1572 – V Festival Pedra Branca de Violas e Sonhos reúne 20 atrações em Caldas (MG)

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Apresentações estão programas para o período de 9 a 11/9, com entrada franca

Com Rafael Melo: (35) 98403-7068

A Capela Santa Bárbara, situada no bairro rural Pedra Branca da cidade de Caldas, no Sul de Minas Gerais, abrigará o V Festival Pedra Branca de Violas e Sonhos, evento que oferecerá com entrada franca 20 atrações musicais, entre 9 e 11 de setembro. A proposta do festival é valorizar a cultura popular, as tradições regionais e sensibilizar o público para cuidar da natureza, de modo particular, da Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra da Pedra Branca. Luis Perequê abrirá os trabalhos no primeiro dia, a partir das 19 horas, seguido por Iúna e A Montanha Que Chora. Para o encerramento, os organizadores convidaram Adiel Luna, cantador e repentista pernambucano.

A Capela Santa Bárbara fica a cerca de 10 quilômetros do centro de Caldas, em direção a Pocinhos do Rio Verde (Foto: Prefeitura Municipal de Caldas)

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1557 – Ivan Vilela (MG) é uma das atrações do 20º Festival de Ourinhos, que terá também Fernando Caselato Trio

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A Secretaria Municipal de Cultura de Ourinhos (SP) dará início na segunda-feira, 18, ao 20º Festival de Música da cidade. O evento deverá se estender até 23 de julho e oferecerá, sem cobrança de ingressos, atividades culturais e oficinas de estilos, categorias e instrumentos musicais diversos. Os concertos e apresentações de música estão previstos para começar às 20 horas no palco do Teatro Municipal Miguel Cury. O professor, pesquisador, compositor e violeiro Ivan Vilela será uma das atrações de acordo com a agenda divulgada pelos organizadores. O autor do álbum Paisagens, entre outras contribuições para a divulgação e preservação da cultura popular, tocará na noite de quinta-feira, 21, quando a plateia também ouvirá o Maraka Trio.

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1555 – Com viola na canoa, Zebeto Corrêa (MG) navega rios de Guimarães Rosa e volta à margem com Nonada

#MPB #ViolaCaipira #LiteraturaBrasileira #GuimarãesRosa #CulturaPopular #Itaúnas #MG #MinasGerais

Disco lançado em parceria com Jorge Fernando dos Santos já tem dois anos de estrada e revela mais uma vez que apesar de recorrente o rico universo popularizado pelo escritor de Grande Sertão: Veredas segue  fonte inesgotável de inspiração

Os romances de Guimarães Rosa, notadamente Grande Sertão: Veredas, de 1956, sempre inspiraram cantores e compositores e embora o tema seja dos mais recorrentes e possa em certa medida até parecer já um tanto quanto esvaziado, ótimos discos sempre resultam do fascínio daqueles que se aventuraram a passar a nado por estes caudalosos rios. Um destes álbuns é Nonada, que já completou dois anos de nascimento e foi lançado em abril de 2020 pelo mineiro Zebeto Corrêa, cantor, compositor e multi-instrumentista da cidade de Itaúna. Zebeto Corrêa é um campeoníssimo de festivais e já levou para casa mais de 300 troféus conquistados país afora. Autor de 16 discos e parceiro de inúmeros outros compositores, em Nonada ele prova ainda mais que a versatilidade é uma de suas virtudes, pois além de cantar e tocar diversos instrumentos, também exibe sua familiaridade com a viola caipira. Desta vez, todas as 12 faixas têm letras de Jorge Fernando dos Santos e foram feitas e tocadas no instrumento de dez cordas.

A primeira parceria entre Zebeto e Jorge Fernando resultou em Violinha de Pau, música que saiu em Poemas para Cantar e Dançar, para o qual Zebeto musicou poesias de vários autores do antigo Coletivo 21, em 2014. De lá para cá, ambos assinaram várias canções, a maioria dedicada ao universo da viola caipira, que Jorge Fernando considera o “instrumento-síntese da cultura interiorana do Sudeste brasileiro”.

Zebeto Corrêa despontou com a banda Fogo no Circo, com a qual gravou o primeiro elepê. Pouco depois, lançou Muito Prazer e Cine Metrópole (1991), ambos solo. A partir de 1993, juntou-se a Bartholomeu Mendonça, com quem lançou Além da Curva do Rio. Cinco anos depois voltou aos estúdios e trouxe à luz Princípios, com direito a estreia na Tom Brasil, casa noturna da cidade de São Paulo. Alma Brasileira, de 1999, levou Corrêa e Mendonça à semifinal do Prêmio Visa de MPB, promovido pela Rádio Eldorado.

