1319 – Morre Léo Canhoto (SP), considerado revolucionário e pioneiro do estilo sertanejo moderno

#MusicaSertaneja #LeoCanhoto&Robertinho #CulturaPopular #FaroesteMacarrônico

#FiqueEmCasa #UseMáscara #EviteAglomerações

#Pluralidade #Diversidade #Respeito #Tolerância #Liberdade  #BLM #Democracia

#AmorAosAnimais

#ImprensaLivre #JornalistasAntifascistas

#ForaBolsonaro

Cantor e compositor paulista fez sucesso ao lado de Robertinho, uma das mais marcantes duplas da música brasileira, e autor de sucessos como Meu Velho Pai e A Gaivota

A cultura sertaneja está de luto pela passagem ao Plano Maior do cantor e compositor Leonildo Sachi, o Léo Canhoto, que desencarnou no sábado, 25 de julho, aos 84 anos, na cidade de São Paulo. O parceiro da famosa dupla com Robertinho (José Simão Alves, Água Limpa, SP, 1944) estava internado há três semanas com pneumonia e não resistiu após sofrer três paradas cardíacas, de acordo com informações de Dino Santos, com quem Léo Canhoto estava tocando há dois anos. Nascido em Anhumas, no interior de São Paulo, Léo Canhoto cresceu no Paraná e porque costumava inverter as cordas do violão para tocar com a mão esquerda ganhou o nome artístico .

Léo Canhoto iniciou a longa e produtiva carreira sob as lonas de circos, antes de ganhar fama. Fez parte de diversos grupos e duos até que, na década dos anos 1960, passou a ser destaque como compositor, além de empresário e produtor sertanejo. Em entrevista a Inezita Barroso, durante a apresentação em 2012 de uma edição do programa Viola, Minha Viola na TV Cultura, contou à Rainha que Zico e Zeca abriram para ele as portas do sucesso ao gravarem sua primeira composição, Engano do Carteiro. Zico e Zeca, Zilo e Zalo Pedro Bento e Zé da Estrada, Tião Carreiro e duplas mais recentes como Edson e Hudson estão entre os vários expoentes que interpretaram composições de Léo Canhoto. “Somente o Zilo e o Zalo cantaram nais de 70 músicas minhas”, disse a Inezita.

Continue Lendo “1319 – Morre Léo Canhoto (SP), considerado revolucionário e pioneiro do estilo sertanejo moderno”

1318 – Sérgio Ricardo, músico de “Terra em Transe” e da crítica social, morre na cidade do Rio de Janeiro

#CinemaNovo #BossaNova #CulturaPopular

#Resistência #CríticaSocial #Tolerância #Pluralidade #Respeito #Diversidade #BLM #Democracia

#FiqueEmCasa #MáscaraSalva

#ForaBolsonaro

Cantor, compositor, cineasta, paulista de Marília foi figura de proa de duas das mais históricas manifestações da cultura popular (Cinema Novo e Bossa Nova), marcou a era dos festivais e sai de cena prestes a completar noventa anos como um ícone de resistência e crítica social

O cantor , compositor Sérgio Ricardo morreu, na manhã d ontem, quinta-feira, 23 de julho, aos 88 anos, no Hospital Samaritano, na zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela filha do músico, Adriana Lutfi, que não soube informar a causa da morte, mas há informações de que Ricardo quebrara o fêmur, contraíra Covid-19 e acabou desencarnando por insuficiência cardíaca. Era paulista, de Marília, e em sua certidão de nascimento o nome que consta é João Lutfi; Sergio Ricardo passou a ser o nome artístico após sua contratação pela extinta TV Tupi. Cineasta e também ator, entre outras atividades no universo artístico que incluía pintura, em 2018 concluiu seu último filme, Bandeira de Retalhos, disponível para assistir e baixar em vários portais virtuais (clique aqui e assista ).

