Barulho d'Água Música

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1010 – Consulado da Portela (SP) recolhe composições históricas para registro em seu Acervo Musical

“Se for falar da Portela, hoje não vou terminar!” (Monarco)

O Acervo Musical, projeto do Consulado da Portela de São Paulo, está requisitando a amigos, aos admiradores, aos compositores portelenses e seus parceiros o envio de composições históricas que possuam para registro em uma única plataforma. O objetivo da campanha é garantir o acesso à perpetuação da memória da Águia Altaneira e da enorme comunidade que representa a atual campeã do Carnaval de 2017 (o título foi dividido com a Mocidade Independente de Padre Miguel) tanto no Rio de Janeiro, quanto no Brasil e no resto do mundo.  Para participar basta fazer o cadastro visitando o linque http://www.consuladodaportelasp.com.br/acervo/logar.php

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805- Trio Gato com Fome (SP) grava álbum que reafirma o papel de Raul Torres na história do samba paulista

Trio Gato com Fome

Gregory Andreas, Renato Enoki e Cadu Ribeiro formam o Trio Gato com Fome, que mergulhou no aquário, ou melhor, o baú de Raul Torres e trouxe à tona dez sambas do percussor ao lado de Cornélio Pires da música caipira (Foto: Divulgação)

Quem  gosta de música caipira sabe da importância de Raul Torres para a aceitação e o progresso dela como uma das mais autênticas manifestações da cultura popular e das nossas tradições. Mas, como bom brasileiro, Raul Torres também era partidário do samba e o paulistano Trio Gato com Fome mergulhou em uma pesquisa que incluiu viagens a Botucatu, no Interior paulista, terra natal do “Bico Doce”, e desta tarefa resgatou dez obras deste gênero do autor, incluindo a famosa Mineirinha, sucesso gravado entre outros por Doroty Marques, que tantas gerações vêm cantando e que o Trio Gato com Fome resgatou com flauta, cavaquinho e pandeiro, numa levada que mescla choro e marchinha de Carnaval que ficou deliciosa de ouvir!

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802 – Maria Alcina e Roberto Seresteiro são atrações da folia no Sesc de São Caetano do Sul (SP)

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Maria Alcina: em mais de quarenta anos de carreira a irreverência sempre foi a marca principal da cantora que interpreta gênios como Luiz Gonzaga e Pixinguinha e que no Sesc cantará Carmem Miranda (Foto: Marcelino Lima/Arquivo Barulho d’água Música)

Para quem mora em Sampa e região metropolitana e está a fim de folia, mas não gasta paciência incrustado em uma poltrona assistindo aos desfiles de escolas de samba, nem alimenta disposição para encarar a muvuca do Anhembi ou de um bloco de rua, o Barulho d’água Música tem duas dicas relacionadas a conteúdos de Carnaval, ambas a serem promovidas pelo Sesc São Caetano, situado em São Caetano do Sul. A primeira, já na sexta-feira, 5, é curtir Maria Alcina interpretando sucessos consagrados por Carmem Miranda, a partir das 20 horas, na área de convivência, com entrada entre R$ 5 e R$ 17. No mesmo espaço, mas no dia seguinte, e mais cedo, a partir das 15 horas, estará Roberto Seresteiro relembrando marchinhas e músicas tradicionais que marcaram época na festa mais popular do Brasil. De graça!

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740 – Savannah Lima (BA) faz soar os tambores e homenageia orixás em “Oferendas”, show que protagonizará no Sesc Campo Limpo (SP)

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Savannah Lima, nascida em Salvador (BA), cidade considerada como um dos polos e berços da cultura negra no Brasil, cantora apontada como revelação da música afro-brasileira, estrelará show em São Paulo a partir das 20h30 deste sábado, 28. Oferendas começará às 20h30, na unidade Campo Limpo do Sesc. O público prestigiará sem necessitar pagar ingresso um espetáculo singular e vibrará ao som de intensa percussão temperando a mistura de arranjos modernos do black soul e do pop com cânticos sagrados de orixás.

O repertório, de 18 músicas, tanto apresenta composições autorais, quanto interpretações e entre elas há cantos em louvor às divindades africanas e às águas; por meio de Águas Sagradas, que ela escreveu e é a matriz do projeto, por exemplo, Savannah Lima saúda Oxalá e Iemanjá. “O público poderá conferir diversos tons e timbres, além da variedade de sons que existe na Bahia”, informou a cantora. “Oferendas reproduz a leveza da natureza e a emoção do sagrado não só na música, como também na ambientação, proporcionando uma experiência renovadora.”

