1549 – Kuarup lança disco físico de Renato Teixeira e Fagner, inédito gravado em estúdio recém inaugurado

#MPB #Santos #Ubatuba #Taubaté #Fortaleza #Orós #CulturaPopular #ArtesPlásticas

Cantores celebram a amizade de muitos anos em Naturezas, disco com participação de Almir Sater e parceria de músicas captadas no porão onde fica o endereço atual da gravadora que por coincidência foi residência de um deles nos anos 1970. Capa e encarte são do saudoso artista plástico Elifas Andreato

A amizade de Renato Teixeira e Fagner vem de longa data. Os músicos compõem juntos há alguns anos e resolveram colocar o desejo de lançar um álbum como prioridade. A ideia surgiu com a troca de bate papos virtuais e tomou forma com o surgimento dos aplicativos de áudios e mensagens que permitem e facilitam o compartilhamento de músicas e de letras. E ganhou vida na Kuarup, gravadora com mais de 40 anos, que tem seis álbuns de Renato Teixeira em catálogo e que o autor costuma chamar com carinho de sua casa fonográfica e sua antiga moradia, por uma inexplicável coincidência de endereços. Outro evento que tornou possível a realização do projeto, gravações, ensaios e o lançamento do trabalho foi a recente inauguração do estúdio da Kuarup, espaço para atender aos artistas contratados e parceiros da gravadora.

A sala ganhou o nome de Renato Teixeira, pois o músico ensaiava no local nos anos 1970 e recebia no imóvel artistas para tocar e compor como Belchior, Guilherme Arantes e Fagner — que, em 1973, levou a fita de seu primeiro disco (Manera Fru Fru, Manera) para ouvir no estúdio improvisado, espaço que tinha também um cantinho para um modesto laboratório fotográfico. O endereço foi também a residência onde Renato vivia com a família e compôs Romaria. Hoje,  é a sede da gravadora Kuarup em São Paulo, razão da inspirada e merecida homenagem. Resultado: a memória afetiva de Renato Teixeira foi para o espaço.

O repertório de dez músicas é inédito e inclui duas regravações: Tocando Em Frente e Mucuripe, que celebram a parceria de Renato Teixeira e Fagner e mostram suas influências paulista e cearense. A sonoridade não divide a personalidade musical de cada artista e sim acrescenta. O projeto reúne e mistura histórias, parcerias, composições, melodias, experiências, carreiras, estilos e naturezas diferentes. O álbum, que por estas razões ganhou o título Naturezas, ainda conta com participação especial do cantor e violeiro Almir Sater e já está disponível em edições físicas e virtual, a digital lançada nas principais plataformas em 20 de maio, data na qual Renato Teixeira emplacou 77 anos de idade.

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1548- Casa da Cultura de São Miguel Paulista, em Sampa, vai ferver com o forró do Tio Ipanema

MPB #Forró #Samba #Maracatu #Salsa #CulturaNordestina #CulturaPopular

 A Casa de Cultura São Miguel Paulista, efervescente bairro da zona Leste da capital de São Paulo, receberá a partir das 19 horas do sábado, 25 de junho, o trio Forró Ipanema. Quem curte um bom forró pé de serra e outros ritmos nordestinos como xote, xaxado, baião e coco poderá aproveitar na faixa (sem levar a mão ao bolso) a apresentação de Rodrigo Estevam (zabumba e voz), William Filho (sanfona) e Ricardo Gonçalves (Voz e triângulo) e dançar ao ritmo de releituras do repertório que reúne composições próprias e sucessos de expoentes das músicas da terra de Lampião e Suassuna como forró, samba, maracatu e até salsa.

O Forró Ipanema passou a ganhar notoriedade em 2017, ao levar para a estante o troféu de segundo colocado entre 24 concorrentes e mais de 1.000 inscritos no Festival Nacional de Forró de Itaúnas (Fenfit), cidade do Espírito Santo.

A apresentação será na  Rua Irineu Bonardi, 169, Vila Pedroso, São Paulo. Para mais informações há o telefone (11) 2037-5009

 

1544 – Aldy Carvalho (PE) lança Tempo-menino, quinto álbum da carreira, e estreita os laços entre o erudito e o popular mais uma vez

#MPB #MúsicaNordestina #Literatura #LiteraturadeCordel #Cinema #CulturaPopular #Petrolina #Pernambuco

As canções do petrolinense que também é escritor, cordelista e violonista, têm raízes fincadas no Nordeste e são revestidas por linguagem musical não estereotipada, cujas letras apresentam um interessante diálogo entre as peculiaridades de Euclides da Cunha, de Guimarães Rosa e Ariano Suassuna e a universalidade de Manuel Bandeira.

