1532 – Samba de Bumbo, tradição nascida em Pirapora do Bom Jesus (SP), será destaque durante III Festival Cidade Musical

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Berço do Samba de Bumbo entre outras manifestações populares e da fé, a cidade de Pirapora do Bom Jesus, situada na Grande São Paulo a cerca de 60 quilômetros da Capital paulista, está gradativamente retomando suas atividades após o período mais crítico da pandemia de Covid-19. Fundada em 6 de agosto de 1725, hoje sob administração desde o começo do ano passado do prefeito Dany Floresti (PSD), Pirapora do Bom Jesus é conhecida, ainda, por atrativos naturais, o que leva ao município não apenas romeiros de várias partes do país que lá pagam promessas e renovam suas crenças em um ambiente de elevada espiritualidade, mas turistas e amantes de esportes de aventura ou radicais, de um modo geral. Floresti tem divulgado que em seu mandato desenvolverá uma gestão que não apenas possibilite atender às reais necessidades dos moradores, mas, para além desta meta, resgatar e potencializar eventos que tanto atendam aos costumes e às demandas locais, quanto integrem e encantem o visitante, oferecendo-lhes eventos e festejos dentro ou fora do calendário oficial municipal que revelem os potenciais que a cidade guarda – estratégia que deverá possibilitar, por exemplo, ao romeiro e aos seus acompanhantes ou mesmo àqueles só de passagem para uma saudável pedalada, desfrutarem por mais tempo (além do compromisso religioso ou de um rápido passeio) da hospitalidade com ares de Interior e das diversas tradições piraporanos nos mais diversos setores, do religioso ao gastronômico e aos esportivos e/ou culturais.

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1515 – Antes de atravessar o rio, Joaci Ornelas (MG) deixa pronto o inédito disco Líricas

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Violeiro autodidata deixa o plano terreno consagrado entre amigos e fãs como autor de composições que retratam paisagens do sertão mineiro e discorrem sobre temas universais, relativos aos sentimentos humanos, suas diversas formas de expressão e existência.

O ritual das audições matinais de todos os sábados aqui no boteco do Barulho d’água Música, em São Roque (SP), antes de ser retomado, ainda a pulso, neste dia 2 de abril, em meio a uma sucessão de mortes de parentes e amigos no período de pouco mais de trinta dias, foi antecedido por um minuto de silêncio, uma prece e o acendimento de uma vela em intenção de dois expoentes dos mais elevados de nossa cultura popular: Joaci Ornelas e Elifas Andreato, que nos deixaram nos últimos dias de março.

Conterrâneos de Minas Gerais e do Paraná, Ornelas e Andreato em suas vidas se dedicaram à sublime missão de nos encorajar a sermos o que somos: brasileiros, gente que forma um povo sofrido e que, em sua maioria, sempre haverá de trabalhar (o que é salutar e honrado!) para ter o mínimo de dignidade e conforto, sem, no entanto, nunca ficar completamente livre daqueles que usurpam nossos mais caros direitos fundamentais, aviltando-nos e nos esculachando, dai a necessidade do encorajamento.

Por meio de cada palavra e nota que um cantou e tocou ou cada traço que o outro desenhou, corajosos, teimosos, o violeiro e o artista gráfico acreditaram e nos fizeram ainda acreditar que, mesmo sofrendo revezes e amargando retrocessos, pela arte todos podemos encontrar um caminho para a plena redenção… inclusive desta triste sina que, para alguns, é ser, justamente, brasileiro! Em memória e em tributo a ambos, resgato um bordão que fez sucesso há alguns anos antes da pandemia da Covid-19: apesar de eles não estarem mais em campo, ao menos, fisicamente, que ninguém solte a mão de ninguém e quem soltou, reate o laço. Nossos sonhos ainda são possíveis, mas há muita luta pela frente, a começar por apear do Palácio do Planalto a súcia que lá se instalou e, no tempo certo, dentro dos rigores da lei, dar a cada um o troco que estão a merecer…

Feita a reza, acesa a vela, guardado o silêncio, um dos dois discos escolhidos para a audição é No Dizer do Sertão, que Ornelas lançou em 2016 para evocar tradições e hábitos do lugar onde o dia chega mais cedo e o céu quase nunca escurece, conforme ele mesmo observou. O outro disco é Líricas, ainda inédito: Joaci mantinha um canal no Youtube e, antes de virar Luz, registrou nesta plataforma as oito canções daquele que será seu terceiro disco autoral, realizado com recursos da Lei Aldir Blanc e com composições dele ou em parceria com Felipe Bedetti e Lima Júnior. A pedido de Joaci, o trabalho com participações de Lígia Jaques, Leopoldina e Bedetti (que lançou, recentemente, Afluentesdo qual vamos falar em breve aqui) deverá ser finalizado ainda em 2022 por amigos aos quais confiou o projeto.

