Barulho d'Água Música

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980 – Em noite de homenagem a Ney Matogrosso, “Raiz Forte” rende troféu do 28º PMB a Ana Paula da Silva (SC)

A cantora Ana Paula da Silva (Joinville/SC) é uma das vencedoras do 28º Prêmio da Música Brasileira (PMB) e recebeu o troféu de Melhor Cantora da categoria Regional com o álbum Reza Forte na noite de quarta-feira, 19, em cerimônia promovida no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ). Nesta edição o tradicional evento homenageou Ney Matogrosso e entre outros também premiou nomes consagrados do cenário nacional tais quais Alceu Valença, Ivete Sangalo, Maria Bethânia, Elza Soares, Tom Zé, Zeca Pagodinho, a dupla Zé Mulato & Cassiano e o grupo MPB 4, além de gente e trabalhos muito bons que despontam no meio regional e independente, tais quais Alberto Salgado, Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz, Saulo Duarte e a Unidade, Baiana System e Alessandra Maestrini.

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979- Jucilene Buosi recorda sucessos de Elis e de Mercedes Sosa como atração do Julho Fest, em Poços de Caldas (MG)

Cantora e atriz, Jucilene Buosiexpoente dos mais representativos da música sul mineira e do Estado, protagonizará neste domingo, 23, apresentação em Poços de Caldas durante a qual o público poderá matar saudades de Elis Regina e de Mercedes Sosa — duas consagradas expressões latinoamericanas. O show previsto para começar às 20 horas, na Casa de Cultura do Instituto Moreira Salles (IMS), intregra a programação do JulhoFest e brindará o público com canções imortalizadas tanto pela gaúcha Elis Regina, quanto pela argentina Mercedes Sosa, cujas vivências, atitudes e histórias construíram as biografias de duas mulheres que direcionaram fundamentais conquistas femininas em seus países, utilizando o canto como instrumento. Acompanhada por Albano Sales (piano) e Eduardo Sueitt (percussões), Jucilene Buosi interpretará com sua performance vocal sempre expressiva Volver a los 17, Gracias a la vida, Casa no campo, O bêbado e a equilibrista e Yo vengo a oferecer mi corazón, entre algumas das mais aclamadas músicas do repertório tanto da Pimentinha, quanto da La Negra, como carinhosamente os fãs e admiradores tratavam as homenageadas.

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978 – Rota Lunar (RS) volta às atividades com álbum que rememora sucessos do Musical Vertente

Vertente: o que fica na memória,  disco do momento aqui na redação do Barulho d’água Música, do grupo gaúcho Rota Lunar, é um grato presente que enriquece o acervo do blogue, enviado de Caxias do Sul pelo “correspondente” Valdir Verona. O violeiro — que nas horas de folga, quando não está afinando as cordas dos instrumentos, tem se empenhado em ‘secar’ o Corinthians, posto que é gremista dos quatro costados e não se conformara em vir a terminar a temporada, no máximo, apenas como vice-campeão brasileiro! –, produziu o segundo álbum dos conterrâneos que integram a Rota Lunar: Selestino Oliveira (voz e violão), Vasco Machado (violão, viola, charango e vocais), João Geraldo Silveira (bateria e percussão) e Jonas Reis (baixo, teclado, violão e vocais) –, nova denominação do antigo Musical Vertente, nascido a partir de encontros proporcionados pelos festivais estudantis, em 1978, e que atuou com essa denominação até reestrear, após um período de recesso, em 1994.

Capa do disco gravado em 2016/Grupo Musical Vertente, 1987: Selestino Oliveira, José Carlos e Vasco Machado (em pé), Gioconda Menegazzo, Lauro Biassio e João Geraldo Silveira/Apresentação do Musical Vertente na III Balada da Composição do Estudante Caxiense, em 1976, com Vasco Machado, Selestino Oliveira e José Costa