Depois da trilogia composta pelos álbuns Alforje, Cantos d’Algibeira e SerTão andante, o petrolinense Aldy Carvalho lançou Tempo-menino, álbum já disponível nas plataformas digitais e em formato físico com um belo encarte e ficha técnica das músicas, arte de capa e contracapa assinada pelo artista plástico e músico Ivan Jubran. A faixa título, Tempo-menino, é composição do próprio compositor e cantor pernambucano em parceria com Rubenio Marcelo, poeta e compositor cearense radicado em Campo Grande (MS) O álbum traz ainda apresentação do ensaísta e educador Ely Veríssimo.  Continuar lendo

1536 – Rainer M.B (SP/PI) lança quinto álbum da série ÁSPERO, projeto de narrativas instrumentais de resgate da afinação realejo

#MPB #ViolaBrasileira #ViolaInstrumental #ViolaNordestina #Univasf #SãoRaimundoNonato #Votorantim #Piauí #CulturaNordestina #CulturaPopular

Neste trabalho totalmente analógico, o violeiro paulista radicado no semiárido do Piauí, pesquisador e professor da Universidade do Vale do São Francisco, volta a recorrer à fita cassete para oferecer nova jornada instrumental de música modal e microtonal que dialoga com bois, toadas e a arte persa indiana

“Tons de azul-turquesa, preto e cinza e a (…) chegada de chuvas fora de época na caatinga trazendo enormes criaturas nos céus de um povoado.

É com esta atmosfera que o ÁSPERO, projeto de narrativas instrumentais radicado no semiárido piauiense de autoria de Rainer Miranda Brito (Rainer M.B.), traz seu quinto álbum, o segundo em forma de fita, Rumores na terra sobre as feras da chuva. Diferentemente do álbum/fita anterior, A comitiva de notícias e outras estórias (2021), no qual a fita cassete esteve presente especialmente no processo de finalização do álbum, Rumores na terra (…) foi planejado e executado integralmente em fita cassete. Trata-se de um álbum profundamente analógico, feito à mão – desenhado, escrito, tocado, narrado.

O álbum, pensado como uma narrativa completa, é uma jornada instrumental de música modal e microtonal – usando intervalos de microtons – com a viola de dez cordas. As melodias que povoam a narrativa do álbum oscilam entre inspirações pela música de arte persa iraniana (Dastgah, Tasnifs), bois e toadas nordestinas brasileiras. Os desenhos que retratam a narrativa se misturam às escrituras das paisagens e pensamentos de personagens; tudo isso rabiscado em uma brochura (livreto) que acompanha a jornada musical.

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1535 – Barulho d´água Música recebe Moção de Congratulações da Câmara Municipal de São Roque (SP)

Proposta apresentada pelo vereador Clóvis da Farmácia — que também é músico trompetista da primeira banda de uma instituição universitária formada no país —  recebeu 100% de aprovação, sem nenhum voto contrário

O Barulho d’água Música está em regozijo! Prestes a completar em junho mais um ano de atividades, o blogue recebeu na Câmara Municipal da Estância Turística de São Roque, no Interior de São Paulo, a Moção de Congratulações 172/022 em homenagem justamente ao oitavo aniversário. A proposta, apresentada pelo vereador Clóvis da Farmácia (Podemos), obteve os 14 votos favoráveis possíveis da Egrégia Casa de Leis, ou seja, foi aprovada por unanimidade entre os demais vereadores. Encerrada a votação na noite da segunda-feira, 16, o jornalista e responsável pelo blogue Marcelino Lima, chamado ao plenário, recebeu o diploma equivalente à distinção das mãos do proponente; Clóvis da Farmácia integra a primeira banda formada por uma escola de curso universitário do país (pelo campus UniSant’anna da Capital) e sob regência do maestro Fábio Carneiro toca trombone entre outros instrumentos de sopro. É, ainda, apoiador de primeira linha de várias manifestações culturais tanto em São Roque, quanto em outras cidades limítrofes.

