Jaime Além, paulista de Franca, violeiro, violonista e produtor musical faz aniversário hoje

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Jaime Alem produziu vários discos de Maria Bethânia e entre suas obras autorais assina o clássico de viola caipira Dez Cordas e o recente  Meu Relicário (Fotos: Marcelino Lima)

Hoje, 21, é aniversário do paulista de Franca Jaime Alémcantor, compositor, maestro e arranjador até pouco tempo maestro de Maria Bethânia,   por três décadas. Jaime Alem é descendente de libaneses cuja mãe tocava bandolim e tem muito mais trabalho, e de qualidade, a serviço da música brasileira afora aqueles que fez  com a estrela da mpb, iniciado com o disco  dela Nossos Momentos, de 1983. No final de novembro do ano passado foi uma das atrações do Encontro Nacional de Violeiros, realizado na Galeria Olido (SP), onde protagonizou com o violeiro e amigo Osni Ribeiro e o violonista Toninho Porto um momento dos mais marcantes. Com além dedilhando outra viola, o trio tocou ma versão instrumental de Tristeza do Jeca (Angelino de Oliveira)

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Gaúchos Valdir Verona e Rafael de Boni emplacam álbum em lista de cinco trabalhos que revitalizam música nacional

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O violeiro e violonista Valdir Verona, ao lado do acordeonista Rafael de Boni, gravaram um dos cinco melhores discos de 2014 na opinião do crítico musical Regis Tadeu (Foto: Divulgação)

O Barulho d’água Música acompanhou em Uberaba (MG) na noite de sábado, 7, o show de encerramento do I Encontro Nacional do Circuito de Música Dércio Marques, projeto da cantora e compositora Katya Teixeira, de São Paulo, recentemente agraciado com o Prêmio Brasil CriativoCatorze músicos de vários estados subiram ao palco do Teatro do Sesi da cidade no Triângulo Mineiro. Um deles é Valdir Verona, da serrana Caxias do Sul. Ao lado de conterrâneos entre os quais estão Agostinho Gomes (Dominus Luthier) e Giancarlo Borba (Terra de Areia), Verona representa muito bem os gaúchos no Dandô, levando entre outras valiosas contribuições os ritmos e as tradições presentes nas músicas do sul aos quatro cantos do país.

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Quarteto Crescente (MG) transfere para junho shows de releitura de Segredos Vegetais, da obra de Dércio Marques

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Déa Trancoso, Wilson Dias, Pereira da Viola e Titane: quatro estrelas de Minas Gerais juntam talentos e vozes para homenagear o mestre Dércio Marques, em BH

Os shows do grupo de Minas Gerais Quarteto Crescente  marcados para o Teatro Francisco Nunes, situado em Belo Horizonte, inicialmente previstos para 6, 7, e 8 de março, foram transferidos para novas datas: 5, 6 e 7 de junho, no mesmo local.

O Quarteto Crescente é formado por Déa Trancoso e Titane, Pereira da Viola e Wilson Dias, expoentes das Alterosas da música que rima com boa qualidade e respeito às tradições da cultura popular . Nos espetáculos eles renderão tributo ao conterrâneo Dércio Marques, de Uberaba, que ao lado de Heitor Villa Lobos e Tom Jobim está entre os mais notáveis compositores brasileiros de todos os tempos.

Déa, Titane, Wilson e Pereira apresentarão uma releitura do álbum Segredos Vegetais, um dos mais importantes do mestre, repleto de belas canções e fundamentos para a caminhada do homem sobre o planeta.

Dércio marcou época por posturas engajadas em defesa do meio-ambiente, de causas políticas e sociais, aliadas a grande saber e práticas espirituais. Além dos quatro do grupo, deixou entre os seguidores e difusores dos seus ensinamentos outros cantores e compositores como Katya Teixeira, João Arruda, Consuelo de Paula, Carol Ladeira e Levi Ramiro. 

Vale a pena colocar o evento na agenda. O Barulho d’água Música está acompanhando as novidades e as informações do Quarteto Crescente e ao menos em uma das três noites prestigiará a cantoria em BH! Que seja um sucesso: com a bençãos de São Dércio Marques, agora lado a lado tocando com São Gonçalo do Amarante, ora e viva!

 

 

 

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Violões do Pará celebra encontro de Salomão Habib e Sebastião Tapajós com Nêgo Nelson e revelações da música do estado

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Do Pará, enviados pelo cantor e compositor amigo deste Barulho d’água Música Jorge Andrade, tem chegado para o acervo do blog ótimos álbuns, de diversos estilos, proporcionando-nos conhecer a variedade de estilos e o talento dos músicos do Norte do país. Além do Bélem Cheio de Bossa 2, entre outros títulos, já enriquece nossa coleção um belo trabalho gravado em dois discos intitulado Violões do Pará, produzido pelo Sesc daquele estado para o selo Violões da Amazônia e que surgiu dos ideais de Carlos Marx Tonini, homem da cultura paraense que sempre se esmerou pela divulgação e valorização da arte de seu povo

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A grandiosidade do Ibirapuera terá um show à altura com Consuelo de Paula. Mas deverá ficar pequeno para o público!

