Barulho d'Água Música

Veículo de divulgação de cantores, duplas, grupos, compositores, projetos, produtores culturais e apresentadores de música independente e de qualidade dos gêneros popular e de raiz. Colabore com nossas atividades: leia, compartilhe e anuncie!


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1046 – São Leopoldo (RS) promove campanha que denuncia: agressões à mulher em letras de música resistem há gerações

Ideia dos organizadores é mostrar: a cultura da violência contra a condição feminina é antiga e reproduzida  inclusive em sucessos de ídolos populares como se posturas misóginas pudessem ser consideradas normais

Marcelino Lima

Um ditado árabe popular recomenda ao homem casado: “todo dia, ao chegar em casa, de uma surra em sua mulher: se você não souber porque está batendo, ela saberá porque está apanhando”. Pessoas de bem, naturalmente, devem refutar este conselho, e, talvez, até o condenem, aliviadas por se tratar de um hábito estranho à tradição brasileira, que ocorre longe do nosso paraíso tropical. Resiste em nosso inconsciente coletivo, entretanto, cultura semelhante e tão censurável quanto, mas que se apoia em códigos misóginos que não apenas a toleram, como a permitem e até a legitimariam. Em outras palavras: a violência contra a mulher entre os tupiniquins é fato antigo e corriqueiro e, embora até já existam leis rígidas e órgãos especializados que a denunciam e a combatam, a discriminação, a intimidação e o ataque à condição feminina está presente dentro dos lares, em ambientes de trabalho (por meio do assédio sexual e da desigualdade salarial, por exemplo), no meio acadêmico, nas ruas, metastaseado em todos os segmentos da vida em comum e termina por refletir em um campo no qual deveria prevalecer apenas a apologia ao belo: a arte, que, entre suas várias funções, estimula a percepção, a sensibilidade, a cognição, a expressão e a criatividade. Além disso, a arte tem função social, é capaz de reinserir pessoas na sociedade e de ampliar os horizontes de cidadãos marginalizados.

Algumas letras de música do cancioneiro nacional, entretanto, não apenas desrespeitam e deturpam estes conceitos: utilizam as canções como suporte para referendar a cultura de dominação do macho sobre a fêmea. É o que revela o Seminário Música: Uma construção gênero,  que a Prefeitura de São Leopoldo, cidade gaúcha do Vale dos Sinos e da Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), por meio da Secretaria de Políticas Para Mulheres, promoveu no mês de março e que ,dentre outras atividades, manteve em exposição 18 fotos nas quais modelos maquiadas como se tivessem sido agredidas seguram cartazes com  trechos de letras de músicas machistas e que incitam atos de violências masculinas como estupro e feminicídio.

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1007- Kris Pires, do grupo Seresteiros, de Araraquara (SP), lança campanha para gravação do álbum autoral Andarilhando

A musicista Kris Pires, de Araraquara, cidade do Interior paulista, está com campanha aberta na plataforma de crowdfunding Catarse em busca de recursos para financiar a gravação do primeiro álbum autoral, Andarilhando. As contribuições poderão ser feitas até às 23h59m59s de 5 de fevereiro de 2018, partindo de R$ 20,  com direito a recompensas que Kris oferecerá de acordo com o valor depositado. O começo da entrega dos discos está programada para abril do ano que vem. 

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901 – Colabore para a gravação de Poeira Dançante, primeiro álbum de Sol Bueno (MG)

Sol Bueno, mineira nascida em Pitangui e atualmente residente em Belo Horizonte, resolveu tirar do papel o acalentado projeto do primeiro álbum autoral e para concretizá-lo convocou amigos e admiradores a colaborarem em campanha por meio do já popularizado processo de vaquinha virtual, também conhecida entre internautas por crowdfunding. O trabalho de Sol Bueno receberá o título de Poeira Dançante. As 14 composições autorais e em parceria foram selecionadas com o intuito de apresentar o sentimento da terra, dos povos e das manifestações da cultura popular do Cerrado, entre os quais destaca as congadas, buscando fazer refletir em cada faixa paisagens sonoras que influenciam a cantora. Ainda há 70 dias restantes para doações de qualquer parte do país por meio do endereço virtual www.catarse.me/solbueno