Estendo este agradecimento pela Moção de Congratulações aos inúmeros amigos que têm nos apoiado e incentivado nesta caminhada, em especial ao Instituto Çare e seus coordenadores e integrantes na pessoa da antropóloga e produtora cultural Marcela Bertelli, pela qual cumprimento à escultora Elisa Bracher, e aos agentes da comunidade musical a quem dedicamos nossa cobertura e nos ajuda como Ivan Vilela, Jair Marcatti, Rodolfo Zanke, Beto Priviero, Moisés Santana, Cristina Aguilera, Eliane Verbena, Chiara Carvalho, Graciela Binaghi, Rafael Bittencourt, Paula Corrêa, Picuá Produções, Juá Cultural, Gustavo Guimarães, Gustavo Ribeiro de Vasconcelos, Rádio Sudeste, Cervejaria Zuraffa, Daniel Kersys, Yuri Garfunkel, Ana Lúcia Fernandes, Elisa Espíndola, Thiago Ribeiro, Babu Baia e minha “policial má”, agora advogada aprovada na Ordem dos Advogados do Brasil, Andreia Beillo.  

Abaixo segue o texto lido pela Mesa da Câmara antes da aprovação da Moção de Congratulações, que reconhece e valoriza o trabalho que vem sendo prestado desde junho de 2014 pelo Barulho d’água Música:

O Barulho d’água Música completará oito anos de atividades ininterruptas em junho. É um veículo digital de divulgação de cantores, duplas, grupos, compositores, projetos, produtores culturais e apresentadores de música independente e de qualidade dos gêneros popular, instrumental e de raiz que estão fora da mídia ou que raras vezes recebem atenção dos canais comerciais. Neste período já publicou mais de 1.500 matérias inéditas, das quais apenas duas não foram redigidas ou editadas por Marcelino Lima.

Momento da entrega no plenário da Câmara de São Roque, pelo vereador Clóvis da Farmácia, da Moção de Congratulações ao blogue Barulho d’água Música, distinção recebida pelo blogueiro Marcelino Lima (Foto :André Prado)

 

“Marcelino Lima é jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, com especialização em Teoria do Jornalismo e Jornalismo Impresso pela Fundação Cásper Líbero (SP). Natural de Bela Vista do Paraíso (PR), desde novembro de 2017 reside em São Roque. Ingressou na carreira há 40 anos, tempo em que trabalha como repórter, revisor, e editor ou assessor de imprensa com passagens por vários jornais, revistas, entidades como o Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, a Câmara Municipal de Osasco e Prefeituras Municipais como a de Osasco e de Jandira; em 2020, integrou a equipe de comunicação que ajudou a eleger Dany Floresti (PSD) prefeito da vizinha Pirapora do Bom Jesus.

Os textos do Barulho d’água Música são elaborados com independência, de maneira autônoma. Exigem amplo trabalho de pesquisas que podem levar vários dias, além de viagens, coberturas de shows e de eventos e audição de discos. Tudo é feito com muita dedicação e profissionalismo, de maneira espontânea – ou seja, nada é cobrado para a divulgação de matérias. Seguido em vários países, em todas as partes do mundo, é integralmente produzido de acordo com os mais rigorosos parâmetros do Jornalismo profissional. Preserva a memória musical do país, colabora para a criação de um novo público, e ajuda a revelar inúmeros talentos da música brasileira, sendo para muitos destes valiosos artistas o primeiro e único veículo a dar espaço para seus projetos e trabalhos. Em 2018 e em 2019 foi finalista do Prêmio Profissionais da Música (PPM), na categoria Canais de Divulgação da Música.”

 

1512 – Graziela Medori (SP) grava pela Kuarup releitura de disco clássico de Caetano Veloso eleito um dos dez melhores do Brasil

#MPB #Afoxé #Pop #Rock #Reggae #CulturaPopular

Com novos arranjos e elementos, Transando o Transa está disponível nas plataformas digitais e apresenta as canções originais do “discobjeto” Transa, que o baiano concebeu durante o exílio na década dos anos 1970

A cantora paulistana Graziela Medori está lançando Transando o Transa, uma releitura do célebre Transa, que Caetano Veloso gravou em 1971 e chegou ao mercado nacional em 1972 – um álbum, portanto, que tem meio século, mas conserva-se clássico. O projeto é da Produtora e Gravadora Kuarup, que já trouxera Graziela ao final de 2020, ao lado de Alexandre Vianna, reinterpretando canções do Clube da Esquina em Nossas Esquinas.