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A cantora e compositora  Consuelo de Paula , mineira de Pratápolis, fará show de lançamento de seu sexto álbum, O Tempo E O Branco,  em  1º de fevereiro, a partir das 19 horas, no Auditório Ibirapuera, no bairro Ibirapuera, situado na zona Sul de São Paulo.

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Barulho d’água Música chega a 41 países visto por cerca de 15 mil pessoas, seis vezes a lotação da Ópera de Sydney

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House, tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 15.000 vezes em 2014.  Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 6 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

Aniversariante do dia, Jucilene Buosi carrega no coração e leva aos palcos a versatilidade da música do Sul de Minas Gerais

Hoje, 28, é dia do Barulho d’água Música parabenizar por mais um aniversário uma entusiasta representante da música sul mineira.

Jucilene Buosi é formada em Canto Lírico pela Faculdade de Música Carlos Gomes (SP) e Conservatório Estadual de Música de Pouso Alegre (MG). Cantora-bolsista da Fundação Vitae (SP, 2001/2002), desenvolveu repertório e técnica vocal com os melhores profissionais do cenário lírico brasileiro. Atuou em grupos de teatro experimental, em corais cênicos, em óperas e em espetáculos musicais.

Estreou em disco com 1984 (2007),  leitura da obra prima de George Orwell, dirigida pelo coreógrafo e bailarino Tuca Pinheiro. A trilha é assinada por Wolf Borges, que também tem a direção artística do novo trabalho, Um Retrato. 

No segundo álbum, Jucilene interpreta sucessos de compositores como Milton Nascimento, Alceu Valença, Joyce e Fátima Guedes, em faixas nas quais são mesclados novos talentos do Sul de Minas Gerais, permitindo a ela apresentar a qualidade vocal  em vários estilos, incluindo rock progressivo, xotes e um forró pão de queijo intitulado Balango, de Raimundo Andrade. Há ainda baladas e uma levada de blues do parceiro Wolf Borges, sem contar incursões pela bossa nova em Verão, de Dinho Caninana.

 

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Jucilene Buosi é de Poços de Caldas (MG) e em sua carreira  tem dois álbuns gravados com a direção do parceiro ao fundo Wolf Borges (Foto: Marcelino Lima)

 

Jucilene Buosi esteve com Wolf Borges neste ano, no 49º Festival de Música e Poesia e Paranavaí (PR). Ambos defenderam Boca de Forno, apresentada com direito a coreografia do casal

Nova edição do Troféu Cata-Vento premia Conversa Ribeira como melhor grupo de raiz em 2014

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Solano Ribeiro distingue desde 2007 com o  Troféu Cata-Vento os que considera os melhores cantores e grupos, do programa da Rádio Cultura Brasil

O grupo Conversa Ribeira, de Campinas (SP), está entre os indicados e recebeu no começo de dezembro o Troféu Cata-Vento, prêmio do programa Solano Ribeiro e a nova música do Brasilque o apresentador da Rádio Cultura Brasil Solano Ribeiro confere aos melhores da produção independente desde 2007.

Ribeiro ouviu centenas de músicas transmitidas pelo programa em 2014 para fazer a seleção deste ano, das quais escolheu treze.  “São 432 semanas, mais de oito anos no ar na tentativa de abrir espaços. Muitos começavam quando começamos. Alguns se tornaram astros ou estrelas e seus talentos brilham. Outros esperam por sua hora de ocupar o lugar que merecem”, observou Solano Ribeiro . “E também aqueles que estão por começar. Assim é a vida. Feita de começos e de recomeços. O que era a Nova Música se transformou na Música Popular do Brasil, a MP do B que continua sem saber por onde ir, sem saber para onde ir. Só sabe que sua missão é ir por aí, ao sabor dos ventos. Ventos que movem Cata-Ventos”.

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Daniel, João Paulo e Andrea estão juntos e formam o Conversa Ribeira desde 2002
Daniel, João Paulo e Andrea estão juntos e formam o Conversa Ribeira desde 2002 (Foto: Mariana Chama)

Os integrantes do trio Conversa Ribeira João Paulo Amaral (viola caipira e voz, regente da Orquestra Filarmônica de Violas de Campinas, e ex integrante do Trio Carapiá); Daniel Muller (piano e acordeão, bacharel e mestre em Música pela Unicamp, arranjador e instrumentista do Quatro a Zero, grupo que propõe uma releitura do choro e de sua tradição, utilizando instrumentos como guitarra, contrabaixo elétrico, piano e bateria); e Andrea dos Guimarães (voz, cantora, arranjadora e compositora, bacharel em Música Popular e Mestre em Música pela Unicamp, integrante do Garimpo Quarteto, grupo com conceito fundamentado na música instrumental que apresenta a voz como instrumento através da utilização de vocalizações sem palavras) são do Interior paulista. O grupo está na estrada desde 2002 e procura sempre elaborar músicas  que encante, com a riqueza e a profundidade que vislumbram no repertório clássico caipira, tanto no que se refere aos conteúdos musicais quanto à experiência humana, aos saberes e sensibilidades que se revelam nessa música.