Samba, black music e black soul  são influências marcantes na carreira de Savannah Lima, há dois anos presente no cenário nacional e já conhecida por apresentações ao lado de expoentes da música nacional como Margareth Menezes, Daniela Mercury, Arlindo Cruz e Carlinhos Brown. Antes de protagonizar este projeto solo, Savannah liderava desde 2009 os vocais da banda feminina Didá — grupo com o qual excursionou por diversas cidades e também chegou à República Dominicana. Em 2012, ao lado de músicos como Amadeu Alves e Rodrigo Sestreem, percorreu o Brasil levando o espetáculo Guerreiro, do Circo Picolino. Em 2014 e 2015, assumiu a capitania do bloco Afoxé Filhas de Gandhy — que, na condição de pioneiro no Brasil, celebrou 35 carnavais. Ainda em 2015, ela iniciou circuitos de música negra e samba de São Paulo, dividindo o palco com nomes como Arlindo Cruz.

Savannah Lima estará acompanhada no Sesc Campo Limpo por Jubiraci Bastos (violão/vocais e direção musical), Jorge Pita (percussão), Reginaldo Moraes (baixo) e Fabio Prior (percussão). O endereço é rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120, e está a menos de 500 metros da estação Campo Limpo do Metrô Linha 5 Lilás. Para mais informações há o telefone 11 5510-2700.

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Música caipira perde sua rainha Inezita Barroso quatro dias após ela completar 90 anos

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O Barulho d’água Música, mais uma vez, coloca-se de luto,  desta vez com tristeza profunda e em solidariedade aos familiares, amigos e muitos admiradores de Inezita Barroso.

A rainha da música caipira completara 90 anos na quarta-feira, 4 de março. Ontem, Dia Internacional da Mulher, o lampião de gás, definitivamente, apagou-se. Inezita partiu após quadro de insuficiência respiratória aguda ocorrido no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde estava internada desde 19 de fevereiro.

Ignez Magdalena Aranha de Lima, nome de batismo de Inezita Barroso, era filha de família tradicional paulistana e passou a infância cercada por influências musicais diversas crescendo em fazendas, nas quais teve contato com o universo caipira em várias rodas de viola. Nascida no bairro da zona Oeste paulistana Barra Funda, também em um domingo, e de Carnaval, formou-se em Biblioteconomia pela Universidade de São Paulo, mas foi uma grande pesquisadora do gênero musical: por conta própria, percorreu o Brasil resgatando histórias e canções.

Além da cantora,  instrumentista, arranjadora, folclorista, atriz, foi professora. Teve de vencer preconceitos correntes em sua mocidade como o de que mulher não tocava viola para em cerca de sessenta anos de carreira legar ao país mais de 80 discos, gravando sucessos como Lampião de gás (Zica Bergami)Moda da Pinga (Ochelsis Laureano Raul Torres). Depois de passagens pelas TVs Record, onde foi a primeira cantora contratada, e extinta Tupi, entre outras,  chegou à Cultura e apresentou desde a década dos anos 1980 o Viola Minha Viola, inicialmente com Moraes Sarmento.

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Inezita gravou o programa até o final de 2014, só deixando de lado o trabalho após ser hospitalizada devido a uma queda na casa da filha, em Campos do Jordão, no interior de São Paulo, incidente no qual teria fraturado o fêmur . 

Violeiros como Paulo Freire e Pereira da Viola, ontem, 8 de março, hora antes de ela falecer, apareceram durante a exibição do Viola Minha Viola, parabenizando-a pelos 90 anos. Liderados pelas As Galvão e o Regional do Joãozinho, no encerramento do programa, um grupo de convidados e todo o auditório do teatro do Sesc Bom Retiro cantaram, em coro, Lampião de Gás.

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Imagem de divulgação da época em que Angela, filme da Vera Cruz protagonizado por Inezita Barroso, esteve em cartaz (Foto: Acervo da Cinemateca Brasileira)

Inezita Barroso abraçara a carreira musical em 1953, dois anos antes de gravar o primeiro álbum e quando já era admirada no cinema por protagonizar filmes como Angela, O Craque, Carnaval em Lá Maior e Isto É São PauloO primeiro disco abriu de pronto as portas para o sucesso como cantora e interprete de clássicos tais quais Ronda, de Paulo Vanzolini, e Moda da Pinga.

Doutora Honoris Causa em Folclore Brasileiro pela Unicapital (SP), Inezita ganhou entre outros prêmios o Governador do Estado e o Saci, ambos de melhor atriz pela atuação em Mulher de Verdade (1955). Em 2010, recebeu o Troféu APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) em MPB. Estava indicada para assumir a cadeira 22 da Associação Paulista de Letras (APL) em substituição à folclorista, poetisa, cronista e contista Ruth Guimarães (Cachoeira Paulista, 13 de junho de 1920 – Cachoeira Paulista, 21 de maio de 2014).