 Sérgio Ricardo despontou no período da Bossa Nova, mas prosseguiu compondo, gravando discos e fazendo trilhas para a telona — com destaque para as obras ícones do Cinema Novo, Deus e o diabo na terra do sol e Terra em transe, ambos de Glauber Rocha. A lista de suas canções, pautadas pela crítica social e de resistência aos governos de exceção dos anos de chumbo, tem várias marcantes como Calabouço (homenagem ao estudante Edson Luís de Lima Souto, assassinado por agentes do ditadura militar em 1968, no restaurante carioca Calabouço), Zelão, Pernas, Ponto de partida e Beto bom de bola – esta pivô do episódio em que ele quebrou seu violão durante eliminatória do 3º Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record de São Paulo, em 1967, e jogou o instrumento na plateia ao reagir às vaias . A cena aparece no documentário Uma noite em 67 (2010), de Ricardo Calil e Renato Terra.

Continue Lendo “1318 – Sérgio Ricardo, músico de “Terra em Transe” e da crítica social, morre na cidade do Rio de Janeiro”

1312 – Bacurau abriga o desbunde tropicalista, o lirismo de Chico e o engajamento de Vandré

#FiqueEmCasa #MáscaraSalva #IsolamentoSocial

#Liberdade #Respeito #Tolerância #Diversidade #Pluralismo #Democracia #ImprensaLivre #JornalistasAntifascistas

#CinemaNacional #MPB #Bacurau #RevistaForum

#ForaBolsonaro

Os seguidores dos tropicalistas achavam os de Vandré caretas e os dois consideravam Chico excessivamente lírico e passadista

Por Julinho Bittencourt

Julinho Bittencourt, músico, jornalista e editor do caderno de Cultura da Revista Fórum, escreveu na segunda-feira, 22, o artigo de opinião que vocês, amigo e seguidor, poderão ler abaixo, na íntegra, sobre um dos mais aclamados filmes nacionais de todos os tempos, lançado e exibido no circuito comercial de cinemas há menos de um ano, após entrar em cartaz no dia 23 de agosto de 2019.

Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, foi indicado ao Oscar 2020 e desde a sua estreia mundial no 72º Festival de Cannes choveram convites para ser atração em mais de 100 outros festivais e mostras mundo afora. Por onde passou, Bacurau arrebatou público e crítica, faturando o Prêmio do Júri do evento francês e vencendo como melhor filme no Festival de Cinema de Munique, entre outras láureas. Em seu texto, cujo linque poderá ser acessado clicando aqui, Julinho aponta possíveis relações entre a trama e os estilos e canções das obras de três dos nossos mais consagrados cantores e compositores: Caetano Veloso, Geraldo Vandré e Chico Buarque.

Em contrapartida à autorização de Julinho Bittencourt e da Revista Fórum para compartilharmos o artigo, pelo que agradecemos, reforçamos aqui a campanha on-line dos produtores da revista para mantê-la ativa e cumprindo seu ofício de bem informar sobre assuntos diversos, com independência, qualidade e seriedade. Saiba como fazer doações ou se tornar um sócio Fórum ou assine um dos planos de apoio disponíveis em https://revistaforum.com.br/socio-forum/financiamento-coletivo-e-recorrente/

Boa leitura a todos!

Continue Lendo “1312 – Bacurau abriga o desbunde tropicalista, o lirismo de Chico e o engajamento de Vandré”

1241 – Do eclético planeta Brasília (DF), Guardavento traz para a cena nacional”Apesar de tudo”, primeiro disco da banda

Álbum de dez faixas tem produção independente e aborda temas como angústia, solidão e melancolia em forma de confissões pessoais, imersas numa sonoridade brasileiro-urbana e contemporânea

O disco Apesar de Tudo, recentemente lançado pela banda Guardavento, abriu neste dia 5 de outubro as audições matinais aqui no boteco do Barulho d’água Música, situado em São Roque, cidade a 60 quilômetros da Capital paulista.

