1576 – Em mais um concerto para marcar seus 20 anos, Orquestra Filarmônica de Violas (SP) recebe em Jundiaí Toninho Ferragutti

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A Orquestra Filarmônica de Violas (OFV), estabelecida em Campinas (SP), já com 21 anos de atuação e três álbuns gravados, foi contemplada pelo Programa de Ação Cultural (ProAc) da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo para promover três concertos comemorativos às duas primeiras décadas de contribuições à cultura popular. A série de apresentações passou por Campinas em 24 de agosto, quando contou com a participação do compositor, pesquisador, professor e violeiro Ivan Vilela, idealizador da OFV; em 26 de agosto, em Piracicaba, a convidada para a segunda rodada foi Ana Luiza, poeta, cantora e compositora. Para a noite de 30 de setembro, a atração que estará ao lado dos 14 músicos atualmente regidos por João Paulo Amaral será o acordeonista Toninho Ferragutti, no palco do Teatro Polytheama, em Jundiaí.

A Orquestra Filarmônica de Violas é reconhecida como o mais inovador grupo musical em seu segmento. Em abril deste ano, foi uma das contempladas pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) com um dos troféus do 5º Prêmio Inezita Barroso. Expoentes consagrados da música brasileira, como o maestro Nelson Ayres, são categóricos ao afirmar sobre a excelência do projeto que Vilela implantou. “A Filarmônica tem atrás de si uma história brilhante, em cada nota ponteada ouve-se aquilo que é a grande marca do grupo: música feita com paixão“, comentou Ayres. 

Regida por João Paulo Amaral (na foto à esquerda de Toninho Ferragutti, acordeonista, atração do concerto em Jundiaí), a OFV é reconhecida como o mais inovador grupo musical em seu segmento

João Paulo Amaral está há 10 anos á frente da OFV e apontou que a principal característica do grupo é a dedicação e a busca por um resultado musical e artístico relevante. O desafio, conforme o regente, é criar e interpretar arranjos bem cuidados para o repertório que vai desde a música caipira até outros gêneros, explorando e ampliando as possibilidades e sonoridades da viola brasileira de dez cordas, a nossa querida viola caipira. “O foco é a música instrumental, mas sempre abrimos espaço para o canto também”, ponderou João Paulo. “São dois fatores principais: a elaboração e interpretação dos arranjos e o desenvolvimento musical dos integrantes da Filarmônica”.

O formato dos arranjos orquestrais é mantido desde o início da caminhada, em 2001, quando Ivan Vilela teve a iniciativa de promover oficina de aprendizado da viola para interessados da região de Campinas, com apoio da Prefeitura local. Essa característica dos arranjos se tornou um dos diferenciais da Filarmônica em relação a outras orquestras do gênero. Utilizando a estrutura equivalente aos naipes orquestrais, esses arranjos permitem à OFV tocar de forma semelhante às sinfônicas convencionais, com seus naipes de cordas, madeiras, metais e percussão, mas empregando apenas subgrupos de violas caipiras. Em síntese, o objetivo é utilizar a combinação minuciosa de diferentes linhas musicais, as quais assumem funções melódicas, harmônicas e rítmicas. O conjunto das linhas, executadas com uma cuidadosa e lapidada interpretação, produz um resultado sonoro rico em detalhes, arrojado e ao mesmo tempo popular, colorido por uma ampla gama de sonoridades, texturas e nuances.

O segundo fator diferencial da Filarmônica é o desenvolvimento musical dos integrantes, Violeiros e violeiras desenvolvem processo gradual de amadurecimento técnico e individual motivados pelo crescente nível dos arranjos propostos. Ao longo dos anos, boa parte dos integrantes iniciantes no instrumento amadureceu tanto quanto os que fazem parte desde a formação original, até os que ingressaram posteriormente atraídos pelo perfil artístico da OFV. Tais transformações alimentaram o próprio ciclo natural de motivação e evolução da orquestra.

Capa do mais recente álbum da Orquestra Filarmônica de Violas

 

EMOÇÃO E ENCANTAMENTO

Ao longo dos seus, agora, 21 anos de existência, a OFV coleciona além do Troféu Inezita Barroso prêmios, indicações e homenagens. Em seus vários concertos em espaços de gala como a Sala São Paulo e o Museu da Casa Brasileira, ambos na Capital paulista, tocou com Tinoco, Irmãs Galvão, Ana Luiza, Ná Ozetti, Suzana Salles, Paulo Freire, Renato Braz, Tetê Espíndola, Ana Gilli, Lenine Santos, Nailor Proveta, Toninho Ferragutti, Ricardo Herz, Alexandre Ribeiro, Crythian Dozza e Fabio Presgrave.

O clássico Lamento Sertanejo, de Gilberto Gil, faz parte do repertório da OFV

 

Os concertos pelo jubileu de porcelana brindam o público com o resumo desta história nos seus 20 anos com um repertório que costura sucessos do cancioneiro caipira e da MPB com composições de seus integrantes. Estão no programa Vide Vida Marvada (Rolando Boldrin); Fé Cega, Faca Amolada (Milton Nascimento e Fernando Brant); Lamento Sertanejo (Gilberto Gil e Dominguinhos); Tocando em Frente (Almir Sater e Renato Teixeira) entre outros, executadas em arranjos que trazem uma atmosfera de profunda emoção e encantamento.

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