Somente em 2001 o  filho de Itaúna abraçou em definitivo sua carreira solo e, logo na largada, mereceu de Mauro Dias, jornalista do jornal O Estado de S. Paulo, o elogio de quem o considerou “um dos maiores cantores brasileiros surgidos na última década”. De lá para cá, Zebeto produziu mais de dez discos, com diversos parceiros, entre eles Caio Junqueira Maciel – com o qual compôs cerca de 40 canções – e o gaúcho de Jaguarão Martim César. Este trabalho coerente e sólido, sempre pautado pela qualidade e pelo bom gosto de letras, arranjos e interpretação, pode se conferido, por exemplo, em Era Uma Vez (2005); Trilhas da Literatura Brasileira – Ouvir e Ler (2007); Recados de Minas (2009); e Amores e Outras Flores (2019).

O álbum Nonada, título que remete à palavra com a qual Rosa inicia Grande Sertão: Veredas foi gravado entre dezembro 2019 e março 2020, no Estúdio Zim, do próprio Zebeto, no momento, portanto, que o mundo começava a ser flagelado pela pandemia do coronavírus. Zebeto também fez a mixagem, juntamente com Sérgio Danilo, que tem participação especial como clarinetistas na faixa-título. Outros convidados são o próprio letrista, Jorge Fernando, e o flautista Murilo Ribeiro, ambos na faixa Casarão de Fazenda.

Todas as faixas estão disponíveis nas plataformas digitais e o álbum, entre outros de Zebeto lá disponíveis, pode ser baixado em formato MP3 do blogue Em Canto Sagrado da Terra. O link é http://cantosagradodaterra2.blogspot.com/2022/06/zebeto-correia-nonada.html

Para conhecer mais sobre Zebeto Corrêa leia a entrevista que ele concedeu em 19 de fevereiro de 2018 ao jornalista, músico e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa publicada na revista Ritmo Melodia.

https://www.ritmomelodia.mus.br/entrevistas/zebeto-correa/

1554 – Filpo e a Feira (SP) anunciam lançamento de Morada do vento, segundo álbum do quarteto

#MPB #Forró #Fandango #FoliadeReis #Lundu #Coco #MúsicaCaipira #MúsicaCaiçara #SambadeRoda #RabecaBrasileira #CulturaPopular

O grupo paulista Filpo e a Feira está há quase 10 anos na estrada e acaba de lançar o segundo disco desta trajetória, Morada do vento, com distribuição pela Tratore. Integrado por Filpo Ribeiro (voz, rabeca, viola e marimbau), Marcos Alma (baixo e vocal), Alisson Lima (percussão e vocal) e Lipe Torre (percussão e vocal), o quarteto gosta de explorar os timbres de instrumentos peculiares como a rabeca e a viola dinâmica de 10 cordas, ao lado da zabumba, do triângulo e do baixo, por exemplo, para tocar forró, xaxado, baião e samba de roda. Neste novo álbum, que sucede Contos de beira d’água, as músicas são de Ribeiro, com parceiros diversos. O álbum abraça a diversidade musical brasileira e traz muito mais, mas podemos citar desde forrós como Povo Guerreiro e Olhe o poste; ou o flerte com o samba de roda da Bahia em Casa amarela; ou ainda os xotes Caniné e Cacimba seca.

Os arranjos de Morada do Vento são feitos por todos os integrantes. Inspiram-se em gêneros que marcaram a formação musical deles, mas sem se prenderem a nada. Então, uma hora tem forró e coco, mixados à cultura caipira e caiçara do Sudeste como o fandango, folia de reis e lundu do Norte mineiro. Outra particularidade do disco é que foi gravado como se fosse “ao vivo no estúdio”, sem ‘overdubs’. O que se gravou ficou valendo, “preservando um clima orgânico e fundamental nesse tipo de som”, acentuou Filpo.

Filpo Ribeiro, principal condutor da história do grupo, além de músico é um artesão/construtor do seu instrumento, a rabeca. Redescoberto pela juventude brasileira a partir do movimento Mangue Beat na década dos anos 1990, a rabeca é da família dos violinos, só que anterior a ele e mais rústico. Tem uma presença forte na música brasileira, pois foi o primeiro instrumento de cordas do forró, por exemplo.

 

Filpo e a Feira surgiu em 2014 por iniciativa de Filpo Ribeiro. Contos de beira d’água, lançado em 2017, teve excelente receptividade da imprensa e possibilitou uma série de apresentações pelo Brasil, além de levar o grupo para tocar durante o Festival Forró de Domingo, em Stuttgart (Alemanha), ao lado de expoentes como Oswaldinho do Acordeon. Filpo ainda excursionou pelo Japão realizando uma série de apresentações, gravações e oficinas junto como maestro Michio O’Hara (cravo), em cidades como Tóquio, Nagoya, Osaka, Komaki, Kasugai e Obu, divulgando a música da rabeca, desde a tradição medieval até a sua presença na música brasileira. E neste começo de julho passou pela Espanha para abrilhantar o Festival Encordass 2022, na Ilha de San Simon, no município galego de Redondela, onde protagonizou concertos ao lado de Alisson Lima e oficinas sobre a rabeca brasileira, evento que teve ainda a presença de Ricardo Herz, Maurício Caruso e Vanille Gooaverts.

