #FIC72 #PrêmioDaMúsicaBrasileira #CulturaPopular

Extravagantes Celestes e Rei Mandou, em parceria com o músico Heitor D’alincourt, estão disponíveis nas plataformas digitais

A cantora Maria Alcina está celebrando neste ano meio século de carreira e para iniciar as comemorações lançou em parceria com o cantor Heitor D’Alincourt duas marchas carnavalescos. Extravagantes Celestes e o Rei Mandou são ambas de autoria de D’Alincourt e Mug Guimarães, produzidas por Cláudio Kote. A ideia de ter a irreverente mineira de Cataguases interpretando essas canções foi do músico e pianista João Roberto Kelly, o Rei das Marchinhas, amigo de D’Alincourt. Kelly ouviu, gostou e aprovou as composições. Em uma conversa, surgiu o nome de Maria Alcina e logo as faixas, distribuídas pela produtora e gravadora Kuarup, foram gravadas.

Heitor D’Alincourt é músico, cantor, compositor, diretor e roteirista. Carioca apaixonado torcedor do Fluminense, em 2002 dirigiu, com o jornalista e também tricolor André Barcinski o documentário Saudações tricolores: o filme da torcida do Flu. Ex-integrante da banda A Tribo, grupo que acompanhou o conterrâneo Jorge Mautner em algumas apresentações, D’Alincourt está retomando sua carreira musical e, em breve lançará seu novo álbum.

A história de Maria Alcina começou com sua performática atuação no Festival Internacional da Canção (FIC), em 1972, como vencedora da parte nacional com Fio Maravilha, de Jorge Ben Jor. Na década seguinte, emplacou de vez interpretando músicas retiradas do folclore, como Prenda o Tadeu É Mais Embaixo. Como gosta de desafios, nos anos 1990, a convite do jornalista, escritor, compositor e crítico musical Nelson Motta, participou de concerto em homenagem a Carmen Miranda, no Lincoln Center, em Nova York, nos Estados Unidos da América, com Aurora Miranda e Marília Pêra. Em 2003, em nova guinada: ao lado de grupo eletrônico paulistano Bojo, Maria Alcina gravou Agora e ampliou sua faixa de público ao se apresentaram juntos em importantes eventos para jovens como Com:tradição (nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro) e Abril Pro Rock, em Recife (PE).

Com o álbum Confete e Serpentina (2009), venceu o Prêmio da Música Brasileira nas categorias Melhor Cantora Popular e Melhor Disco Popular. Nesse disco promoveu o encontro de várias gerações como Alberto Ribeiro (1902/1971) e Paulinho da Viola. mais revelações como Roseli Martins, Wado e Moisés Santana. Em 2014, saiu De Normal Bastam os Outros, com canções inéditas de Zeca Baleiro (Eu Sou Alcina), Arnaldo Antunes (De Normal), Karina Buhr (Cocadinha de Sal) e Anastácia (Concurso de Bicho); devido ao sucesso da turnê, o mesmo álbum, em 2015, ganhou versão em DVD.

Em 2018 Maria Alcina homenageou Caetano Veloso cantando um repertório verborrágico do compositor que inclui sucessos como Fora Da Ordem, Língua, Estrangeiro, A Voz do Morto e Tropicália. No ano seguinte, lançou pela produtora e gravadora Kuarup In Concert, com gravação ao vivo de seu repertório, acompanhada pela SP Pops Symphonic Band. Ainda em 2019, integrou o projeto Canta Inezita, também pela Kuarup, quando dividiu a interpretação de 15 clássicos eternizados na voz da dama da viola, Inezita Barroso, com As Galvão, Consuelo de Paula e Cláudio Lacerda. Em 2020 participou como jurada de auditório da série de televisão Hit Parade, produzida por Barcinski, que retrata os bastidores do universo musical dos anos 1980.

RESPEITE MARIA ALCINA!

O Barulho d’água Música acompanhou em 3 de janeiro de 2016, um domingo, memorável, a apresentação de Maria Alcina em tributo a Luiz Gonzaga, na unidade Campo Limpo do Sesc da cidade de São Paulo. Ícone da música nacional e conhecida tanto pelo timbre de voz, quanto pela irreverência, Maria Alcina botou a plateia para dançar do começo ao fim do baile durante o qual interpretou de forma brilhante mais de 20 sucessos do Rei do Baião.

