1468 -Cantora e compositora Denise Emmer (RJ) comemora 40 anos de carreira com álbum inédito*

#MPB #MúsicaIbérica #MúsicaRenascentista #MúsicaCelta #Literatura #RevistaFórum

Cantiga do verso avesso, engavetado desde 1992, com participações de Alain Pierre e Jaques Morelenbaum, agora está nas plataformas digitais ao lado de outros quatro trabalhos anteriores da filha de Janete Clair e Dias Gomes. Ela lançou, também, em vídeo, o single Setembro Antigo

*Com Julinho Bittencourt, da Revista Fórum (1 out 2021 – 12:57), em https://revistaforum.com.br/cultura/cantora-denise-emmer-comemora-40-anos-de-carreira-com-album-inedito/

Há um pouco mais de quatro décadas a poetisa, compositora, cantora e instrumentista carioca Denise Emmer conquistou o Brasil com Alouette, canção tema da novela Pai Herói (1979), da Rede Globo. Tocada em emissoras de rádio de todo o país e lançada no ano seguinte em compacto simples, a canção romântica, em francês, alcançou 300 mil cópias vendidas e rendeu à autora um Disco de Ouro e participações em programas de televisão como o Fantástico, também da Rede Globo.

Física de formação superior, nascida em uma família de artistas — seus pais são os escritores novelistas Janete Clair e Dias Gomes, seus irmãos os músicos Alfredo e Guilherme Dias Gomes –, Denise Emmer Dias Gomes Gerhardt já despontava precocemente, na adolescência, também na literatura com seu primeiro livro Geração estrela (Paz e Terra, 1976), com prefácio de Moacyr Félix e preparando seu sucessor, Flor do milênio (Civilização Brasileira, 1981), com texto de orelha assinado também pelo saudoso poeta.

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1461 -Ricardo Vignini (SP) dá mais um chega prá lá! na pandemia e lança álbum com modas de viola próprias e inspiradas em mestres como Índio Cachoeira e Tião Carreiro

#MPB #ViolaInstrumental #ViolaCaipira #Cururu #Cateretê #Chamamé #PagodedeViola #ZédoRancho #CulturaPopular #Bambico #ÍndioCachoeira #HelenaMeireles #TiãoCarreiro #GedeãodaViola #ZéDoRancho #Carreiro

Operário das dez cordas”, que durante o isolamento imposto pela trágica doença já gravara três discos, agora brinda amigos e fãs com Raiz, novo projeto já disponível nas plataformas digitais e em versão física

Raiz, novo álbum do compositor e violeiro paulistano Ricardo Vignini, chegou hoje, 29 de outubro, às plataformas digitais. Dedicado a ritmos tradicionais caipiras como cururus, cateretês, chamamés e pagodes de viola, o disco traz 13 faixas instrumentais e também está disponível em versão física, além de livro com transcrições das partituras e tablaturas escrito pelo violeiro Domingos Salvi, ambos distribuídos pelo selo Folguedo, de Vignini, junto com a Tratore, e que podem ser adquiridos em www.ricardovignini.com.br. Participam do disco Antônio Porto (baixo e violões), Rafael Schmidt e Ney Couteiro (violão), e Fábio Tagliaferri (viola de arco). A inspiração para produzi-lo veio de composições de viola caipira do saudoso Índio Cachoeira — amigo e parceiro de estrada e de gravações e para o qual Vignini produziu vários discos – dos álbuns do Gedeão da Viola, Zé do Rancho, Bambico, Helena Meireles, e sucessos instrumentais de Tião Carreiro.