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817- Contribua para a gravação de “Catamarã”, segundo álbum do multi-instrumentista paulista André Siqueira

Compositor, arranjador e multi-instrumentista, André Siqueira está promovendo campanha virtual para lançar Catamarã, seu segundo álbum, que trabalha com novas linguagens no universo da música brasileira, a partir de improvisações e de arranjos para sopros, cordas e percussão. O repertório se desenvolve flertando com as técnicas composicionais da música do século XX e a cultura popular brasileira de matriz rural. Uma tentativa de releitura do modernismo da década de 1920, mas, também, uma busca de atualização da corrente nacionalista. O projeto busca, na utilização da cultura popular brasileira de matriz rural, deixar transparecer a vivacidade de nossa música.

A característica fundamental das suas composições é a fusão de timbres e linguagens, da música erudita contemporânea e da música popular. Seu primeiro álbum lithos, já trouxera um rico mosaico de timbres que foram tecidos a partir de pesquisas sobre materiais e técnicas da música do século XX, aplicadas aos gêneros da música brasileira. Esta fusão de timbres e estilos tem representado uma faceta importante da música instrumental feita no Brasil.

Estes conceitos (timbre, improvisação e abertura) são moldados como meio de concretizar por meio da música instrumental, ideias e conceitos resultantes da pesquisa de mestrado de André Siqueira, na qual desenvolveu os conceitos acima expostos na obra do compositor italiano Giacinto Scelsi. Com esta ação, pretende-se facilitar o acesso do público à música instrumental a partir de um conhecimento derivado de outras áreas que, tangenciando a performance, apontam para uma busca sonora na qual o cruzamento entre a arte contemporânea “erudita” e a cultura popular mostram-se próximas, interligadas e abertas a novos tipos de experimentações.

A campanha para a captação dos recursos mínimos necessários estará aberta até 18 de abril e as colaborações partem de R$ 50,00. Para cada valor depositado há uma respectiva recompensa que poderá ser desde agradecimento em redes sociais pelo apoio, mais um exemplar do Catamarã autografado, até um show em quarteto, com repertório de música brasileira instrumental, mais cincoenta discos autografados, com direito do nome do contribuinte ou da empresa nos agradecimentos do disco, logomarca na contracapa, citação do apoio nas redes sociais e show de lançamento. Para conhecer mais detalhes o linque da campanha é https://www.kickante.com.br/checkout/3260968

Catamarã é a designação dada a uma embarcação com dois cascos (vulgarmente chamados “bananas”), cuja propulsão ocorre à vela ou por motor e que se destaca por sua elevada estabilidade e velocidade em relação às embarcações monocasco. A sua origem é a Polinésia, e quando os navegadores europeus lá chegaram por mar, se surpreenderam com a grande velocidade dos catamarãs.

Compositor, arranjador e multi-instrumentista, André Siqueira nasceu em Palmital (SP). E doutor em Ciências Sociais pela Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) com a tese A sonata de Deus e o diabolus: nacionalismo, música e o pensamento social no cinema de Glauber Rocha e mestre em música pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) onde desenvolveu pesquisa sobre os procedimentos composicionais do italiano Giacinto Scelsi. Formado em música pela Universidade Estadual de Londrina (UEL/PR), atualmente é docente da instituição e responsável pelas disciplinas de Harmonia e Contraponto, Arranjo e Percepção. Foi coordenador da pós-graduação em música (2008- 2010) e professor na habilitação de Arranjo Musical. É autor do livro Giacinto Scelsi: improvisação, orientalismo e escritura lançado pela EDUEL em 2011, no qual discute os procedimentos composicionais e a biografia do compositor italiano. Em 2011 ministrou a conferência A voz do morro: samba e resistência cultural no âmbito do Colóquio Internacional “Voci dal margine. La letteratura di ghetto, favela, frontiera realizado em maio na Universidade de Siena (Itália) e publicado no livro de mesmo nome em janeiro de 2012.

