1338 – Kleztival ganha álbum com 50 gravações de diversos expoentes da música judaica*

Disco que marca 10 anos do festival revela o melhor do estilo klezmer ao redor do globo e artistas como The Klezmatics (Estados Unidos), Polina Shepherd (Inglaterra), Daniel Kahn (Alemanha), Yair Dalal (Israel), e os brasileiros  Nicole Borger, Zemer e Claudio Levitan

* Com Tambores Comunicações

O Kleztival, Festival Internacional da Música Judaica, realizado em São Paulo há 11 anos, colocou o Brasil na rota dos grandes festivais do gênero e é considerado, atualmente, o maior da América do Sul. O evento se equipara em organização, atrações e grandeza aos correlatos promovidos em Israel, Canadá, Polônia, Inglaterra e Estados Unidos; neste ano, por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a edição precisou ser online, entre os dias 17 e 25 de outubro, mas mesmo no novo formato as audiências não frustraram as expectativas do Instituto da Música Judaica Brasil (IMJ-Brasil). A entidade, que tem mesmo muito a comemorar, para celebrar uma década dos concertos, lançara em 2019 o disco triplo Kleztival 10 Anos, que reúne 50 artistas de diversas partes do mundo e revela que a música é feita com raiz na cultura judaica, às vezes de forma tradicional, em outras, mixando-a a gêneros distintos como bossa ou o hip hop, por exemplo.

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1331- Riendas Libres apresenta Peteco Carabajal em apresentação virtual única

*Com Luis Pires Varinha e Rosana Valdez 

O consagrado músico argentino Peteco Carabajal vai fazer apresentação em sala virtual na noite desta quinta-feira, 19,  concerto para a qual a entrada já pode ser reservada em https://hausticket.com/detalle/PETECO-CARABAJAL/; os que fizerem reserva antecipada concorrerão ao sorteio de uma guitarra (violão) da marca Peteco. O espetáculo se chama Peteco por Peteco e será transmitido em conexão online pelo linque https://www.facebook.com/arshowlive/, da Argentina Show Live, a partir das 21 horas naquele país.

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1323 – Jornalista e músico paulistano Zuza Homem de Mello sobe ao Plano Maior

#MáscaraSalva #StopCovid19

#MPB #MúsicaIndependente #CulturaPopular

#Respeito #Pluralidade #Diversidade #Tolerância #Liberdade #Generosidade #Gentileza #Ética #Democracia #BLM #RespeitoAosAnimais

#VivaZuzaHomemDeMello

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O músico, jornalista e escritor Zuza Homem de Mello foi encontrado morto, aos 87 anos, pela família, em sua casa, situada no bairro paulistano de Pinheiros, na manhã deste domingo, 4 de outubro. A causa da passagem dele ao Plano Espiritual foi infarto, sofrido enquanto Zuza dormia. Devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), apenas familiares puderam se despedir durante o curto velório. Em comunicado publicado nas redes sociais, a viúva de Zuza, Ercília Lobo, filhos e netos do casal assinaram nota com o seguinte teor:

“Com enorme dor no coração comunico que perdemos nosso querido Zuza. Ele morreu dormindo, de infarto, após termos brindado na noite de ontem todos os projetos bem sucedidos. Em 35 anos de uma vida compartilhada, pude testemunhar o amor desse homem pela vida, pelo seu trabalho e pela música. Zuza nos deixou em paz após viver uma vida plena!”