Leia também no Barulho d’água Música:

1357 – Filpo Ribeiro e a Feira do Rolo (SP) destacam em apresentacões online Contos de beira d’água

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1350 – Conheça Claudio Rabeca e ouça suas contribuições para tirar a “prima do violino” do limbo e valorizá-la além do Nordeste

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1240 – Galba e Victor Batista lançam “28 Cordas ao Vivo” para celebrar uma década de parceria

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1244 – Presenteie sua criança interior com “Um Sonho de Rabeca …”, de Caio Padilha, lançado pela Kuarup

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1140 – Nelson da Rabeca e esposa, com Thomas Rohrer, lançam álbum “áspero”, mas que encanta pelo tom festivo*

https://barulhodeagua.com/2018/12/30/1140-nelson-da-rabeca-e-esposa-com-thomas-rohrer-lancam-album-aspero-mas-que-encanta-pelo-tom-festivo/

1012-Título de melhor rabequeiro do Brasil é pouco para reconhecer a contribuição de Zé Gomes (RS) à música do país

https://barulhodeagua.com/2017/12/27/1012-titulo-de-melhor-rabequeiro-do-brasil-e-pouco-para-reconhecer-a-contribuicao-de-ze-gomes-rs-a-musica-do-pais/comment-page-1/

 

1534- Giancarlo (RS/MG) lança em Brumadinho Por Onde Vamos, segundo álbum da carreira, já disponível no formato digital

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O músico e cantautor Giancarlo Borba está lançando hoje, 14 de maio, o segundo álbum autoral da carreira, Por Onde Vamos, com canções que propõe reflexões sobre as crises sociais, políticas e ambientais. A apresentação está marcada para a cidade de Brumadinho (MG) e coincide com a chegada do disco às plataformas digitais pela distribuidora QUAE. Giancarlo Borba terá a companhia de músicos convidados e líderes indígenas e a renda da bilheteria será revertida para o apoio às retomadas indígenas Kamakã Mongoió e Xucuru Kariri na região. Com produção musical assinada pelo cantautor e direção artística de Sol Bueno, Por Onde Vamos traz provocações de um lugar no presente que reflete sobre quais caminhos a humanidade quer prosseguir. Se ainda não sabemos de um mapa ou ponto de chegada que contemple o pleno respeito à vida, no perguntar-se para onde ir pode habitar a poética de sonhar utopias que caminham. E talvez aí more o sonho do cantador: cantar utopias que caminham pode ser força e movimento para que corpos e vidas possam ser bom de bem viver e esperançar.

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1532 – Samba de Bumbo, tradição nascida em Pirapora do Bom Jesus (SP), será destaque durante III Festival Cidade Musical

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Berço do Samba de Bumbo entre outras manifestações populares e da fé, a cidade de Pirapora do Bom Jesus, situada na Grande São Paulo a cerca de 60 quilômetros da Capital paulista, está gradativamente retomando suas atividades após o período mais crítico da pandemia de Covid-19. Fundada em 6 de agosto de 1725, hoje sob administração desde o começo do ano passado do prefeito Dany Floresti (PSD), Pirapora do Bom Jesus é conhecida, ainda, por atrativos naturais, o que leva ao município não apenas romeiros de várias partes do país que lá pagam promessas e renovam suas crenças em um ambiente de elevada espiritualidade, mas turistas e amantes de esportes de aventura ou radicais, de um modo geral. Floresti tem divulgado que em seu mandato desenvolverá uma gestão que não apenas possibilite atender às reais necessidades dos moradores, mas, para além desta meta, resgatar e potencializar eventos que tanto atendam aos costumes e às demandas locais, quanto integrem e encantem o visitante, oferecendo-lhes eventos e festejos dentro ou fora do calendário oficial municipal que revelem os potenciais que a cidade guarda – estratégia que deverá possibilitar, por exemplo, ao romeiro e aos seus acompanhantes ou mesmo àqueles só de passagem para uma saudável pedalada, desfrutarem por mais tempo (além do compromisso religioso ou de um rápido passeio) da hospitalidade com ares de Interior e das diversas tradições piraporanos nos mais diversos setores, do religioso ao gastronômico e aos esportivos e/ou culturais.

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1528- Cantigas de andar, novo álbum de Osni Ribeiro (SP), reúne memórias, histórias do autor e crônicas do seu tempo e lugar

#MPB #MúsicaCaipira #MúsicadeViola #CulturaCaipira #CulturaPopular #Botucatu #DandôCircuitodeMúsicaDércioMarques

* Com Mercedes Cumaru

As andanças do cantador, compositor e violeiro Osni Ribeiro por diversos palcos Brasil afora serviram de inspiração para a gravação deste mais recente álbum de sua discografia, Cantigas de Andar, já disponível nas plataformas digitais, Partindo da emblemática Botucatu, onde nasceu e reside, Osni Dias contou que “dos encontros e rodas musicais nas cidades por onde passei e mesmo nos caminhos virtuais que desbravamos durante a pandemia [da Covid-19] surgiram novas canções, muitas delas parcerias inéditas. O ‘andar’ artístico continuou e até ampliou-se em formato online. Assim, o álbum revisita essas passagens e apresenta os frutos dessas interações”. O nome Cantigas de Andar faz referência ao conceito do Dandô – Circuito de Música Dércio Marques, projeto coletivo que também ‘anda’ pelo Brasil impulsionando a circulação de shows. “Faço parte do circuito desde 2018 e isso permitiu maior capilaridade para os meus trabalhos autorais, proporcionando interações com plateias e artistas de muitas e diferentes localidades e linguagens”, observou Ribeiro.