Em julho desse mesmo ano participou como violonista do projeto Concertos na Escola – 2012 da Funarte, do proponente Cândido José de Lima, dentro do qual foram realizados aula-espetáculos em três escolas estaduais da cidade de Uraí (PR), atingindo mais de mil crianças e adolescentes. Atualmente é coordenador do sub projeto de música do PIBID, no âmbito da Universidade Estadual de Londrina, subsidiado pela CAPES e que trabalha novas alternativas para o ensino de música nas escolas públicas.

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André Siqueira, tocando flauta, um dos vários instrumentos que domina, durante apresentação do amigo Wilson Dias (MG) em São Paulo (Foto: Marcelino Lima/Arquivo Barulho d’água Música)

Utiliza vários instrumentos como meio para a construção de sua escritura musical; flautas, guitarra elétrica, violões, viola caipira, contrabaixo e guitarra portuguesa. Sua trajetória é composta por experiências diversas em cultura popular e por pesquisas em música contemporânea. Tendo gravado com vários músicos e participado de diversas mostras e festivais, foi selecionado pelo programa Rumos Itaú Cultural/ Música na categoria coletivo no biênio 2010-2012 dentro do qual, em março de 2012, participou de um show em comemoração aos 25 anos do Instituto Itaú Cultural tocando com Gilberto Gil. Em 2009, integrou o Circuito Syngenta de Viola no qual dividiu o palco com Paulo Freire e Levi Ramiro e que resultou em um álbum com violeiros de todo o país no qual Siqueira, junto com Zeca Collares, assina a faixa Brincando com as crianças na qual utiliza uma viola de 14 cordas. Em novembro de 2009 participou do projeto Vozes de Mestres – Festival Internacional de Cultura Popular – realizado em Natal (RN), junto com a cantora Déa Trancoso onde dividiu o palco com Egberto Gismonti. Participou em 2007 da gravação do DVD Violeiros do Brasil com produção de Myrian Taubkin, acompanhando Pereira da Viola; dentro deste projeto já dividiu palco com Almir Sater, Pena Branca, Paulo Freire e Ivan Vilela entre outros.

André Siqueira também lecionou violão e improvisação na Universidade Federal de Ouro Preto  (MG) e no Projeto Arena da Cultura da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte no período de 2004 a 2007. Em 2006 participou do 2º Festival de Cinema de países de línguas portuguesas, na cidade de Lagos, em Portugal. Foi diretor artístico e curador do projeto Viola Popular realizado em Belo Horizonte, ainda em 2006, por meio da Lei Estadual de Incentivo a Cultura e com patrocínio da Natura Musical, no qual “mestres” de cultura popular dividiram o palco com músicos que utilizam linguagens contemporâneas. Em 2005 tornou-se finalista do Prêmio Syngenta de Viola Caipira, realizado no Teatro Alfa (SP). Em 2001 participou do III Mercado Cultural, realizado na cidade de Salvador (BA). Atua como produtor/diretor musical e arranjador nos trabalhos de Déa Trancoso, Luca Bernar, Pereira da Viola, Rodrigo Delage, Rubinho do Vale, Titane, Wilson Dias e Zeca Collares, além de seu próprio trabalho como compositor e instrumentista no qual música brasileira e improvisação surgem como elementos principais.

O seu primeiro álbum, lithos, atinge um universo sonoro particular. Os diálogos entre os músicos surgem em improvisações nas quais os sons inusitados da guitarra portuguesa e da viola caipira se materializam em construções musicais que flertam com o Jazz e com as matrizes da cultura popular brasileira. A idéia de improvisação utilizada parte de uma liberdade que transcende os clichês e que busca uma real interação na construção musical. Esta se realiza no tempo, ou, em tempo real. Composição instantânea que abarca vários estilos e tendências musicais, da música modal ao século XX. André Siqueira se interessa tanto pelo processo de improviso que considera suas composições mais próximas de roteiros a serem seguidos do que uma obra fechada. “Não sei nem se são composições, são proposições musicais”. Durante o período em que morou em Belo Horizonte, André Siqueira remasterizou a gravação de lithos e conseguiu reeditar o disco por dois selos mineiros: Picuá e Tum Tum Tum.

