Barulho d'Água Música

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1055 – 4º. Prêmio Profissionais da Música: E o vencedor é…

Os organizadores do 4º Prêmio Profissionais da Música (PPM) divulgaram na noite de sábado, 21, os vencedores das 53 categorias das três modalidades que concorreram ao troféu Parada da Música em cerimônia promovida no Cota Mil Iate Clube, situado em Brasília (DF). A Capital Federal, que naquela data completava 58 anos de fundação, recebeu diversos representantes da cadeia produtiva e de divulgação da música — artistas, produtores culturais, jornalistas, blogueiros e outros agentes — para celebrar o encerramento do evento que após três etapas de votação, incluindo uma popular, com voto aberto ao público pela internet, consagrou seus novos campeões. Idealizado pelo empresário Gustavo Ribeiro de Vasconcellos nesta edição o PPM teve por tema E ai: Qual é sua Bossa? e homenageou o compositor Humberto Menescal. O capixaba fundador da Bossa Nova esteve presente em Brasília e na manhã anterior ao dia da premiação recebeu homenagem por sua contribuição à música brasileira e à cultura popular na Assembleia Legislativa do Distrito Federal.

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1052 – Confira a programação oficial de atividades e eventos do 4º Prêmio Profissionais da Música em Brasília (DF)

Entre hoje, 16, e o sábado, 21, a Capital Federal terá extensa e variada agenda cultural antes da cerimônia de divulgação dos vencedores de 53 categorias entre 328 finalistas

Marcelino Lima, com assessoria da GRV

Brasília, que em 21 de abril comemorará 58 anos, já está respirando os bons ares que o 4° Prêmio Profissionais da Música levou ao Distrito Federal e que, até o final da noite do aniversário da Capital Federal, estará agitada por painéis, palestras, apresentações musicais e shows em tributo a Elis Regina e Roberto Menescal, coquetel, solenidades de premiação e eventos como um Pitching e uma festa, todas atividades relacionadas ao evento promovido pela GRV (Gustavo Ribeiro de Vasconcellos) Produções. Primeira atração oficial da quarta edição do Prêmio, o grupo candango O Tarot subirá ao palco do Shopping Pier 21 nesta segunda-feira, 16 de abril, a partir das 20 horas. O show terá duração de 75 minutos e, como os demais da agenda, entrada franca (confira agenda ao final da matéria)

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1041- Atração do Circuito Sesc das Artes, Projeto 4 Cantos passará por nove cidades paulistas em abril

O Projeto 4 Cantos, formado por Cláudio Lacerda (Botucatu/SP), Luiz Salgado (Araguari/MG), Rodrigo Zanc (São Carlos, São Paulo) e Wilson Teixeira (Avaré/SP) voltará a estrada como atração do Circuito Sesc de Artes/2018, planejado para levar a 120 cidades paulistas espetáculos gratuitas de circo, dança, música e teatro, exibição de filmes,  oficinas de literatura, artes visuais e tecnologias e artes, com censura livre. A iniciativa da entidade tem a parceria das prefeituras e sindicatos do comércio locais. O 4 Cantos passará por nove municípios, com a primeira parada em Itapira, localizada a 173 quilômetros da Capital, na região de Campinas. Todas as apresentações começarão às 20 horas (ver quadro abaixo). Continuar lendo


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1033 – Em Beagá (MG), segunda rodada do projeto Viola de Feira terá Bilora e Letícia Leal

Picuá Produções Artísticas, estabelecida em Belo Horizonte (MG), promoverá em 25 de março a segunda rodada do projeto Viola de Feira, por meio do qual pretende fomentar e difundir a música de viola caipira oferecendo concertos mensais que transcorrerão no Centro Cultural Padre Eustáquio, abertos por Chico Lobo e Jéssica Soares em 25 de fevereiro. Durante as apresentações, ponteado por dois ases do estado, o instrumento de dez cordas será a maior atração. Em 25 de março, a partir das 11 horas, a honra de tocá-lo caberá a Bilora Violeiro e Letícia Leal. O local escolhido é estratégico, pois atende a toda a região Noroeste da Capital mineira; anexa ao Centro Cultural é promovida a Feira Coberta — tradicional evento e ponto de encontro de belo-horizontinos que, portanto, constituem ótima oportunidade para feirenses e público em compras entrar em contato com a verdadeira cultura de raiz.