O repertório do novo disco incorpora ao trabalho autoral de Osni Ribeiro os traços e as influências de seus parceiros musicais que, da mesma forma, protagonizam, defendem e mantêm vivas as características das tradições culturais e propõem um novo diálogo com a atualidade. Na composição utilizo elementos de nossas raízes culturais e uma linguagem musical que proporciona às plateias a proximidade com um universo que muitas vezes é pintado com cores que não condizem com a realidade e com a história de nossa cultura”, ponderou.

Assim, para Osni Ribeiro, Cantigas de Andar procura ressignificar o movimento da música que flui dos interiores para as metrópoles e carrega na sua essência elementos de ligação e afetividade entre os grandes centros urbanos, as pequenas cidades e o campo. Apresenta novas perspectivas musicais a partir dos regionalismos diversos que sobrevivem dentro de uma nação continental e que necessitam de cuidados com suas matrizes culturais, de reconhecimento e do fortalecimento da sua identidade. É asica caipira, regional, que nos dá a oportunidade de sabermos quem somos e de onde viemos. Cuidar das raízes, sempre, mas sem perder de vista os brotos, flores e frutos, naturais do cultivar, inerentes à dinâmica da cultura, reforçou 

Cantigas de Andar reúne 13 canções assinadas por Osni Ribeiro e parceiros de composições, dos mais recorrentes aos novos, em todas as faixas, o que ampliou consideravelmente os sotaques, as linguagens e as temáticas musicais do disco. Pela ordem de execução, ela são:

1.Rio Acima, Rio Abaixo – Feita com Fernando Vasques, conterrâneo de Botucatu;
2.Porte de Almas Parceria tripla com Vasques e com o mineiro Marcelo Taynara;
3.Rio Amargo – Novamente tripla parceria, desta vez com os poetas mineiros
Paulo Nunes e Juca da Angélica (in memoriam);
4.Nada é Casual– Composição de estreia do escritor Joel Emídio da Silva (SP)
na criação musical;
5.Manhã Violeira – Composta com Bernardo Pellegrini, de Londrina (PR);
6. Milonga Pra Cuidar Da Alma – Milonga caipira com sotaque gaúcho de
Rodrigo Rocha, de Encruzilhada do Sul;


Disponível em todas as plataformas digitais e em https://tratore.ffm.to/cantigasdeandar


7.Estações – Trabalho compartilhado com Alexandre Lemos, compositor
carioca consagrado com músicas gravadas por Renato Teixeira e Ney Matogrosso;
8.Dança de Nhanderu – Com o parceiro mais recorrente, premiado poeta e
escritor Marco Cremasco;
9.Viagem de Folia– Com o poeta mineiro Paulo Nunes;
10.Tanto Trem – Com o jornalista, pesquisador, escritor e poeta Sérgio Santa Rosa;
11.Simples Assim – Parceria com o companheiro de cantorias e vizinho de  Botucatu Cláudio Lacerda;
12.O Pó da Rabiola – Parceria inédita com o pernambucano Tavinho Limma, radicado em Ilha Solteira (SP) e amigo de festivais há mais de 30 anos;
13.Viola Que Chora – Com o poeta mineiro radicado em Brasília Edimar Silva

O TRADICIONAL E O CONTEMPORÂNEO COMO BROA E CAFEZINHO

Nascido em Botucatu, no interior de São Paulo, Osni Ribeiro começou sua trajetória musical em 1981 cantando música caipira com o parceiro José Lira. Em 1986, já em carreira solo, passou a se apresentar em casas noturnas e projetos alternativos. Rodou São Paulo, Minas Gerais e Paraná participando de festivais de MPB, um deles, o Festival de Música e de Poesia de Paranavaí (PR), o Femupo, onde e quando nos tornamos amigos em 1997 e ano no qual passou a desenvolver trabalhos de pesquisa e composição baseado na música do interior de São Paulo com influência rítmica e temática da música caipira.

Em 2018, integrou a coletânea Viola Paulista I lançada pelo selo SESC/SP, com curadoria de Ivan Vilela. Fez parte de montagens musicais como Mazzaropi, o Carlitos Caipira, Sobre Trilhos e Canções, No Coração do Brasil tributo à Tonico e Tinoco e SP CaipiraCriou, dirige e apresenta a série virtual Manhã Violeira, programa de entrevista expoentes e emergentes da cena da viola, da música e da cultura caipira. Entre as temáticas de destaque presentes em seu trabalho estão a valorização e difusão da música caipira de raiz, a viola e o constante diálogo entre o tradicional e o contemporâneo na música brasileira.  A discografia inclui Osni Ribeiro” (1994), Bebericando (1996), Arredores (2018) e, agora, Cantigas de Andar, disponível em todas as plataformas virtuais). Rabiola, primeiro álbum de viola integralmente instrumental está em fase de preparação.