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1464 -Maria Marcella/RJ celebra o amor pelas lentes de compositores consagrados e em nova parceria com Gilson Peranzzetta

#MPB #AlémDoAmor #MariaMarcella

Epê da cantora, lançado pela Kuarup, também traz mensagem de combate à intolerância religiosa e já está disponível em todas as plataformas digitais

Depois de lançar no ano passado, já em meio à pandemia de Covid-19, o álbum Dentro D’Água em parceria com o músico Dori Caymmi pela Gravadora e Produtora Kuarup, a jovem cantora carioca Maria Marcella voltou a gravar releituras de sucessos de nomes consagrados do cancioneiro nacional, reunidas no epê intitulado Mudanças do Amor, também pela Kuarup. As músicas que Marcella selecionou interpretam quatro fases do amor por meio das lentes de compositores como Cartola, Vinicius de Moraes, Ivan Lins e Vitor Martins, duas das quais em parceria com Gilson Peranzzetta: Além do Amor e Medo de Amar (Vinicius de Moraes); Nós Dois (Cartola); e Mudança dos Ventos (Lins e Martins).

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1454 – Marina Ebbecke (SP): “A viola me trouxe uma autoestima que não sentia tocando outro instrumento”

#MPB #VioleirasdoBrasil #ViolaInstrumental #Viola #Jundiaí #CulturaPopular

Um grupo que tem à frente as mineiras Cláudia Morais (Ituiutaba), Letícia Leal (Belo Horizonte) e Sol Bueno (Moeda), a goiana Paula de Paula (Goiânia) e a pernambucana Laís de Assis (Recife), entre outras, criou o canal Violeiras do Brasil, iniciativa cuja meta é conectar em rede nacional o máximo possível de outras violeiras do país. Elas buscam a devida valorização do segmento feminino da viola e da mulher musicista, produtora e gestora e também agregam em suas fileiras Marina Ebbecke, paulistana atualmente morando em Jundiaí, no Interior paulista e que no final de setembro protagonizou ao lado de Fabiola Ognibeni e Vitória da Viola o concerto Viva Helena! do projeto Violas Fora da Caixa, promovido pelo Sesc Instrumental Brasil, em homenagem a Helena Meireles.

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1450 – André Siqueira lança álbum com releituras da obra de Toninho Ferragutti

#MPB #ViolãoInstrumental #ViolãoClássico #ViolãoPopular #Acordeon #Sanfona #Futebol #SeleçãoBrasileira1982 #CopadoMundo1982

Gosto de brincar com uma imagem futebolística que envolve dois gênios das quatro linhas de todos os tempos, Zico e Sócrates; convoco ambos pela contemporaneidade em campo, já que brindaram os olhos dos amantes de uma boa peleja no mesmo período, sobretudo durante e apesar da fatídica Copa do Mundo da Espanha, que perdemos em 1982, mas que deixou como legado para a história e para a filosofia e conversas de boteco um time que jamais sairá dos nossos corações e mentese não apenas tupiniquins.

Imagino sempre Magrão na arquibancada do Maraca vendo Galinho levantar arquibaldos e geraldinos com sua magia e, em determinado momento, estupefato com uma jogada do número 10, ficando em pé para aplaudir o rubro-negro, soltando apenas uma frase: “Genial, Zico, você é mesmo um baita craque!” Conseguem entender a “ironia” aqui? O Doutor, ele também um jogador espetacular, dizendo que o amigo é um “baita craque!”

Pois vamos esclarecer o porquê desta introdução. Nesta semana, os Correios entregaram aqui na redação do Barulho d’água Música o mais novo álbum do violonista André Siqueira, gravado entre 10 e 13 de maio de 2021, após uma bem-sucedida vaquinha virtual, fonograma que oferece aos ouvidos de quem tem a oportunidade de ouvi-lo uma releitura de sucessos de um dos nossos maiores acordeonistas – digamos assim, um Sócrates da música. Da outra margem, André Siqueira visita Toninho Ferragutti, nome do disco, tem a participação mais do que especial do próprio homenageado em quatro das dez faixas e traz no encarte (assinado pela mineira, cantora, compositora e escritora Déa Trancoso, a partir de desenho da artista plástica Cinthia Camargo, reproduzido na capa) um texto em que Ferragutti lustra a chuteira de Siqueira – digamos assim, um Zico dos nossos palcos. Então, está realizada a imagem, em outro campo artístico, é verdade, mas incontestável, em que um gênio tira o chapéu para outro gênio… e quem sai ganhando é a torcida!

