1536 – Rainer M.B (SP/PI) lança quinto álbum da série ÁSPERO, projeto de narrativas instrumentais de resgate da afinação realejo

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Neste trabalho totalmente analógico, o violeiro paulista radicado no semiárido do Piauí, pesquisador e professor da Universidade do Vale do São Francisco, volta a recorrer à fita cassete para oferecer nova jornada instrumental de música modal e microtonal que dialoga com bois, toadas e a arte persa indiana

“Tons de azul-turquesa, preto e cinza e a (…) chegada de chuvas fora de época na caatinga trazendo enormes criaturas nos céus de um povoado.

É com esta atmosfera que o ÁSPERO, projeto de narrativas instrumentais radicado no semiárido piauiense de autoria de Rainer Miranda Brito (Rainer M.B.), traz seu quinto álbum, o segundo em forma de fita, Rumores na terra sobre as feras da chuva. Diferentemente do álbum/fita anterior, A comitiva de notícias e outras estórias (2021), no qual a fita cassete esteve presente especialmente no processo de finalização do álbum, Rumores na terra (…) foi planejado e executado integralmente em fita cassete. Trata-se de um álbum profundamente analógico, feito à mão – desenhado, escrito, tocado, narrado.

O álbum, pensado como uma narrativa completa, é uma jornada instrumental de música modal e microtonal – usando intervalos de microtons – com a viola de dez cordas. As melodias que povoam a narrativa do álbum oscilam entre inspirações pela música de arte persa iraniana (Dastgah, Tasnifs), bois e toadas nordestinas brasileiras. Os desenhos que retratam a narrativa se misturam às escrituras das paisagens e pensamentos de personagens; tudo isso rabiscado em uma brochura (livreto) que acompanha a jornada musical.

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1499- Voz do Milênio, Elza Soares (RJ) deixa o Planeta Fome e sobe ao Plano Maior, aos 91 anos

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A carioca Elza Soares, uma das mais fulgurantes estrelas da cultura popular brasileira, morreu na tarde de quinta-feira, 20 de janeiro, em sua casa na cidade do Rio de Janeiro. Aos 91 anos, a passagem de Elza ao Plano Maior ocorreu por volta das 16 horas, e, segundo sua assessoria, a cantora e compositora expirou por causas naturais. É uma notícia nada agradável a se dar no começo de um ano em que a pandemia de Covid-19 voltou a assustar e durante o qual será fundamental reunirmos e termos forças para tentarmos devolver ao país a dignidade e a esperança, que, entre outras graves perdas e retrocessos, ficaram a um fio de irem para o ralo em meio ao processo bolsogenocida de desmonte e negação de projetos e políticas sócias e públicas nas mais diversas áreas. Mas, ao menos, pelo que se depreende da nota que trouxe a notícia, Elza se foi em paz e aparentemente sem sofrimento, o mínimo que alguém de sua envergadura e que tantas dores e barras suportou merecia. Agora, que sejam prestadas as justas e devidas homenagens, dispensadas as palavras frias que, por ventura, venham do Planalto Central!

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1497- Rafa Castro (MG) apresenta Teletransportar, seu mais recente álbum, na unidade Belenzinho do Sesc paulistano

Rafa Castro, cantor, compositor e pianista brasileiro nascido em São João Nepomuceno (MG), atualmente residente na cidade de São Paulo (SP), protagonizará a partir das 18 horas do domingo, 16 de janeiro, o primeiro concerto presencial de apresentação do álbum Teletransportar, lançado em abril de 2020 e disponível nas plataformas digitais. Castro ocupará o palco da unidade Belenzinho do Sesc paulistano acompanhado de todos os músicos que participaram da gravação do disco de 11 faixas que promovem em suas letras questionamentos sobre política, meio ambiente, o poder da natureza e sua busca espiritual.