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1181 – Série “Clássico do Mês” volta a Pernambuco, berço do Ave Sangria

Passados 45 anos do emblemático álbum de estreia, grupo está de novo na estrada para lançar Vendavais, para o qual está promovendo uma vaquinha virtual e será atração em três shows em unidades paulistanas do Sesc, já disponível em plataformas de streaming

O Barulho d’água Música retoma nesta atualização a série Clássico do Mês dedicando-o ao disco Ave Sangria, único por enquanto gravado comercialmente pela homônima banda pernambucana, do Recife, em 1974. O grupo  Ave Sangria à época reunia por Marco Polo (vocais), Ivson Wanderley, o Ivinho, (guitarra solo e violão), Paulo Raphael (guitarra base, sintetizador, violão, vocal), Almir de Oliveira (baixo), Israel Semente (bateria) e Agrício Noya (percussão) e para este lendário álbum de 12 faixas levou ainda aos estúdios Zé Rodrix (Cidade Grande, com sintetizador) e Márcio Vip (Momento na praça, ao piano; Por que?, ao órgão; e Dois Navegantes, ao sintetizador).

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1128- Mesclando tradição e experimentalismo, “Expresso 2222” crava o nome de Gilberto Gil na MPB*

O quinto álbum de estúdio do tropicalista é considerado um dos mais marcantes da longa carreira e em sua ode futurista traz blues temperado com toques psicodélicos e a Banda de Pífanos de Caruaru botando dendê no rock
*Com Daniel Tozzi (21/7/2017), do blog A Escotilha

O Barulho d’água Música retoma a série Clássico do Mês e nesta que é a 11ª matéria dedica a presente atualização ao quinto álbum da carreira do genial Gilberto Gil, o icônico Expresso 2222, que o baiano de Salvador gravou em abril e lançou em julho do — ainda turbulento — ano de 1972, seis meses depois de regressar do exílio ao qual fora forçado em  Londres. Em 1969, ele e seu  parceiro musical nas peripécias tropicalistasCaetano Veloso, foram presos, acusados de subversão pelo regime militar. O local escolhido para se exilar foi a efervescente Inglaterra da virada da década dos anos de 1960 para a dos anos 1970. Por lá, o músico baiano entrou em contato com diversos elementos da cena de rock e do psicodelismo da terra da rainha (de The Beatles a Jimi Hendrix) que foram devidamente incorporados em seus trabalhos lançados aqui no Brasil posteriormente.

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1101- “Acabou Chorare”, melhor disco já gravado no Brasil, faz a fama dos Novos Baianos sob as bênçãos de João Gilberto

Segundo disco do grupo, tema de mais uma edição da série Clássico do Mês,
tem nome ‘sugerido’ pela então pequenina Bebel Gilberto, segue a cartilha da  transgressão dos músicos e é um grito de protesto em plenos “anos de chumbo” contra a caretice e a tristeza da música que imperavam no pais

O Barulho d’água Música retoma a série Clássico do Mês dedicando esta atualização ao álbum Acabou Chorare, que o grupo Novos Baianos lançou em 1972.  O conjunto de dez faixas deste disco, uma das quais instrumental,  produzido com a bênção de João Gilberto em um ambiente de completa descontração dentro de um sítio situado em Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro, sustentam simplesmente o primeiro lugar na lista dos 100 melhores já gravados no país desde 2007, de acordo com avaliações dos críticos da Rolling Stone BrasilAcabou Chorare saiu pelo selo Som Livre, dois anos depois do relativo sucesso do É Ferro na Boneca, carregando influência estrondosa do dândi da Bossa Nova, que expandiu todos os horizontes criativos do grupo.

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1482 -Violeira vencedora do 6º PPM, Laís de Assis (PE) lança primeiro disco, Ressemântica

MPB #ViolaInstrumental #ViolaBrasileira #MúsicaDeViola #MúsicaNordestina #Recife #Pernambuco #CulturaPopular

Álbum da pernambucana, com participações de Graça Nascimento, Renata Rosa e Adelmo Arcoverde, está nas plataformas e, em breve, ganhará versão física

A vencedora do 6° Prêmio Profissionais da Música (PPM) da categoria Violas e Violeiros deste ano, a pernambucana Laís de Assis lançou no final de novembro o primeiro disco da carreira, Ressemântica, disponível nas principais plataformas digitais e com o qual abrimos neste dia 4 as tradicionais audições matinais dos sábados aqui no Solar do Barulho, em São Roque (SP). Tema na quinta-feira, 2 de dezembro, do programa Revoredo, apresentado na Rádio USP FM pelo maestro José Gustavo Julião de Camargo, Ressemântica é envolvido pela essência do feminino ancestral em suas 13 faixas dedicadas à exploração de novas sonoridades da viola nordestina, mas cuidadosas ao preservar o singular sotaque dessa linguagem. A maioria das composições foi composta e arranjada pela própria Laís de Assis, cujo perfil foi tema da recente atualização 1430, publicada em 24 de agosto aqui no Barulho d’água.

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