Constituída por Naiça Mel (vocal), Lídia Moreira (teclados), Anderson Freitas (guitarra/teclados), Humberto Florim (baixo) e Yan Britto (bateria), a Guardavento é de Brasília (DF), planeta sempre fértil para novas experiências e afirmação de grupos musicais, do Aborto Elétrico (um dos fundadores da Turma da Colina¹), formação da qual despontou o irrequieto e saudoso Renato Russo pré Legião Urbana, à Plebe Rude, passando pelo Capital Inicial e Os Raimundos e chegando a O Tarot (a “banda-caravana”, que mistura música cigana, misticismo e ritmos brasileiros), entre outras revelações que conseguiram se (nos) salvar detonando ou se colocando acima e apesar das mazelas institucionais próprias da capital federal — notadamente nestes tempos de retrocessos, queimadas e fakes que atingem a todos os tupiniquins -, promovendo ritmos e sonoridades que vão do punk ao rock e ao blues (como mandam bem a Brazilian Blues Band e a Procurados Blues Band!), ao reggae, especialidade da Natiruts, ao rap nervoso da Tribos da Periferia, da Viela 17 e da Câmbio Negro, e ao indie rock, pós-punk, garage rock, ska e música típica brasileira da Móveis Coloniais de Acaju.

O bom desta mescla é que não só a já sexagenária senhora consegue envelhecer mais leve e eclética, como acabam representados à altura integrantes de todas as tribos e trips, seja o Jeremias ou a filha nerd do recém-chegado senador do PSL (que incorporou cafonamente a patente militar ao nome de guerra) e que, apesar de nem ser candanga da gema, já não mais cai de paraquedas no Planalto Central e flana como se estivesse em casa pelos pubs, festivais e raves que se espalham como satélites à sombra da Praça dos Três Poderes e da Esplanada, espaços alternativos de contestação onde a vida rola sem chapa branca, livre, bela e solta, entre fumaças, risos, drinques e camaradagem pura, sem as sacanagens e conchavos dos palácios.

Apesar de tudo, gravado e produzido por André Zinelli e Diego Poloni, mixado e masterizado por Poloni, tenta dar um novo tempero ao guisado que já cozinha neste caldeirão brasileiríssimo de independência e resistência, trazendo pitadas da MPB, da world music e do pop internacional ao projeto derivado da parceria Florim e Freitas, A dupla, partir de 2017, compôs as músicas e encontraram Naiça para dar voz às suas inquietações e recados. Produtores experientes inclinados a experimentar e trazer novos “pratos” à mesa, Zinelli e Poloni colocaram suas colheres nesta sopa e Britto e Lídia, de aventais cingidos à cintura, também adicionaram irresistíveis ingredientes para deixar a receita dando água na boca.

Desta maneira, conta-nos Florim, é que as composições foram sendo “desconstruídas” no estúdio, “pensadas de dentro para fora, buscando consolidar uma identidade nova para o som” e apurar o conceito desejado para o álbum, sutil iguaria cujo sabor trata da influência do tempo sobre a percepção das emoções e o valor da memória. Temas como angústia, solidão, melancolia e devaneios borbulham em forma de confissões pessoais, imersas numa sonoridade brasileiro-urbana e contemporânea.

A banda Natiruts representa a capital federal entre as tribos do reggae (Foto: Lara Valença)

O disco da Guardavento tem dez faixas (clique aqui e o ouça ). O exemplar de Apesar de tudo que aqui ouvimos nos foi gentilmente enviado por Florim, a quem agradecemos em nome do grupo, e chama a atenção, ainda, pela apresentação quase minimalista do encarte em cuja capa há um único item: um aparentemente indecifrável bloco de alvenaria. A figura, contudo, permite pelo menos duas interpretações dentro da proposta da rapaziada: tanto poderia representar o que sobra depois de um processo de desconstrução como o que Florim mencionou, quanto o mínimo necessário para empreender o primeiro passo rumo ao objetivo inverso– juntando peça por peça da pilha até que num desenho mágico um todo se consolide e dê consistência à identidade com a qual o quinteto planeja fazer a cabeça de amigos e de fãs, dando seu recado ao universo, sem ser apenas mais um tijolo no muro.


