Autor de Sentimento Matuto e Capim Dourado, Júlio Santin faz aniversário hoje

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O violeiro e luthier Júlio Santin, aniversariante de hoje,  é médico de profissão, nascido na região da Alta Paulista, no interior de São Paulo. Atualmente, além da medicina, coordena a Associação Cultural Caipirapuru, que colabora na promoção e preservação da música caipira na região onde nasceu, organizando ações como o Caipirapuru (Encontro de Violeiros e Cantadores de Irapuru, Feira Regional Caipira, Festa do Milho e Fórum de Cultura Caipira), que em 2013 teve sua 14º Edição.

Como músico, lançou em 2006 “Sentimento Matuto” e neste ano “Capim Dourado”, no qual predominam composições instrumentais. Como músico já se apresentou ao lado de Gedeão da Viola, Rio Pardo, Zeca Collares, Fernando Deghi, Levi Ramiro, Índio Cachoeira, entre outros.

O Barulho d’água Música parabeniza o amigo por mais esta passagem e aos leitores e seguidores deixa a dica de visitar a página eletrônica de Júlio Santin (www.juliosantin.com.br) para encontrar além de outras informações ouvir pelo aplicativo soundcloud ambos os discos dele!

Cercado de bons amigos, Cláudio Lacerda canta e encanta no SESC de Osasco

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A quinta-feira, 11 de setembro, estava quente que só. E seca. De repente, por volta das 17 horas, alguém virou o seletor do clima, a temperatura despencou 12 graus e um vento frio começou a soprar. Ficou, então, com mais cara de inverno, um cair da noite propício para uma boa sopa — nada melhor que em torno dela, bons amigos; como diz a poesia da canção de Nilson Ribas “com bons amigos ao nosso redor a vida é sempre melhor”. Quem não se encarangou e apesar da súbita virada encarou ir ao SESC de Osasco curtir mais uma apresentação do projeto “Caldos com Sons Brasileiros” pode comprovar o quanto é verdadeira a letra da música “Bons Amigos” e, além da tigela caprichadinha de canja, sentiu todo o calor que tomou conta do Deck da Cafeteria durante a apresentação de Cláudio Lacerda com uma boa pitada de intimismo, mas com toda as evocações possíveis de pairar no ar motivadas por uma roda de violão acompanhada de uma viola bem temperadinha, nas mãos, respectivamente de Lacerda  e Daniel Franciscão.

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Cláudio Lacerda

Os moços estavam inspirados e abençoados e o Cláudio Lacerda até contou causos, além de conversar animadamente com os fãs. Começa que logo de saída ele, ainda sozinho no palco, deu início à cantoria com “Olhos Profundos”, de Renato Teixeira, parceiro em várias canções dos álbuns “Alma Lavada” (2003), “Alma Caipira” (2007) e “Cantador” (2010). O autor de “Romaria” também foi lembrado com “Frete”, o tema da série “Carga Pesada”. Sucessos do nosso cancioneiro, composições com outros companheiros do estradar ou interpretadas por Cláudio Lacerda em sua discografia também fizeram parte do apurado  repertório tais quais “Dia de Apartação”  (dele e de Adriano Rosa); “Rede de Taboa” e “Você vai  (Elpídio dos Santos); “Tempos atrás” (Sérgio Penna, do Violeiros Matutos); “Cumpadi” e Quiero (Zé Paulo Medeiros); “Bons Amigos” (Nilson Ribas); “Mourão de cerca” (José Maria Giroldo), “Casa no campo” (Zé Rodrix) ( “Disparada” (Geraldo Vandré e Théo de Barros, consagrada por Jair Rodrigues em 1966); “Canto Brasileiro” (parceria com Edu Santhana, um hino sobre os vários tipos brasileiros); “Canta que é bonito” (com Júlio Bellodi).  “Canta, Moçada” (Tinoco e Nonô Basílio) foi a música escolhida para o bis — cujo refrão, aliás, ganhou  novos versos entoados pela plateia que não queria que as atrações fossem embora:  “canta moçada, até de madrugada, canta moçada, até de madrugada”.

