Barulho d'Água Música

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988 – Por meio de 13 discos, Companhia Sons do Cerrado resgata ritmos e tradições de um dos mais ricos biomas do país

Bioma de 197 milhões de hectares comum aos estados Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, São Paulo e Tocantins, o Cerrado é a segunda mais produtiva extensão de terras do país, caracterizadas por árvores baixas, arbustos espaçados e gramíneas, também conhecidas por savanas brasileiras. Em algumas classificações científicas, esta imensa área é subdividida em cerradão, cerrado típico, campo cerrado, campo sujo de cerrado ou campo limpo, sendo que o cerradão é o único que apresenta formação florestal. Goiânia, uma das capitais onde ele ocorre, possui desde 2001 um grupo musical que se dedica ao estudo da identidade dos habitantes desse precioso sistema biogeográfico por meio de pesquisas, registros, publicações, oficinas e festivais, com o intuito de salvaguardar valores culturais  e de preservar elementos centrais da pesquisa sobre cultura popular — acrescentando na perspectiva da releitura/adaptação novos componentes, formando uma linguagem atrativa e moderna. O grupo é a Companhia Sons do Cerrado, criado no ambiente do Instituto do Trópico Subúmido da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Goiás e composto por Andréa Luísa Teixeira (flauta, vocais, pesquisa), Alba Franco (cantora e pesquisadora), Verônica Aldè (flautas, flautin, vocais e pesquisas) e Vagner Rosafa (percussões, piano e pesquisas). A atriz Larissa Malty fez parte das pesquisas para o volume 13 e participou da gravação do DVD Ternos das Borboletas.

Veronica Aldè, Andréa Teixeira, Vagner Rosafa e Alba Franco (Foto: Weimer Carvalho)

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884 – Brasil perde Papete, ícone da música e do folclore do Maranhão; cinzas são lançadas em rio de Bacabal

A música e a cultura brasileira perderam na madrugada de quinta-feira, 27, mais uma de suas luzes: o maranhense Papete, nome artístico do cantor e compositor José de Ribamar Viana. Embora tenha causado comoção entre amigos e fãs, fora da mídia do entretenimento formadora de opinião mais uma vez a notícia foi completamente ignorada, repercutida apenas em notas rápidas ou por meio de matérias protocolares. A exceção quem promoveu  coube aos blogues especializados, cujos autores se dedicaram a fornecer mais informações sobre a carreira de Papete, nascido em Bacabal, a 240 quilômetros de São Luís, capital do Maranhão. A morte, por insuficiência cardiorrespiratória, encerrando a batalha que ele travava contra um câncer de próstata, colheu-o em São Paulo, aos 68 anos, em um dos leitos do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

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869 – Agenda de Luiz Salgado tem cantoria e TO, MA e PA e fecha com estreia do 4 Cantos em Uberlândia

O público de três estados brasileiros conhecerá em maio o cantor e compositor Luiz Salgado (Araguari/MG), cuja agenda  de apresentações começará no dia 7, durante a chegada da tocha dos Jogos Olímpicos no páteo do teatro municipal, em Uberlândia. Em seguida começará o giro por Tocantins, Maranhão e Pará que o levará a cidades nas quais, simultaneamente a cantoria, haverá o lançamento do documentário Guerrilha do Araguaia. De volta às Minas Gerais, o violeiro contador de causos dará continuidade ao projeto Canto & Viola, acompanhado em Belo Horizonte por Tau Brasil. Para fechar os compromissos neste mês, Salgado será anfitrião dos parceiros Cláudio Lacerda (São Paulo/SP), Rodrigo Zanc (São Carlos/SP) e Wilson Teixeira (Avaré/SP) na primeira apresentação nas Alterosas do Projeto Cultural 4 Cantos, novamente em Uberlândia.

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654 – Julian Silva, gaúcho nativista de Restinga Sêca, canta o amor à terra e a eventos como a Primavera no álbum de estreia, lançado em 2011

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A Primavera chegará, oficialmente, na quarta-feira, 23 de setembro, e chutará para escanteio o Inverno quando os ponteiros atingirem em Brasília (DF) 5h20. A estação considerada a mais charmosa e colorida dentre todas as quatro traz a exuberância das flores e outros fenômenos dos mais marcantes; em muitas tradições é associada tanto a renascimento, quanto aos viçosos dias da juventude, quando se vive o frescor da vida; historicamente, é pródiga em chuvas a princípio de bonança, mas que à medida que vem vindo o Verão, tornam-se mais intensas e frequentes. Músicos e artistas costumam se inspirar nestes dias para compor e se expressarem, e, um deles, é o jovem gaúcho Julian Silva, do município de Restinga Sêca, localizado na parte central do Rio Grande do Sul, na região que tem Formigueiro, Agudo, Dona Francisca,São João do Polêsine,Cachoeira do Sul e Santa Maria, à distância de 285 quilômetros da Capital, Porto Alegre.