O Barulho d’água Música ficará atento à agenda de homenagens que se deverá prestar a Inezita Barroso e informara aos amigos e seguidores quando ela for divulgada qual será a decisão da TV Cultura sobre o Viola Minha Viola.


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Chiquinha Gonzaga é a personagem do blog em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

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Chiquinha Gonzaga nasceu durante o Segundo Reinado, no Rio de Janeiro, e até morrer atuou por liberdade e por igualdade de direitos entre homens e mulheres, além de defender causas dos músicos e ser a primeira maestrina do país, entre outras atitudes pioneiras e contestadoras. É dela Ó abre-alas, marchinha carnavalesca de 1899 que até hoje embala foliões.

 

O Barulho d’água Música escolheu homenagear como personagem do Dia Internacional da Mulher, que se comemora neste domingo, 8 de março, Francisca Edwiges Neves Gonzaga. O blog entende que a maioria dos amigos e seguidores sabe sobre quem escreveremos. No entanto, para aqueles que a desconhecem, apresentaremos Chiquinha Gonzaga, nome artístico adotado por Francisca no final do século XIX em um período do Segundo Reinado no qual o Rio de Janeiro, onde ela nasceu e era capital do Império, passava por grandes transformações sociais e culturais, embora a mulher ainda vivesse em condições de submissão; entre outros costumes vigentes, podia ser obrigada a contrair matrimônio com um parceiro por ela não escolhido, submetendo-se a interesses das famílias dos cônjuges.

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Vai-Vai fatura mais uma taça do carnaval de São Paulo com samba em homenagem à gaúcha Elis Regina

Carnaval 2015 SP

Carro alegórico da Vai-Vai apresenta um boneco que representa Elis Regina, a homenageada pelo samba-enredo que levou a escola do Bixiga a mais um título no ano do 85º aniversário (Foto: Robson Fernandjes/LIGASP/Fotos Públicas)

 

A Escola de Samba Vai-Vai voltou a ser campeã do Carnaval paulistano hoje, 17 de fevereiro, quatro anos após ter levado para o bairro do Bixiga a última taça que conquistara. A Vai-Vai conseguiu o título na edição em que completará 85 anos e manteve a hegemonia de maior vencedora da festa em São Paulo, com 15 troféus, apresentando no Anhembi o enredo Simplesmente Elis – A Fábula de Uma Voz na Transversal do Tempo, homenagem à cantora gaúcha Elis Regina, que morreu em 1982.  A cantora Maria Rita, Pedro Mariano e João Marcelo Bôscoli, filhos da interprete de sucessos como Romaria e Fascinação, participaram do desfile na madrugada de domingo, 15. 

 

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A cantora Maria Rita, filha de Elis Regina, participou do desfile que recordou a importância da mãe para a cultura nacional (Foto: Paulo Pinto/LIGASP/Fotos Públicas)

 

Elis Regina estava representada em todas as 25 alas da Vai-Vai; o samba-enredo contem o refrão “Aê! Aêaháê!” da música Maria, Maria, de Milton Nascimento, que ela também cantou, e a letra várias referências a sucessos que eternizou. Em 2011, a Vai-Vai esteve próxima do rebaixamento com o 9º lugar obtido. Em 2011, fora campeã com um enredo sobre o ex-pianista João Carlos Martins.

O Barulho d’água Música parabeniza os foliões da Vai-Vai por mais esta conquista! Viva Elis!

O mestre-sala e a porta-bandeira da Vai-Vai, escola que voltou a ser campeã do Carnaval em São Paulo após quatro anos (Foto: Oswaldo Corneti/LIGASP/Fotos Públicas)

 

Simplesmente Elis – A Fábula de Uma Voz na Transversal do Tempo

Reluziu, seu canto ecoou no meu Brasil
Cantora igual jamais se ouviu
Saracura a cantar, bem mais feliz
Simplesmente Elis

Carnaval a Bela Vista está em festa
Qua qua ra qua qua
Vem viajar, a hora é esta
Mergulhando na emoção
Encontrei inspiração
Que linda voz, salve a rainha
Fiz Louvação em aquarela
Na passarela hoje tem arrastão

Upa neguinho na estrada é demais
Vou a romaria como nossos pais
De um falso brilhante eu fiz fantasia
Maria Maria

Águas de março a rolar
Trem azul vai passar, um sonho mais lindo
Na batucada da vida, um samba no Bexiga
Vai amanhecer
A cantar a dor o amor o bêbado e a equilibrista
A voz do povo diz que o show de todo artista
Tem que continuar
Glória fino da bossa com Jair só alegria
Hoje retrato em preto e branco na folia
A grande estrela deste meu país

Brasil-Unido-Contra-Dengue