1595 – Chega às plataformas digitais o primeiro volume de Sarará, álbum de Erasmo Dibell*

#MPB #Reggae #Carolina (MA) #Maranhão #CulturaPopular #SaraváDiscos

Com a participação da cantora moçambicana Lenna Bahule e do conterrâneo  Zeca Baleiro, mais um dueto póstumo com Papete, disco tem nove faixas e capa assinada pelo artista plástico Elifas Andreato

*Com Adriana Bueno

Desde a sexta-feira, 25 de novembro está disponível nas plataformas digitais o primeiro volume do álbum Sarará, do maranhense Erasmo Dibell, lançado pela Saravá Discos. Dibell é um artista dos mais populares e requisitado compositor, da safra que despontou a partir da primeira metade da década de 1990 no berço de Catulo da Paixão Cearense, João do Vale, Maria Firmina dos Reis, Chico Maranhão e Alcione, entre outros. Sarará revela uma amostra deste trabalho, com novas leituras e inéditas da obra autoral deleParceiros e amigos de longa data, Zeca Baleiro e Erasmo Dibell se reencontraram em maio de 2019, durante a gravação do documentário musical Maranhão-Ventos que Sopram, de Neto Borges. A partir do reencontro nasceu a canção São Nunca, faixa do primeiro volume, e ficou selada a parceria entre ambos para o lançamento de Sarará pelo selo de Baleiro.

Sarará Vol.1 traz releituras de Dibell para um dos maiores sucessos que assinou (o reggae Filhos da Precisão) e para Sarará, faixa-título que abre o disco e é seguida por Intriga, com a participação da moçambicana Lenna Bahule nos vocais, produzida e arranjada por Dibell e Baleiro. Entre os destaques, o volume de estreia ainda inclui a mencionada São Nunca, outra parceria e dueto com o conterrâneo, e Navegante, dueto póstumo com Papete, um dos grandes nomes da música maranhense, falecido em 2016.

Sarará inclui várias releituras da obra de Erasmo Dibell, arranjadas e produzidas por Moisés Mota, Marcelo Rebelo e o próprio autor, mais duas canções inéditas produzidas por Baleiro e Adriano Magoo: São Nunca e Juntinhos. Dibell já adiantou que o próximo volume contará com as participações de Fagner e Rita Benneditto. A arte do projeto é um dos últimos desenhados pelo saudoso artista plástico paranaense Elifas Andreato, um dos mais célebres ilustrador brasileiro de capas de discos, falecido em março de 2022.

Erasmo Dibell é natural da cidade de Carolina, distante 860 quilômetros da Capital São Luiz, e próxima da divisa, ao Sul, com o estado do Tocantins. Violonista, intérprete e compositor, músicas de sua verve já foram gravadas por Alcione, Gilmelândia, Maurício Mattar, Patrícia Costa, Rita Benneditto e Papete, que produziu seu primeiro disco solo, em 1993. A diversidade de ritmos, o lirismo de sua poesia, o seu peculiar suingue ao violão, além do carisma pessoal e performance são diferenciais que credenciam Erasmo Dibell a buscar espaço e reconhecimento na multifacetada música que se produz nos dias de hoje no Brasil.

Leia também aqui no Barulho d’água Música sobre Papete e outros músicos do Maranhão ao visitar os links abaixo:

https://barulhodeagua.com/category/maranhao/

884 – Brasil perde Papete, ícone da música e do folclore do Maranhão; cinzas são lançadas em rio de Bacabal

 

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