Produzindo shows e participando de festivais e dos eventos estudantis artísticos, o Musical Vertente, conforme João Geraldo nos conta, chegou a ser considerado o conjunto independente de maior constância da aprazível cidade da serra gaúcha. Durante o estradar,  o grupo já alternou várias formações, conservando em suas fileiras, do time original, Selestino Oliveira, Vasco Machado e João Geraldo Silveira. Sob o financiamento da Lei de Incentivo à Cultura, em 2004, lançou Sobre a Cidade, disco cujas musicas reunem  poemas de escritores de Caxias do Sul e região. Em um dos mais concorridos daqueles citados festivais, o da Balada da Composição do Estudante Caxiense, ao lado das canções de Selestino Oliveira, tocando em dupla com seu irmão Vasconcelos Machado de Oliveira (Vasco Machado), integraram-se cantores e instrumentistas com afinidades sonoras e de pensamento. A quinta edição da Balada, em 1978, especialmente pela premiação máxima para a canção Reza de Viola, pode ser considerada o ponto de partida para o surgimento da banda. E as reuniões informais, para troca de ideias e de conhecimentos musicais entre amigos, logo se transformaram em ensaios, com pretensões artísticas sérias.

O idealismo e a paixão pela música alimentaram o estímulo dos rapazes provenientes das classes trabalhadora e universitária para ir construindo, aos poucos, o sonho de se expressarem culturalmente. Com o impulso dos festivais, o Musical Vertente ingressou numa etapa caracterizada pelo desenvolvimento de trabalhos de maior fôlego, sempre encontrando receptividade e sucesso junto às plateias — seja em Caxias do Sul ou no roteiro por outros importantes pontos do Rio Grande do Sul. Isso aconteceu durante o Roda Moinho, em 1981; Caminhos Novos, em 1982; O que fica na memória, em 1983 ; Xote do Osso, em 1984;  Novelo, em 1985 e 1986; e A Beleza está nos Olhos, em 1988. As composições do Musical Vertente começaram a cair no gosto de amigos e admiradores (sobretudo por jamais se renderem àquelas de rotulação fácil), misturando nativismo, balada, toada, rock, MPB e blues, com levadas essencialmente acústicas. As letras, assinadas por Selestino Oliveira, não permitem concessões e revelam cuidado especial com a mensagem da poesia, tematizando questões que inquietavam uma geração: crítica social e política, discussão ética, sentimentos humanos, preocupação com a ecologia, e cultura regional, marcadas por lirismo refinado como pode ser verificado em Roda moinho, faixa 5 do álbum aqui divulgado:

Como sorrir se vejo o povo/Clamando pão, clamando abrigo/Como ter fé nos grandes homens/Gordos, vestidos, cheios de promessas/E o povo que beba lama/Que coma grama/E durma no chão

E o povo que dê o troco/Que seja louco e solte o cão/Que crave os dentes da viração/Tomem ruas e praças/Todas as raças num coro só/É água que move a pedra/Tritura o grão e tira o pó/Faz a farinha/Move moinhos

É assim, com este jeito próprio, que a agora Rota Lunar apresentava uma visão questionadora ao momento vivenciado. Para quem estiver sentindo saudades ou às novas plateias interessadas, o grupo comunica que está em fase de ensaios e, ainda neste semestre, deverá conforme João Geraldo protagonizar compromissos para lançamento do álbum O que fica na memória — que conta com participações de Rafael de Boni (acordeon), Marcelo Taynara (efeitos vocais), Marco de Ros (guitarra) e André Tamanini (guitarra). Este Barulho d’água Música desde já se coloca à espera da agenda e compromissado fica de “espaiá” a notícia assim que ela for anunciada! Boa sorte nesta empreitada Selestino Oliveira,Vasco Machado, João Geraldo Silveira e Jonas Reis, mas que nosso parceiro Verona possa compreender lá pelos primeiros dias de dezembro vindouro que, no futebol, assim como nos festivais de canções… nem sempre vencem os melhores!

Integrantes do Musical Vertente por ordem de chegada: Selestino Machado de Oliveira/Vasconcelos Machado de Oliveira/José Costa/Airton Martins/Laucir Erlo De Alexandre/José de Oliveira Ramos Neto/Clóvis Moacir Matana Ramos/José Geraldo Chaves Silveira/Lauro Biassio/Gioconda Menegazzo/João Francisco Matana Ramos/Rodrigo Cadorim/Luiz Marchetto/Marcos Roberto Santos da Silva 

Contatos com a Rota Lunar para encomenda de discos, mais informações e contratação de shows e eventos poderão ser feitos por meio dos números de telefone 54 3221-2599 e endereço postal virtual rotalunar@gmail.com


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976 -Festival de Inverno de Garanhuns (PE) homenageia Belchior e terá Geraldo Azevedo, Baby do Brasil e Chico César*