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640 – Paulo Mourão (MG) protagoniza com Adriana Lopes e Sal Ribeiro “Pedra de Luz”, show vibrante e marcado por poéticas evocações ao sagrado

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O Barulho d’Água Música está em Belo Horizonte e na quarta-feira 9, acompanhou no Cine Teatro Brasil Vallouréc o show do violeiro, cantor e compositor Paulo Mourão, atração de mais uma rodada do projeto Canto & Viola, coordenado por Luiz Tropia e Tadeu Martins. Paulo Mourão recebeu no palco Adriana Lopes (voz) e com Sal Ribeiro ministrando masterclass de percussão apresentou o novo espetáculo dele, Pedra de Luz, que reúne composições dos seis álbuns autorais e tem direção artística de Regina Milagres.

As músicas de Paulo Mourão falam diretamente a quem as ouve, saúdam o povo; mais do que luz, têm altas cargas de energia e de espiritualidade, evocam e reverenciam o sagrado, o amor e a fraternidade com muita poesia e nada de prosa vazia. Os versos ora cultuam as águas de mares e de rios — para além de fontes de vida, como elementos que também são de experimentação, de descoberta e de vivência da fé, e de religação com o Divino e com divindades –, ora dedicam a mensagem de seus cantos a causas humanitárias (como um alerta em nome do bem estar e da acolhida aos refugiados sírios e o respeito à infância, por exemplo) ou à lembrança de amigos já desencarnados que marcaram e ajudaram-no a traçar sua trajetória.

Paulo Mourão e driana

E a estrada de Paulo Mourão passa por Olindas, Angolas, Arábias, Venezuelas, viaja pra outras bandas, alcança Portugal, atravessa o Atlântico e de volta a Pindorama entra pelo Rio Grande do Norte em direção à caatinga. Escala, ainda, o Oeste baiano, corta Goiáses, embrenha-se com Goytacazes, toma, por fim cafezinho em Minas. Este caminhar é também peregrinação desde a juventude encarando anos de e chumbo para moldar um perfil que não faz concessões, jeito de ser que não se acomoda em jeitinhos e inclusive, custou e custa, de certa forma, até hoje, o preço de sua independência, pela qual até da liberdade já foi privado.

Tudo isso Paulo Mourão extravasa e traz de longe com sensibilidade das mais aguçadas ao som de violas de dez cordas, das quais mais do que a boa e tradicional sonoridade caipira, extrai com autoridade ritmos diversos como samba, coco, rock, afoxé e até blues, com direito a pitadas de flamenco. Durante Pedra de Luz a plateia, a e a companheira Adriana, ao som das cordas duetadas em harmonia com as batidas de Sal, giraram, balançaram, bateram as solas do pés ou das palmas das mãos como quem marcava o ritmo em rodas de terreiros, como quem bailava docemente à linha do mar e ao sabor do vento; sentia-se no ambiente a força de orixás que certamente ali também dançavam e abençoavam e o próprio canoeiro também balouçou; de quebra os remos levaram para outros universos quem recolheu os toldos e se encantou com a lírica instrumental Rubi. Como não embarcar também nesta canoa se o timoneiro canta, convincente, “comigo num tem tristeza não (…) eu tenho Deus no coração”?

Adriana Lopes

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“Trata-se de um momento de catarse nos meus 18 anos de carreira”, relata o artista, acrescentando que a união com Adriana Lopes fez crescer em muito as interpretações e que a direção de Regina Milagres é fantástica, precisa: “Até o silêncio faz parte do show!” E Adriana Lopes é corresponsável pelo sucesso e pela bateria de aplausos e pedidos de não um, mas de cinco bis! Pode-se afirmar que, sem ela, sequer show haveria: preparadora vocal de Paulo Mourão, ela também criou os arranjos de vozes, sem contar que ao cenário teve o cuidado de acrescentar um delicado vaso de flores. Poderia ser apenas um detalhe, um objeto a mais se o olor das pétalas não tivesse acrescido ainda mais magia ao ambiente.