O Viola de Feira contará com recursos da Lei de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura (projeto 288/2015), com patrocínio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e Impacto Conservação e Limpeza Limitada, conforme os termos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Sempre no último domingo de cada mês, um violeiro receberá um convidado, de forma que se possa estabelecer entre ambos e a plateia vínculos culturais, estabelecendo, ainda, diálogos com a música brasileira. 

Para que a arte de pintar também faça parte do Viola de Feira, o cenário dos espetáculos será pintado pela artista plástica Marina Jardim durante a primeira edição do projeto. No local haverá mostra de produtos orgânicos do Armazém do Campo, espaço de comercialização permanente de produtos da Reforma Agrária, vinculado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST),  fruto da arte de se trabalhar a terra. O projeto, portanto, possibilita um leque de opções, de encontros e trocas culturais, jogando um facho de luz sobre a cultura brasileira.

Campeão de festivais

Bilora nasceu em Santa Helena de Minas, cidade situada no Vale do Mucuri, pertinho da divisa com o Sul da Bahia e do Vale do Jequitinhonha. Naquela região teve estreito contato com manifestações da  cultura popular como folias, batuques, cantigas de roda, contradanças, festas juninas e cordéis, experiências que ajudaram a moldar seu perfil artístico. Atualmente, Bilora reside em Contagem, uma das mais importantes cidades das Minas Gerais                                                 

Formado em Letras, atuou por uma década como professor de Língua Portuguesa e de Literatura Brasileira. Por outros três anos, foi instrutor de Oficina de Música no interior  do Estado. É um dos compositores mais premiados em festivais da canção promovidos em municípios de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Goiás: em sua estante de troféus conta-se mais de 140 peças. Entre os mais destacados, aponta o Canta Minas/95, no qual faturou com três prêmios oferecidos pela Rede Globo Minas, organizadora do certame. Bilora também venceu as duas edições do festival Canto das Águas de Três Marias/MG — em 2008 e em 2010 — e a edição 2005 do concorrido Fampop, promovido anualmente em Avaré (SP). Com  a música Tempo das Águas ficou em terceiro lugar no Festival da Música Brasileira de 2000, organizado pela Rede Globo. Em 2014 faturou o Festival de MPB de Ilha Solteira (SP), três anos depois de ser um dos selecionados pelo Projeto Música Minas Intercâmbio Internacional para shows em Buenos Aires, capital da Argentina.

 

A discografia de Bilora é formada pelos álbuns De Viola e Coração; Tempo das Águas; Nas Entrelinhas; e Balanciô— este mais recente com composições dedicadas à região natal e com participações da comunidade de onde nasceu, do filho Djavan Carvalho (Djah) e de índios Maxakali. O disco recebeu o Prêmio Rozini de Excelência da Viola Caipira como melhor de viola em 2013.                                                                          

Músicas de Bilora foram gravadas por variados músicos, grupos, corais e orquestras do país e algumas de suas composições enriquecem dezenas de álbuns coletivos. É um dos cinco ases do projeto VivaViola – Sessenta Cordas em Movimento, que é dos mais aclamados pela crítica e pelo público mineiros formado por ele, Wilson Dias, Gustavo Guimarães, Pereira da Viola e Joaci Ornelas. Quem segue o projeto Causos e Violas das Gerais do SESC/MG,  que percorre o Interior do estado de Minas Gerais, também conhece o valor do trabalho de Bilora, compositor que preza pelo valor poético de suas letras juntando-as ao universo da cultura popular e da viola caipira.

Versatilidade

A cantora, compositora e instrumentista Letícia Leal revela quando toca a viola como é possível inserir com majestade no cenário atual da música brasileira um instrumento que muitos podem considerar antigo. Do sertão à cidade, do clássico ao contemporâneo, com Letícia Leal a viola de 10 cordas transforma-se em meio no qual tantas vertentes do nosso Brasil se sobressaem: à música de raiz, ela acrescenta jazz, blues, folk, choro e música afro. 

 

Natural de Teófilo Otoni,  quem a vê pela primeira vez expressando tanto talento, versatilidade e destreza talvez desconheça que está diante de uma música que começou a tocar há menos de dez anos, conforme revelou a jornalista Thais Oliveira, na edição eletrônica de 22 de outubro de 2016 do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte. Letícia está preparando o primeiro álbum autoral, mas sem deixar de se dedicar à disseminação da cultura popular  — missão que abraçou em 2010. Entre os prêmios que já levou para casa constam o terceiro lugar do concurso de Melhor Violeiro realizado pela TV Globo Minas em 2012, dentre 815 inscritos. Brasil à fora, já se apresentou e subiu ao palco com expressivos nomes da música do Estado como Dona Jandira, Pereira da Viola, Fernando Sodré e Celso Adolfo. É integrante da Diretoria do Instituto Viva Viola, da Associação Nacional dos Violeiros do Brasil, coordenadora em Belo Horizonte e artista integrante do Dandô – Circuito de Música Dércio Marques, que em 2014 recebeu o Prêmio Brasil Criativo, do Ministério da Cultura.


