Fotógrafa da equipe do Barulho d’água Música comemora aniversário com show de Wilson Teixeira, em São Paulo

Elisa e Magrão
Com Sérgio Magrão, do 14 Bis, no camarim do SESC Itaquera, em abril, Elisa Espíndola flagrada pela lente de Nalu Fernandes

Hoje, 26, o Barulho d’água Música comemora o aniversário de Elisa Espíndola, uma das fotógrafas que emprestam o seu talento para o blog.

Elisa é muito querida no meio musical e entre seus principais tietes de carteirinha destacam-se Zeca Baleiro, Renato Braz, Fagner, Tavito, Paulinho Moska, Juca Novais, Tuia Lencioni, Rodrigo Zanc, Salatiel Silva, Cláudio Lacerda, Katya Teixeira e Wilson Teixeira —  apesar do sobrenome, estes dois últimos são manos só de coração.

Wilson Teixeira, por sinal, vai se apresentar na sexta-feira, 28, no Julinho Bar Clube. Durante o show ele tocará suas principais canções e puxará ao som da viola o tradicional coro de “parabéns a você”.  

A equipe Barulho d’água Música ainda não descobriu, infelizmente, a fórmula para estar em dois lugares ao mesmo tempo e, justo no dia da festa vai a trabalho para Ribeirão Preto, obrigando-nos a dar cano e ficar devendo um caloroso abraço na amiga aniversariante. De nossa parte, entretanto, aduvidamos que isso não tem importância, antecipamos nossos cumprimentos e te desejamos, Elisa Espíndola, muita paz, saúde, alegria e tudo o que de melhor houver! De quebra enviamos beijinhos para o Bartô e para o Boris!

O Julinho Bar Clube fica na rua Mourato Coelho, 798, em Pinheiros. É preciso fazer reserva com antecedência, e o couvert está estipulado em 15 paus!

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Elisa Espíndola (de verde), deixando com Wilson Teixeira, Nalu Fernandes e Marcelino Lima a Casa de Cultura Hermann Hesse, em Americana. onde o violeiro fez show, em maio, pela Virada Cultural (Foto: Andreia Beillo)
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Momento captado por Elisa Espíndola: a equipe de trabalho do Barulho d’água Música posicionando-se e ajustando câmeras para registrar a apresentação de Wilson Teixeira, em maio, durante a Virada Cultural de Americana (SP)
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Camarim do SESC Campinas. Elisa Espíndola, de branco, está na foto que ela mesma preparou e fez momentos antes de um show de Rodrigo Zanc, em agosto. Na imagem vê-se depois dela Nalu Fernandes, Vivian Daves, e, de pé, Rodrigo Zanin (violão), Bia Zanin, Andreia Beillo, Marcelino Lima, Rodrigo Zanc, Elaine Zanin e Bruno Bernini. Rodrigo Zanin e Bia são filhos de Elaine e Rodrigo Zanc e Bruno Bernini é o percussionista da banda

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Mineiro, Fabrício Conde extrapola adjetivos como violeiro, escritor e contador de causos repleto de predicados

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Márcio Hallack, Fabrício Conde e Zé Nogueira foram atrações de mais uma edição do Instrumental SESC Brasil (Fotos de Marcelino Lima)

Genial. Notável. Impecável. Sim, só que não, ou… não apenas. Seja qual for o adjetivo que se empregue para definir Fabrício Conde ainda será um vocábulo reducionista e que não exprimirá, em toda sua completude, o talento deste mineiro de Juiz de Fora (MG), terra situada lá na Zona da Mata que conheço tão bem e para a qual sempre me arrastam várias das minhas memórias afetivas. E ao buscarmos esta definição a qual Fabrício Conde estaríamos nos referindo? Seria possível haver um Fabrício Conde, violeiro, e outro, poeta, escritor e contador de causos, ou vários, coexistindo? 

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Rio São Francisco completa 513 anos resistindo em sete estados e inspirando poetas e cantadores

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Neópolis, cidade de Sergipe, é uma das muitas que o São Francisco banha ao percorrer sete estados brasileiros

Os diversos rios que cortam o país são temas recorrentes na música brasileira ao longo dos tempos. Cantadores, compositores e poetas costumam reverenciar as belezas e as diversas utilidades que eles têm para as populações que vivem às suas margens,  que vão de atividades de subsistência por permitirem a pesca e a agricultura à navegação, além de alimentar histórias de amor e causos, alguns pitorescos e carregados de elementos fantásticos.

