1571 – Paranga (SP) lança Redoma, disco com obra instrumental inédita de Elpídio dos Santos*

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Disco com composições das décadas de 1950 e 1960 que serão apresentadas durante a 17ª Semana Elpídio dos Santos traz à luz um tesouro guardado pela família do autor de mais de 1.000 composições

*Com Luciana Gandelini

O Grupo Paranga, de São Luiz do Paraitinga (SP) fará apresentação virtual neste feriado de 7 de setembro, a partir das 17 horas, do álbum Redoma, que reúne músicas instrumentais, como parte das atrações da 17ª Semana Elpídio dos Santos, que é promovida anualmente e está transcorrendo no município da parte paulista do Vale do Paraíba. O Paranga já fez o lançamento do disco físico em 3 de setembro, quando subiram ao palco Negão dos Santos, filho de Elpídio, e João Gaspar, no Coreto que leva o nome do homenageado. Elpídio dos Santos é um dos ícones da música caipira, mas também faz parte do panteão de muitos outros gêneros, o que lhe confere o inegável status de genuíno representante da cultura musical brasileira.

O concerto virtual estará disponível no canal do http://www.youtube.com/parangaoficial. Redoma foi gravado com o objetivo de registrar e preservar dez obras instrumentais inéditas de Elpídio, com produção executiva de Lia Marques e Renata Marques, integrantes do grupo. A direção artística e musical coube a Negão dos Santos, a produção musical a João Gaspar. Redoma conta, ainda, com participações especiais de Gabriel Sater, Mestrinho, Neymar Dias, Toninho Carrasqueira, Salomão Soares, Choro das 3, Thadeu Romano e Léo Couto.

O público pode conferir no repertório as instrumentais Maria Regina; É assim o amor; Antes da hora; Pedro Peralta; Bota do Elpidinho; Na hora; e Depois da hora, todas de Elpídio dos Santos e dos anos 1950, além de Carrinho do Paulo; Maria Cinira; e Clea, da década seguinte.  Autor de produção multifacetada, que reúne perto de 1.000 composições em que se misturam toadas, foxes, sambas, guarânias, valsas, choros, dobrados para bandas e peças para corais, Elpídio dos Santos ganhou notoriedade ao produzir 26 canções para trilhas sonoras de 19 filmes do cineasta Amácio Mazzaropi, de quem se tornara amigo.

Suas músicas foram também gravadas por Cascatinha e Inhana, Renato Teixeira, Tonico e Tinoco, Fafá de Belém, Almir Sater, Vanusa, Zeca Baleiro, Mariana Belém, Zé Geraldo, Chico Teixeira, Cláudio Lacerda, Juliana Caymmi, Gabriel Sater, casal Osvaldinho e Marisa Vianna, Viola Quebrada, entre outros, e integraram trilhas sonoras de novelas como Cabocla; Pantanal; Meu pé de laranja lima; Rei do gado; Paraíso; e Meu pedacinho de chão.

Redoma busca reforçar e reconhecer a importância da obra deste autor que deixou sua marca na música popular do país ao criar verdadeiros clássicos como Você vai gostar (conhecida como Casinha branca) e A dor da saudade. Com esse projeto, o Paranga pretende mostrar toda a potência e a criatividade deste relevante compositor que não se prendeu a gêneros ou a rótulos. “Como diz minha irmã Maria Regina, a obra do meu pai é um tesouro que quanto mais repartido, mais cresce e, finalmente, chegou a oportunidade de compartilhar sua obra instrumental, ainda muito pouco explorada”, comemorou Negão dos Santos.

Elpídio dos Santos faleceu em 3 de setembro de 1970, deixando por volta de 1.000 composições, fontes de inspiração para novas gerações da música brasileira. “Passados mais de 50 anos do falecimento do maestro, é notável que a obra musical de Elpídio dos Santos ainda mantenha o viço e o frescor – e, de quebra, reserve gratas surpresas a quem se dispuser a garimpar as preciosidades de seu acervo. A permanência no tempo e no espaço é a prova maior de sua universalidade”, afirmou o jornalista Luis Egypto após ouvir o álbum.

O Grupo Paranga, formado na década de 1970, em São Luiz do Paraitinga, tem como base do trabalho a obra de Elpídio dos Santos e a cultura do Vale do Paraíba, como a Congada e o Moçambique. Seus integrantes foram responsáveis pelo ressurgimento do carnaval luizense em 1981, caracterizado por tocar exclusivamente marchinhas compostas na cidade. O grupo participou do Festival MPB 80 da Rede Globo, fez parte do movimento Vanguarda Paulista, que se expandiu a partir de concorridas apresentações no Teatro Lira Paulistana, situado na cidade de São Paulo, hoje inativo. O Paranga já gravou Chora viola canta coração (1983) e, em 2009, na comemoração ao centenário de nascimento de Elpídio, DVD com participações de Fafá de Belém, Renato Teixeira, Zeca Baleiro, entre outros. Antes de Redoma há os trabalhos mais recentes Festas, fogos, para-raio, DVD de 2019, e o epê Que carnaval é esse (2020).

O Paranga é integrado por Negão dos Santos (cujo principal instrumento é o violão), compositor, arranjador e produtor musical; João Gaspar, educador, compositor e produtor musical; Renata e Lia Marques, que no disco instrumental atuam como produtoras executivas.

Para obter mais informações sobre o Paranga há as mídias sociais www.facebook.com/GrupoParanga e www.instagram.com/grupoparanga

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