* Com o portal Zimel 

O cantor Belchior será o principal homenageado do 27° Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), que levará à cidade do Agreste de Pernambuco entre 20 e 29 de julho atrações de vários estados brasileiros com destaque para Baby do Brasil, Fernanda Abreu, Geraldo Azevedo, Lucy Alves, Chico César, Tom Zé, Marina Lima e a banda Mundo Livre S/A, além de representantes locais. A decoração do FIG terá letras do compositor de Apenas um rapaz latino americano e Divina Comédia Humana e Belchior merecerá, ainda, um concerto na Catedral de Santo Antônio com participações de Ednardo, Vanusa, Lira, Cida Moreira, Tulipa Ruiz, Isaar, Fernando Catatau, Juvenil Silva, Renata Arruda e Gabi da Pele Preta na sexta-feira, 21, após os shows da noite. Isadora Melo, Maurício Tizumba, Lui Coimbra e Mona Gadelha estão escalados para abrirem o festival, cuja cerimônia transcorrerá na véspera do concerto, no teatro Luiz Solto Dourado do Centro Cultural Alfredo Leite, situado na estação ferroviária, a partir das 21 horas.

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975 – Viola Quebrada (PR) vai à final do 28º PMB com “Meus Retalhos”; concorrentes são de Jundiaí (SP) e de São Leopoldo (RS).

O disco Meus Retalhos poderá render ao grupo de Curitiba (PR) Viola Quebrada o troféu de melhor da categoria Regional do 28º Prêmio da Música Brasileira (PMB), que será entregue no Rio de Janeiro, em 19 de julho. O álbum lançado em 2015 concorre com Trilhando o Rio Grande (Grupo Rodeio) e Forró por aí (Serelepe), conta com 13 faixas e é o sexto da trajetória do Viola Quebrada — referência não apenas no Sul do país de boa música caipira e de raiz que entremeia às composições próprias clássicos como Flor do Cafezal e Queria, ambas de Luiz Carlos Paraná. O mais recente trabalho apresenta composições e arranjos inéditos para ritmos variados em temas contemporâneos como a defesa da natureza; êxodo rural; fé e festejos populares; e amor, além de outros comuns ao cotidiano do sertanejo conforme leituras de Oswaldo Rios (voz e violão) e Rogério Gulin (violão e viola caipira); ambos formam o grupo com Rubens Pires (acordeon), Sandro Guaraná (contrabaixo) e Marco Saldanha (percussão), além da voz de Mari Amatti. Traz, ainda, parcerias com Consuelo de Paula, Paulo Freire, Rubens Pires, Etel Frota, Chico Lobo, João Evangelista Rodrigues e Roberto Prado. Katya Teixeira, em Flor de Algodão, Álvaro e Daniel, e Daniel Vicentini (viola caipira) em Linda Flor do Paraná, também participam.

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974 – Cole no Sesc Pompeia (SP) e conheça Rebento, novo álbum instrumental do violeiro Ricardo Vignini!

Um dos violeiros mais atuantes do país, Ricardo Vignini, é o convidado do projeto Plataforma para a apresentação da quinta-feira, 20, no palco do teatro da unidade Pompeia do Sesc de Sampa. A partir das 21 horas, o cantor e compositor lançará o mais novo álbum da carreira solo, Rebento, que reúne 13 músicas instrumentais, das quais 10 de autoria própria. Para o show de lançamento, o violeiro chamará para a roda André Rass (percussão), Ricardo Carneiro (violão e guitarra), Sergio Duarte (gaita), Ari Borger (piano) e Bruno Serroni (violoncelo).

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973 – Especial Madredeus: para além do fado, conheça o grupo que há 32 anos encanta Portugal e tem fãs até no Ártico*

* Com o blogue Brasil de Dentro  

O Barulho d’água Música traz por meio desta nova atualização matéria especial sobre os Madredeus, grupo português de grande projeção mundial que se tornou amado por composições que combinam influências da música tradicional portuguesa com a música erudita e com a música popular contemporânea, desde os primórdios erroneamente tratado como uma formação dedicada ao Fado, sobretudo pela imprensa fora de Portugal — ainda que seus membros nunca tenham se apresentado com este perfil e declarem que carregam “uma aproximação ao espírito musical do fado”. Em 32 anos, os Madredeus lançaram 16 álbuns e estiveram em turnê em mais de 50 países – incluindo a Coreia do Norte e um festival de música na Noruega, dentro do Círculo Polar Ártico.

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