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Livraria Cortez recebe Socorro Lira e vários artistas em IX Sarau de Cordel

 

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Socorro Lira, de Brejo da Cruz (PB), uma das atrações do IX Cordel da Cortez (Fotos Marcelino Lima)

A Livraria Cortez convidou a cantora e compositora Socorro Lira para ser uma das atrações da abertura do IX Sarau de Cordel, evento que promove há 12 anos no piso superior da loja localizada na rua Bartira, 317, ao lado do campus da PUC de São Paulo, em Perdizes.

Antes de cantar e tocar para o público, Socorro Lira foi precedida por artistas de várias vertentes da cultura popular residentes em São Paulo e na região do Seridó, situada entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba, apresentados pelo cordelista Moreira de Acopiara. Entre um bocado de feijão de corda com cuscuz, farinha de mandioca e manteiga de garrafa, caldinho de feijão fradinho, rapaduras, sucos de caju e de graviola e licores de tamarindo e cana de açúcar, caprichosamente preparados por Dona Júlia, a plateia ouviu, por exemplo, a cantoria de Aldy Carvalho e Cacá Lopes; Djanira Feitosa, cordelista de Acopiara; os escritores Marco Haurélio, Audálio Dantas e Adelson Aprígio Filgueira; os atores Anísio Clementino e Maria Rocha; e a xilogravurista Nireuda Longobardi. Depois de Socorro Lira, o microfone foi entregue ao cantor Téo Azevedo.

O Sarau da Cortez é realizado desde 2002 e já virou referência para vários artistas do Nordeste que buscam seu lugar ao sol e reconhecimento no cenário nacional a partir da capital paulista. Muitos mantêm suas trincheiras nas cidades de origem, mas mesmo os que se arriscam longe da terra natal conservam e transmitem em suas obras as características do berço onde nasceram e se criaram, permitindo a difusão de valores e hábitos que se mesclam aos de outros lugares brasileiros e o enriquecimento do patrimônio cultural do país.

Um destes nomes é Moreira de Acopiara, município cearense. Autor de vários livros de cordéis, ele coordenou a apresentação do dia 9, ocasião em que declamou o poema “Tiê-Sangue”. Neste texto, Moreira tanto faz alusão ao pássaro encarnado, como aos jovens detentos com os quais trabalha em projetos de recuperação em uma cadeia paulistana. Ele está escrevendo o livro “Se Meu Cachorro Pensasse” e a partir das 16 horas do sábado, 16, lançará na Cortez “A Divina Comédia” obra de Dante Alighieri adaptada para o cordel. A tarde de autógrafos é parte da programação do dia de encerramento do IX Sarau.

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Ednilson Cortez, um dos anfitriões do evento que a livraria organiza desde 2002

Ednilson Cortez é um dos idealizadores do agradável e rico encontro acolhido pela livraria de Perdizes. Com extrema gentileza e agradecendo sempre aos que chegavam para participar do IX Sarau, era Ednilson quem recepcionava à porta, um a um, tanto os convidados, quanto as pessoas que haviam se inscrito — incluindo os que visitavam aquele espaço pela primeira vez como os autores deste blog. Atraído pela informação de que Socorro Lira estaria presente, o Barulho de Água não podia fazer ideia da envergadura, da importância e belezas daquela reunião. “Eu tinha vontade de fazer o sarau, mas a mantinha no campo do desejo até que um amigo me disse ‘quando você quer, de verdade, você faz’”, disse. “Hoje, a partir de nossa iniciativa, tenho visto vários movimentos de valorização da literatura de cordéis”.

José Xavier Cortez, proprietário da loja, é outro grande entusiasta das diversas formas de manifestações artísticas e populares do povo brasileiro. Ele afirmou que acredita no Brasil e como nordestino sente-se colaborando decisivamente para a valorização da cultura do país. “Penso como o escritor Assis Ângelo, para o qual a cultura popular é o DNA de um povo”. Ele ainda comentou que a sua livraria é a única do sudeste que prestigia a literatura de cordel, cordelistas, repentistas, cantores e poetas, “artistas que formam o nosso verdadeiro patrimônio cultural”. Xavier aplaudiu calorosamente todas as apresentações e de Socorro Lira ouviu agradecimentos especiais pela generosidade e incentivo aos artistas que já passaram por aquela casa.