Neste fazer musical, buscam dar vasão à admiração e ao profundo respeito que cultivam com relação a seus antepassados caipiras, promovendo um encontro criativo entre essa fonte abundante de inspiração e outros estilos musicais a que também se dedicam (a canção popular brasileira e a música instrumental).

De acordo com o texto de apresentação disponível na página eletrônica do Conversa Ribeira, as interpretações do trio são sínteses cuidadosamente elaboradas em que ao modo caipira de cantar e tocar se sobrepõem novas concepções de arranjo, de harmonia, de improvisação, das interpretações instrumentais e vocais. A busca do grupo, quando mergulha na particularidade de cada canção que escolhe recriar, é trazer à tona, sob um novo ponto de vista, sua expressividade. O resultado é uma música que transborda as fronteiras dos gêneros musicais.

O repertório abrange desde melodias folclóricas e modas compostas ou gravadas por grandes artistas da música caipira de raiz, até novas composições de autores contemporâneos, conscientes de seus enraizamentos culturais e interessados em transformá-los em frutos. Inclui também canções de artistas consagrados da música brasileira que não são propriamente caipiras, mas se mostram sensíveis às profundezas ancestrais das culturas do interior do Brasil.  Nos dois álbuns que lançaram, Conversa Ribeira e Águas Memoriais, há obras de grandes compositores e intérpretes caipiras como João Pacífico, Raul Torres, Alvarenga, Ranchinho, Tião Carreiro e Almir Sater, entre outros, lado a lado com criações próprias e também e de artistas universais como Villa Lobos, Milton Nascimento e Dori Caymmi.

Confira todos os vencedores do Troféu Cata-Vento:

Revelação feminina: (Melina Mulazani) – Curitiba (PR)
Revelação masculina: Almério – Altino (PE)
Infantil: Badi Assad – São Paulo (SP)
Conjunto: Crispim Soares – Blumenau (SC)
Samba: Tia Cida – São Paulo (SP)
Destaque do ano: Germano Mathias – São Paulo (SP)
Música raiz: Grupo Conversa Ribeira – Campinas (SP)
Instrumental: Ronen Altman São Paulo (SP)
Pop: Supercombo – Vitória (ES)
Rock: Aletrix – São Paulo (SP)
Álbum: Vás, de Marina Wisnik – São Paulo (SP)
Cantora: Jennifer Souza – Belo Horizonte (MG)
Cantor: Marcelo Pretto – São Paulo (SP)
Música: A melhor hora da praia, de Nação Zumbi – Recife (PE)

 

Tom Jobim ganha estátua em bronze no Rio de Janeiro vinte anos depois da morte, nos Estados Unidos

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O maestro e compositor Tom Jobim ganhou na praia de Ipanema (RJ) a estátua na qual carrega o violão, eternizando-o no cenário onde compôs um dos seus maiores sucessos e música até hoje tocados em todo o mundo (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

 

Tom Jobim, um dos mais importantes nomes de todos os tempos da música brasileira e mundial, ganhou uma estátua em bronze idealizada pela escultora Christina Motta e instalada na orla da praia de Ipanema, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro (RJ) na segunda-feira, 8 de dezembro.  O local fica no início da Avenida Vieira Souto, próximo ao Arpoador. Os primeiros admiradores viram a escultura ao som do sexteto Terra Brasilis (chamado especialmente para a ocasião pela família do cantor e compositor), durante cerimônia na qual o maestro recebeu a homenagem há exatos vinte anos após morrer em Nova York, nos Estados Unidos, vítima de infarto em consequência do combate a um câncer. 

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Mineiro, Fabrício Conde extrapola adjetivos como violeiro, escritor e contador de causos repleto de predicados

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Márcio Hallack, Fabrício Conde e Zé Nogueira foram atrações de mais uma edição do Instrumental SESC Brasil (Fotos de Marcelino Lima)

Genial. Notável. Impecável. Sim, só que não, ou… não apenas. Seja qual for o adjetivo que se empregue para definir Fabrício Conde ainda será um vocábulo reducionista e que não exprimirá, em toda sua completude, o talento deste mineiro de Juiz de Fora (MG), terra situada lá na Zona da Mata que conheço tão bem e para a qual sempre me arrastam várias das minhas memórias afetivas. E ao buscarmos esta definição a qual Fabrício Conde estaríamos nos referindo? Seria possível haver um Fabrício Conde, violeiro, e outro, poeta, escritor e contador de causos, ou vários, coexistindo? 

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