Barulho d'Água Música

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1027 – Barulho d’água Música vai ao DF em busca de prêmio inédito; vote até 03/03 e colabore para nossa vitória!

O Barulho d’água Música é finalista do 4º Prêmio Profissionais da Música (PPM), que será entregue aos vencedores de 53 categorias das modalidades Criação, Produção e Convergência em Brasília, na noite de 20 ou na do feriado de Tiradentes, 21 de abril, data também do aniversário da Capital da República. Agora, até às 23h59 de 3 de março, os organizadores do PPM manterão aberta a segunda fase de votação, que permite a participação popular, bastando para tanto fazer um rápido e fácil cadastro em ppm.art.br. A publicação, ponderam, não está em ordem de colocação — ou seja, apenas os coordenadores do PPM 2018 detêm a informação da classificação; em algumas categorias haverá o número mínimo de três finalistas, em outras, quatro, em várias, cinco e, em algumas, até dez em razão dos empates devido ao excesso de inscritos em contraponto com o total de eleitores que participaram da primeira etapa de votação, que teve peso 0,5 e era aberta apenas aos profissionais que se cadastraram e vincularam inscrições

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1026 – Clássico do Mês destaca Cicatrizes, álbum crítico do MPB4 desafiador para os anos de chumbo

O Barulho d’água Música fez uma mudança em sua programação e nesta atualização destaca para a quarta edição da série Clássico do Mês um dos álbuns do MPB4, Cicatrizes (1972), deixando para o mês seguinte Ramilonga/A Estética do Frio, do gaúcho Vitor Ramil. Cicatrizes é o sexto título da discografia do grupo formado em 1964 por Miltinho (Milton Lima dos Santos Filho), Magro (Antônio José Waghabi), Aquiles (Aquiles Rique Reis) e Ruy Faria (Ruy Alexandre Faria), todos nascidos no estado do Rio de Janeiro. Dois anos antes, em 1962, Ruy, Aquiles e Miltinho respondiam pelo suporte musical do Centro Popular de Cultura (CPC), da Universidade Federal Fluminense (filiado ao CPC da UNE), em Niterói.

Em 1963, com a adesão de Magro, o trio aumentou e passou a atuar como Quarteto do CPC em casas de espetáculos como a Boate Petit Paris (Niterói, ainda capital do estado da extinta Guanabara), palco da estreia do grupo que também participava à época dos efervescentes festivais de música popular, principalmente ao lado de Chico Buarque. Por conta desta ligação com o músico carioca, censores do regime de exceção tesouraram bastante o trabalho do MPB4 , conforme apontou o Homem Traça, autor do blogue Criatura de Sebo, um dos nichos de resistência da música de qualidade e independente que disponibilizam obras antológicas na blogosfera. Traça ainda comentou que as faixas de Cicatrizes reúnem diversas canções que dão o tom daquele momento político do país, quando muitos defensores da democracia ou caiam presos, eram torturados e mortos ou acabavam exilados. O blogueiro paulistano classifica como exemplar a faixa Pesadelo, para ele um sinal dos tempos, que, infelizmente, também nos atormentam ainda hoje.

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1025 – Centenário de Jacob do Bandolim reúne ases do instrumento no Teatro Paulo Autran*

*Com o Portal Vermelho, por Julinho Bittencourt (Revista Fórum)

Plêiade de bandolinistas formada por Hamilton de Holanda, Danilo Brito, Fábio Peron, Milton Mori e Izaías Almeida vai se encontrar ao lado de Gian Correa (violão de 7 cordas), Roberta Valente (pandeiro), Rafael Toledo (percussão) e Carmen Queiroz (voz) no palco do Teatro Paulo Autran da unidade Pinheiros do Sesc de São Paulo neste sábado, 17, e no domingo, 18 (leia Serviço). Reunidos pela produtora cultural Lu Lopes (Rubra Rosa), os músicos tocarão juntos pela primeira vez em homenagem ao carioca Jacob do Bandolim, até hoje um dos maiores nomes do Choro do país, que na quarta-feira, 14, completaria 100 anos.