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1447 – Tramas Culturais da Casa Museu Ema Klabin aborda a obra de Heraldo do Monte (PE)*

#MPB #CulturaPopular #Jazz #Baião #Forró #LiteraturaMusical #Recife #PE #CasaMuseuEmaKlabin

*Com Cristina Aguilera, Mídia Brazil Comunicação Integrada

A Casa Museu Ema Klabin, situada em São Paulo, promoverá nesta quinta-feira, 30 de setembro, das 17h às 18h30, a série Tramas Culturais com o tema Música fora dos cânones: Heraldo do Monte. O encontro proporá refletir a trajetória e a obra do musicista pernambucano, reconhecido por sua valiosa contribuição à música instrumental e será ministrado pelos músicos e pesquisadores  Ivan Vilela e Budi Garcia, com transmissão pela plataforma Zoom. A inscrição é gratuita e está aberta em https://emaklabin.org.br/tramasculturais/musica-fora-dos-canones-heraldo-do-monte.

Natural de Recife, Heraldo do Monte é considerado um dos primeiros a introduzir a viola de dez cordas na música popular brasileira instrumental, além de desenvolver sua própria estética de improviso com a guitarra. Em sua trajetória  integrou diversos grupos, entre eles o Quarteto Novo (1966), que criou ao lado de Hermeto Pascoal, Théo de Barros (violonista) e Airto Moreira (percussionista) e mesclava jazz, baião e forró.

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1428 – Série de quatro apresentações em Belo Horizonte (MG) homenageia centenário do compositor carioca Zé Kéti

#Samba # Bossa Nova #Carnaval #MúsicaBrasileira #CulturaPopular

Renomados artistas nacionais vão se revezar no palco do CCBBB em shows presenciais que serão simultaneamente transmitidos por canal virtual nos mesmos dias do evento

O Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte (CCBBBH) apresentará entre 19 e 22 de agosto, sempre a partir das 20 horas, Zé Kéti – 100 Anos da Voz do Morro, realizado pela Duo Produções com idealização e curadoria da publicitária Stella Lima e patrocínio do Banco do Brasil . As quatro rodadas reunirão atrações de diferentes gerações, com o objetivo de enaltecer e perpetuar o legado do cantor e entre os convidados para interpretar as obras do saudoso carioca nascido José Flores de Jesus no bairro Inhaúma estão  João Cavalcanti, Zé Renato, Cristóvão Bastos, Sururu na Roda, Casuarina, Fabiana Cozza, Moacyr Luz e Nilze Carvalho. O projeto integra a programação do mês do aniversário do CCBBBH, que completará em 17 de agosto oito anos de atividade. Simultaneamente, haverá sessões com transmissões virtuais grátis, programadas para os mesmos dias e horários das sessões presenciais pelo canal do Youtube do Banco do Brasil ( www.youtube.com/bancodobrasil)

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1411 – Contribua para a gravação do novo álbum do Pequeno Sertão!

#PequenoSertão #musicacaipira #musicaautoral #violacaipira #campanhasolidaria #quemsabefazaovivo #parceria #mutirão #culturapopular

Os integrantes do grupo de música caipira Pequeno Sertão, na estrada desde 2016, vão se reunir neste domingo, 11 de julho, no Teatro Paidéia, em São Paulo, para gravação ao vivo do segundo álbum da carreira. Pequeno Sertão II (2) será sucessor do homônimo volume I, que saiu  com nove faixas em 2016. Integram o conjunto os violeiros Yuri Garfunkel e Mathias Zae, Marcelo Germani (baixo e violão), Téo Garfunkel e Doga Ratun (percussões). Devido às restrições para evitar novos contágios pelo coronavírus (Covid-19), as gravações sob responsabilidade de Nilson Costa não serão abertas ao público, mesmo seguindo no estúdio todas as recomendações sanitárias. Apenas Mário de Almeida, pilotando as gravações em vídeo, estará ao lado dos músicos e de Costa.

