Violões do Pará celebra encontro de Salomão Habib e Sebastião Tapajós com Nêgo Nelson e revelações da música do estado

habib

Do Pará, enviados pelo cantor e compositor amigo deste Barulho d’água Música Jorge Andrade, tem chegado para o acervo do blog ótimos álbuns, de diversos estilos, proporcionando-nos conhecer a variedade de estilos e o talento dos músicos do Norte do país. Além do Bélem Cheio de Bossa 2, entre outros títulos, já enriquece nossa coleção um belo trabalho gravado em dois discos intitulado Violões do Pará, produzido pelo Sesc daquele estado para o selo Violões da Amazônia e que surgiu dos ideais de Carlos Marx Tonini, homem da cultura paraense que sempre se esmerou pela divulgação e valorização da arte de seu povo

Continue Lendo “Violões do Pará celebra encontro de Salomão Habib e Sebastião Tapajós com Nêgo Nelson e revelações da música do estado”

Anúncios

Fábio Porte, violeiro de Jundiaí (SP), e membro da banda Tem Viola no Forró, está comemorando hoje seu aniversário

Fábio Porte
Filho de pais nascidos em MG e no PR, Fábio Porte cresceu em ambiente no qual a música caipira e a viola imperavam nas rodas, mas é virtuoso também com  instrumentos como violão e cavaquinho

Em uma das cidades aos pés da Serra do Japi, Jundiaí, hoje uma viola está ponteando mais bonita do que nunca, e outras, além de violões e cavaquinhos, numa mistura alegre de cordas, acompanham-na para parabenizar o aniversariante de hoje, o músico e compositor Fábio Porte.

Violeiro por influência de pai Luis Porte, do qual herdou a arte de bem tratar o pinho, Fábio Porte tem em seu DNA compostos mineiros e paranaenses, e desde menino, participando de rodas de violas, nutre raízes sertanejas que o colocaram em contato com as tradições interioranas, entre as quais a vertente caipira da música brasileira. E com ela que Fábio Porte destaca-se, atualmente, mas em sua carreira ele também dedicou atenção e estudos ao violão e ao cavaquinho, por exemplo, capacitando-o a tocar com a mesma maestria outros estilos como o choro e a mpb. Já adolescente, passou a lecionar música para iniciantes em conservatórios de São Paulo e Jundiaí,  desenvolveu métodos musicais de sua própria autoria  também tornou-se criador de jingles e trilhas musicais para programas de televisão com arranjos e produção. 

 

Fábio Porte é ao lado de João Ormond (voz e violas),  Cássio Soares (zabumba) Rafael Dos Santos Cabello (acordeon) e Val Da Viola Tavares (violão) integrante do grupo Tem Viola no Forró, que, no dia 14, fez a primeira apresentação do ano no Sesc Santo Amaro. A banda, na qual ele toca baixo elétrico, reúne amigos que juntos relembram clássicos do forró e canções próprias além de xotes, baiões e arrasta-pés fazendo a plateia dançar ao som de composições consagradas de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Alceu Valenca, Elba Ramalho e Fala Mansa, entre outros.

Em 2012, Fábio Porte lançou Caboclo Folgado, com músicas de raiz inéditas e regravações de expoentes da música popular e regional. Atualmente está divulgando Jacarandá do Brasil, álbum instrumental pelo qual  homenageia o país e a cultura brasileira, de acordo com ele, enfocado na “sustentabilidade”. As canções exploram de forma virtuosa a variedade rítmica presente nos diversos estados nacionais, “assim as composições ganham uma cuidadosa maneira de serem interpretadas para mostrar a cultura de uma região”.

Viola no forró
Fábio Porte (primeiro à direita) entre os amigos da banda Tem Viola no Forró, durante apresentação no dia 14, no Sesc Santo Amaro

 

banda toca

 

Barulho d’água Música chega a 41 países visto por cerca de 15 mil pessoas, seis vezes a lotação da Ópera de Sydney

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House, tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 15.000 vezes em 2014.  Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 6 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

Segunda coletânea do álbum Grão de Música é lançada no Teatro Jorge Amado

graõ de música

Em cerimônia marcada para ocorrer no Teatro Jorge Amado, situado em Pituba, Salvador (BA), a empresa soteropolitana Grão de Arroz promoverá na terça-feira, 25 de novembro, entre 18 e 22 horas, eventos que marcarão o lançamento da coletânea II do álbum Grão de Música, em conjunto com o livro Das coisas que aprendi. A programação inclui, ainda, a entrega do Troféu Grão de Arroz, e sarau com Sandra Simões, Juliana Ribeiro, Maviael Melo e Socorro Lira.