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813 – Violeiros Levi Ramiro e Paulo Freire, de volta a São Paulo, tocam e ca(o)ntam no Sesc Belenzinho

Depois de percorrem mais de 130 cidades brasileiras durante a segunda metade de 2015 como uma das atrações do projeto Sonora Brasil, os violeiros e compositores paulistas Levi Ramiro e Paulo Freire voltarão a se encontrar neste domingo, 21, no palco da unidade Belenzinho do Sesc paulistano, agora como protagonistas do projeto Música de Raiz. A partir das 18 horas, os amigos que tiram São Gonçalo do sério e provocam inveja no chavelhudo, ambos nascidos em 1º de abril , apresentarão um panorama dos diversos desdobramentos da música regional brindando o público com modas e temas caipiras derivadas das pesquisas de ambos, com ênfase em composições próprias, mas também releituras de sucessos de duplas do Sudeste. Como normalmente o bom humor destes autênticos compadres tempera os espetáculos que promovem, o público poderá esperar, ainda, pela contação de causos dos mais pitorescos.

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779 – Barulho d’água Música já chega a 90 países e é visto por cerca de 45 mil pessoas, 17 vezes a lotação da Opera de Sidney

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Da redação situada na Vila Lageado, em São Paulo, disparamos em 2015 um total de 446 matérias, aumentando o arquivo para 777 até 30 de dezembro — produzindo desde junho de 2014 –, conforme o relatório anual da WordPress.com (Foto: Andreia Beillo/Arquivo Barulho d’água Música)

A WordPress.com preparou um relatório com os números de 2015 do Barulho d’água Música até 29 de dezembro. De acordo com os dados, sem contar a atualização disponibilizada ontem, 30, produzimos a partir de 3 de janeiro 446 novos artigos, aumentando o arquivo total para 777 matérias desde junho de 2014, nas quais abordamos entre outros temas lançamentos de novos álbuns, comentamos apresentações e eventos e noticiamos aniversários de artistas ligados à música — na maior parte das vezes brasileira e independente, de gêneros diversos como o regional, o caipira, o choro, o samba, o frevo, mas também com textos sobre rock, jazz e blues, entre outros, por que música de qualidade só encontra fronteiras nas conveniências da mídia e do mercado de entretenimento.

Este esforço balizado por critérios dos mais acurados e sério modo de promover jornalismo, espontâneo e isento, em jornadas praticamente integrais todos os dias da semana, neste ano que se despede nos levou a 90 países (fora do Brasil os topos são Estados Unidos e Portugal) e foi visto por cerca de 45.000 vezes. Os administradores da Word Press.com destacaram: este último item corresponderia a 17 vezes a lotação máxima da Opera House, casa de espetáculos de Sidney, na Austrália, que tem capacidade de abrigar 2.700 pessoas.

O resumo completo das estatísticas poderá ser visualizado ao se clicar neste linque. Orgulhamo-nos deste relatório, cujos números reanimam a disposição de seguirmos adiante apesar das inúmeras dificuldades que já muitas vezes nos levaram a pensar em baixar, de vez, as portas do boteco! Nesta caminhada cada dia mais estamos precisando de pessoas ou empresas que possam nos ajudar e estejam dispostas a investir para a manutenção do blogue, pois sonhamos ainda alcançar várias metas que, gradativamente, permitirão não apenas melhorar esta prestação de serviço à cultura popular e à difusão da música de qualidade, bem como a oferecer outros produtos com estes mesmos propósitos. Para tanto queremos continuar contando com a companhia de todos os que já nos ajudaram a chegar até aqui e de quem mais conseguirmos juntar nesta corrente, não apenas como leitores e seguidores, mas como parceiros indispensáveis!