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1316 – Sérgio Ricardo, músico de “Terra em Transe” e da crítica social, morre na cidade do Rio de Janeiro

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Cantor, compositor, cineasta, paulista de Marília foi figura de proa de duas das mais históricas manifestações da cultura popular (Cinema Novo e Bossa Nova), marcou a era dos festivais e sai de cena prestes a completar noventa anos como um ícone de resistência e crítica social

O cantor , compositor Sérgio Ricardo morreu, na manhã d ontem, quinta-feira, 23 de julho, aos 88 anos, no Hospital Samaritano, na zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela filha do músico, Adriana Lutfi, que não soube informar a causa da morte, mas há informações de que Ricardo quebrara o fêmur, contraíra Covid-19 e acabou desencarnando por insuficiência cardíaca. Era paulista, de Marília, e em sua certidão de nascimento o nome que consta é João Lutfi; Sergio Ricardo passou a ser o nome artístico após sua contratação pela extinta TV Tupi. Cineasta e também ator, entre outras atividades no universo artístico que incluía pintura, em 2018 concluiu seu último filme, Bandeira de Retalhos, disponível para assistir e baixar em vários portais virtuais (clique aqui e assista ).

 Sérgio Ricardo despontou no período da Bossa Nova, mas prosseguiu compondo, gravando discos e fazendo trilhas para a telona — com destaque para as obras ícones do Cinema Novo, Deus e o diabo na terra do sol e Terra em transe, ambos de Glauber Rocha. A lista de suas canções, pautadas pela crítica social e de resistência aos governos de exceção dos anos de chumbo, tem várias marcantes como Calabouço (homenagem ao estudante Edson Luís de Lima Souto, assassinado por agentes do ditadura militar em 1968, no restaurante carioca Calabouço), Zelão, Pernas, Ponto de partida e Beto bom de bola – esta pivô do episódio em que ele quebrou seu violão durante eliminatória do 3º Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record de São Paulo, em 1967, e jogou o instrumento na plateia ao reagir às vaias . A cena aparece no documentário Uma noite em 67 (2010), de Ricardo Calil e Renato Terra.

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1315 – Acompanhe o 1° Festival Violas ao Sul sem sair de casa e concorra a prêmios

#FiqueEmCasa #MáscaraSalva

#CulturaPopular #ViolaInstrumental #ViolaGaúcha  #MúsicaGaúcha #MúsicaIndependente #RioGrandeDoSul

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Iniciativa do grupo Violas ao Sul terá transmissões virtuais de shows e bate-papos durante três dias com expoentes da atual safra de violeiros gaúchos. O objetivo é ressaltar as possibilidades do instrumento e sua influência na formação cultural de partes variadas do Brasil e do mundo

Os compositores e integrantes do grupo Violas ao Sul Angelo Primon, Mário Tressoldi, Oly Júnior e Valdir Verona estão à frente do Iº Festival Violas ao Sul que reunirá os principais violeiros do Rio Grande do Sul da atualidade para ressaltar as possibilidades do instrumento e sua influência na formação cultural de partes variadas do Brasil e do mundo. As apresentações serão virtuais em respeito aos protocolos sanitários para evitar o contágio pelo coronavírus (Covid-19), possibilitando acompanhar as transmissões, sem sair de casa, entre a quarta-feira, 29, e a sexta-feira, 31 de julho. Cada sessão oferecerá repertório eclético de canções autorais e clássicas do cancioneiro gaúcho e brasileiro, além da música contemporânea. Além da participação do grupo, os encontros e shows virtuais contarão com os violeiros Álvaro RosaCosta, Carlinhos Weiss, Cris Maya e Léo Dias, Leandro Costa e Sidnei de Oliveira entre os convidados.

Paralelamente à programação, estão programadas conversas relativas à presença da viola na música gaúcha e a trajetória de cada violeiro, também com transmissão pela internet. Os idealizadores mediarão bate-papos com os violeiros convidados, de sexta, 24, a terça-feira, 28, a partir das 19 horas, diretamente na página do Violas ao Sul.