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1514 – Brasil e a cultura latino-americana perdem Míriam Miràh, eternizada em 1985 com a música Mira Ira, em sua homenagem

#MPB #MúsicaLatinoAmericana #MíriamMirah#RaícesdeAmérica #Tarancón #FestivaldosFestivais1985 #MiraIra

O Brasil perdeu uma das suas maiores cantoras e eu uma grande amiga: Míriam Miràh. O coração que recebia a todos e todas com imenso carinho não toca mais a melodia da alegria, que sempre foi a sua marca. Falar que deixará saudade é redundância e não dará a grandeza de sua importância. Para mim, além de uma das vozes mais lindas que conheci, ficarão as lembranças dos vários trabalhos que realizamos juntos, ela como cantora e eu como apresentador ou produtor. Foram momentos de extrema alegria, daqueles que são guardados para a eternidade (…)

Míriam, onde você estiver, continue fazendo os seus lindos shows…”

Franklin Valverde,escritor, jornalista, poeta e professor universitário

Hoje você fez sua travessia. Tão prematura, inesperada… E toda a sua música se foi. Levou com você todo seu amor, contagiante, por Victor Jara, Violeta Parra. Mas voce deixou filhotes… E nós, que aqui ficamos, aqui te saudamos: gratidão pela sua vida! Seguimos com a sua obra, te amando, como encantada nossa, Míriam Miràh! Boa noite, até amanhã!”

Nani Braun, atriz e arte-educadora

Fico assim, estarrecida, desentendida, partida ao meio. Descanse em paz, Míriam Miràh, e que essa luz imensa e generosa que você é continue a nos iluminar dos altos céus, onde você faz morada com as estrelas Meus mais forte abraço a todos os familiares.”

Grazi Nervegna, cantora, compositora e escritora

[Míriam Miràh] foi se encontrar com a querida Mariana Avena II para formar um belo dueto, quem sabe junto com Mercedes e tantas outras que partiram. Sem palavras. Bom retorno a pátria espiritual e obrigado por tudo.”

Zé Roberto Vaicenkovas

Míriam Miràh de Tarancón. Miriam Mirah de Raíces de América.Miriam Mirah de Gracias a La Vida, de Violeta Parra, de Mercedes, de Pablo Milanés. Miriam Mirah minha, nossa, de Mira Ira, de Lula Barbosa, de Jica Benedito e de todos que se iluminaram num palco de uma América Latina. Miriam Mirah, nossa dama latina, OBRIGADA! Siga pelos traços cintilantes da nossa América.

Seu sopro de luz ecoará sempre pelas matas e suas divindades.”

Márcia Cherubin, cantora e compositora

Morreu Míriam Miràh, uma das vozes responsáveis pela popularização do canto latino-americano no Brasil (…). Míriam trazia luz e leveza em sua voz.”

Cardo Peixoto, cantor e compositor

A apenas dez dias da data em que ela completaria 69 anos, o Brasil perdeu na terça-feira, 22 de março, Míriam Miràh. Cantora e compositora paulistana, vocalista a partir de 2002 do grupo Raíces de América e também uma das fundadoras do emblemático Tarancón, em 1972, Míriam, segundo informações da família, sofreu um infarto. Assim, calou-se uma das vozes mais marcantes do Cone Sul e de toda América Latina, à altura da argentina Mercedes Sosa e da chilena Violeta Parra, por exemplo – ambas, como a brasileira, identificadas com o compromisso de cantar como causa e sem amarras, apenas por valores imprescindíveis na cultura continental como liberdade, democracia, autonomia dos povos latino-americanos, respeito aos direitos humanos e das minorias (em cada canto do planeta), às causas populares, pela igualdade socioeconômica, valorização do trabalho e da fraternidade, com coragem e sem concessões aos modismos e aos apelos comerciais. Quem escolhe ouvir as canções que a tríade canta ou compôs (como verdadeiros legados) encontra, ainda, profundas e inadiáveis lições de amor ao próximo, independentemente de sua origem, em versos e letras marcados por engajamento, resistência, denúncia e protesto.