O projeto Grão de Música teve início em 2009 por ocasião das comemorações dos 35 anos da  Grão de Arroz, de Salvador (BA). A Grão de Arroz foi fundado for Luiz Antônio Mota Cunha (Lula), à época um jovem visionário que apostava na energia dos alimentos e da natureza para  conquista da boa saúde. Em 2014, a Grão de Arroz celebra 40 anos de existência e atuação no ramo de alimentação natural na capital baiana , hoje com Vera Lúcia Martins dedicando-se à continuação do sonho de seu companheiro Lula, que ela ajudou a construir.

De uma parceria entre a atual administração e a cantora e compositora Socorro Lira, surgiu a primeira coletânea Grão de Música (2009), álbum que reúne artistas de vários estados do Brasil. O segundo volume foi produzido neste ano e a partir de 2015  a publicação será anual. A seleção das músicas e participantes da coletânea é feita por convite da produção e, uma vez aceito, os convidados cedem, gentilmente, os fonogramas que integrarão o disco. A contrapartida é a cota do disco, que não tem fins comerciais. A parte destinada à Grão de Arroz e à produção servirá somente, para fins promocionais e destinada, prioritariamente, a entidades culturais e educacionais, projetos sociais, escolas e rádios comunitárias de Salvador e região metropolitana, além da imprensa, para divulgação.

O Troféu

Troféu

A referida coletânea de 2014 dá início a outorga de um troféu homônimo aos participantes, em evento especial na cidade de Salvador, no segundo semestre de cada ano. A escultura mede 30 cm, é fundida em bronze maciço sobre uma base de mármore e criada pelo artista visual brasileiro, Elifas Andreato, notabilizado pela criação de capas de álbuns de vários cantores e interpretes. As informações sobre o troféu e a coletânea Grão de Música estão disponíveis para download em http://graodemusica.com.br.

????????
Socorro Lira (Foto: Andreia Beillo)

Socorro Lira

Socorro Lira, cantora e compositora, é natural de Brejo do Cruz (PB) e vive em São Paulo. Ganhadora do 23º Prêmio da Música Brasileira, idealizou projetos importantes como o Memória Musical da Paraíba e o Cores do Atlântico (www.coresdoatlantico.com). A discografia de Socorro já conta dez CDs, sete totalmente autorais .

 

 

Faixas que compõe a Coletânea Grão de Música II

01. Retina – Congada | (Consuelo de Paula e Rubens Nogueira) com Consuelo de Paula
02. Bem Dito – Choro | (Sandra Simões) com Sandra Simões
03. Despreconceituosamente – Canção choro (Mateus Aleluia) com Mateus Aleluia
04. Demônio da Batom – Marabaixo (Dante Ozzetti e Joãozinho Gomes) com Patrícia Bastos
05. Roda de Coco – Coco | (Gabi Buarque) com Gabi Buarque
06. Fatia de Pão – Xote | (Maviael Melo e João Sereno) com Maviael Melo e João Sereno
07. Âmago – Canção | (Marco Antonio Guimarães e André Morais) com André Moraes
08. Cabe um Tanto – Samba | (Manoela Rodrigues) com Claudia Cunha
09. Eu Vim das ÁguasSamba | (Juliana Ribeiro) com Juliana Ribeiro
10. Levem Pra Ver Se Eu Consigo – Samba-de-roda | (Bule Bule) com Bule Bule e Antonio Queiroz
11. Na Fronteira do Baião – Baião Agalopado | (Sapiranga e Laura Dantas) com Sapiranga
12. Rasga Chão – Rap | (Rapadura Xique Chico) com Rapadura Xique Chico

Patrcia
13. Gente Grande – Indefinido | (Pietro Leal, Vinicius Nues e Gugu Pinto) com Pirigulino Babilake
14. Joaninha – Infantil | (Luis Perequê) com Katya Teixeira
15. Muito Além – Canção | (Julio Caldas e Capitão) com Julio Caldas
16. A Receita – Canção | (Socorro Lira) com Carlos Pitta Sandra Duailibe
17. Mar Aberto – Canção | (Breno Ruiz e Cristina Saraiva) com Manuela Cavalaro

1002691_865862040101221_4363408968318275868_n

Canarinho Chorão faz o chorinho ser ainda mais gostoso e mostra no Memorial da América Latina que voará alto

canarinho chorão 1
O Canarinho Chorão é integrado por cinco vizinhos e amigos moradores do mesmo condomínio situado no bairro paulistano do Sumaré e alterna em suas brilhantes apresentações sucessos consagrados do gênero com composições próprias (Fotos de Marcelino Lima)

