1056- Banda O Bardo e o Banjo lança O Tempo e a Memória em três cidades de São Paulo

Conhecido por iniciar sua trajetória tocando em ruas de São Paulo, a banda de São Paulo O Bardo e O Banjo está atraindo cada vez mais amigos e novos seguidores aos shows de lançamento do álbum recém-lançado O Tempo da Memória. Nesta sexta-feira, 27, quem quiser conferir porque o grupo vem conquistando cada vez mais admiradores terá a oportunidade de ver os quatro integrantes no palco da Casa Amarela, pub rock situado em Osasco, cidade da Região Metropolitana Oeste da Grande São Paulo, a partir das 22h30. Para o dia seguinte, sábado, 28, a dica que daremos a quem mora em Sorocaba (distante cerca de 90 km da Capital) e região é colar no Eclétik Bar e Restaurante, que promoverá um festival entre 11 e 20 horas, o Texas Music, no qual estarão em cena Maré Urbana, Texas Flood e O Bardo e o Banjo.

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1055 – 4º. Prêmio Profissionais da Música: E o vencedor é…

Os organizadores do 4º Prêmio Profissionais da Música (PPM) divulgaram na noite de sábado, 21, os vencedores das 53 categorias das três modalidades que concorreram ao troféu Parada da Música em cerimônia promovida no Cota Mil Iate Clube, situado em Brasília (DF). A Capital Federal, que naquela data completava 58 anos de fundação, recebeu diversos representantes da cadeia produtiva e de divulgação da música — artistas, produtores culturais, jornalistas, blogueiros e outros agentes — para celebrar o encerramento do evento que após três etapas de votação, incluindo uma popular, com voto aberto ao público pela internet, consagrou seus novos campeões. Idealizado pelo empresário Gustavo Ribeiro de Vasconcellos nesta edição o PPM teve por tema E ai: Qual é sua Bossa? e homenageou o compositor Humberto Menescal. O capixaba fundador da Bossa Nova esteve presente em Brasília e na manhã anterior ao dia da premiação recebeu homenagem por sua contribuição à música brasileira e à cultura popular na Assembleia Legislativa do Distrito Federal.

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1020- Wescley J. Gama, compositor e poeta potiguar, volta à lista dos melhores discos do sítio Embrulhador com “Campos Grandes Reunidos”

as noites de dezembro
têm a pele muito fina
como o sono dos velhos
ou os dedos de uma aranha.
das noites de dezembro
pode-se ver o azul sonolento
das veias tão frágeis
e o relevo de suas vísceras.
as noites de dezembro
caminham nuas
pela cidade aberta
e as velhas nas calçadas
sorriem
escandalosamente serenas.
As Noites de Dezembro, #4 de Campos Grandes Reunidos

Poeta, contista, cantor e compositor potiguar, Wescley J. Gama mais uma vez está entre os contemplados com a Menção Honrosa do conceituado sítio Embrulhador. Ed Felix, jornalista responsável pela indicação, anualmente aponta quais seriam em sua opinião os 100 melhores álbuns de cada temporada, mas como praticamente avalia discos de todo o país, de todos os gêneros musicais (tanto físicos como distribuídos pela internet), abre a lista suplementar, na qual seleciona outros trabalhos que, em meio a tantos, julga merecem destaque.  A amostra de 2017, na qual consta Campos Grandes Reunidos, o terceiro de Wescley, exigiu de Felix ouvir nada mais, nada menos do que 1.557 (!) discos, lançados entre 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2017.

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1016 – Ajude com o seu voto o Barulho d’água a avançar à segunda etapa de votação do Prêmio Profissionais da Música, em Brasília (DF)

A organização do  Prêmio Profissionais da Música (PPM) abriu no sábado, 20 de janeiro, o processo de votação para indicar quem avançará às etapas seguintes entre os 921 inscritos aptos a concorrer na primeira fase de votação da quarta edição em 54 categorias das modalidades Criação, Produção e Convergência. Pela primeira vez, em quase quatro anos de atividades, o Barulho d’água Música está no páreo como candidato em Convergência/Canais de Divulgação. Caso chegue à final, visitará Brasília (DF) em abril de 2018, cidade na qual os vencedores deste ano serão anunciados. De formato inédito e concebido pelo músico e produtor brasiliense Gustavo Ribeiro de Vasconcellos, o PPM foi idealizado para expor e reconhecer a contribuição de diversos profissionais envolvidos em criação, produção e circulação de obras e produções musicais e audiovisuais. A proposta é colaborar para o desenvolvimento de oportunidades e novos negócios do setor da música, a partir da convergência com outros segmentos. “Assim podemos expandir fronteiras ao promover intercâmbios e disseminar legados ao compartilhar experiências e emoções”, observou Gustavo.

