Barulho d'Água Música

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968 – Disco importantíssimo para entender o Brasil, Cabaça d’água, de Alberto Salgado, é finalista do 28º PMB

Cabaça d’água, álbum de Alberto Salgado, é um dos três indicados da categoria Regional para vencer o 28º Prêmio da Música Brasileira, concorrendo com Celebração (Valdir Santos) e Vivo! Revivo! (Alceu Valença). O compositor e letrista brasiliense ainda poderá sair da cerimônia que ocorrerá em 19 de julho com o título de campeão entre os melhores cantores — disputa que também travará contra o pernambucano autor de Espelho Cristalino, e Raymundo Sodré (BA), que entrou no páreo com Os girassóis de Van Gogh. Sucessor de Além do Quintal, com o qual Salgado estreou em disco, Cabaça d’água desembarcou em 16 de fevereiro como atração do Clube do Choro (DF), em um show durante o qual o público aplaudiu efusivamente a nada convencional soma de ritmos — uma das marcas do trabalho de Salgado, que utiliza para interpretar as próprias criações violão de nylon, cavaco de cinco cordas, baixo elétrico, percussão, bateria, berimbau e até violoncelo conquistando a plateia ao som de xaxado, bumba-meu-boi, samba e baião, entre outros ritmos.

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956 – Oficina em Sampa, com Fernanda Rivitti, desvenda universo e magia de Grande Sertão: Veredas

Uma travessia por Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, por meio de literatura, culinária e arte: esta é a proposta de Fernanda Rivitti para a oficina Veredas em Sampa que transcorrerá entre 2 e 4 de junho, na Unipaz, situada na Vila Mariana, bairro da zona Sul paulistana. Fernanda Rivitti é formada em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), professora contadora de estórias e dançaterapeuta. Leitora e pesquisadora do escritor mineiro há 10 anos, alia estes hábitos a expedições que empreende pela cidade natal do autor, Cordisburgo, e são tais experiências que permitirão aos inscritos percorrer episódios formadores de potente fio condutor e principais temas do livro.

Fernanda Rivitti (em primeiro plano, sorrindo) é leitora e pesquisadora do escritor mineiro há 10 anos e alia estes hábitos a expedições que empreende pela cidade natal do autor, Cordisburgo Continuar lendo


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950 – Katya Teixeira volta ao Sesc Belenzinho (SP) e recebe convidados para lançar Flores do Meu Terreiro

A cantora, instrumentista e compositora paulistana Katya Teixeira ocupará o palco da unidade Belenzinho do Sesc de São Paulo na noite deste sábado, 13 de maio, para lançamento de As Flores do Meu Terreiro, nome que escolheu para o sexto álbum da carreira em cuja trajetória vem se destacando como ícone da música regional brasileira. Conhecida e querida tanto pela fibra, quanto pela generosidade que complementam seu indiscutível talento, Katya Teixeira não apenas representa uma bandeira em defesa da música independente e de qualidade: carrega-a, literalmente, pelo país afora e também pelo exterior, transmitindo e recolhendo por onde passa saberes e sonoridades que contribuem para revelar não apenas traços da mestiça identidade brasileira, mas descobrir o que em nós há de comum com outros povos. 

Desta forma e neste intercâmbio a garimpar novos e ancestrais valores pelo Brasil, o trabalho de Katya Teixeira tanto reflete as andanças – os quais acabam por serem incorporados à sua musicalidade — como é correia pela qual repassa os próprios. À medida que, ainda, presta reverência aos mestres populares que a influenciam em 23 anos de estrada, vem percorrendo nesta missão países da América do Sul e da Europa para promover shows, vivências e oficinas. Nascida em família de músicos e pesquisadores, portanto, estamos diante de um nome que personifica uma tríade brasileira e latino-americana (euro-afro-indígena) protagonista de um rico diálogo artístico no qual todas as linguagens não apenas se tornam possíveis, mas complementares e universais.