Leia mais sobre Osni Ribeiro ou conteúdos a ele relacionados aqui no Barulho d’água Música em:

https://barulhodeagua.com/tag/osni-ribeiro/

1529- Selo Belic Music chega ao mercado com foco na música instrumental e na canção brasileira*

#MPB #MúsicaInstrumental #Rock #Blues #Vanerão #Chacarera #Choro, #Baião #Forró #CaxiasdoSul #RS #Eindhoven #Holanda #CulturaPopular

* Com Verbena Assessoria: Eliane Verbena / João Pedro

Após mais de 10 anos de atuação no mercado artístico e cultural, a Belic Arte.Cultura está lançando o selo Belic Music que, em um primeiro momento, enfocará a música instrumental brasileira e na canção brasileira de artistas e grupos atendidos pela agência. O novo braço comercial entra no mercado musical com títulos dos seguintes artistas nos próximos meses – Beba Trio, Choro Pro Santo, Fábio Bergamini, Filó Machado e Quarteto de Cordas Vocais, cujos lançamentos serão divulgados oportunamente, além de outros programados ainda para este ano.

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1522 – Atribuição de sucessos de Ruy Maurity aos seus intérpretes contribui para por no esquecimento obra das mais genuinamente brasileiras

#MPB #Samba #RockRural #MúsicaRegional #Umbanda #Candomblé #Telenovelas #CulturaPopular #ParaíbadoSul

É costume recorrente entre alguns apresentadores de programas musicais populares de rádio e também de provedores de conteúdos na internet atribuir a autoria de composições que estão sendo tocadas ou divulgadas, em determinados momentos, a quem as interpreta, quando não deixam de mencionar o compositor. Estes erros podem ser apenas pura e simples ignorância ou desatenção, mas são equívocos que podem contribuir de maneira impactante na desvalorização da carreira dos criadores, dos mais tarimbados aos menos criativos, ajudando, inclusive, a mantê-los no ostracismo ou longe da fama que mereceriam, permitindo a outros fazerem fortuna com o chapéu alheio. Sem contar que podem ser entendidos como violação, ainda que involuntária, da propriedade intelectual e imaterial de um trabalho artístico que levou tempo e exigiu algum grau de elaboração para tirar o branco do papel.

Quem viveu a adolescência e a juventude na virada dos anos 1970 para os 1980, como eu, ouviu bastante e cantou em rodinhas, animadas por um violão, Serafim e Seus Filhos e Marcas do Que se Foi, por exemplo. A primeira varou o tempo e chegou bastante conhecida ainda nos dias atuais; a segunda, mais propriamente um jingle, embalou as chamadas de final de ano da Rede Globo, em 1976: em uma de suas versões, levava o telespectador a passear por bucólicas paisagens rurais; eu, com 12 para 13, “viajava” nas imagens que me colocavam a bordo da velha “jaú”¹ azul marinho do motorista Zé Portes subindo e descendo a empoeirada estrada de ligação entre Juiz de Fora e Chácara, cidades da Zona das Mata mineira, onde mor(ava)m tios e avôs paternos. Serafim e Seus Filhos, arrisco defender, tem uma das letras mais interessantes e poéticas de nosso cancioneiro (leia matéria a respeito, de José Mário Espínola, médico e escritor, clicando aqui), foi bastante difundida quando “estourou” e, justamente por virar um sucesso atemporal, muita gente gosta de regravá-la – na maioria das versões que conheço, felizmente e ao menos, preservando o seu arranjo original, com poucas alterações.

Marcas do Que Se Foi chegou a ser sulcada em um bolachão (Estrelas, de 1977), com sua autoria atribuída aos The Fevers, enquanto a mística Serafim e Seus Filhos aparece citada por ai ora como composição de Zezé Di Camargo & Luciano, ora, ainda, de Sergio Reis, por exemplo. Consuma-se, assim, um dos erros citados acima, posto que entre os autores de ambas um deles é Ruy Maurity, fluminense que partiu para o Plano Maior há alguns dias – embora, justiça seja feita: há pouco tempo envolvido no centro de uma infeliz polêmica política, o cantor sertanejo/caipira, em um dos shows do seu projeto Sergio Reis e Filhos que promoveu há anos, disse em bom e alto tom quando começava a executá-la em um concerto da turnê que Maurity é o autor, em parceria como José Jorge, da épica saga que se passa em noite alta de lua mansa. A dupla Maurity/Jorge, arco e flecha na biografia de ambos, também é devidamente mencionada nos créditos do álbum que as apresentações ao vivo do projeto SR renderam – disco por sinal belíssimo, lançado pela Atração Fonográfica, em 2003 e daqueles que valem a pena ter e ouvir, sempre… mesmo se você tenha “cancelado” o Sergião no ano passado, talquêi?!. Marcas Do Que se Foi também é de Maurity e de Jorge, com Paulo Sérgio Valle, Tavito (1946 – 2019), Ribeiro e Márcio Moura, embora de autoria oficialmente creditada à produtora de jingles Zurana.