Daniel Franciscão

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Daniel Franciscão

O violeiro Daniel Franciscão é autor de “Violeiro de Profissão”, lançado no segundo semestre de 2013, primeiro álbum da carreira. Franciscão (que Cláudio Lacerda apresentou como “o moço dos dedos ágeis”)  também é fundador, regente e diretor musical da Orquestra de Violeiros Terra da Uva, de Jundiaí . O disco tem 13 faixas, duas com as participações de Cláudio Lacerda.

“Violeiro de Profissão” é uma mistura de muito bom gosto de sons brasileiros e andinos, passeando por ritmos como baião, chamamé e toadas entre outras muitas influências que tornam a obra diversa e sem fronteiras. O universo das 10 cordas da viola caipira está muito bem representado, traduzindo as plurais linguagens do instrumento em canções de identidade singular. Elas evocam e trazem para o ouvinte mensagens de simplicidade, admiração à natureza e amor à profissão de cantador e de violeiro.

Discografia de Cláudio Lacerda

“Alma Lavada”, de 2003, “Alma Caipira”, de 2007 e “Cantador”, de 2010 são os discos lançados por Cláudio Lacerda, por três vezes consecutivas agraciado pelo Instituto Brasileiro de Viola Caipira, promotor das respectivas edições do Prêmio Rozini de Excelência de Viola Caipira (2005, 2010 e 2013). A discografia e as láureas deste filho de mineiros comprovam que ele, de fato, traz no peito raízes estreitas com a música regional, elo que se estreitou com a graduação em Zootecnia na cidade de Botucatu, encravada na região onde se localiza um dos berços da cultura caipira paulista. Botucatu, basta lembrar, é terra lavrada por Angelino de Oliveira, que lá viveu e constituiu família, legando para a cultura nacional a legendária “Tristeza do Jeca”, e onde frutificou outra expressiva voz do universo de raiz, Osni Ribeiro, outro com quem Lacerda articula tabelinhas perfeitas. 

Então guelém, guelém vai ouvindo, vai ouvindo e saiba que até os “gringos” da famosa revista “Rolling Stones” já elogiaram bastante as composições de Cláudio Lacerda. No mesmo diapasão. soaram as críticas elogiosas de veículos como o “Estado de São Paulo”, “Estado de Minas” e “Correio Braziliense”, jornais de expressão nacional e de público eclético. Em breve, público e mídia terão nova oportunidade de ouvi-lo em álbum novo, se possível atendendo à dica de Aquiles Riques Reis, músico e vocalista do MPB4, que sugere  “deixar o tempo de lado, ao  menos por alguns minutos” na hora de rodar na vitrola as obras lacerdianas, sua voz forte e marcante, o seu macio toque nas cordas.

 

Acompanhe Cláudio Lacerda degustando uma boa sopa no SESC de Osasco nesta quinta-feira, 11

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Cláudio Lacerda (Foto: Nalu Fernandes)

O cantor e compositor Cláudio Lacerda será a atração da quinta-feira, 11 de setembro, do projeto “Caldos com Sons Brasileiros”. O SESC Osasco, entidade promotora do evento, marcou a apresentação que terá participação de Daniel Franciscão para começar às 19 horas, no espaço conhecido como “Deck da Cafeteria”. Não haverá cobrança de entrada e durante o show o público poderá degustar a sopa disponível no cardápio da ocasião, vendida ao preço único de R$ 6,50. O endereço é avenida Sport Club Corinthians Paulista, 1300, jardim das Flores, em Osasco. O estacionamento é gratuito para quem for de carro. É possível, também, chegar ao local a partir da estação Comandante Sampaio da CPTM, situada a pouco mais de 1.000 metros do SESC.