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986 – Considerado “maldito” no início da carreira, Luiz Melodia conquistou o mundo com a insubmissão nata e deixa aos fãs discografia com 16 álbuns

O Barulho d’água música se solidariza à dor dos amigos, fãs e familiares do cantor, compositor e músico carioca Luiz Melodia (Luiz Carlos dos Santos), que morreu hoje, 4 de agosto, na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ), aos 66 anos, por complicações causadas pelo câncer, de medula óssea, que combatia. Melodia estava internado no hospital Quinta D’Or e entrou em óbito por volta das 5 horas, desfecho que tentou evitar chegando a se submeter a um transplante do órgão atacado pela doença e à sessões de quimiteorapia, às quais, no entanto, o organismo dele não respondeu favoravelmente. O sepultamento está previsto para este sábado, 5, às 10 horas, no Cemitério do Catumbi, após velório na quadra da Escola de Samba Estácio de Sá.

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967 – Conheça o Ali na Esquina Sautner Rock, quinteto paulista com repertório próprio que mescla raízes brasileiras com rock sul norte-americano

O Ali Na Esquina Sautner Rock, grupo musical que mistura elementos, ritmos brasileiros e regionais ao rock tocado no Sul dos Estados Unidos, será atração da quarta-feira, 5 de julho, da Folk Rock Night que a casa paulistana Jazz nos Fundos  promoverá. A partir das 22h30, o público que frequenta o local poderá curtir criações autorais baseadas nesta inventiva interação que une a organicidade do rock de raiz caipira aos seus congêneres mais influentes como country, blues e jazz ao pagode de viola, cururu, vanerão, guarânia e até mesmo frevo e choro. André Batiston (viola e violão), Eduardo Moura (bateria), Gabriel Adorno (guitarra), Guadalupe Ayslan (teclado, sanfona e composição) e Léo Malagrino (baixo e composição), formados por Universidades e Conservatórios do Estado de São Paulo, fundaram o Ali na Esquina Sautner Rock em 2009 e desde que caíram na estrada  já circularam por cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Campinas, Limeira, Sorocaba, Poços de Caldas, Bauru, Botucatu, entre outras. O primeiro disco, de 2014, saiu com apoio da Secretaria de Cultura de Campinas reunindo composições em que dialogam viola caipira com guitarras, sanfona com órgão Hammond, baixo e bateria, entre outros com os quais buscam afirmar uma nova estética instrumental. 

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940 – Eduardo Kusdra (SP) anuncia “Homeland”, álbum que traz música em inédita parceria com Charlie Chaplin

O músico e produtor independente paulistano Eduardo Kusdra divulgou que pretende lançar na primeira quinzena de maio o 20º álbum de sua trajetória, com campanha de divulgação organizada pela agência norte-americana Glass Onion. Homeland, nome dado ao disco, conterá dez músicas autorais inéditas (mais uma versão de Soon, da banda inglesa Yes), entre as quais Machine Man, que já desperta forte expectativa entre amigos e fãs. O motivo para que justamente esta faixa que encerrará a lista das 11 tenha se tornado tão aguardada é a parceria com nada mais, nada menos, que Charlie Chaplin (1889-1977), ator londrino que eternizou a personagem Carlitos em memoráveis filmes da era do cinema mudo, fato inédito que Eduardo Kusdra acredita que registrará “sem dúvidas o acontecimento mais marcante da minha carreira, que dificilmente será superado”.