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1510 – Conheça e baixe o álbum Canção Atual, de André Luís (SE), ligado à terra e à gente que dela vive

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Primeiro disco do cantor e compositor sergipano que atualmente reside aos pés da Serra da Mantiqueira traz, ainda, um tributo à memória de Jacinta Passos, jornalista e poetisa baiana que mesmo trancada em manicômios jamais deixou de erguer sua voz e de lutar por causas libertárias

 

(…) o meu canto é flecha/a viola, canoa/ponteando navego/versos e orações/que conspiram o sonho/um só povo/ um só chão/esperança que eu vivo pra cantar”

Voz da Mata, de André Luís e Felipe Bedetti

O cantor e compositor André Luís, sergipano de Aracaju, radicado em Pocinhos do Rio Verde, no Sul de Minas Gerais, lançou, em fevereiro de 2021, Canção Atual, o primeiro álbum da carreira. Distribuído pelo selo Tratore, o disco está disponível nas plataformas digitais depois de ser gravado, mixado e masterizado no Estúdio Bordão da Mata (Bordão da Mata/MG), com 10 faixas, e pode ser baixado do blogue Terra Brasilis 2, cujo linque estará ao final desta atualização. A direção e o design sonoro de Canção Atual são de Poli Brandani e do próprio André Luís, que gravou voz e violão ao lado de Alê Vilhena (voz), Rodrigo Sestrem (voz, flauta e rabeca) e Carlinhos Ferreira (percussão, flautas de PVC, rabeca de lata). Entre os parceiros, André Luís contou com Fernando Guimarães e João Bá, Daniela Lasalvia, Levi Ramiro, Ferreira e Sestrem. Os arranjos de base são de André Luís, exceto na faixa Cantiga de Amor Peregrino (de Fernando Guimarães) e Bendita Caminhada (de Levi Ramiro). A arte da capa é assinada por Mariana Brandani. 

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1492 – Composição Ferroviária homenageia Mercedes Sosa em retorno do público à estação de Poços de Caldas*

#MPB #MúsicaSulMineira #MinasGerais #PoçosDeCaldas #CidadeDasRosas #CulturaPopular #ComposiçãoFerroviária #MercedesSosa

*Com João Marcos Veiga

Projeto cultural retoma ocupação criativa de plataformas ferroviárias no Interior de Minas Gerais com Soy Sosa, protagonizado por Lívia Itaborahy, e abertura de Isabela Morais

O projeto Composição Ferroviária retomará as aguardadas e sempre celebradas apresentações presenciais em Poços de Caldas, cidade do Sul de Minas Gerais, nesta quarta-feira, 22 de dezembro. A apenas três dias de mais um Natal — momento de festa e congraçamento, sem dúvida, mas ideal para refletir e agradecer, em uma data especial que significa tanto a chegada de uma vida nova, quanto a gratidão por estarmos vivos neste momento ainda perturbador –, a atração será a cantora Lívia Itaborahy, fluminense, de Volta Redonda (RJ), mas radicada em Minas Gerais desde os 8 anos. Precedida a partir das 19 horas por Isabela Morais, de Três Pontas (MG), Lívia Itaborahy cantará em homenagem à argentina Mercedes Sosa, oferecendo à plateia o espetáculo Soy Sosa, na Estação Mogyana da antiga Ferrovia Paulista S.A. (Fepasa).

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1444-Violeiro Chico Lobo é atração da edição virtual da Cantoria de São Gabriel (BA)

#MPB #ViolaCaipira #ViolaInstrumental #CulturaPopular #CantoriadeSãoGabriel #Bahia

Público ouvira canções que fazem parte do repertório do mineiro de São João Del Rei, há 40 anos um dos mais destacados artistas caipiras do Brasil

O cantor, violeiro e compositor Chico Lobo está comemorando 40 anos de carreira e será atração da XXIX Cantoria de São Gabriel (BA) nesta sexta-feira, dia 25. No concerto Chico Lobo relembrará à plateia online repertório que passa por suas cantigas mais conhecidas em transmissão ao vivo pelas redes sociais da Fundação Culturarte de São Gabriel. O acesso às atividades será totalmente gratuito. Para Lobo, esta será uma oportunidade para “matar a saudade” da Cantoria de São Gabriel e reencontrar, mesmo que virtualmente, o público, sempre ávido pela boa música brasileira e que sempre o recebeu com muito carinho. O violeiro já esteve em várias edições do evento, em participações memoráveis, seja solo ou ao lado de Pena Branca em Encontro de Raízes, e mais recentemente, com o grupo Violas De Minas. No repertório preparado para a sexta-feira, 25, figuram canções como No Braço Dessa Viola, Zóio Preto Matador e uma releitura de Disparada.