Antonio Adolfo (de óculos), abraçado por Ruy Maurity, escreveu: “Uma notícia muito triste: meu querido irmão e grande compositor, Ruy Maurity, foi embora para sempre essa noite. Ficará sua obra lindíssima e as lembranças da maravilhosa pessoa que sempre foi. Fique em Paz. Você sempre mereceu o nosso amor! Viva Ruy Maurity!” Já Carol Saboya comentou: “Nessa madrugada, meu tio Ruy Maurity nos deixou. Uma pessoa muito amorosa, um compositor incrível! Vai fazer muita falta!” (Foto: Acervo da família)

Ruy Maurity de Paula Afonso nasceu em Paraíba do Sul (RJ) e saiu de cena em 1º de abril, aos 72 anos, após dias em coma provocada por duas paradas cardíacas, decorrentes de um exame de endoscopia. Era filho da primeira violinista a integrar a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal da cidade do Rio de Janeiro, Iolanda. Seu irmão é o pianista e compositor Antonio Adolfo, pai da bela cantora Carol Saboya. Contudo, a obra de Maurity na cena musical nacional não alcança o mesmo reconhecimento da de Adolfo — que segue ativo, reside nos Estados Unidos da América e desenvolveu sólida carreira no Exterior gravando, por exemplo, ótimos tributos a Milton Nascimento e Tom Jobim, entre trabalhos autorais de fôlego. Esta obliteração do irmão pela mídia, somada aos equívocos das autorias creditadas a seus interpretes, configura outro pecadilho contra o legado de Maurity – algo muito semelhante ao que até hoje sofre Sidney Miller, embora a genialidade de ambos os deixe nos mesmos patamares, por exemplo, de Belchior e de Chico Buarque, embora estes tenham estilos mais bem definidos ou pouco menos ecléticos dentro do guarda-chuva da MPB.

Muito mais do que Serafim e Seus Filhos e Marcas Do Que Se Foi, Maurity emplacou várias de suas composições em novelas da Vênus Platinada como A Escalada, Fogo Sobre Terra e Dona Xepa (na trama de 1977, a original, da Globo³, é dele o tema de abertura), em época na qual a vendagem de discos de vinil com as respectivas trilhas dos folhetins globais era turbinadora das receitas e carro-chefe da gravadora Som Livre. A ele é dado o status de um dos percursores do Rock Rural – gênero pelo qual também transitou concomitantemente e talvez com maior identificação Sá, Zé Rodrix, Guarabyra, Tavito e, no qual, até hoje, Zé Geraldo põe bolas no ninho da coruja – e às do segmento contido na ampla etiqueta #MúsicaRegional. Maurity, contudo, talvez seja, mesmo, com maior e indiscutível mérito, um dos baluartes mais iluminados entre compositores e intérpretes (como Geraldo Filme, Luiz Américo, Clara Nunes, Clementina de Jesus e Martinho da Vila) de um terreno no qual hoje se destacam Mateus Aleluia, Mariene de Castro e o violeiro mineiro Paulo Mourão, só para começar a riscar a pemba: o do samba que dialoga com elementos da religiosidade de matriz africana, trajado quase que essencialmente de branco, com os dois pés bem fincadinhos nos sagrados terreiros da Umbanda e do Candomblé!

Religiões que têm milhares de adeptos espalhados pelo país, embora ainda sejam alvos de intolerância e preconceitos injustificáveis, a Umbanda e o Candomblé, referências claras aos seus rituais e costumes de ambas aparecem no repertório de Maurity, de forma bem demarcada como uma batida de atabaque em Barravento. Revelam-se em letras e arranjos apoiados em instrumentos típicos como a da clássica Nem Ouro Nem Prata, faixa-título do, talvez, melhor entre tantos ótimos álbuns de Ruy Maurity, este lançado em 1976, que sobrevive na memória popular embalada pelos versos de um ponto cantado largamente em giras Brasil adentro: Samborê, pemba, é folha de jurema; Oxóssi reina de Norte a Sul… Esta veia também pulsa em Quizumba de Rei; e Xangô, o Vencedor (do mesmo álbum de 1976); aparecera antes em Cajeré (Safra/74, 1974); retornou em Festa Crioula, Sete Cavaleiros, Ganga Brasil e Pai João (Ganga Brasil, 1977) e repetiu-se, por exemplo, em Ponto Final (Bananeira Mangara, 1978) e Casamento de São Jorge e Réquiem De Uma Princesa Nagô (Natureza, 1980),