¹A ditadura ainda era o regime brasileiro quando surgiu a  Turma da Colina , que reunia jovens filhos de diplomatas e de professores, entre o final da década de 1970 e o começo da década dos anos 1980, na Colina, um conjunto de prédios habitacionais na Universidade Nacional de Brasília (UnB), no Distrito Federal. A galera que não ficava atrás da mesa com o cú-na-mão curtia punk e rock e era constituída por futuros expoentes do rock brasileiro; nela despontavam Renato RussoFê Lemos e Flávio LemosAndré Pretorius, e Philippe Seabra entre outros. Desses encontros surgiram a Plebe Rude, a Aborto Elétrico, que se desmembrou gerando a Legião Urbana, e a Capital Inicial.

Nesse contexto, ainda, o punk foi, literalmente, um dos combustíveis daqueles jovens. Por volta de 1978, Pretorius, filho do embaixador da África do Sul, que trazia consigo uma vasta bagagem cultural e política, entrou para a patota, trazendo de uma de suas viagens à Europa vários vinis de punk rock . Como naquela época o material era muito difícil de ser achado, virou logo referência da turma que tinha como guru Renato Russo. Pretorius foi um dos primeiros parceiros musicais de Russo. Em 1978 ele, Renato, Fê e Flavio Lemos criaram a Aborto Elétrico, banda que revolucionou o rock brasileiro.

Os fãs de Legião Urbana, Plebe Rude e Capital podem saber mais sobre a Turma da Colina se descolarem o documentário de 2011 Rock Brasília, dirigido por Vladimir Carvalho, premiado como melhor documentário no Festival de Paulínia (SP) daquele ano.

Leia mais sobre as bandas de rock em Brasília e ouça uma playlist irada clicando nos linques abaixo:

https://www.metropoles.com/entretenimento/musica/rock-e-brasilia-e-uma-parceria-que-durara-para-sempre


CAMPANHA VIRTUAL

Você sabia que o Barulho d’água Música está promovendo campanha colaborativa para arrecadar fundos visando à compra de um pacote de armazenamento de imagens, áudios e vídeos, que permitirá um número ilimitado de postagens, sem corrermos riscos de perdemos as imagens das postagens mais antigas do blogue?

Temos mais de 1200 publicações ao longo de cinco anos;neste tempo contamos com um pacote limitado (gratuito) de 3GB que já está se esgotando e poderá ficar inacessível a qualquer momento, além de inviabilizar novas atualizações e o bloqueio do domínio.

O blogue Barulho d’Água Música é produzido sem nenhum financiamento oficial, de forma espontânea e gratuita, e é um importante meio de divulgação de músicos, compositores e produtores independentes que não encontram espaço na grande mídia.

Você sabia que sua eventual colaboração para este trabalho prosseguir poderá custar apenas o equivalente ao valor de um CD?

Veja mais detalhes no linque abaixo e desde já obrigado!

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/blogue-barulho-d-agua?utm_campaign=facebook&fbclid=IwAR2iEa-tlcEpgdv-hHbMWWRvdFMErC3YMIK4HSAdoq1G9-R-V1-6PNV9Gys

 

#ninguémsolteamãodeninguém
#diversidade
#tolerância
#pluralidade
#respeito
#resistência
#amor
#liberdade
#democracia
#PAZ

 

1160 – “Álibi”, de Maria Bethânia, é o tema de fevereiro da série “Clássico do Mês”

Lançado em 1978, o disco é o primeiro de uma cantora brasileira a ultrapassar a marca de 1 milhão de cópias vendidas, embora não seja o recordista de vendas da chamada “Abelha Rainha” detentora de cinco Discos de Ouro

O álbum Álibi, lançado em 1978 pela cantora baiana Maria Bethânia, com título inspirado em canção homônima do alagoano Djavan, é o escolhido da redação para ser destacado em fevereiro pela série Clássico do Mês, na qual o Barulho d’água Música traz informações sobre um disco que marcou época na canção brasileira. Apenas pelo belo repertório de 11 faixas que trouxe e que há mais de 40 anos muita gente ainda canta, este oitavo disco de Bethânia já seria motivo mais que suficiente para figurar nesta atualização especial, mas e talvez justamente pela seleção de canções que ela interpreta — de expoentes como Djavan,  Gonzaguinha, Chico Buarque e Gilberto Gil, Rosinha de ValençaPaulo Vanzolini, o mano Caetano Veloso, Dona Ivone Lara, entre outros — é preciso acrescentar que Álibi tornou-se ícone por ser o pioneiro de uma cantora brasileira a bater a marca de 1 milhão de cópias vendidas. Além do time de compositores, Bethânia ainda contou com as participações de Gal Costa (Sonho Meu, Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho) e Alcione (O meu amor, Chico Buarque).