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A empreitada para gravar um disco tornou-se ainda mais dispendiosa neste momento de quarentena e de pandemia, por isso, o Pequeno Sertão está promovendo campanha de apoio financeiro para dar cabo ao projeto em todas as suas etapas. A sugestão para quem puder contribuir parte de R$ 100, mas  doações em valores menores serão bem-vindas; independentemente da quantia, o dinheiro deverá ser enviado para a chave PIX CPF 30390417890 e o comprovante de depósito para o número (11) 982088418, acompanhado de um endereço eletrônico para troca de mensagens (e-mail). Todos os parceiros receberão no e-mail indicado o material do Pequeno Sertão II em alta qualidade e os nomes citados nos créditos.

Leia também no Barulho d’água Música: 

1256 – HQ ‘A Viola Encarnada’ traz narrativa visual inspirada no cancioneiro caipira

Saiba mais sobre Yuri Garfunkel lendo na Revista Ritmo Melodia a entrevista abaixo a Antonio Carlos da Fonseca Barbosa:

https://www.ritmomelodia.mus.br/entrevistas/yuri-garfunkel/

 

1410 – Violeira Fabiola Beni (SP) abre 4º Festival Som na Faixa de Música Instrumental

#MPB #MúsicaInstrumental #ViolaBrasileira #ViolaCaipira #ViolaInstrumental #FestivalSomNaFaixa #VioleirasdoBrasil

https://violeirasdobrasil.wordpress.com/

Evento com apresentação de Adriana Farias traz oficinas gratuitas e atrações como Ricardo Vignini, Arnaldo Freitas, Marina Ebbecke, Duo Osni Ribeiro, Neymar Dias e Toninho Ferragutti 

Entre 9 e 18 de julho, a Muda Cultural promoverá o 4º Som na Faixa de Música Instrumental, festival que em edições anteriores impactou mais de 2 milhões de pessoas, segundo os organizadores. As apresentações, com a violeira Adriana Farias, começarão sempre a partir das 19 horas e serão transmitidas pelos canais da realizadora do evento com o propósito de levar entretenimento, arte e cultura ao público em quarentena e incentivar e apoiar talentos da música brasileira, uma das categorias artísticas mais atingidas por conta da pandemia da Covid-19. O Som Na Faixa também contará com oficinas nos dias 10 e 18 de julho.

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1404 – Cia Cabelo de Maria comanda arraiá virtual na Casa Museu Ema Klabin (SP)*

#SantoAntonio #SãoJoão #SãoPedro #FestaJunina #CulturaPopular #CasaMuseuEmaKlabin

*Com Cristina Aguilera, Midia Brazil Comunicação Integrada

A Casa Museu Ema Klabin entrou no clima das folias juninas e neste sábado, 26, transmitirá a partir das 16h30 pelo seu canal virtual (cujo linque estará ao final desta atualização) o espetáculo São João do Carneirinho, apresentado pela Cia Cabelo de Maria. O grupo paulistano estará à frente do arraiá online para, ao vivo, tocar e cantar clássicos do gênero como atração do programa #TardesMusicaisEmCasa. O repertório divulgado inclui O sanfoneiro só tocava isso (Geraldo Medeiros e Haroldo Lobo), Olha Pro Céu , São João na Roça , São João do CarneirinhoPiririPau de AraraFogo sem Fuzil (Luiz Gonzaga); SabiáImbalançaRiacho no Navio (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); MenininhaPisa o MilhoMasseira (Domínio Público); No meu Pé de Serra (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); Para Pedro (José Mendes), Farofa fá (Mauro Celso) e Vida de Viajante (Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil).