A Cantoria de São Gabriel é um movimento cultural promovido no sertão baiano desde o início da década dos anos 1990 e nestes e 30 anos de trajetória manteve firme seu propósito e essência; As apresentações com atividades de formação, vídeos históricos, bate-papos, shows e intervenções culturais que se iniciaram em maio são próprias para praça pública, pois promovem a diversidade da produção musical e cultural local, do estado da Bahia e do país, com a participação de artistas, mestres da cultura, trabalhadores da economia criativa e produtores culturais. Destinada ao povo sertanejo e aos interessados na cultura popular brasileira, entretanto, nesta edição devido à pandemia da Covid-19 será realizada nas plataformas virtuais, em duas etapas, nos dias 24 e 25 de setembro e nos dias 22 e 23 de outubro. Além de Chico Lobo, contará com artistas e grupos da cultura popular tais quais Socorro Lira, Banda de Pau Corda, Sabah Moraes, Alisson Menezes, Geovana Costa, Luiza Audaz, Paulo Araújo e Morão di Privintina, Babalé, Sacha Arcanjo, Os Hozzanas, Cleber Eduão, Jurandir do Acordeon, Gerri Cunha, Grupo Barlavento, Ana Barroso, Reisado de São Gabriel Roda de São Gonçalo, Reginaldo Manso e os Querubins de São Gabriel, e Filarmônica 25 de Fevereiro

Confira a programação e curiosidades sobre o eventohttps://xxixcantoria.wixsite.com/saogabriel

Chico Lobo é reconhecido como um dos mais ativos violeiros brasileiros. Há mais de 30 anos desempenha papel de “ponte” entre o som do interior de MG; do Brasil e o som contemporâneo. Seu carisma o levou a inúmeros palcos nacionais e internacionais no Canadá, Itália, Portugal, Argentina, Bogotá, Chile e China. Fundou em sua cidade natal, São João Del Rei, o Instituto Chico Lobo, que atende escolas da zona rural com aulas de viola. E, desde 2018, também, está presente na cidade de Santa Cruz de Minas (MG).

Percorrer o mapa mundi da carreira de Chico Lobo é conhecer o Brasil Profundo. O violeiro também idealizou e apresenta os programas de televisão Viola Brasil e de rádio O Canto da Viola. É finalista, mais uma vez, em duas categorias, do Prêmio Profissionais da Música, no qual já foi premiado três vezes como Melhor Artista Raiz Regional (2017, 2016 e 2015). A Viola Brasil Produções também concorre ao prêmio como Produtora Executiva. Já lançou mais de 20 álbuns; dois DVDs e um livro. Maria Bethânia gravou dele Criação no DVD e disco no qual ela festeja de 50 anos, Abraçar e Agradecer. O mineiro retribuiu em Viola de Mutirão – do Sertão Ao Mundo cantando Maria, composta em homenagem à cantora baiana

A Cantoria de São Gabriel é organizada pela Fundação Culturarte, entidade civil sem fins lucrativos constituída em 29 de novembro de 1992 que promove diversos trabalhos de fomento ao desenvolvimento cultural e promoção da inclusão social. Os realizadores do evento são voluntários autônomos, comerciantes, professores, servidores públicos, estudantes, entre outras profissões.