É importante registrar, também, algumas palavras de Socorro Lira, paraibana de Brejo do Cruz, cidade no qual mantém trabalho social com jovens. Vencedora do Prêmio Sharp de 2002, ela criticou a falta de atenção da mídia e dos formadores de opinião que não dão respaldo a obras de artistas como vários daqueles que constituíram a plateia para prestigia-la. “Para sair na televisão você precisa pagar, ou seja, tem de recorrer a jabaculês, ou jabás, concordar com o hábito reinante no meio conservador de doar algo para poder receber em troca”, afirmou enfática. “Mas acontece que o artista popular também necessita de comida, precisa se vestir, tratar da alma, ou seja, precisa receber pelo que produz, e com dignidade”, prosseguiu. “Nós temos apenas vocês aqui presentes para ouvir nossos discos, enquanto a maioria das pessoas ouve apenas o que é imposto de cima para baixo”.

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A escritora Cristiane Cobra, Moreira de Acopiara e Aldy Carvalho
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José Xavier Cortez lembrou Assis Ângelo: “A cultura popular é o DNA de um povo”
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O poeta Moreira de Acopiara coordenou as apresentações. O cearense é autor de vários livros, está trabalhando em “Se Meu Cachorro Pensasse” e neste dia 16 lançará na Cortez “A Divina Comédia Humana” em cordel
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Aldy Carvalho cantou “Desassombro” e “Sina de Cantador”. Autor de “Alforje”, ele voltará à Livraria Cortez para lançar “Cantos d’Algibeira” em 20 de setembro
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Djnaira Feitosa, de Acopiara (CE), apresenta ao público seu cedê “Cordéis Cantados”. Ela participará da Bienal do Livro do Ceará, em Fortaleza, no mês de dezembro, onde lançará três cordéis: Princesa do Sítio Laranjeira, Hermitão e A Vida do Turco
Cacá Lopes, escritor que recitou parte da história infantil Cinderela, recriada em forma de cordel, além de cantar para entreter o público
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A xilogravurista Nereuda Longobardi explicou como são algumas técnicas para a composição das peças que ilustram capas de livros e outros suportes, como a capa do álbum de Socorro Lira “Lua Bonita”. É dela a ilustração que Moreira de Acopiara segura em mãos
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O cantor e compositor Téo Azevedo cantou músicas de sua carreira ao final do evento do sábado, 9
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o escritor Marco Haurélio é curador do Sarau. Ele homenageou Ariano Suassuna recitando uma trova da qual é autor “Sussuana não morreu/ escreva no seu caderno/Jamais morre quem nasceu/ com o dom de ser eterno
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O autor Anísio Clementino, que cantou “Cantiga do Boi Encantado” de Elomar, e interpretou com Moreira de Acopiara um trecho de uma nova peça que está produzindo
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A cordelista e escritora Maria Rocha interpreta com Moreira de Acopiara a história de Chicão e Helena, de sua autoria
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Audálio Dantas exibe bela imagem de um vaqueiro de Serrita (PE), onde é realizada a “Missa do Vaqueiro”, parte integrante do livro “O Céu de Luiz”, que ele lançou e pode ser encontrado na Livraria Cortez, em homenagem ao sanfoneiro Luiz Gonzaga, cujo centenário se completou em 2013
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Adelson Aprígio de Lima lançou pela Editora Cortez “Ôxe! Dicionário de Palavras e Expressões Usadas no Seridó Oriental”, em parceria com Maria Maria Gomes. Adelson é natural de Currais Novos (RN), psicólogo, compositor e violinista, pesquisa as origens históricas da região e dissertou no seu mestrado sobre “A resiliência do(a) cabra da peste: uma contribuição à promoção de saúde no sertão nordestino”. O autor do dicionário afirmou acreditar que o sertão não define uma localização geográfica, e sim uma existência, uma travessia, lembrando Guimarães Rosa.