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Estreia em PE do “Dandô-Circuito de Musica Dércio Marques” terá duas apresentações de Katya Teixeira

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Katya Teixeira tem três discos gravados em vinte anos de estrada. Em 2013 idealizou o projeto Dandô Circuito de Música Dércio Marques e está chegando com a iniciativa em PE (Foto: Marcelino Lima)

A agenda de setembro do Dandô-Circuito de Música Dércio Marques, projeto idealizado pela cantora, compositora e instrumentista Katya Teixeira, prevê shows em cidades paulistas, gaúchas, mineiras e, pela primeira vez no roteiro, municípios pernambucanos. A lista de participantes inclui entre outros João Arruda, Walgra Maria, Nádia Campos, Valdir Verona, Giancarlo Borba, Demétrio Xavier, Beto Federal, Paulo Matricó, Cacau Arcoverde, Fernando Guimarães, Luiz Trautman e Fábio Portela. Katya fará a estreia em Pernambuco, onde será atração nos dias 17 e 20, respectivamente no Recife e em Arco Verde.

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Mineiro de Olhos d’Água, Wilson Dias é o aniversariante de hoje

Mineiro de Olhos d’Água, Wilson Dias compõe canções que retratam tradições do sertão mineiro e algumas de suas peças instrumentais soam belas quanto músicas clássicas (Foto: Marcelino Lima)

O violeiro e compositor Wilson Dias é o aniversariante de hoje, 8 de setembro e nós do Barulho d’água Música, que somos seus admiradores mais do que confessos, desejamos ao querido amigo natural de Olhos d’Água (MG), hoje residente em Belo Horizonte, muita alegria nesta data e sucesso sempre!

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4 Cantos leva à estrada projeto de valorização da moda de raiz

Zanc, Teixeira, Lacerda e Salgado tocam juntos desde novembro de 2011. Em outubro de 2013, o grupo foi destaque do Sr. Brasil (Foto: Marcelino Lima)

Os violeiros e amigos Cláudio Lacerda (São Paulo)Luiz Salgado (Patos de Minas-MG), Rodrigo Zanc (São Carlos-SP) e Wilson Teixeira (Avaré-SP) tornaram-se a partir de novembro de 2011 mosqueteiros de uma empreitada cujo intuito é o resgate cultural, e, consequentemente, a preservação de uma das mais ricas tradições brasileiras: a música sertaneja de raiz. A missão, que não é pequena, mas que se depender da disposição deles e do talento de cada um, será bem sucedida, já abriu suas primeiras frentes ao ser lançado  o projeto intitulado 4 Cantos, que formatou a prosa e colocou os integrantes do quarteto na mesma estrada. Ainda naquele ano, o raro encontro desta afinidades e afinações costurado pela viola caipira possibilitou um início emocionado e emocionante deste trabalho, atraindo lotação surpreendente aos teatros do SESC de São Carlos e Araraquara. Nascia assim uma grande expectativa pela continuidade do projeto que mostra as diversas sonoridades de novos e jovens expoentes representantes do  regionalismo, ao qual se soma a difícil lida viver de música independente no Brasil.

Esta proposta, que Lacerda, Salgado, Zanc e Teixeira pretendem consolidar por meio de uma turnê e de registro audiovisual, traz ainda o ganho adicional de formar admiradores entre as mais novas gerações, aproximando ainda mais a arte do público e os artistas da comunidade. Um dos ícones desta cultura que se busca reavivar e fazer transcenderRolando Boldrin, já percebeu o  potencial do grupo e sua importância no cenário nacional e não tardou a chamar os quatro para participarem do renomado programa Sr.Brasil. A gravação ocorreu no teatro do SESC Pompeia em agosto de 2013 e arrancou demorados aplausos da plateia. Dois meses depois, encerrando um tempo de ansiosa espera, a TV Cultura, enfim, levou o 4 Cantos ao ar. Os vídeos podem ser vistos clicando nos linques abaixo.

É importante destacar que os quatro têm, ainda, promissoras carreiras-solo. Lacerda, por exemplo, já tem na discografia três títulos Alma Lavada, Alma Caipira e Cantador, Salgado assina Trem Bão e Sina de Cantadô, além de 2 Mares, com Kátia Teixeira. Zanc estreou com Pendenga e, prosseguiu com Fruto da Lida. Teixeira é autor de Almanaque Rural e está anunciando para março de 2015 Casa Aberta. Cláudio e Rodrigo ainda se apresentam em tributos à Pena Branca e Xavantinho e Wilson presta homenagens a Tonico e Tinoco. Com Sarah Abreu, ele reaviva  Cascatinha e Inhana.

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