O Barulho d’água Música acompanhou a apresentação no sábado, 15 de novembro, do quinteto Canarinho Chorão em uma típica roda de choro, reunindo amigos, familiares e alguns dos fãs que o grupo vem conquistando há pouco mais de um ano, desde que foi oficialmente formado por moradores do Sumaré, bairro da zona Oeste de São Paulo. Enquanto os últimos raios de sol se alternavam com os primeiros ventos de uma noite de Primavera que caiu um tanto fria, o Canarinho Chorão esteve no Memorial da América Latina, na Barra Funda, tocando sob uma tenda que deixou o ambiente com clima ainda mais familiar, fez casais dançarem e pessoas de várias gerações voltarem para casa leves como um passarinho e com as palmas das mãos doendo de tanto aplaudir.

Continue Lendo “Canarinho Chorão faz o chorinho ser ainda mais gostoso e mostra no Memorial da América Latina que voará alto”

Canarinho Chorão apresenta repertório próprio no Memorial da América Latina (SP)

Canarinho-Chorão1w
A banda Canarinho Chorão vai começar a se apresentar às 18h, na Praça do Memorial, em SP

A Banda Canarinho Chorão vai se apresentar de graça a partir das 18 horas deste sábado, 15 de novembro, na Praça do Memorial da América Latina, em São Paulo, dando continuidade ao projeto “Choro na Praça”, criado e coordenado por Luis Avelima. O produtor cultural já confirmou mais dois espetáculos deste gênero musical bastante apreciado, ambos para dezembro, e pretende em 2015 oferecer ao público shows de grupos de samba.

Continue Lendo “Canarinho Chorão apresenta repertório próprio no Memorial da América Latina (SP)”

Rolando Boldrin festeja hoje mais um aniversário admirado em todos os cantos do Brasil

boldrin niverw
O apresentador Rolando Boldrin já está no ar com o programa Sr. Brasil na TV Cultura há quase dez anos, mas desde 1981 leva ao palco nomes já consagrados ou revelações da música brasileira e de outros segmentos artísticos (Foto: Marcelino Lima)

O Barulho d’água Música cumprimenta com respeito e admiração o aniversariante de hoje, senhor amado por todo o país e que está profundamente identificado com as nossas raízes, consagrado no rádio, na televisão, no cinema, no teatro, como escritor, cantor e compositor desde ainda garoto — aos 12 anos, já formava com o irmão na terra natal, São Joaquim da Barra,  interior de São Paulo, a dupla bem sucedida na rádio do município Boy e Formiga.

Ao longo desta dedicada e premiada carreira, cujo primeiro disco surgiu  em 1974, com o titulo Cantadô, o Brasil de todos os povos viu se consolidar um dos nomes mais importantes não somente da sua história musical, mas de todos os segmentos artísticos e culturais, o mesmo Brasil que ele em sua mais destacada trincheira, o programa de televisão que está no ar há 34 anos (dos quais há quase dez na TV Cultura) tenta tirar da gaveta do esquecimento, impedindo que deixem no ostracismo tantos ídolos de outrora e de seguidas gerações, quanto revelações de cada nova safra que não pára de apresentar bons frutos.

Ao Sr. Brasil, o querido Rolando Boldrin, portanto, vão nossos votos não apenas de sucesso sempre, mas ainda nossos agradecimentos por nos ajudar a ter uma vida menos marvada, em que a viola sempre ponteia alto, emparelhada com diversos outros instrumentos e nos mais diversos ritmos e vozes, convidando-nos entre um causo e outro para um cateretê!

doramundo
Entre os papéis que Rolando Boldrin fez no cinema, o do maquinista Pereira, em Doramundo, é um dos mais destacados. No filme de João Batista de Andrade, de 1978, ele contracena com Irene Ravache, Antônio Fagundes e Armando Bogus. Na foto ao lado, imagem da dupla Boy e Formiga, que Boldrin, o Boy, formava com o irmão, ainda garoto, no interior paulista

rolando_boldrin_02

  

Compositor brasileiro: hoje é dia de quem com talento, compromisso, sensibilidade e delicadeza torna a vida mais alegre

Villa Lobos 1f
Heitor Villa-Lobos, ao lado da musa Arminda Villa-Lobos, um dos mais consagrados compositores brasileiros de todos os tempos, em nossa terra e mundo afora (Foto: Acervo Museu Villa Lobos-RJ)

Hoje, 7 de outubro, comemora-se o Dia do Compositor Brasileiro.

Alguns amigos e seguidores podem até pensar que o Barulho d’água Música estaria se confundindo, pois também se comemora data semelhante em 15 de janeiro. No começo de cada ano, porém, a efeméride é dedicada aos compositores de todo mundo, então, naquela ocasião, celebra-se o Dia Mundial do Compositor.