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914- Edvaldo Santana e banda, incluindo metais, lançam “Só vou chegar mais tarde”, no CC Vergueiro

O Barulho d’água Música congratula-se, mais uma vez, com Edvaldo Santana que, entrando no 43° ano de carreira, brinda seu público com Só Vou Chegar Mais Tarde, oitavo álbum da carreira dele, marcada por um perfil de independência e irreverência. O novo disco está bombando sem parar aqui na redação do blogue, onde baixou devidamente autografado pelo cantor e compositor, e será apresentado em 25 de março, a partir das 19 horas, na Sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural Vergueiro, ao lado da estação Vergueiro da linha 1/ Azul do Metrô de São Paulo. Cole lá, amigo ou seguidor, pois mesmo que o camelo passe no buraco da agulha nenhuma das 13 faixas (abaixo apresentadas em um primoroso texto do jornalista e escritor Jotabê Medeiros* que reproduzimos na íntegra) tocará em rádio ou será apresentada em programas de televisão…    

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911 – Vote até 19 de fevereiro e indique os finalistas para o III Prêmio Profissionais da Música!

Terminará amanhã, 19 de fevereiro, a votação popular dos semifinalistas do III Prêmio Profissionais da Música, evento que desde 2015 pretende proporcionar maior visibilidade para artistas e agentes de produção, de promoção e de divulgação envolvidos nas diversas áreas deste segmento cultural.

A produtora musical GRV (Gustavo Ribeiro de Vasconcellos) colhe votos desde 9 de fevereiro pelo portal do PPM 2017; quem participará pela primeira vez precisará apenas preencher o cadastramento prévio que liberará, mediante login e senha, o acesso à área de votação.

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897 – Fiel às raízes, Zé Paulo Medeiros (MG) canta valores como a simplicidade caipira no projeto Imagens do Brasil Profundo*

*Com dados informados pelo artista e extraídos do blogue Em Canto Sagrado da Terra e do Dicionário Cravo Albin da Música Brasileira

O cantor e compositor  Zé Paulo Medeiros, mineiro do distrito de São José dos Lopes, nascido ao pé da Serra de Ibitipoca, em Lima Duarte, hoje radicado em São Paulo, é a próxima atração do Imagens do Brasil Profundo, projeto que tem curadoria do professor de Sociologia Jair Marcatti e vem sendo promovido já em sua terceira temporada na Biblioteca Mário de Andrade, situada em São Paulo. Marcatti receberá o artista para a apresentação do show A Cara do Sertão a partir das 20 horas, na quarta-feira, 13, sem cobrança de ingressos. A autenticidade decorrente da fidelidade às raízes, o respeito a valores como simplicidade e sua postura autônoma, de quem não se verga aos ditames do mercado, podem ser apontados como principais valores do seu perfil, tanto artístico, quanto humano.

“Fui criado na roça, onde há festas todos os anos, e tive contatos com a música regional e muita moda de viola, costumes que me influenciaram”, conta Zé Paulo Medeiros. “Neste ambiente peguei pela primeira vez a viola caipira para começar a desenvolver melodias e criar um som ao meu estilo”, emendou. “Depois, com o violão, estudei música alguns anos”, complementa, observando, entretanto, que apenas de maneira informal, pois é formado em Engenharia Topográfica — carreira que não exerce. “Deu no que deu e hoje tenho um projeto mais maduro, com influências do que tivemos tempos atrás.”  

Para Zé Paulo Medeiros o gênero regional é o que mais guarda intimidade com a sonoridade das dez cordas e o que melhor traduz as tradições culturais do caboclo, mas sua formação em busca de uma visão própria para compor encontra suporte, ainda, em ídolos como Geraldo Vandré e Chico Buarque, por exemplo, que permitiram em suas próprias palavras “fazer minha música mais eclética”. Tanto que em suas cantorias ele gosta de deixar a plateia sabendo que ouvirá da moda de viola ao blues à medida em que revisita obras de luminares como Tião Carreiro a Bob Dylan, entre outros.

“Faço parte de um perfil de artistas que buscam a preservação da cultura regional. Minha obra é totalmente voltada ao homem do campo, que substituiu sua pouca cultura pela sabedoria aprimorada, sem perder sua característica principal que é a simplicidade”.