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1010 – Consulado da Portela (SP) recolhe composições históricas para registro em seu Acervo Musical

“Se for falar da Portela, hoje não vou terminar!” (Monarco)

O Acervo Musical, projeto do Consulado da Portela de São Paulo, está requisitando a amigos, aos admiradores, aos compositores portelenses e seus parceiros o envio de composições históricas que possuam para registro em uma única plataforma. O objetivo da campanha é garantir o acesso à perpetuação da memória da Águia Altaneira e da enorme comunidade que representa a atual campeã do Carnaval de 2017 (o título foi dividido com a Mocidade Independente de Padre Miguel) tanto no Rio de Janeiro, quanto no Brasil e no resto do mundo.  Para participar basta fazer o cadastro visitando o linque http://www.consuladodaportelasp.com.br/acervo/logar.php

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1009 – Vamos dar uma força à campanha para gravação de Trancelim, novo álbum do premiado coletivo Ponto BR?

Tran·ce·lim
substantivo masculino
1. Trança estreita para guarnições ou bordados.
2. Cordão de ouro muito delgado.
 
“trancelim”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/trancelim [consultado em 13-12-2017].

 

Amigos e seguidores:

O coletivo de artistas Ponto BR está em campanha, aberta em uma das plataformas virtuais de crowdfunding, para tentar levantar os recursos mínimos e gravar o disco Trancelim, segundo álbum desta galera que reúne mestres da cultura popular  —Walter do Maracatu Estrela Brilhante do Recife, Mestra Zezé de Iemanjá da Casa Fanti Ashanti, e Ribinha do Bumba Boi de Maracanã, em diálogo com a paulistana Renata Amaral, o pernambucano Eder “O” Rocha, o suíço radicado em Sampa Thomas Rohrer e o maranhense Henrique Menezes — álbum com o qual os integrantes pretendem, sob o risco da graça, do improviso e da experimentação, possibilitar a descoberta de uma terceira margem do fazer artístico, diluindo supostos limites entre erudito e popular, tradição e contemporaneidade, sagrado e profano. As contribuições partem de módicos R$15,00 e dão direito a recompensas bem legais (diretamente das comunidades de origem dos mestres e músicos, carregando um pouco da história e da sabedoria que embasam este trabalho) e que incluem desde exemplares de discos e dvds a colares, sabonetes artesanais de ervas medicinais, matracas, oficinas de percussão, camisetas, baquetas e até café com os mestres. Saiba mais detalhes e colabore clicando em https://benfeitoria.com/pontobr

O alagoano Seu Nelson da Rabeca (de chapéu, ao lado de Thomas Rohrer) é um dos músicos que o Ponto BR convidará para participar de Trancelim caso o coletivo atinja a segunda meta da campanha (Foto: Joelia Braga)

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1002 – Culto à Padroeira do Brasil, consagrada em “Romaria”, remonta à pescaria milagrosa no Vale do Paraíba (SP)

PadroePapel

Origami de Emilson Santos (www.coisasdepapel.com.br)

A estupidez e a intolerância religiosa já a tornaram entre outros episódios condenáveis vítima de ensandecidos pontapés, ao vivo, desferidos pelo pastor da Igreja Universal do Reino de Deus Sergio Von Helde em uma emissora de televisão, em 12 de outubro de 1995. A devoção e a fé nos prodígios e bênçãos dela, entretanto, em grandeza exponencialmente inversa àquele ódio, transformam-na em amuleto e em amparo nos quais há séculos se apegam, entre outros, inúmeros artistas populares como a confraria quase completa de violeiros. Em suas cantorias, eles costumam entoar seu amor, suas súplicas, seus agradecimentos e, ainda, pedem proteção e iluminação à Santa que por decreto oficial do Papa Pio XI, desde 16 de junho de 1930, é a Padroeira do Brasil. Juntamente com o Dia das Crianças, é à Nossa Senhora (da Conceição) Aparecida que se dedica o feriado desta quinta-feira, 12 de outubro, que deverá atrair à Basílica de Nossa Senhora Aparecida milhares de peregrinos de diversas partes do território nacional e do exterior.

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