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1024 – A Música brasileira com caixa alta despede-se do jornalista e crítico Dery Nascimento (PE/SP)

“Se existe estado de choque, eu estou em país de choque. Não, na verdade um universo de choque: partiu Dery Nascimento.”

Com esta exclamação que expressa espanto e dor, o produtor musical das empresas Circuitompb e Talento MPB, Lenir Boldrin, trouxe-nos a notícia da morte de Dery Nascimento, jornalista, professor, agente cultural, músico de um banda independente de rock progressivo, a HotSpot.  Dery Nascimento partiu antes do combinado, com meros 49 anos, na noite de ontem, 9 de fevereiro, passamento que deixou perplexas centenas de amigos e seguidores do pernambucano de Palmares que escolhera Guarulhos, na Grande São Paulo, para desde 1986 atuar na imprensa e na área cultural em defesa de projetos inclusivos e de qualidade, dando voz e espaço a muitos artistas que não dispunham de uma tribuna e marcando presença, entre outros, por elogiados trabalhos como colunista nos jornais Folha Metropolitana e Metrô News, blogueiro do Planeta MPB , além de diretor executivo na empresa DPJ Produções. Com Lenir Boldrin e os amigos  Jose Luiz CamachoKlaus Porlan, no início do ano passado, Dery passou a coordenar o  Talento MPB no Bar Brahma, projeto que ao longo de 2017 ofereceu 34 shows.

Dery Nascimento sofreu infarto ao lado da filha mais velha, Patrícia, na casa onde morava ainda com a esposa Elisabete Mendonça e a caçula Larissa. Em nome de todos os amigos e leitores do Barulho d’água Música, com elas nos solidarizamos e pelos entes enlutados pedimos a São Gonçalo do Amarante e ao Divino Espirito Santo que o acolham em paz e luz! O velório, a partir de 12 horas, transcorrerá no Memorial Guarulhos, situado à rua Rio de Janeiro, 827, Vila Rio de Janeiro. O sepultamento, por volta das 16 horas, será no Cemitério Picanço (avenida Doutor Timóteo Penteado, 1329, Picanço), ambos bairros de Guarulhos.

Alguns depoimentos de amigos e seguidores de Dery Nascimento publicados em redes sociais, aos quais, respeitosamente, pedimos o favor de compartilhar:

Tão jovem, tantos sonhos interrompidos. A música Popular Brasileira sofre uma grande e lamentável perda! Agradeço imensamente a Deus por termos partilhado de alguns momentos memoráveis com Dery Nascimento. Segue em paz, querido amigo! Que os espíritos de luz te socorram e envolvam com carinho e amor!

Nossas condolências e solidariedade aos familiares e amigos neste momento de dor e de pesar!

Genésio Cavalcanti


PESSOAL, NA MORAL!

AOS FAMILIARES E AMIGOS DO DERY NASCIMENTO

Enfrentar a perda de um ente querido é um duro golpe, sobretudo assim, de maneira tão inesperada. É a despedida mais difícil.

Agora que estamos passando por esta circunstância, meus amigos, eu desejo que nunca lhes falte a força e a esperança.

Pensem que quem partiu apenas seguiu sua viagem primeiro, mas que um dia voltaremos a nos encontrar.

Este fenômeno físico, pelo qual todos nós um dia passaremos, jamais poderá apagar a memória de quem foi em vida o nosso tão querido Dery, principalmente as lembranças e os sentimentos que ele deixou como legado para todos nós seus amigos e também para os parentes.

Hoje e sempre recordaremos dele com carinho, saudade e muito amor, isto fará com que a sua memória perdure em nossas mentes.

Essa é a melhor homenagem que nós podemos prestar ao nosso tão querido e amado Dery Nascimento, pois pessoas como ele jamais desaparecem das nossas doces e mais sinceras lembranças, elas se eternizarão eternamente em nossos corações!

Meus mais sincero sentimento de pêsame!

Professor Gleidistone Antunes


Profundamente arrasado, triste. Perdi meu amigo, que há alguns dias me disse por aqui que tinha ganhado em mim um irmão. Perdí meu irmão.
Pra quê, por quê partir tão cedo, Dery Nascimento?
Vai em paz…
Vou sentir saudades de você e do seu bom humor. Vou sentir saudades dos seus comentários bobos e hilários.