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1492 – Composição Ferroviária homenageia Mercedes Sosa em retorno do público à estação de Poços de Caldas*

#MPB #MúsicaSulMineira #MinasGerais #PoçosDeCaldas #CidadeDasRosas #CulturaPopular #ComposiçãoFerroviária #MercedesSosa

*Com João Marcos Veiga

Projeto cultural retoma ocupação criativa de plataformas ferroviárias no Interior de Minas Gerais com Soy Sosa, protagonizado por Lívia Itaborahy, e abertura de Isabela Morais

O projeto Composição Ferroviária retomará as aguardadas e sempre celebradas apresentações presenciais em Poços de Caldas, cidade do Sul de Minas Gerais, nesta quarta-feira, 22 de dezembro. A apenas três dias de mais um Natal — momento de festa e congraçamento, sem dúvida, mas ideal para refletir e agradecer, em uma data especial que significa tanto a chegada de uma vida nova, quanto a gratidão por estarmos vivos neste momento ainda perturbador –, a atração será a cantora Lívia Itaborahy, fluminense, de Volta Redonda (RJ), mas radicada em Minas Gerais desde os 8 anos. Precedida a partir das 19 horas por Isabela Morais, de Três Pontas (MG), Lívia Itaborahy cantará em homenagem à argentina Mercedes Sosa, oferecendo à plateia o espetáculo Soy Sosa, na Estação Mogyana da antiga Ferrovia Paulista S.A. (Fepasa).

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1490 -Mununu (MG) enaltece a musicalidade afro-diaspórica presente na música brasileira em show aberto ao público* 

Apresentação gratuita está marcada para esta sexta-feira, 17, em Poços de Caldas 

*Com Chiara Carvalho, da Carvalho Agência Cultural

O músico mineiro Mununu apresentará África que habita em mim é a mesma de onde você veio!, nesta sexta-feira, 17, a partir das 20 horas, no Teatro Nicionelly Carvalho da Companhia Bella de Artes, em Poços de Caldas, cidade do Sul de Minas Gerais. O objetivo é propagar a magia da sonoridade da cultura afro-brasileira, resgatando e enaltecendo a força, cultura e musicalidade da África. Mununu estará acompanhado por Eduardo Sueitt (bateria), Jorge Viviani (violão), Ivan Trevisan (contrabaixo) e Lukas Malaquias (percuteria) neste trabalho autoral que traz também composições de Paulo Cesar Pinheiro, Sergio Santos, Mario Gil, entre outros, em um repertório especialmente selecionado. 

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1485 – Tuia (SP) protagoniza primeiro show de Versões de Vitrola acompanhado da banda, Zé Geraldo, Guarabyra, Kiko Zambianchi e Ricardo Vignini

#MPB #RockRural #ClubedaEsquina #CulturaPopular

Após o longo período de pandemia de Covid-19, o álbum Versões de Vitrola Volume 1, do músico, cantor e compositor Tuia, lançado pela produtora e gravadora Kuarup em 2019, ganhará o primeiro show de lançamento, na cidade de São Paulo. Acompanhado pelos músicos Matheus Reis (violão e voz), Bill Gaspar (baixo) e Ban Alves (teclados e voz), Tuia comandará uma amostra respeitável da música brasileira, desde as mais regionais até as mais populares no repertório que escolheu para o espetáculo Flor, que transcorrerá na casa Bourbon Street, a partir das 20h30 da quinta-feira, 9 de dezembro.

Tuia mesclará canções autorais e inéditas a versões ousadas de Espanhola (Sá, Guarabyra e Flávio Venturini); Chalana (Mario Zan, cuja versão na interpretação de Almir Sater é uma das mais consagradas); Senhorita (Zé Geraldo); Linda Juventude (14 Bis); e Começo Meio e Fim (Tavito), considerada um “estouro” na versão do grupo Roupa Nova. O pop de Kiko Zambianchi também embalará uma versão de Tudo é Possível, com direito à participação do autor. A apresentação promete o frescor de músicas próprias como Flores da Manhã, gravada com Guarabyra e Zeca Baleiro, além de Flor, que no álbum tem participação de Elba Ramalho e é uma das campeãs em pedidos em rádios do Brasil, ocupando o 5º lugar de execução na pesquisa da empresa Crowley.