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1312 – Bacurau abriga o desbunde tropicalista, o lirismo de Chico e o engajamento de Vandré

#FiqueEmCasa #MáscaraSalva #IsolamentoSocial

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Os seguidores dos tropicalistas achavam os de Vandré caretas e os dois consideravam Chico excessivamente lírico e passadista

Por Julinho Bittencourt

Julinho Bittencourt, músico, jornalista e editor do caderno de Cultura da Revista Fórum, escreveu na segunda-feira, 22, o artigo de opinião que vocês, amigo e seguidor, poderão ler abaixo, na íntegra, sobre um dos mais aclamados filmes nacionais de todos os tempos, lançado e exibido no circuito comercial de cinemas há menos de um ano, após entrar em cartaz no dia 23 de agosto de 2019.

Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, foi indicado ao Oscar 2020 e desde a sua estreia mundial no 72º Festival de Cannes choveram convites para ser atração em mais de 100 outros festivais e mostras mundo afora. Por onde passou, Bacurau arrebatou público e crítica, faturando o Prêmio do Júri do evento francês e vencendo como melhor filme no Festival de Cinema de Munique, entre outras láureas. Em seu texto, cujo linque poderá ser acessado clicando aqui, Julinho aponta possíveis relações entre a trama e os estilos e canções das obras de três dos nossos mais consagrados cantores e compositores: Caetano Veloso, Geraldo Vandré e Chico Buarque.

Em contrapartida à autorização de Julinho Bittencourt e da Revista Fórum para compartilharmos o artigo, pelo que agradecemos, reforçamos aqui a campanha on-line dos produtores da revista para mantê-la ativa e cumprindo seu ofício de bem informar sobre assuntos diversos, com independência, qualidade e seriedade. Saiba como fazer doações ou se tornar um sócio Fórum ou assine um dos planos de apoio disponíveis em https://revistaforum.com.br/socio-forum/financiamento-coletivo-e-recorrente/

Boa leitura a todos!

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1311 – TV Aparecida programa festival com temática caipira para marcar mês das festas juninas

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Uma homenagem às Irmãs Galvão pelos 70 anos de carreira e o documentário Viola Perpétua, ambos inéditos na telinha, fazem parte da programação da emissora católica que será fechada com  registro da visita de Gilberto Gil a arraiais do Nordeste e do Sudeste

A TV Aparecida encontrou uma maneira de promover a cultura caipira neste mês reservado às festas que celebram os santos Antônio (13), João (24) e Pedro (29), quando boa parte das nossas tradições ligadas ao gênero e a fé católica são revividas, mas que neste ano serão prejudicadas por conta da pandemia do coronavírus (Covid-19). Como a quarentena nos obriga a ficar em casa, longe das fogueiras e das quadrilhas, a emissora preparou uma seleção de filmes e documentários para o Festival Caipira que já está rolando desde o dia 3 e terá atrações até dia 28.

Elementos vinculados à música caipira, ao sertanejo, à arte e à lida do campo e suas mais diversas histórias estarão na tela, oferecendo entre os títulos trilhas inéditas. O elenco das produções apresenta atores e artistas consagrados como As Irmãs Galvão – que ganharam tributo pelos 70 anos de carreira, enquanto Viola Perpétua oferecerá um passeio pelo universo caipira e as sonoridades do instrumento. O pacote será completado por Viva São João, estrelado por Gilberto Gil.

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1302 – Festival Nova Viola Instrumental, totalmente virtual, reúne expoentes que executam o instrumento com abordagens que vão além do universo caipira

Fernando Sodré e Letícia Leal, organizadores do evento, pretendem congregar esforços teórico-metodológicos e experiências dos profissionais que trabalham com a viola instrumental da atualidade., reunindo uma geração  que têm trabalhos inovadores e conceituais; conteúdo ficará disponível  um ano para assinantes que se inscreverem 

