1513 – Renata Arruda (PB) lança disco com clássicos de sambas para comemorar 30 anos de carreira

A cantora e compositora paraibana Renata Arruda estreia na gravadora e produtora Kuarup com o lançamento de novo álbum com sambas clássicos e o inédito Foi Embora, de sua autoria, que segundo a artista, foi a maior dor de cotovelo que ela já compôs. Já com onze discos na carreira, este é o segundo disco do projeto Roda de Samba, lançado em 2013 a partir de repertório que Renata Arruda cantou em João Pessoa, Capital do Estado. O espetáculo deu tão certo que os músicos que a acompanham sugeriram registrar todas as canções apresentadas. Como os shows tinham mais de 25 canções e mais de duas horas de duração, parte do conteúdo entrou no primeiro trabalho e o restante ficou guardado para o lançamento de agora. As músicas foram escolhidas com o único critério: sambas que a cantora gosta de cantar.

Para a gravação de Roda do Samba 2 Renata reuniu músicos amigos que estavam radicados na Paraíba naquele ano, Potyzinho Lucena (cavaco), Vinícius Lucena (violão de sete cordas), Adriano Ismael (contrabaixo) e Geno Costa, Karla Lucena e Ariadne de Lima para os vocais. A percussão contou com Alisson Cavalcante, Carlos Patuk, Carlos Moura, Fábio Buru e Max Serrano.

A roda de samba nasceu quando a cantora ainda residia no Rio de Janeiro e resolveu montar uma banda para fazer shows e animar o verão paraibano de 2013.

Faixa a faixa:

  1. Não Deixe o Samba Morrer (Aloísio/Edson Conceição): música que já foi cantada por tantos artistas importantes como as rainhas Elza Soares e Alcione. É também é uma canção sempre presente na noite do samba brasileiro;

  1. Tristeza (Niltinho Tristeza)/ Foi um Rio Que Passou Em Minha Vida (Paulinho da Viola): dois clássicos sambas brasileiros. O primeiro interpretado pelo maravilhoso Jair Rodrigues e o segundo é um hino da Portela, interpretado e composto por outro ídolo da cantora Renata Arruda, Paulinho da Viola. Mandando a tristeza embora e emendando com Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida, Renata homenageia também, seu pai, Ivanildo Arruda, sambista nato, que adorava cantar esses sambas em dias de Carnaval;

  1. Quem E do Mar Não Enjoa/O Pequeno Burguês/Pra Que Dinheiro/Canta Canta Minha Gente (Martinho da Vila): Homenagem à obra genial de um ídolo do samba e de Renata Arruda, Martinho da Vila, frequentemente ouvido na casa de Ivanildo;

  1. Na Linha do Mar (Paulinho da Viola): arranjo com batucada descontraída e misturada com esse clássico em homenagem a outras duas rainhas do samba, Clementina de Jesus e Clara Nunes.

  1. Foi Embora (Renata Arruda): é a canção inédita do álbum. Dor de cotovelo clássica. Renata põe para fora uma dor de amor e se pergunta: E agora? O que eu faço sozinha?

  1. Caviar (Luiz Grande/Marcos Diniz/Barreirinha do Jacarezinho): canção bem humorada eternizada por mais um de seus ídolos do samba, Zeca Pagodinho. Caviar? Eu só ouço falar.

  1. Isaura (Roberto Roberio/Herivelto Martins): Música inicialmente gravada por Francisco Alves. Clássico que também foi apresentado por Ivanildo Arruda, que tocava na sua batucada Society.

  1. Vou Festejar (Neoci/Dida/Jorge Aragão)/Coisinha do Pai (Luiz Carlos/Jorge Aragão/Almir Guineto): homenagem à rainha Beth Carvalho, cantora que nos deixou e cujos sambas, eternizados, estão na boca da nação brasileira.

  1. Marinheiro Só (Domínio Público): Renata brinca com esse clássico de domínio público, dizendo o nome do estado no qual nasceu.

  1. Meu Sublime Torrão (Genival Macedo): música de 1937, que fala da Paraíba, terra onde nasceu. O samba é considerado o hino do Estado.

Renata Arruda é cantora, compositora e poetisa, que, aos 19 anos, após participar de um show de Altamiro Carrilho cantando Nunca, de Lupicínio Rodrigues, recebeu um elogio de fundamental importância de Elizeth Cardoso: “Essa menina interpretou essa música como todas as cantoras deveriam cantar. Porque ela cantou com a voz, com o corpo e com a alma”. Dona de uma voz grave e calorosa, Renata Arruda, hoje, tem uma carreira respeitável. “Pertenço à família das cantoras que a unidade está na voz da intérprete e não no repertório escolhido”.

A discografia já conta com 11 discos. A carreira traz na bagagem parcerias com Mongol, Sandra de Sá, Zé Ricardo, Nando Cordel, Antônio Villeroy, Ana Terra, Lúcia Veríssimo, Bebeto Alves, Chico César, Zélia Duncan, Paulinho Galvão, José Augusto, Pedrin Gomes, Seu Pereira, Noel Tavares, Paulinho Mendonça, Jades Sales. O currículo ainda destaca canções gravadas por Ney Matogrosso (Faço de Tudo), Sandra de Sá (Nós e Faço de Tudo), Xuxa (Preste Atenção, Dança do Sapinho, Rap da Xuxa e A Borboleta), Zé Ricardo (Temperos, Sexta-feira e Gostava de Ir), Carlos Navas (Corpo de Você), sem contar que ela cantou com muitos expoentes da música popular brasileira.

A cantora também publicou em 2016 o primeiro livro, Nua com poesias escritas durante sua trajetória de artista. O projeto se transformou no álbum de poemas declamados por Lucia Veríssimo, Du Moscovis, Cissa Guimarães e a própria Renata Arruda, assim como um DVD com as artes do livro em animações e as músicas criadas pela artista. Em 2017, esteve no Festival de Inverno de Garanhuns (PE), como convidada em homenagem a Belchior. Em 2018 saiu nas plataformas digitais o single Saudade de Olinda, música dela com Paola Tôrres, que foi um sucesso no Carnaval em Pernambuco. Em 2019, foi a vez de gravar o projeto Nordeste In Natura, com músicas autorais em parceria com Paola Tôrres, e participações especiais de Ney Matogrosso, Chico Cesar e Elba Ramalho, além das consagradas Vó Mera do Coco e Meire Lima. O trabalho é um resgate de músicas com ritmos típicos nordestinos misturados a uma nova roupagem eletrônica.

Em 2021, apesar da pandemia, ela lançou Forró da Parahyba, resgate de canções tradicionais com a pegada Renata Arruda mesclada com novas canções autorais, além de composições de outros artistas da Paraíba.

Renata Arruda pode ser seguida em:

www.renataarruda.com.br

www.youtube.com/renataarrudaoficial

www.facebook.com/renataarrudaoficial

www.instagram.com/renataarrudaoficial

Sobre a Kuarup

Especializada em música brasileira de alta qualidade, o seu acervo concentra a maior coleção de Villa-Lobos em catálogo no país, além dos principais e mais importantes trabalhos de choro, música nordestina, caipira e sertaneja, MPB, samba e música instrumental em geral, com artistas como Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Paulo Moura, Raphael Rabello, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Pena Branca & Xavantinho e Arthur Moreira Lima, entre outros.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.