O Bourbon Street fica na Rua dos Chanés, 127, em Moema, bairro da zona Sul de São Paulo. O ingresso custará R$65,00

Graziela Medori e Alexandre Vianna apresentam Nossas Esquinas

Graziela Medori e Alexandre Vianna (Foto: Luan Cardoso)

Também na Capital paulista, Graziela Medori e Alexandre Vianna protagonizarão sessão única na sexta, 10, a partir das 20 horas, para celebrarem o lançamento do disco que antecipará os 50 anos de existência do início da projeção do Clube da Esquina, cujos álbuns gravados por Milton Nascimento e Lô Borges na proa da famosa turma, em 1972 e em 1978, introduziram várias inovações e revolucionaram a música popular brasileira.

O trabalho de Graziela e Alexandre, reunido em Nossas Esquinas, saiu em 2020 pela produtora e gravadora Kuarup e agora será atração da Sala Guiomar Novaes do Teatro da Funarte. Trata-se do terceiro trabalho da carreira de ambos e reverencia duas das obras mais importantes do cancioneiro nacional e universal. Fora as três extras que eles destacaram para compor o repertório do show em Sampa, as 12 faixas originais (que incluem cinco mais conhecidas pelo público somadas às sete menos badalas) criaram um disco praticamente inédito para quem ainda não conhece a fundo a ousadia dos mineiros que ganharam o mundo a partir da confluência das ruas Paraisópolis e Divinópolis, situadas no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte (MG).

Disponível em todas as plataformas digitais, o álbum Nossas Esquinas está sendo executado com frequência em rádios de cidades do Brasil como Belo Horizonte, Porto Alegre e Santa Maria (RS), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Brasília (DF), entre outras. Para ouvi-lo ao vivo na Funarte, que oferece 144 assentos à plateia, o endereço é Alameda Nothmann, 1.058, Santa Cecília, bairro da região central de São Paulo servido pela linha 3 Vermelha do Metro. O ingresso será vendido somente a dinheiro a partir de sessenta minutos antes do início do espetáculo por R$ 10,00 (meia) e R$20 (inteira)

Sobre a Kuarup

Especializada em música brasileira de alta qualidade, o seu acervo concentra a maior coleção de Villa-Lobos em catálogo no país, além dos principais e mais importantes trabalhos de choro, música nordestina, caipira e sertaneja, MPB, samba e música instrumental em geral, com artistas como Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Paulo Moura, Raphael Rabello, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Pena Branca & Xavantinho e Arthur Moreira Lima, entre outros.

Kuarup Música, Rádio, Imprensa e TV

www.kuarup.com.br

Telefones: (11) 2389-8920 e (11) 99136-0577

Rodolfo Zanke rodolfo@kuarup.com.br

1468 -Cantora e compositora Denise Emmer (RJ) comemora 40 anos de carreira com álbum inédito*

#MPB #MúsicaIbérica #MúsicaRenascentista #MúsicaCelta #Literatura #RevistaFórum

Cantiga do verso avesso, engavetado desde 1992, com participações de Alain Pierre e Jaques Morelenbaum, agora está nas plataformas digitais ao lado de outros quatro trabalhos anteriores da filha de Janete Clair e Dias Gomes. Ela lançou, também, em vídeo, o single Setembro Antigo

*Com Julinho Bittencourt, da Revista Fórum (1 out 2021 – 12:57), em https://revistaforum.com.br/cultura/cantora-denise-emmer-comemora-40-anos-de-carreira-com-album-inedito/

Há um pouco mais de quatro décadas a poetisa, compositora, cantora e instrumentista carioca Denise Emmer conquistou o Brasil com Alouette, canção tema da novela Pai Herói (1979), da Rede Globo. Tocada em emissoras de rádio de todo o país e lançada no ano seguinte em compacto simples, a canção romântica, em francês, alcançou 300 mil cópias vendidas e rendeu à autora um Disco de Ouro e participações em programas de televisão como o Fantástico, também da Rede Globo.