#FiqueemCasa #MáscaraSalva #ForaBolsonaro

Em tempos de pandemia do coronavírus nos quais a quarentena para tentar conter a expansão da Covid-19 impõe o isolamento domiciliar e o distanciamento social em todo o mundo, as apresentações virtuais de cantores e músicos para seus públicos se tornaram frequente e, nesta onda, também resolveram surfar os violeiros mineiros Fernando Sodré e Letícia Leal. Entre os dias 15 e 17 de maio, eles estarão à frente do Festival A Nova Viola Brasileira Instrumental, que oferecerá em transmissões pela internet onze workshops, palestras, nove concertos e uma mesa redonda de debate com nomes renomados, entre os quais a francesa Fabienne Magnant, além da participação de um consagrado luthier e um técnico de áudio, ambos especialistas na atuação deste instrumento. Para ter acesso aos conteúdos pelo telefone celular, pelo computador ou pela televisão será necessário fazer inscrição prévia que liberará os sinais para a tela, cuja taxa está cotada em R$ 200, valor que poderá ser dividido em até doze vezes. Quem assinar poderá rever as atrações por até um ano visitando a plataforma que hospedará o evento. O endereço eletrônico para mais informações e providenciar a inscrição é https://www.novaviolabrasileira.com.br/

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1295 – Déo Miranda (SE) abre o peito, mas em seu segundo álbum autoral bate duro contra nossas hipocrisias e mazelas do país

Sem medo de atacar quem precisa, falando o que pensa e o que sente, cantor e compositor sergipano vai do micro ao macro valendo- se da poesia, da sonoridade do rock e do linguajar regional nordestina para abordar temas cotidianos como violência urbana e política

O cantor, compositor e poeta Déo Miranda, residente há 14 anos em Mogi das Cruzes, cidade paulista situada na Região Metropolitana da Capital de São Paulo, lançou em julho do ano passado (como parte do 11º Festival de Inverno Serra do Itapety) Poesia Dura, Língua Ferina, Coração Justo. O álbum com 10 faixas é o segundo da carreira de Miranda, artista nascido em Aracaju, capital do estado do Sergipe, e na estrada desde 1989 atuando também como produtor cultural — à frente da Malungada Produtos Culturais, tornou-se idealizador, por exemplo, entre outras iniciativas, do Festival de Arte Popular do Alto Tietê. Poesia Dura, Língua Ferina, Coração Justo indica um momento de releitura do artista em relação à própria trajetória cujo embrião foi bandas de punk e hardcore como Cleptomania, Sublevação e Karne Krua, passando ao longo de seu amadurecimento pelo universo das cantorias e do regionalismo, que sempre fizeram parte de sua alquimia musical e estão entre suas paixões; neste gênero, destacou-se no grupo Batequejé e com o quarteto Cantadores dos Quatro Cantos, entre outros.

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1294 – Conheça Doze Cantos Ibéricos & Uma Canção Brasileira, premiado disco que remete às nossas origens

Gaúcho Martim César, um dos autores do álbum em parceria com Marco Aurélio Vasconcellos, tem mais de 80 prêmios pelo conjunto da prolífica obra musical e literária

Em 14 de março publicamos matéria especial sobre Além das cercas de pedra, um belo trabalho de registro e de divulgação da música nativista gaúcha, destacando um dos três músicos que gravaram o álbum –, o cantor e compositor Marco Aurélio Vasconcellos, que se juntou ao também cantor e compositor, poeta e escritor, Martim César, e ao violeiro, produtor artístico e arranjador do álbum, Marcello Caminha.

Vasconcellos, que fez parte do grupo Os Posteiros e é uma das vozes mais conhecidas e admiradas do Sul do país pelas emocionadas interpretações do que canta, foi quem enviou à redação do Barulho d’água Música um exemplar do Além das cerca de pedra, que a nós chegou acompanhado de Doze Cantos Ibéricos & Uma Canção Brasileira, sucesso anterior dele com César, mais as participações de Caminha (arranjos, contrabaixo e percussão). Elias Barbosa (bandolim) e Rafael Ferrari (bandolim em Sobre os telhados de Lisboa), gravado de março de 2015 a maio de 2016.

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