O talento de Ruy Maurity e sua ampla identificação com as tradições e costumes da brasilidade, portanto, constituem uma obra copiosa e entranhada na cultura popular. Mas, ainda assim (ou talvez por isso?) tão logo o moço recebeu de Oxóssi permissão para andar livremente pelas matas, para ver o mundo do alto das montanhas de Xangô ou fluir como espírito livre feito as águas abençoadas por Mãe Oxum, não mereceu nem na mídia especializada pouco mais do que notas curtas ou textos burocráticos em obituários. Mas como provavelmente ainda no ventre de Dona Iolanda o menino escutou a gargalhada do Tranca Ruas. ao abrir a porteira para vir ao mundo já baixou com moral junto a baianos, boiadeiros, marinheiros, pretos velhos e logo aprendeu a tocar violão, sozinho. Como muita gente boa, deu os primeiros passos na carreira em festivais a partir do efervescente 1968, ano de chumbo em que sua Arruaça (composta com José Jorge) foi defendida no I Festival Universitário de Música Brasileira pela cantora Sônia Lemos, conforme lembrou em seu blogue Pop & Arte o jornalista Mauro Ferreira, do portal G1. Maurity teve outras duas parcerias com José Jorge gravadas por Maysa, em 1969, Estranho Mundo Feliz e Quebranto, antes de faturar o III Festival Universitário de Música Brasileira, em 1970, com a música Dia cinco, mais uma das muitas parcerias com José Jorge, ainda conforme Ferreira.

Brasil ame-o ou deixe-o, tricampeão de futebol no México. Naquele mesmo ano saiu o primeiro elepê – Este é Rui Maurity, que faz uma alusão à Alegria, Alegria, de Caetano Veloso, e ara o roçado para Serafim e Seus Filhos, apresentada, pela primeira vez, em 1971, entre as faixas de Em busca do ouro². Três anos depois, Ruy Maurity assinou Safra/74, que teve canções incluídas nas trilhas sonoras de Escalada e Fogo Sobre Terra. Em 1976 e 1977, brindou-nos com Nem Ouro Nem Prata e Ganga Brasil, que inclui a global Dona Xepa. Bananeira Mangará, no ano seguinte, renovou a discografia, mais uma vez com bônus de louvor dados pela crítica a começar pela música de abertura, Pelo Sinal; depois, na década dos anos 1980, voltou aos estúdios para gravar Natureza (da capa em que ele está pescando uma bota em um riacho) e A Viola no Peito. Em 1998, com arranjos de temática caipira, produziu De Coração, no qual reinterpretou, por exemplo, Serafim e Seus Filhos e Menina do Mato, reavivando diversas parcerias com José Jorge.

Nem Ouro Nem Prata foi regravada por Teresa Cristina, em 2007, quando a filha de Paulinho da Viola lançou o álbum Delicada. Dos sete álbuns do período durante o qual Maurity esteve em alta na década dos anos 1970, Este é Ruy Maurity é o único que não tem o selo da Som Livre, marca distintiva dos demais que são: Em busca do ouro (1972), Safra/74 (1974), Nem Ouro Nem Prata (1976), Ganga Brasil (1977), Bananeira Mangará (1978) e Natureza (1980); Safra/74 teve produção de Eustáquio Sena e arranjos de Antonio Adolfo, e dele Ferreira destacou “músicas inspiradas” como Parábola do Pássaro Perdido e Com Licença, Moço, ambas compostas por Maurity e José Jorge. De Bananeira Mangará Mauro Ferreira pinçou a parceria então inédita de Maria Bethânia com a violonista e compositora Rosinha de Valença em Cana caiana (1978), “música afinada com o Brasil rural cantado com inspiração por Ruy Maurity.”

Os discos, ainda observou o blogueiro do G1, apresentam títulos que já evocam a brasilidade entranhada na obra do artista. “Após esse período áureo, Maurity gravou poucos discos a partir dos anos 1980. Mas os álbuns que deixou ainda guardam pérolas que merecem ser pescadas no baú”, emendou Ferreira. Citando versos da canção atribuída ao The Fevers, Mauro Ferreira terminou sua matéria com a frase “os passos de Ruy Maurity pelo chão do Brasil vão ficar”. Laroyê!


¹ Jaú é como meu pai, Geraldo Caetano de Lima, chamava uma “jardineira”, antigo modelo de ônibus como era o de Zé Portes. O trajeto entre Juiz de Fora e Chácara é de 28 quilômetros, hoje, asfaltados.

² A música Serafim e Seus Filhos teve uma segunda versão, a continuidade da saga, gravada como As Artimanhas de Lourenço, Filho de Serafim, como faixa 11, em Natureza.

³ A novela Dona Xepa primeiro foi exibida pela TV Globo, entre 24 de maio a 24 de outubro de 1977, em 132 capítulos, no horário das 18 horas. Era baseada na peça teatral homônima, escrita em 1952, por Pedro Bloch, adaptada por Gilberto Braga, com direção de Herval Rossano. O elenco reuniu Yara Cortes, Reinaldo Gonzaga, Nívea Maria, Edwin Luisi, Rubens de Falco, Cláudio Cavalcanti e Ana Lúcia Torre nos papéis principais. Em 2013, a Record pôs uma segunda versão no ar, em 91 capítulos, sempre às 221h15 de 21 de maio e 24 de setembro de 2013.