Saibam mais sobre Chico Lobo e leia conteúdos a ele relacionados aqui no Barulho d’água Música clicando no linque abaixo!

https://barulhodeagua.com/tag/chico-lobo/

1428 – Série de quatro apresentações em Belo Horizonte (MG) homenageia centenário do compositor carioca Zé Kéti

#Samba # Bossa Nova #Carnaval #MúsicaBrasileira #CulturaPopular

Renomados artistas nacionais vão se revezar no palco do CCBBB em shows presenciais que serão simultaneamente transmitidos por canal virtual nos mesmos dias do evento

O Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte (CCBBBH) apresentará entre 19 e 22 de agosto, sempre a partir das 20 horas, Zé Kéti – 100 Anos da Voz do Morro, realizado pela Duo Produções com idealização e curadoria da publicitária Stella Lima e patrocínio do Banco do Brasil . As quatro rodadas reunirão atrações de diferentes gerações, com o objetivo de enaltecer e perpetuar o legado do cantor e entre os convidados para interpretar as obras do saudoso carioca nascido José Flores de Jesus no bairro Inhaúma estão  João Cavalcanti, Zé Renato, Cristóvão Bastos, Sururu na Roda, Casuarina, Fabiana Cozza, Moacyr Luz e Nilze Carvalho. O projeto integra a programação do mês do aniversário do CCBBBH, que completará em 17 de agosto oito anos de atividade. Simultaneamente, haverá sessões com transmissões virtuais grátis, programadas para os mesmos dias e horários das sessões presenciais pelo canal do Youtube do Banco do Brasil ( www.youtube.com/bancodobrasil)

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1427 – Brasil perde Dona Lia do Coco (PE), “brincante que espalhava alegria por onde passava”

 #Luto #CulturaPopular #liadococo #pernambuco #igarassu #cmigarassu #Coco# Cantiga #Ciranda #CavaloMarinho

De causas não reveladas, morreu aos 73 anos na segunda-feira, 16, a pernambucana Maria dos Prazeres Benevidios Ramos, a Dona Lia do Coco, também conhecida por Mestre Lia. Considerada uma griô, cantora de cantigas populares, coco de roda, cirandas e cavalo marinho, entre outros ritmos, ela nasceu em Goiana (PE), vivia no Sítio Histórico de Igarassu, Região Metropolitana do Recife, onde foi velada, recebeu homenagens da Câmara Municipal e para a qual fez declaração de amor expressa na frase: “Me sinto muito feliz dentro de Igarassu, foi o lugar que eu queria morar, era aqui e aqui estou”. A Secretaria de Turismo do município lamentou a morte de sua filha ilustre observando que apenas uma mensagem “não seria o suficiente para falarmos da contribuição de Dona Lia do Coco para Cultura de Igarassu e Pernambuco. Muito obrigada Dona Lia, a brincante que espalhava alegria por onde passava.”

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1404 – Cia Cabelo de Maria comanda arraiá virtual na Casa Museu Ema Klabin (SP)*

#SantoAntonio #SãoJoão #SãoPedro #FestaJunina #CulturaPopular #CasaMuseuEmaKlabin

*Com Cristina Aguilera, Midia Brazil Comunicação Integrada

A Casa Museu Ema Klabin entrou no clima das folias juninas e neste sábado, 26, transmitirá a partir das 16h30 pelo seu canal virtual (cujo linque estará ao final desta atualização) o espetáculo São João do Carneirinho, apresentado pela Cia Cabelo de Maria. O grupo paulistano estará à frente do arraiá online para, ao vivo, tocar e cantar clássicos do gênero como atração do programa #TardesMusicaisEmCasa. O repertório divulgado inclui O sanfoneiro só tocava isso (Geraldo Medeiros e Haroldo Lobo), Olha Pro Céu , São João na Roça , São João do CarneirinhoPiririPau de AraraFogo sem Fuzil (Luiz Gonzaga); SabiáImbalançaRiacho no Navio (Luiz Gonzaga e Zé Dantas); MenininhaPisa o MilhoMasseira (Domínio Público); No meu Pé de Serra (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira); Para Pedro (José Mendes), Farofa fá (Mauro Celso) e Vida de Viajante (Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil).

A proposta de São João do Carneirinho é embalar sem tirar ninguém de casa todas as faixas etárias em show concebido com o intuito de, apesar da pandemia da Covid-19, celebrar o período em que se agradece pelas colheitas realizadas, são acesas fogueiras e feitos novos pedidos para o próximo ano, rituais e tradições que neste ano, ainda por força da doença, ainda não podem ser realizados abertamente e em público. A Cia Cabelo de Maria é formada por Renata Mattar (voz, sanfona e direção geral), Nina Blauth (percussão e voz), Gustavo Finkler (violão, voz, arranjos e direção musical), Micaela Marcondes (violino e vocal), Clara Dum (flauta e voz) e Paulo Pixu (percussão e voz). 