Muito justa a homenagem a esta incrível e indispensável categoria de artistas tupiniquins já que em nosso meio cultural há uma lista das mais extensas de gente boa que nos legou para sempre canções e obras extremamente belas, carregadas de significados sobre a brasilidade e, claro, poesia, muita poesia da melhor qualidade. Há, é claro, quem meta os pés pelas mãos e, neste delicado terreno, “escreva” bizarrices inclassificáveis, faça sonetos piores que as emendas, principalmente nos dias de hoje; seriam os “pernas de pau”, para traçar uma analogia com o futebol, sem nos esquecer, entretanto, que boa parcela deles é estimulada, bem paga e venerada pelo mercado e pela indústria do espetáculo só para rimar amor com dor e cantar frustrações amorosas, dores de cotovelo e cortejar musas inalcançáveis e de coração mais duro que pedra.

A riqueza neste quesito que o Brasil guarda, entretanto, é tanta que nem vale a pena queimar vela para mal defunto, e, sim aclamar aqueles que elevam nossa alma, cura-nos de tristezas, espalham valores positivos que ajudam a manter tradições ou até renova-las, mas sempre com muita delicadeza, talento, compromisso, engajamento, pensando, escrevendo, pesquisando…

Continue Lendo “Compositor brasileiro: hoje é dia de quem com talento, compromisso, sensibilidade e delicadeza torna a vida mais alegre”

De A a Z: dicas do acervo do Barulho d’Água Música para guardar, compartilhar e curtir

Amigos e seguidores: O Barulho d’água Música publica abaixo a lista “De A a Z”,  dicas do seu acervo  para quem curte música brasileira de qualidade procurar conferir e conhecer. São álbuns de vários estilos que podem ser, inclusive, baixados em formato MP3 de vários blogs disponíveis na internet:

 De A a Z (lado A) 

Amor Certinho, Roberto Guimarães e convidados

Bicicleta, Boca Livre

Casa de todo mundo, Mario Seve

Dança das rosas, Consuelo de Paula

EmCantos Geraes, Márcio Lott e convidados

Fulejo, Dércio Marques

Continue Lendo “De A a Z: dicas do acervo do Barulho d’Água Música para guardar, compartilhar e curtir”

Fernando Sodré vira viola de ponta cabeça e tira das cordas de jazz a baião no SESC Pompeia

Fernando Sodre é a atração de mais uma edição do "Instrumental Sesc Brasil"
Fernando Sodre é a atração de mais uma edição do “Instrumental Sesc Brasil”

O SESC da Consolação trará o violeiro Fernando Sodré nesta segunda-feira, 15, como atração do projeto “Instrumental Sesc Brasil”, coordenado por Patrícia Palumbo e dedicado à música instrumental e suas diversas vertentes, há mais de vinte anos um polo difusor de grupos e músicos consagrados e novos talentos. A apresentação de Sodré terá entrada franca, no Auditório do Teatro Anchieta.

Músico expoente da efervescente nova geração de instrumentistas brasileiros, o mineiro Fernando Sodré já lançou “Fernando Sodré” (2005), “Rio de Contrastes” (2007) e “Viola de Ponta Cabeça”. Nestas obras destaca-se por sua ousadia, inovação e busca constante pelo aperfeiçoamento técnico. É reconhecido como uma das mais importantes vozes da viola no mundo, universalizando-a numa excursão por territórios nunca dantes visitados. Sodré consolida-se como um real alquimista deste timbre incomum, desbravando novas possibilidades de veiculação do instrumento associado é quase que exclusivamente à cultura caipira.

Como instrumentista, compositor e arranjador, Sodré constrói uma trajetória ímpar. Apresentam diálogos entre diferentes gêneros: do choro ao jazz, do baião ao flamenco; todos unificados por seu estilo e toque personalíssimos, desenvolvidos a partir de estudos e adaptações técnicas para a execução da viola brasileira num ofício de versatilidade. Influenciado por Tom Jobim, Raphael Rabelo e Milton Nascimento, e por artistas internacionais como Pat Metheny e Paco Del Lucia, Sodré alcança em seu trabalho uma roupagem nada habitual. A pluralidade de suas referências faz dele um compositor surpreendente, capaz de nos fazer passear por diversos universos em apenas uma faixa. Fernando imprime seu olhar próprio a cada nota, mas sem excluir a liberdade de improvisação dos grandes músicos que emprestam talento aos seus projetos.

Curta o vídeo e visite http://fernandosodre.com/br/home