Caminhante e a Cara do Sertão, de 2001 e de 2003, são os álbuns mais conhecidos de Zé Paulo Medeiros — que no entanto estreara em 1982 lançando o álbum em vinil Sei Lá. Em mais de 30 anos de carreira, também produziu Cine Mazzaroppi (indicado ao Prêmio da Música Brasileira, em 2009), além da trilogia Casulo (caixa com três discos individuais com canções representativas da trajetória de três décadas, completada em 2012) e As Aventuras de Pepita (projeto cantado e contado que traz temas e histórias com mensagens de preservação da Natureza). “O Caminhante caracteriza bem a minha influência por esse povo de sutil sabedoria, que é o povo caboclo e caipira, e nas 16 faixas busquei resgatar o valor dessa gente mais humilde, pela qual tenho muito respeito. O título é uma metáfora, talvez de procurar ou de passar em lugares para aprender novas coisas”.

 

Zé Paulo Medeiros atua sempre de modo a preservar a independência pessoal e artística, postura que permite vantagens como direcionar a obra para onde se quer, sem incorrer em riscos inerentes ao da assinatura de contratos viciados por caprichos patronais que obrigam o subordinado a seguir regras de mercado e metas lucrativas discrepantes com a liberdade de criação. “Há muitos esquemas ‘jabalísticos’ em gravadoras que pagam para tocar seus artistas com exclusividade, e como não abraçamos estes ‘esquemas’, acabamos por aparecer pouco, salvo em rádios que tocam nossa música e mostram nosso trabalho. Então o importante não é quantidade de público a ser atingido, nem quantidade de meios de comunicações, mas sim a qualidade deles.”

(Jabalístico vem de “Jabá”, apelido pelas quais são conhecidos os “agrados” que beneficiam como moedas de troca e “molham as mãos” de jornalistas, agentes ou programadores culturais que atendem interesses de determinadas fontes, nem sempre éticos)

Apesar de ao longo da carreira sempre precisar esgrimir contra estas barreiras, Zé Paulo Medeiros já conta com o respeito e acumula prestígio entre os amigos e admiradores dos meios caipira e regional. Para se ter uma ideia do valor de sua obra, basta mencionar que já em 1976 a Campanha da Fraternidade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se desenvolveu com base em uma das música dele, Caminhar juntos. Além dos discos, também musicou peças de teatro como O Espantalho e  teve Yanomami incluída na trilha sonora do filme Zezinho, o menino mentiroso“. Em 1999, Jogo de cartas foi a escolhida pelo Grupo Ponteio para o álbum alusivo ao 25º Festival Nacional MPB de Ilha Solteira. Boiadeiro, faixa de A cara do sertão, recebeu 42 prêmios em diferentes festivais de música Este disco contou com a participação especial de Tinoco, da dupla Tonico e Tinoco, homenageado na faixa Viola.

Mergulho no Brasil de dentro

Dedos de prosa, boa conversa, música, imagens, artesanato e cultura popular. Essa é a receita de Imagens do Brasil Profundoprojeto que desde 2014 oferece ao público da Biblioteca Mário de Andrade shows, debates, bate papos musicais e ações para crianças, quinzenalmente sempre às quartas-feiras, com entrada franca sob a batuta do historiador e sociólogo Jair Marcatti. A ideia é mostrar e trazer à luz manifestações populares e objetos que revelam o Brasil por dentro, aquele país que nas palavras do mestre Ariano Suassuna vive escondido em rincões considerados profundos, mas é muito vivo. Ao invés de promover abordagens tradicionais, Marcatti prefere convidar músicos, documentaristas, diretores de cinema, ativistas culturais e pesquisadores da cultura popular que em comum nutrem um modo de olhar aprofundado e amplo sobre o país e trabalhos de pesquisa e resgate das nossas mais entranhadas tradições.

Com cada um dos participantes, Marcatti aborda aspectos do universo cultural e musical  brasileiro, de nossas trajetórias, continuidades e rupturas; daquilo que, sem nenhuma pretensão definidora, poderíamos chamar de identidades brasileiras, no plural, com a vantagem dos exemplos serem pontuados no calor da prosa, ao vivo, pelo som dos instrumentos, muitos artesanais, e pela apresentação de outras formas de expressão cultural.

A Biblioteca Mário de Andrade fica na Rua da Consolação, 94, entre as estações República e Anhangabaú da linha 3 Vermelha do Metrô e para mais informações disponibiliza o número de telefone 11 3775-0002.

 

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