Continue Lendo “1160 – “Álibi”, de Maria Bethânia, é o tema de fevereiro da série “Clássico do Mês””

1115 – Como não concordar com o marido de Ângela Maria? “O céu hoje está maravilhoso!”

Cantora que marcou a era de ouro do rádio brasileiro, meio no qual foi  Princesa, depois eleita Rainha, e deixou obra com mais de 170 álbuns vai ser tema de minissérie da Globo, possivelmente interpretada por Cláudia Abreu

Uma das vozes e rosto mais marcantes da música brasileira, presentes na memória afetiva de várias gerações e que encantou de tal maneira um dos ex-presidentes do país — a ponto de ganhar dele apelido que faz referência a uma fruta extremamente benéfica à saúde e ao bem estarAngela Maria morreu há dois dias, na noite de sábado, quando a primavera completava uma semana, 29 de setembro.

Angela Maria, ou Sapoti, como  a chamou certa vez Getúlio Vargas, ou a Rainha do Rádio, como durante décadas seus fãs a trataram, era Abelim Maria da Cunha, nascida em Macaé, no Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1929. Estava com 89 anos quando expirou vítima de uma infecção generalizada, em um hospital da cidade de São Paulo, após internação de 34 dias. “É com meu coração partido que eu comunico a vocês que  a nossa Angela Maria, partiu, foi morar com Jesus”, disse emocionado o empresário Daniel D’Angelo, marido da cantora. “O céu hoje está maravilhoso!” 

Continue Lendo “1115 – Como não concordar com o marido de Ângela Maria? “O céu hoje está maravilhoso!””

1113 – Adeus a Luhli, compositora que ao lado de Lucina está na história da cultura brasileira por romper padrões

“Sendo a soma de tudo me aceito humana e divina e numa espécie de mágica a música nunca termina” Luhli

 

Ainda mal digerindo a perda neste mundo terreno do “capitão” Antonio Roberto Espinosa, que ocorreu na terça-feira, 25/9, em Osasco — emblemática cidade da Grande São Paulo onde eu o conheci, pelas mãos dele ingressei no Jornalismo e me tornei o profissional que conforme dizem hoje eu seria –, recebi na noite de quarta-feira, 26, e novamente pela voz de minha companheira Andreia Regina Beillo, a notícia de que cantoras e amigas queridas como Consuelo de Paula e Socorro Lira estavam lamentando a morte de Luhli. Um pouco perturbado pela morte do Espina, puxei pela memória, mas não consegui, no ato da conversa com Andreia, recordar quem fora Luhli; momentos depois, entretanto, outro golpe: constatei que perdíamos nada mais, nada menos, que uma das mais inovadoras, revolucionárias e férteis cantoras e compositoras de todos os tempos da música brasileira, que em minha juventude amei tanto quanto os Beatles, os Rolling Stones, o Pink Floyd, o Iron Maiden, a moçada da Vanguarda Paulista, o 14 Bis, o Chico, o Fagner, o Milton, o Belchior, o Ednardo, a Elis, a Rita Lee, a Lucia Turnbull, a Dulce Quental, o Tarancón, as duplas Tião Carreiro e Pardinho e Tonico e Tinoco; artista que cantando em dupla com Lucina, àquela época ainda Luli, embalou meus anos de utopia durante os quais sonhávamos com o país que o Espinosa defendeu quase que com a vida (aos 20 e poucos anos!) e nos impelia a construir (“ousar sonhar, ousar lutar!”).