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Paulo Mourão doou ao Barulho d’água Música exemplares dos álbuns Flores e Feridas e Sete Segredos, este gravado com Sergio Di Ramos e produzido com muito esmero e competência pelo jovem IsmeraRock, que ainda toca violão e guitarra nesta ode de Mourão a ídolos como Joe Cocker, Janis Joplin, Hendrix e tantos outros cabeludos que também amavam os The Beatles e os Rolling Stones, Dylan e Joan Baez! Luiz Tropia e Tadeu Martins disponibilizaram um exemplar da antologia do projeto Canto & Viola, gravado em 2011. Obrigado aos músicos e amigos!

Adquira os álbuns de Paulo Mourão pelo endereço virtual violeiropaulomourao@gmail.com

A próxima edição do Canto & Viola está marcada para 14 de outubro e será com Bilora Violeiro, a partir de 19h30. 

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TV Cultura reapresenta Sr.Brasil com Zeca Baleiro e Zélia Duncan

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Zeca Baleiro e Zélia Duncan, com Rolando Boldrin: dupla vai cantar no palco do Sr. Brasil (Foto: Marcelino Lima)

 

O Sr. Brasil deste domingo, 3, trará a reapresentação das participações de Zeca Baleiro (MA) e Zélia Duncan (RJ), convidados de Rolando Boldrin (SP). O programa terá ainda a participação do violonista Edmílson Capelupi (SP) e vai ao ar a partir das 10 horas. A reapresentação ocorrerá a partir de 1 hora de terça-feira, 5 de maio. O Barulho d’água Música acompanhou as gravações feitas no Teatro do Sesc Pompeia e recomenda ao amigo e seguidor curtirem esta atração!

SEM FLORESTA NÃO TEM ÁGUA!

O filme A Lei da Água mostra a importância das florestas para a conservação dos recursos hídricos no Brasil, e problematiza o impacto do novo Código Florestal nesse ecossistema e na vida dos brasileiros.

Nós do Barulho d’água Música também apoiamos ações de mobilização pela preservação de nossas florestas, entre elas a campanha Desmatamento Zero, promovida pelo Greenpeace Brasil. Assine a petição e participe!

Existem muitas razões para a crise hídrica que vivemos hoje no Brasil, e o desmatamento é uma delas, pois interfere diretamente no ciclo da água.

Por isso, o Greenpeace está coletando assinaturas para levar ao Congresso Nacional e exigir que seja criado o projeto de lei pelo fim da destruição das florestas, ou seja, queremos #DesmatamentoZero!

Assine a petição e faça parte desta rede:

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Ceumar canta acompanhada por Daniel Coelho na abertura do Composição Ferroviária, em Poços de Caldas (MG)

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A família de Ceumar sempre foi ligada à música e ela, na adolescência, já animava festas com um violão; o primeiro de seis álbuns, Dindinha, saiu em 2.000 (Foto: Fernanda Serra Azul)

 

A cantora Ceumar será a atração da estreia da edição deste ano do projeto Composição Ferroviária, que os músicos Wolf Borges e Jucilene Buosi promoverão com shows gratuitos entre o final de março e 5 de julho, sempre a partir das 10 horas. O palco para as apresentações será montado no pátio da estação ferroviária de Poços de Caldas, acolhedor município do Sul de Minas Gerais.  Antes de cada rodada, haverá palestras e a participação de um convidado. Elder Costa abrirá o evento no dia reservado a Ceumar, 29 de março, quando ela cantará acompanhada por Daniel Coelho. A palestra está marcada para a véspera, a partir das 16 horas, no Conservatório da cidade. O tema será A Música do Sul de Minas.

Ceumar é natural de Itanhandu, localidade encravada exatamente no Sul mineiro, viveu em São Paulo por 14 anos e atualmente mora em Amsterdã, capital da Holanda, “onde posso ver gente de todo lugar, ouvir as mais diversas línguas e dialetos na rua, andar de bicicleta, aprender com uma nova cultura”. Em sua biografia ela conta que cresceu cercada por música, hábito da casa onde viveu e observa que os pais ainda cantam e as irmãs tocam. Assim, nas festas de família, sempre havia cantorias. Já no colégio, um violão fazia companhia para ela animar encontros na praça e durante as madrugadas.  “Aos pés da Serra da Mantiqueira experimentei os sabores da vida interiorana e simples”, comenta.