Para o professor de Sociologia Jair Marcatti (curador do projeto Imagens do Brasil Profundo, acolhido já em duas temporadas e que em 2016 seguirá como uma das atrações da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo) “o Barulho d’água Música é uma espécie de radar que nos informa onde existem artistas, atores e manifestações culturais que não apenas revelam, bem como ajudam a resgatar e preservar as belezas daquele Brasil profundo que Ariano Suassuna nos orientou a buscar e a tirar do limbo”. E existem várias maneiras de colaborar conosco nesta tarefa, uma das quais é anunciando conosco, pois, afinal, o blogue é um veículo de comunicação, autônomo, independente, com firma aberta, mas que tem consideráveis despesas e não vem conseguindo se pagar sozinho.

Outra forma de colaboração é tornar-se assinante do nosso Clube do CD: se você é cantor ou produtor, disponibilize-nos exemplares de álbuns (que podem ser em formato DVD) ou livros; se você é leitor, amigo, ou seguidor, deposite a partir de R$ 30 em nossa conta-corrente e para cada cota mínima creditada receba em endereço que indicar um dos discos do Clube do CD, sem despesas de Correios, no Brasil ou no exterior. É possível, ainda, apoiar o  Barulho d’água Música nos contratando para prestação de serviços de assessoria de imprensa, em caráter fixo ou em regime de frila (veja como acessando a guia Contato).  

Isto posto, desejamos a todos Feliz Ano Novo, Happy new year; Guten Rutsch ins Neue Jahr; Zhù xīnnián kuàilè; Feliz Año Nuevo; Bonne nouvelle année; Vintshn mzl niu yar; Shin nen Akemashite Omedetô Gozaimasu; Felice anno nuovo; Fe dun odun titun; Śubha nababarṣa cāna; Baqıttı Jaña jıl tileymin; Bonan Novjaron; хотите Новым Годом; Nuwe jaar wil; εύχομαι ευτυχισμένο το Νέο Έτος; מאחל שנה טובה; Santōṣakaramaina n’yū iyar anukuṇṭunnārā; Posakuvame sreḱna Nova Godina; 祝新年快樂; Nahi urte berri; ပျြောရှငျတဲ့ နှစ်သစ်ကူး ဆန္ဒရှိ; Felix Novus Annus; खुसी नयाँ वर्ष इच्छा

moinho

 


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745 – “Minha Sampa” prepara Virada Ocupação e solicita colaboração de artistas em apoio a estudantes de São Paulo

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Estudantes já ocupam mais de 100 escolas estaduais contra a ideia que o governo paulista divulga como sendo para reorganizar os ciclos e que resultará em 93 colégios fechados (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil/Fotos Públicas)

“Em momentos históricos, os artistas surgem como aliados importantes de causas coletivas. Nossa causa é a educação. E o momento é agora. Venha apoiar as ocupações com arte!”

Com este chamamento a entidade Minha Sampa está solicitando colaboração e adesões para apoiá-la na organização da VIRADA OCUPAÇÃO, evento que pretende promover para fortalecimento do movimento de ocupação pacífica de escolas estaduais por estudantes de diversos pontos de São Paulo contra um plano de reorganização da rede pública de ensino pretendido pelo governo do Estado de São Paulo. A intenção da Secretaria de Educação da gestão Geraldo Alckmin, do PSDB, é deslocar mais de 311 mil alunos das suas atuais e fechar 93 escolas — até o início e mesmo diante das ocupações — sem consultar a comunidade, com a alegação de remontar, por ciclos, a grade estadual de ensino. Os estudantes acusam o governo estadual de perseguições e ameaças aos envolvidos com as ocupações em protesto às medidas anunciadas e a Virada seria uma maneira não apenas de impedir as represálias, mas ainda de fortalecer o debate em torno do tema já que fontes palacianas têm vindo à público afirmar que haveria adeptos ao replanejamento. 

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