O espetáculo que será transmitido tem apoio cultural do Governo do Estado de São Paulo, por meio do ProAC-ICMS da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e patrocínio da Klabin S.A. Para sintoniza-lo, bastará visitar o linque https://www.youtube.com/channel/UC9FBIZFjSOlRviuz_Dy1i2w

Para mais informações, há as redes sociais abaixo. A classificação etária é de 16 anos.

Instagram: @emaklabin Facebook:  https://www.facebook.com/fundacaoemaklabin/ Twitterhttps://twitter.com/emaklabin/Sitehttps://emaklabin.org.br/

A voz das lavadeiras

A Cia Cabelos de Maria tem ao lado de Gustavo Finkler entre seus fundadores, em 2007, Renata Mattar, formada em canto lírico pela faculdade Santa Marcelina e ex- diretora musical das apresentações Romeu e Julieta Auto do Rico Avarento, ambas do grupo Romançal de teatro, formado por Ariano Suassuna, e de Auto da Paixão, de Romero de Andrade Lima. Como cantora e acordeonista, fez parte do grupo As Orquídeas do Brasil, de Itamar Assumpção, além das apresentações A Vida É Sonho, de Gabriel Villela e Palavra Cantada, de Antonio Nóbrega.

Inicialmente, a proposta da Cia Cabelo de Maria era fazer um espetáculo com vasto material recolhido por Renata Mattar em mais de 10 anos de pesquisa pelo Brasil registrando cantos de trabalho — manifestações de comunidades que trabalham em mutirão cantando ou que alguma vez tivessem cantado no trabalho coletivo e ainda lembrassem daquelas cantigas. Levou um espetáculo deste perfil à unidade Pinheiros e ali surgiu um convite do Sesc para a gravação do primeiro álbum do grupo, com aquelas canções, lançado em dezembro de 2007. As faixas têm participação das destaladeiras de fumo de Arapiraca (SE) e trouxeram reconhecimento do público e da crítica especializada.

As cantigas recolhidas vêm das destaladeiras de fumo de Arapiraca, das descascadeiras de mandioca de Porto Real do Colégio (AL), das plantadeiras de arroz de Propriá (SE), da farinhada da comunidade de Barrocas (BA), da colheita de cacau de Xique-Xique (BA), da bata do feijão de Serrinha (BA) e das fiandeiras de algodão do Vale do Jequitinhonha (MG).Musicalmente, os arranjos privilegiam o formato acústico, passeando por uma variada gama de estilos e ritmos regionais brasileiros. As vozes femininas vêm em primeiro plano, auxiliadas pelos cantos e contracantos do violão, da viola caipira e do violino. A percussão é feita com instrumentos convencionais e com os próprios objetos utilizados na lida.

Em 2009 a gravadora Pôr do Som convidou a Cia Cabelo de Maria para gravar outro disco, com canções do período junino e dedicado ao público infantil: São João do Carneirinho. Em 18 canções, reúne repertório cheio de brincadeiras que convidam o público a participar cantando e fazendo várias atividades, simultaneamente à celebração do período junino, quando se agradecem pelas colheitas realizadas e se acendem as fogueiras fazendo pedidos para o próximo ano. Coco, xote, baião, marchinhas, formam a riqueza e a variedade de ritmos para alegrar em São João do Carneirinho e ainda homenageiam Luiz Gonzaga, o eterno rei do baião, que tantas canções de São João compôs. O espetáculo foi contemplado pelo projeto Rumos – Itaú Cultural e gravou o seu DVD no mês de julho de 2011.

 

1389 – Picuá Produções reúne em Violas de Minas três dos mais importantes violeiros do Brasil

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Neste domingo, 9 de maio, a Picuá Produções promoverá por meio do canal cujo linque estará ao final desta atualização Violas de Minas, uma produção realizada com recursos do Fundo Estadual de Cultura do Estado de MG (projeto nº 2019.1904.0067) que celebrará o encontro de Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias e revelará mais uma vez a amigos do trio e público em geral a riqueza e a diversidade da viola caipira do estado de Minas Gerais. Os protagonistas, juntos, desfilarão a partir das 11 horas cantigas, todas de seus repertórios, que nos fazem viajar pelas folias, batuques, modas, cateretês, catiras e toadas.

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