Pedro Francisco de Souza 


Eu creio que hoje o céu recebeu uma estrela que irá brilhar juntamente com os que foram. Companheiro de todas as manhãs: agora as aulas de Biologia nunca mais serão como as suas, pois muito além de professor, você sempre foi nosso Amigo. 

Descanse em paz  💭 

Chayane Silva 


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1023 – Cantorias e viola caipira vão animar domingos em Beagá (MG), entre fevereiro e julho.

A Picuá Produções Artísticas, estabelecida em Belo Horizonte (MG), promoverá a partir deste mês seu novo projeto, Viola de Feira, por meio do qual pretende fomentar e difundir a música de viola caipira oferecendo concertos mensais que transcorrerão no Centro Cultural Padre Eustáquio. Durante as apresentações, ponteado por dois ases do estado a cada nova rodada, o instrumento de dez cordas será a maior atração. O local escolhido é estratégico, pois atende a toda a região Noroeste da Capital mineira; anexa ao Centro Cultural é promovida a Feira Coberta — tradicional evento e ponto de encontro de belo-horizontinos que, portanto, constituem ótima oportunidade para feirenses e público em compras entrar em contato com a verdadeira cultura de raiz.

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1022 – Acervo do Barulho d’água Música recebe os álbuns do são-roquense Edson D’áisa

A redação e o cafofo do Barulho d’água Música estão sendo embalados nestes dias entre outras novidades pelos álbuns Todos os Cantos do Vale e Tua Obra, teu Pão, ambos do cantor e compositor Edson D’aísa.  Natural de São Roque (cidade distante 62 km de São Paulo), D’aísa despertou o interesse por música ainda na adolescência, influenciado na década dos anos 1980 por festivais estudantis, nos quais conseguiu várias conquistas. Como “minhoca da terra”, ele busca sempre em suas composições transmitir a essência das histórias e dos personagens que desenvolveram o seu lugar — dedicação e compromisso reconhecidos em 2006 quando o ProAc o contemplou pelo projeto Darcy Penteado na Canção. Já no ano seguinte, D’aisa gravou Todos os Cantos do Vale, seu primeiro álbum.

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1021 – Cinco álbuns da rica discografia de Roberto Corrêa (MG/DF) já podem ser ouvidos em plataformas digitais

O som sertanejo antes do dilúvio

“Para fechar o arco interiorano, o mineiro de Campina Verde, Roberto Corrêa (…), ponteia com erudição sua assumida viola caipira no CD independente Uróboro, na pele de um Guimarães Rosa encordoado.”
Tárik de Souza, Jornal do Brasil, 10/10/1995

Cinco dos álbuns autorais de Roberto Corrêa, um dos mais conceituados violeiros da atualidade, agora estão disponíveis e podem ser ouvidos, integralmente, em plataformas digitais. Uróboro (1994); Crisálida (1996); Extremosa-Rosa (2002); Temperança (2009); e Viola de Arame (2012), que o mineiro de Campina Verde radicado em Brasília (DF) chama de “filhos muito queridos” é apenas uma amostra da valiosa discografia de Corrêa, respeitado no meio da cultura popular e erudita como instrumentista, arranjador, compositor, pesquisador e professor. Apenas a produção autoral dele conta, ainda, com mais sete títulos e, além destes doze que incluem os cinco disponíveis na internet, ele assina mais uma dúzia, todos dedicados à pesquisas (Chapada dos Veadeiros, 2008; Cantos de Festa e Fé, 2002, por exemplo) e toca e canta como parceiro em outros onze (Violas de Bronze, com Siba, que saiu em 2009; e Esbrangente, com Paulo Freire e Badia Medeiros, de 2003, estão nesta lista). As participações em coletâneas e obras de outros artistas somam 22 (Mestres do Rasqueado, com a Orquestra do Estado do Mato Grosso, sob direção artística de Leandro Carvalho, no qual atua como solista de viola caipira e viola de cocho, 2010; e Meu Céu, de Zé Mulato & Cassiano, 1997)

 

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