4 A “paternidade” de Marcas do Que se Foi, na internet, também aparece para Zezé Di Camargo & Luciano, Roupa Nova e Padre Marcelo Rossi, entre outros equívocos. 

Marcelino Lima é jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 1991, atuou como repórter, editor e revisor dos mais importantes jornais de Osasco e região,  em diversas coberturas da área esportiva, cultural, política e sindical, em assessoria de imprensa para várias entidades e prefeituras, além de campanhas eleitorais. Também é fotógrafo e há oito anos coordena as publicações do Barulho d’água Música. Para contribuir com o blogue, deposite qualquer quantia no PIX 04992937896 ou 992590769.



      

1514 – Brasil e a cultura latino-americana perdem Míriam Miràh, eternizada em 1985 com a música Mira Ira, em sua homenagem

#MPB #MúsicaLatinoAmericana #MíriamMirah#RaícesdeAmérica #Tarancón #FestivaldosFestivais1985 #MiraIra

O Brasil perdeu uma das suas maiores cantoras e eu uma grande amiga: Míriam Miràh. O coração que recebia a todos e todas com imenso carinho não toca mais a melodia da alegria, que sempre foi a sua marca. Falar que deixará saudade é redundância e não dará a grandeza de sua importância. Para mim, além de uma das vozes mais lindas que conheci, ficarão as lembranças dos vários trabalhos que realizamos juntos, ela como cantora e eu como apresentador ou produtor. Foram momentos de extrema alegria, daqueles que são guardados para a eternidade (…)

Míriam, onde você estiver, continue fazendo os seus lindos shows…”

Franklin Valverde,escritor, jornalista, poeta e professor universitário

Hoje você fez sua travessia. Tão prematura, inesperada… E toda a sua música se foi. Levou com você todo seu amor, contagiante, por Victor Jara, Violeta Parra. Mas voce deixou filhotes… E nós, que aqui ficamos, aqui te saudamos: gratidão pela sua vida! Seguimos com a sua obra, te amando, como encantada nossa, Míriam Miràh! Boa noite, até amanhã!”

Nani Braun, atriz e arte-educadora

Fico assim, estarrecida, desentendida, partida ao meio. Descanse em paz, Míriam Miràh, e que essa luz imensa e generosa que você é continue a nos iluminar dos altos céus, onde você faz morada com as estrelas Meus mais forte abraço a todos os familiares.”

Grazi Nervegna, cantora, compositora e escritora

[Míriam Miràh] foi se encontrar com a querida Mariana Avena II para formar um belo dueto, quem sabe junto com Mercedes e tantas outras que partiram. Sem palavras. Bom retorno a pátria espiritual e obrigado por tudo.”

Zé Roberto Vaicenkovas

Míriam Miràh de Tarancón. Miriam Mirah de Raíces de América.Miriam Mirah de Gracias a La Vida, de Violeta Parra, de Mercedes, de Pablo Milanés. Miriam Mirah minha, nossa, de Mira Ira, de Lula Barbosa, de Jica Benedito e de todos que se iluminaram num palco de uma América Latina. Miriam Mirah, nossa dama latina, OBRIGADA! Siga pelos traços cintilantes da nossa América.

Seu sopro de luz ecoará sempre pelas matas e suas divindades.”

Márcia Cherubin, cantora e compositora

Morreu Míriam Miràh, uma das vozes responsáveis pela popularização do canto latino-americano no Brasil (…). Míriam trazia luz e leveza em sua voz.”

Cardo Peixoto, cantor e compositor

A apenas dez dias da data em que ela completaria 69 anos, o Brasil perdeu na terça-feira, 22 de março, Míriam Miràh. Cantora e compositora paulistana, vocalista a partir de 2002 do grupo Raíces de América e também uma das fundadoras do emblemático Tarancón, em 1972, Míriam, segundo informações da família, sofreu um infarto. Assim, calou-se uma das vozes mais marcantes do Cone Sul e de toda América Latina, à altura da argentina Mercedes Sosa e da chilena Violeta Parra, por exemplo – ambas, como a brasileira, identificadas com o compromisso de cantar como causa e sem amarras, apenas por valores imprescindíveis na cultura continental como liberdade, democracia, autonomia dos povos latino-americanos, respeito aos direitos humanos e das minorias (em cada canto do planeta), às causas populares, pela igualdade socioeconômica, valorização do trabalho e da fraternidade, com coragem e sem concessões aos modismos e aos apelos comerciais. Quem escolhe ouvir as canções que a tríade canta ou compôs (como verdadeiros legados) encontra, ainda, profundas e inadiáveis lições de amor ao próximo, independentemente de sua origem, em versos e letras marcados por engajamento, resistência, denúncia e protesto.

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