A chegada a Sampa ocorreu em 1995. Na mais agitada e maior cidade do país, cinco anos depois, Ceumar gravou o primeiro álbum da discografia, Dindinha, aproveitando os versos Dindinha divinha o quê primeiro vem amor ou vem din-din, dindinha dê dinheiro, carinho e calor pra mim, que o amigo e produtor Zeca Baleiro dedicou a ela. Baleiro participou dos trabalhos do disco, “parceria muito especial”, de acordo com a cantora, lembrando que Tata Fernandes também fez parte da obra. 

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Ceumar ao lado de Daniel Coelho, durante show em Boituva para apresentação do álbum Silencia, Interior de São Paulo (Foto: Daniel Kersys)

 

Já em 2000 começaram as viagens, Brasil afora e pelo exterior. Ceumar passou por capitais como São Luís (MA), Salvador (BA), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e países da Europa e da Ásia. Ao levar as cores brasileiras em sua música mesclada por ritmos como o coco, a marchinha, o samba de roda, recorda, “tive muitas alegrias ao encontrar gente de ouvidos abertos, ávida pelo frescor da novidade e do que não está , digamos assim, aparecendo nas telas da TV no domingo”.

Com a carreira afirmando-se a cada ano, Ceumar, desde então, já nos legou seis magníficos  álbuns. O mais recente saiu em 2014, Silencia. Entre este e Dindinha, os fãs ganharam, Sempre-viva*(Ceumar assina a produção musical e arranjos, e marca sua estréia como compositora, com músicas de Kleber Albuquerque, Zeca Baleiro e em parceria com Chico César); Achou! (produzido em parceria com Dante Ozzetti), e  Meu Nome (quarto disco da cantora, por meio do qual apresenta ao público seu lado menos conhecido: o de compositora; produzido pelo músico e produtor holandês Ben Mendes, é o registro ao vivo dos shows realizados no Teatro Fecap, entre maio e junho de 2008, em que Ceumar apresentou 20 canções, todas de sua autoria, acompanhada quase que unicamente de seus violões). Já na Holanda, gravou com um trio local Live in Amsterdam, ao vivo, em 2010. Os holandeses são Mike del Ferro (piano), Olaf Keus (bateria) e Frans van der Hoeven (baixo acústico) e o disco traz releituras de canções da carreira e uma inédita de Zeca Baleiro: Iá Iá.

Silencia na Vila Mariana

Silencia revela momentos de reflexão e descobertas pessoais e espirituais e também é gravado “ao vivo”, em estúdio, produzido pelo cellista francês Vincent Ségal. Depois da passagem por Poços de Caldas, Ceumar voltara à São Paulo para apresentações no Sesc Vila Mariana, durante as quais trará ao público as músicas do álbum lançado no ano passado. Os shows estão marcados para os dias 4 e 5 de abril, em ambas as datas às 21 horas. Ceumar estará acompanhada mais uma vez do irmão, Daniel Coelho, de Webster Santos, de Ari Colares, e de Adriana Holtz. O Sesc Vila Mariana fica na rua Pelotas, 141, a 750 metros da estação Ana Rosa do Metrô Linha Azul. Para mais informações há o número de telefone (11) 5080-3000.

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*Significado das flores : sempre-viva = permanência

“A sempre-viva, como o nome já diz, é a mais desperta. Ou melhor, é uma flor com iluminação própria, apesar de sua aparência frágil, pétalas com consistência de asa de abelha. O cultivo é fácil: basta espalhar as sementes no solo certo, com uma leve aragem. Não são necessários adubação ou cuidados especiais durante a fase de crescimento. Os únicos riscos são a seca e, raramente, ataque de gafanhotos”. Inspirada nessa flor da região de Diamantina (MG), Ceumar produziu o álbum homônimo “acreditando na leveza,na liberdade, na música brasileira e na celebração da vida!”

Clique em http://quadradadoscanturis.blogspot.com.br/2014/07/ceumar-discografia.html#more e baixe a discografia de Ceumar.

Veja no cartaz do projeto Composição Ferroviária as datas e as demais atrações que o público de Poços de Caldas e cidades próximas poderá curtir!

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