 

Lula Barbosa embala sarau na Casa das Rosas

Um momento muito especial para o Barulho d’Água foi prestigiar a apresentação de Lula Barbosacd-mar-de-espanha que abrilhantou o Sarau “Chama Poética”, promovido em fevereiro pela Casa das Rosas, em 8 de fevereiro. Entre a leitura e a dramatização de vários contos de autores brasileiros, como Guimarães Rosa, Lula Barbosa cantou músicas do seu amplo repertório, merecendo os aplausos calorosos do público. Em seguida, gentilmente, cedeu para o acervo do blog o exemplar de “Mar de Espanha”, álbum em parceria com Ricardo Castro cujo título é uma homenagem e referência à homônima cidade mineira, onde vive boa parte da família do consagrado autor de “Mira Ira”. Curta no linque abaixo uma apresentação dele, levada ao ar recentemente, no programa Sr.Brasil. Em parceria com Rolando Boldrin, o convidado canta “Sertaneja”, clássico de Renê Bittencourt.

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Lula Barbosa, consagrado por “Mira Ira”, cantou músicas da brilhante carreira na Casa das Rosas, onde foi atração do Sarau “Chama Poética” (Foto: Marcelino Lima)

Linque para assistir Lula Barbosa no Sr. Brasil: http://www.youtube.com/watch?v=oeDbG96iPAw

 

 

Praça Benedito Calixto inspira álbum de chorinho

O grupo Vitor Lopes e Chorando as Pitangas chegou com “Um Passeio pela Benedito Calixto” ao segundo álbum, com o mesmo sucesso do anterior

 

Especial para a rádio UOL

 

Galera: vamos começar a atualização de hoje do Barulho d’Água Música dedicando atenção a um álbum que não é de violeiro,  mas que traz um sabor também brasileiro, e neste caso paulistano, das nossas mais representativas águas, o chorinho. Trata-se do segundo trabalho do Vitor Lopes & Chorando as Pitangas, do comecinho de 2013, lançado pela Lua Music. O título do disco é Um passeio na Benedito Calixto.

Para quem ainda não sabe Benedito Calixto é o nome da praça do bairro de Pinheiros que todo paulistano e quem mora por perto de Sampa curte, principalmente aos finais de semana, reduto de muita gente boa, de malucos e de cada figura! E de uma feira de antiguidades que vende de tudo o que é “tranqueira”, de moedas do tempo do Império a uniformes militares ianques, passando por cristaleiras, espelhos, canivetes, brinquedos, pôsteres. A BC é cercada de sebos, de botecos e de restaurantes onde dá para gente de todos os bolsos gastar, comer e beber decentemente (ou ao menos tomar um prosaico café) entre uma compra e outra de um treco para a casa, ou para uma alma do peito, ou do coração. Ah, tem a canseira que é estacionar! E, dependendo da muvuca, a ginástica que é caminhar entre as barracas! Ainda assim eu recomendaria como um programinha familiar básico, que, depois, pode ser esticado para outro canto, de Pinheiros, mesmo, ou da Madá.

Bom, mas o assunto é o disco de chorinho. Então, abaixo vai, para quem quiser saber mais e se interessar, a ficha de apresentação da obra, da própria Lua Music:

1620441_682894081774965_2133439060_nUm Passeio na Benedito Calixto é nome do segundo CD do grupo Vitor Lopes e Chorando as Pitangas, gravado pela Lua Music. Tendo como fonte de inspiração a mais charmosa feira de antiguidades e artesanato de São Paulo, o trabalho é uma homenagem aos artistas populares que dão vida à praça. As barracas coloridas, o murmúrio dos transeuntes, o cheiro das guloseimas, tudo serve de motivação para o quinteto paulista. Com um repertório sofisticado e variado executado com precisão e delicadeza, o Chorando as Pitangas traz um sopro de novidade ao universo da música instrumental brasileira. Com improvisos inspirados, passagens virtuosísticas, muito balanço e o timbre inconfundível da harmônica de boca, a simpática gaitinha, o CD tem uma surpresa a cada faixa. Misturando os ruídos da própria praça ao som das músicas gravadas em estúdio, o ouvinte tem a sensação de realmente estar caminhando pela Benedito! Então, respire fundo, relaxe, e se deixe levar por esse passeio à raiz da cultura popular brasileira!”

 

BCalixto
As barracas da praça famosa de Pinheiros vendem de tudo, de brinquedos a espelhos, moedas antigas, roupas descoladas e guloseimas