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945 – Cantores populares animam II Feira Nacional da Reforma Agrária, do MST, em São Paulo

Da página do MST e da Agência Brasil

Pereira da Viola, Arnaldo Freitas, Cacique e Pajé, Katya Teixeira, Sapiranga, Osni Ribeiro, Ricardo Vignini Trio, entre outros expoentes da melhor música caipira e regional do país estarão entre as atrações que o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) convidou para cantar e tocar nos palcos da II Feira Nacional da Reforma Agrária, que a exemplo da pioneira (promovida em outubro de 2015) transcorrerá mais uma vez no Parque da Água Branca, situado na zona Oeste de São Paulo, com entrada franca. Neste ano o evento começará na quinta-feira, 4 de maio, e se estenderá até o começo da noite de domingo, 7. Os organizadores contam com a presença de agricultores de acampamentos e assentamentos de todo país e pretendem com a iniciativa abrir diálogos com a sociedade sobre a necessidade de adoção de modos mais equilibrados de se alimentar e de uma transição do atual modelo agrícola, que o MST considera predatório dos recursos naturais, para um que respeite o trabalhador e o meio ambiente. Além dos shows musicais que contarão também com Tulipa Ruiz, Emicida e Chico César, o público encontrará ainda bancas com variada oferta de comidas saudável e típicas, poderá trocar mudas e sementes, ouvir palestras e acompanhar seminários, escolher livros disponíveis em tendas literárias ou curtir apresentações teatrais, entre outras atividades culturais (veja programação ao final da matéria).

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931 – Após “uma surra boa”, Vento Viola (MG) encerra dezesseis anos de silêncio e lança “Em Nome do Vento”

O acervo fonográfico do Barulho d’água Música recebeu, recentemente, mais um considerável reforço: o álbum Em Nome do Vento, do grupo sul-mineiro de Itajubá Vento Viola, entregue por um dos seus integrantes, o jornalista do Correio Popular (Campinas/SP) Clayton Roma. O disco é o segundo do quarteto que além de Roma é formado por César Dameire, Lúcio Lorena e Aidê Fernandes, e foi lançado em dezembro de 2016, sucedendo Viola de Todos os Cantos (2000), que conta com a participação do violeiro Levi Ramiro e é considerado entre os amantes da música regional e caipira uma verdadeira relíquia por não dispor mais de cópias. Em Nome do Vento reúne 13 faixas e conta com as participações em três delas de Ronaldo Chaplin (Cheiro de Minas), João Lúcio (Amo Minas) e Adriano Rosa (Pinho e Violeiro). Abaixo, em entrevista ao portal Música à Vista, concedida a Ronaldo Faria, Clayton Roma fala, entre outros assuntos correlatos, sobre a produção do novo álbum destacando que “no primeiro disco a gravadora não interferiu no trabalho, mas corrigiram arranjos e fizeram a direção que acharam do jeito que tinha de fazer. Mas, neste segundo, foi o jeito do Vento Viola. Nós concluímos esse e já estamos com a cabeça no próximo. Afinal, música é o que não falta!”

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924 – Instituto Juca de Cultura recebe Déo Lopes, baluarte da música regional do Vale do Paraíba

O cantor e compositor Déo Lopes está comemorando 30 anos de carreira e mostrará parte de sua obra como convidado do Instituto Juca de Cultura no domingo, 2 de abril, a partir das 17 horas. O músico, natural da paulista Santo Antonio da Alegria, hoje residente no Vale do Paraíba, começou a trilhar a estrada profissional em 1980 promovendo apresentações em espaços concorridos como os palcos do Lira Paulistana, Fulô da Laranjeira, Tuquinha, Centro Cultural Vergueiro, Sesc Pompeia, em São Paulo, e Vila dos Artistas, em Osasco. Públicos dos estados de Minas Gerais, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Bahia, e Goiás, entre outros, também o prestigiaram neste período que configura seu jubileu de pérola; sem jamais renegar os próprios valores, nestas três décadas Déo Lopes compôs exprimindo anseios, amores, e crenças, além de respeito à ecologia e ao meio ambiente.

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