Continue Lendo “1113 – Adeus a Luhli, compositora que ao lado de Lucina está na história da cultura brasileira por romper padrões”

1017 – Débora Leite reverencia Clara Nunes no Centro Cultural Cine São José, em São Roque (SP)*

* Com matéria publicada na revista Retrospectiva 2017 do jornal O Democrata

Clara Nunes, uma das mais consagradas cantoras e intérpretes da música brasileira de todos os tempos, será homenageada pela cantora Débora Leite  na noite de 27 de janeiro, a partir das 20h30, no palco do Centro Cultural Cine São José, situado em São Roque, aprazível cidade do Interior paulista a menos de 60 quilômetros da Capital. Clara Guerreira, que partiu bem antes do combinado, com 41 anos incompletos e no auge do sucesso, deixou para o público que a estimava uma obra composta por ritmos como afoxés e sambas, com fartas referências aos orixás e aos elementos da natureza, além de tributos à Portela, de compositores do naipe de Paulo César Pinheiro, João Bosco, Aldir Blanc e Chico Buarque, entre outros “bambas”. Deste cativante repertório, Débora escolheu canções como Conto de Areia e Canto das Três Raças, que apresentará acompanhada por Rodrigo Ferreira, ao violão, e o percussionista Manu Neto.

Continue Lendo “1017 – Débora Leite reverencia Clara Nunes no Centro Cultural Cine São José, em São Roque (SP)*”

1016 – Ajude com o seu voto o Barulho d’água a avançar à segunda etapa de votação do Prêmio Profissionais da Música, em Brasília (DF)

A organização do  Prêmio Profissionais da Música (PPM) abriu no sábado, 20 de janeiro, o processo de votação para indicar quem avançará às etapas seguintes entre os 921 inscritos aptos a concorrer na primeira fase de votação da quarta edição em 54 categorias das modalidades Criação, Produção e Convergência. Pela primeira vez, em quase quatro anos de atividades, o Barulho d’água Música está no páreo como candidato em Convergência/Canais de Divulgação. Caso chegue à final, visitará Brasília (DF) em abril de 2018, cidade na qual os vencedores deste ano serão anunciados. De formato inédito e concebido pelo músico e produtor brasiliense Gustavo Ribeiro de Vasconcellos, o PPM foi idealizado para expor e reconhecer a contribuição de diversos profissionais envolvidos em criação, produção e circulação de obras e produções musicais e audiovisuais. A proposta é colaborar para o desenvolvimento de oportunidades e novos negócios do setor da música, a partir da convergência com outros segmentos. “Assim podemos expandir fronteiras ao promover intercâmbios e disseminar legados ao compartilhar experiências e emoções”, observou Gustavo.

Continue Lendo “1016 – Ajude com o seu voto o Barulho d’água a avançar à segunda etapa de votação do Prêmio Profissionais da Música, em Brasília (DF)”

1013 – Composições instrumentais de Mark Knopfler embalam Altamira, longa do autor de Chariots of Fire*

O Barulho d’água Música abre os trabalhos de 2018 dedicando a primeira atualização do ano (e abrindo uma rara exceção) ao mais recente álbum da discografia de um ícone da guitarra internacional, autor de belas trilhas sonoras para cinema, cantor e compositor líder de uma das bandas mais cultuadas do rock entre 1977 e 1994. O escocês de Glasgow Mark Freuder Knopfler se destacou à frente do grupo ao longo dos 17 anos nos quais o Dire Straits pegou estradas, e, em 1996, inaugurando sua história solo, lançou Golden Heart. Mas ainda no auge do Dire Straits, em 1983, já estreara como compositor de trilhas assinando as canções instrumentais de Local Hero, 35 mm do britânico Bill Forsyth, produzido por David Puttnam. De lá para cá, alternando concertos e turnês mundo afora (que invariavelmente lotam salas de espetáculos, incluindo a majestosa Royal Albert Hall, de Londres) com a gravação de novos discos autorais ou em duplas (com Chat Atkins, por exemplo, Neck and Neck, ou com Emylou Harris, All the Roadrunning, ambos indicados e premiados pelo Grammy) sir Mark Knopfler também não deixou de atender às convocações de diretores dedicados à sétima arte.

Continue Lendo “1013 – Composições instrumentais de Mark Knopfler embalam Altamira, longa do autor de Chariots of Fire*”