Física de formação superior, nascida em uma família de artistas — seus pais são os escritores novelistas Janete Clair e Dias Gomes, seus irmãos os músicos Alfredo e Guilherme Dias Gomes –, Denise Emmer Dias Gomes Gerhardt já despontava precocemente, na adolescência, também na literatura com seu primeiro livro Geração estrela (Paz e Terra, 1976), com prefácio de Moacyr Félix e preparando seu sucessor, Flor do milênio (Civilização Brasileira, 1981), com texto de orelha assinado também pelo saudoso poeta.

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1461 -Ricardo Vignini (SP) dá mais um chega prá lá! na pandemia e lança álbum com modas de viola próprias e inspiradas em mestres como Índio Cachoeira e Tião Carreiro

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Operário das dez cordas”, que durante o isolamento imposto pela trágica doença já gravara três discos, agora brinda amigos e fãs com Raiz, novo projeto já disponível nas plataformas digitais e em versão física

Raiz, novo álbum do compositor e violeiro paulistano Ricardo Vignini, chegou hoje, 29 de outubro, às plataformas digitais. Dedicado a ritmos tradicionais caipiras como cururus, cateretês, chamamés e pagodes de viola, o disco traz 13 faixas instrumentais e também está disponível em versão física, além de livro com transcrições das partituras e tablaturas escrito pelo violeiro Domingos Salvi, ambos distribuídos pelo selo Folguedo, de Vignini, junto com a Tratore, e que podem ser adquiridos em www.ricardovignini.com.br. Participam do disco Antônio Porto (baixo e violões), Rafael Schmidt e Ney Couteiro (violão), e Fábio Tagliaferri (viola de arco). A inspiração para produzi-lo veio de composições de viola caipira do saudoso Índio Cachoeira — amigo e parceiro de estrada e de gravações e para o qual Vignini produziu vários discos – dos álbuns do Gedeão da Viola, Zé do Rancho, Bambico, Helena Meireles, e sucessos instrumentais de Tião Carreiro.

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1464 -Maria Marcella/RJ celebra o amor pelas lentes de compositores consagrados e em nova parceria com Gilson Peranzzetta

#MPB #AlémDoAmor #MariaMarcella

Epê da cantora, lançado pela Kuarup, também traz mensagem de combate à intolerância religiosa e já está disponível em todas as plataformas digitais

Depois de lançar no ano passado, já em meio à pandemia de Covid-19, o álbum Dentro D’Água em parceria com o músico Dori Caymmi pela Gravadora e Produtora Kuarup, a jovem cantora carioca Maria Marcella voltou a gravar releituras de sucessos de nomes consagrados do cancioneiro nacional, reunidas no epê intitulado Mudanças do Amor, também pela Kuarup. As músicas que Marcella selecionou interpretam quatro fases do amor por meio das lentes de compositores como Cartola, Vinicius de Moraes, Ivan Lins e Vitor Martins, duas das quais em parceria com Gilson Peranzzetta: Além do Amor e Medo de Amar (Vinicius de Moraes); Nós Dois (Cartola); e Mudança dos Ventos (Lins e Martins).

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1454 – Marina Ebbecke (SP): “A viola me trouxe uma autoestima que não sentia tocando outro instrumento”

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Um grupo que tem à frente as mineiras Cláudia Morais (Ituiutaba), Letícia Leal (Belo Horizonte) e Sol Bueno (Moeda), a goiana Paula de Paula (Goiânia) e a pernambucana Laís de Assis (Recife), entre outras, criou o canal Violeiras do Brasil, iniciativa cuja meta é conectar em rede nacional o máximo possível de outras violeiras do país. Elas buscam a devida valorização do segmento feminino da viola e da mulher musicista, produtora e gestora e também agregam em suas fileiras Marina Ebbecke, paulistana atualmente morando em Jundiaí, no Interior paulista e que no final de setembro protagonizou ao lado de Fabiola Ognibeni e Vitória da Viola o concerto Viva Helena! do projeto Violas Fora da Caixa, promovido pelo Sesc Instrumental Brasil, em homenagem a Helena Meireles.

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