A proposta de São João do Carneirinho é embalar sem tirar ninguém de casa todas as faixas etárias em show concebido com o intuito de, apesar da pandemia da Covid-19, celebrar o período em que se agradece pelas colheitas realizadas, são acesas fogueiras e feitos novos pedidos para o próximo ano, rituais e tradições que neste ano, ainda por força da doença, ainda não podem ser realizados abertamente e em público. A Cia Cabelo de Maria é formada por Renata Mattar (voz, sanfona e direção geral), Nina Blauth (percussão e voz), Gustavo Finkler (violão, voz, arranjos e direção musical), Micaela Marcondes (violino e vocal), Clara Dum (flauta e voz) e Paulo Pixu (percussão e voz). 

O espetáculo que será transmitido tem apoio cultural do Governo do Estado de São Paulo, por meio do ProAC-ICMS da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e patrocínio da Klabin S.A. Para sintoniza-lo, bastará visitar o linque https://www.youtube.com/channel/UC9FBIZFjSOlRviuz_Dy1i2w

Para mais informações, há as redes sociais abaixo. A classificação etária é de 16 anos.

Instagram: @emaklabin Facebook:  https://www.facebook.com/fundacaoemaklabin/ Twitterhttps://twitter.com/emaklabin/Sitehttps://emaklabin.org.br/

A voz das lavadeiras

A Cia Cabelos de Maria tem ao lado de Gustavo Finkler entre seus fundadores, em 2007, Renata Mattar, formada em canto lírico pela faculdade Santa Marcelina e ex- diretora musical das apresentações Romeu e Julieta Auto do Rico Avarento, ambas do grupo Romançal de teatro, formado por Ariano Suassuna, e de Auto da Paixão, de Romero de Andrade Lima. Como cantora e acordeonista, fez parte do grupo As Orquídeas do Brasil, de Itamar Assumpção, além das apresentações A Vida É Sonho, de Gabriel Villela e Palavra Cantada, de Antonio Nóbrega.

Inicialmente, a proposta da Cia Cabelo de Maria era fazer um espetáculo com vasto material recolhido por Renata Mattar em mais de 10 anos de pesquisa pelo Brasil registrando cantos de trabalho — manifestações de comunidades que trabalham em mutirão cantando ou que alguma vez tivessem cantado no trabalho coletivo e ainda lembrassem daquelas cantigas. Levou um espetáculo deste perfil à unidade Pinheiros e ali surgiu um convite do Sesc para a gravação do primeiro álbum do grupo, com aquelas canções, lançado em dezembro de 2007. As faixas têm participação das destaladeiras de fumo de Arapiraca (SE) e trouxeram reconhecimento do público e da crítica especializada.

As cantigas recolhidas vêm das destaladeiras de fumo de Arapiraca, das descascadeiras de mandioca de Porto Real do Colégio (AL), das plantadeiras de arroz de Propriá (SE), da farinhada da comunidade de Barrocas (BA), da colheita de cacau de Xique-Xique (BA), da bata do feijão de Serrinha (BA) e das fiandeiras de algodão do Vale do Jequitinhonha (MG).Musicalmente, os arranjos privilegiam o formato acústico, passeando por uma variada gama de estilos e ritmos regionais brasileiros. As vozes femininas vêm em primeiro plano, auxiliadas pelos cantos e contracantos do violão, da viola caipira e do violino. A percussão é feita com instrumentos convencionais e com os próprios objetos utilizados na lida.

Em 2009 a gravadora Pôr do Som convidou a Cia Cabelo de Maria para gravar outro disco, com canções do período junino e dedicado ao público infantil: São João do Carneirinho. Em 18 canções, reúne repertório cheio de brincadeiras que convidam o público a participar cantando e fazendo várias atividades, simultaneamente à celebração do período junino, quando se agradecem pelas colheitas realizadas e se acendem as fogueiras fazendo pedidos para o próximo ano. Coco, xote, baião, marchinhas, formam a riqueza e a variedade de ritmos para alegrar em São João do Carneirinho e ainda homenageiam Luiz Gonzaga, o eterno rei do baião, que tantas canções de São João compôs. O espetáculo foi contemplado pelo projeto Rumos – Itaú Cultural e gravou o seu DVD no mês de julho de 2011.

 

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