Maria Alcina, na ocasião, surgiu do camarim interpretando Asa Branca e a caminho do palco a cantou como se orasse, parando para saudar o público e receber o carinho de vários admiradores. Ao encontrar uma senhora que estava no auditório, oriunda de Exu (PE), terra natal do homenageado, Maria Alcina “quebrou o protocolo” e deu um longo e fraterno abraço na conterrânea dele. Naqueles instantes, o hino de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira que batiza o espetáculo era acompanhado apenas pelo acordeonista Olívio Filho um maestro estudioso da obra gonzaguiana e que também já tocou com Antônio Nóbrega e fez parte da banda de forró Bicho de Pé. Foi de arrepiar!

O tributo Asa Branca era regado a xote, xaxado, calango, baião e em janeiro de 2016 aglutinava lotações máximas país adentro já há quatro anos (Foto: Marcelino Lima/Acervo Barulho d’água Música)

Além de Olívio Filho, ajudaram a transformar o Sesc Campo Limpo em um inflamado arraial de forró e de outros ritmos presentes no repertório de Luiz Gonzaga os músicos Wander Prata (bateria), e Leandro Brenner (violão). Ao final, depois de cantar Bacurinha, atendendo aos pedidos do público, ela recordou Fio Maravilha (Jorge Ben Jor), com a qual começou a se projetar nacionalmente e conquistou Menção Honrosa do Júri Popular, mais o troféu Galo de Ouro  na última edição do FIC que eletrizou o ginásio Maracanãzinho, na cidade do Rio de Janeiro (RJ)

O tributo Asa Branca era regado a xote, xaxado, calango, baião e na ocasião aglutinava lotações máximas país adentro já há quatro anos; naquele em São Paulo, terra que acolhe legiões de nordestinos, chegou à 91ª apresentação, com impecável direção artística do espetáculo do produtor musical Fran Carlo e a produção executiva de Petterson Mello. Pelo que se percebeu no Campo Limpo, por onde passa Maria Alcina contagia de tal forma que, em uma frase, pode se dizer: se seus shows forem inferiores a 60 minutos, será pouco para dançar e brincar enquanto ela estiver em cena.

A interação com o público ocorreu a cada nova música que ela resgatou do baú de tesouros de Luiz Gonzaga – muitas vezes de forma surpreendentemente descontraída; o tempo todo ela sorria, agradecia ao calor e aos justos aplausos por engrandecer de forma tão peculiar e intensa uma obra já consagrada que tende a transcender gerações revelando o quanto somos culturalmente ricos e diversos, mas sem jamais deixar de fazer menção ao verdadeiro responsável por todos estarem ali compartilhando momentos de alegria. Ela própria é um dos mais dourados astros desta constelação e com certeza, se possível fosse os papéis se inverterem, Gonzagão sairia de casa feliz sabendo que reverenciaria uma estrela de primeira grandeza: como não é, lá no céu, sob os olhares cúmplices de Dominguinhos e outros bambas, por um instante deve ter pousado a sanfona, tirado o chapéu e, ao aninhá-lo ao peito, humildemente, como fez ao pedir pelo pai, solicitou: “Compadres: respeitem Maria Alcina!”

Especializada em música brasileira de alta qualidade, o acervo da produtora e gravadora Kuarup concentra a maior coleção de Villa-Lobos em catálogo no país, além dos principais e mais importantes trabalhos de choro, música nordestina, caipira e sertaneja, MPB, samba e música instrumental em geral, com artistas como Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Paulo Moura, Raphael Rabello, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Pena Branca & Xavantinho e Arthur Moreira Lima, entre outros.

Além desta eclética galeria de cantores e duplas cujos trabalhos já lançados formam o acervo de álbuns, também é possível ao internauta que visita o portal da Kuarup, entre outras atividades no campo da produção cultural, saber pela guia Notícias as novidades que estão chegando para reforçar este precioso catálogo e, ainda, ouvir 52 seleções de músicas disponíveis na plataforma Spotify (playlists) apresentadas por temas e recortes dos mais diversificados, revelando a riqueza de sonoridades e de gêneros que a empresa guarda. Uma das preferidas aqui na redação do Barulho d’água é Duetos Kuarup (clique no nome da lista para ouvi-la). O endereço eletrônico que leva ao botão que abre as playlists é http://www.kuarup.com.br/spotify/  

Clique no link abaixo e ouça as duas músicas gravadas por Maria Alcina e Heitor D’Alincourt:

https://open.spotify.com/album/13DPxEOu6dx7JtWRai3r5V

Kuarup Música, Rádio e TV: www.kuarup.com.br – Telefones: (11) 2389-8920 e (11) 99136-0577-Rodolfo Zanke rodolfo@kuarup.com.br

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.