1552 – Deo Lopes e Victor Mendes se unem e lançam pela Kuarup disco em parceria com canções inéditas

 Álbum Concerto Sentido  está disponível nas plataformas digitais e em cedê traz a obra do poeta do interior de São Paulo

Deo Lopes e Victor Mendes apresentam o disco Concerto Sentido, álbum que tem distribuição nas plataformas digitais e em formato físico pela produtora e gravadora Kuarup. Com composições inéditas de Deo Lopes, importante compositor do Vale do Paraíba, do Interior de São Paulo e uma das principais referências da MPB e da música regional do país, o disco é fruto do encontro entre duas gerações.

O trabalho nasceu após a participação de Deo na turnê de Nossa Ciranda, álbum solo de Victor Mendes, que saiu em 2017. Desde então os músicos se aproximaram e passaram a fazer releituras de músicas gravadas nos anos 1980 e 1990 em cinco elepês de Deo Lopes. Aos poucos, novas canções surgiram e tomando corpo com a convivência, os dois artistas deram origem ao projeto. Com a sutileza e a força da presença de Deo Lopes, Concerto Sentido aproxima dois artistas e gerações por meio da música.

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1551 -Zé Geraldo e Francis Rosa lançam O Poeta e o Violeiro, com a participação de Xangai*

#MPB #Violade10Cordas #ViolaBrasileira #ViolaCaipira #CulturaPopular

*Com Adriana Bueno

Single chega e clipe já estão em plataformas digitais e antecipam chegada do álbum homônimo, programada para o segundo semestre

As plataformas digitais já oferecem aos amantes de Zé Geraldo e de Francis Rosa a canção O Poeta e o Violeiro, canção que celebra um novo encontro entre os dois parceiros e dá nome ao álbum inédito que a dupla planeja lançar no segundo semestre. Um clipe da música também já está disponível na internet, com a participação especial do cantador Eugênio Avelino, o querido Xangai. É o bom baiano que faz a declamação para a entrada dos versos quase autobiográficos “Era uma vez um poeta nascido em solo mineiro/Caminhando pela vida, cruzou com um violeiro/Um completou o outro feito a casa e o terreiro/Plantando e colhendo amor/Saíram do interior pra correr o mundo inteiro”, na voz de ambos que, em 2016, gravaram seu primeiro trabalho juntos, no DVD ao vivo Canções e Versos, lançado pela gravadora Sol do Meio Dia, com distribuição pela Tratore.

Além de Zé Geraldo (voz), Francis Rosa (voz, viola caipira e baixo) e Xangai (declamação), O Poeta e o Violeiro tem os toques de Rafael Schimidt (violão de nylon), João Lima (percussão), Daniel Blando (sanfona), e os vocais de Bia Tucci, Helena Badari, Nô Stopa e Tata Fernandes. O álbum está sendo preparado e sairá nas versões bolachão de vinil (LP) e compacto a laser, além de tocar nas plataformas digitais, após o lançamento de outros dois singles promocionais inéditos.

O Poeta e o Violeiro, lançamento da Sol do Meio Dia, com distribuição da Ingrooves, pode ser pré-salvo em https://ingrv.es/o-poeta-e-o-violeiro-3eu-k; o clipe estreou em 24 de junho, no canal do YouTube de Zé Geraldo (https://youtu.be/xmgEIkvDRjc) ou no canal de Francis Rosa (https://youtu.be/9G9P260xR-w).

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1549 – Kuarup lança disco físico de Renato Teixeira e Fagner, inédito gravado em estúdio recém inaugurado

#MPB #Santos #Ubatuba #Taubaté #Fortaleza #Orós #CulturaPopular #ArtesPlásticas

Cantores celebram a amizade de muitos anos em Naturezas, disco com participação de Almir Sater e parceria de músicas captadas no porão onde fica o endereço atual da gravadora que por coincidência foi residência de um deles nos anos 1970. Capa e encarte são do saudoso artista plástico Elifas Andreato

A amizade de Renato Teixeira e Fagner vem de longa data. Os músicos compõem juntos há alguns anos e resolveram colocar o desejo de lançar um álbum como prioridade. A ideia surgiu com a troca de bate papos virtuais e tomou forma com o surgimento dos aplicativos de áudios e mensagens que permitem e facilitam o compartilhamento de músicas e de letras. E ganhou vida na Kuarup, gravadora com mais de 40 anos, que tem seis álbuns de Renato Teixeira em catálogo e que o autor costuma chamar com carinho de sua casa fonográfica e sua antiga moradia, por uma inexplicável coincidência de endereços. Outro evento que tornou possível a realização do projeto, gravações, ensaios e o lançamento do trabalho foi a recente inauguração do estúdio da Kuarup, espaço para atender aos artistas contratados e parceiros da gravadora.

A sala ganhou o nome de Renato Teixeira, pois o músico ensaiava no local nos anos 1970 e recebia no imóvel artistas para tocar e compor como Belchior, Guilherme Arantes e Fagner — que, em 1973, levou a fita de seu primeiro disco (Manera Fru Fru, Manera) para ouvir no estúdio improvisado, espaço que tinha também um cantinho para um modesto laboratório fotográfico. O endereço foi também a residência onde Renato vivia com a família e compôs Romaria. Hoje,  é a sede da gravadora Kuarup em São Paulo, razão da inspirada e merecida homenagem. Resultado: a memória afetiva de Renato Teixeira foi para o espaço.

O repertório de dez músicas é inédito e inclui duas regravações: Tocando Em Frente e Mucuripe, que celebram a parceria de Renato Teixeira e Fagner e mostram suas influências paulista e cearense. A sonoridade não divide a personalidade musical de cada artista e sim acrescenta. O projeto reúne e mistura histórias, parcerias, composições, melodias, experiências, carreiras, estilos e naturezas diferentes. O álbum, que por estas razões ganhou o título Naturezas, ainda conta com participação especial do cantor e violeiro Almir Sater e já está disponível em edições físicas e virtual, a digital lançada nas principais plataformas em 20 de maio, data na qual Renato Teixeira emplacou 77 anos de idade.

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1544 – Aldy Carvalho (PE) lança Tempo-menino, quinto álbum da carreira, e estreita os laços entre o erudito e o popular mais uma vez

#MPB #MúsicaNordestina #Literatura #LiteraturadeCordel #Cinema #CulturaPopular #Petrolina #Pernambuco

As canções do petrolinense que também é escritor, cordelista e violonista, têm raízes fincadas no Nordeste e são revestidas por linguagem musical não estereotipada, cujas letras apresentam um interessante diálogo entre as peculiaridades de Euclides da Cunha, de Guimarães Rosa e Ariano Suassuna e a universalidade de Manuel Bandeira.

Depois da trilogia composta pelos álbuns Alforje, Cantos d’Algibeira e SerTão andante, o petrolinense Aldy Carvalho lançou Tempo-menino, álbum já disponível nas plataformas digitais e em formato físico com um belo encarte e ficha técnica das músicas, arte de capa e contracapa assinada pelo artista plástico e músico Ivan Jubran. A faixa título, Tempo-menino, é composição do próprio compositor e cantor pernambucano em parceria com Rubenio Marcelo, poeta e compositor cearense radicado em Campo Grande (MS) O álbum traz ainda apresentação do ensaísta e educador Ely Veríssimo.  Continuar lendo

1542 – Leyde &Laura (MT) são destaque do projeto Viola Encanto de Mulher, homenagem a pioneiras do gênero caipira

MPB #MúsicaCaipira #MúsicadeViola #MulherVioleira #VioleirasdoBrasil #CulturaPopular

Dupla de irmãs mato-grossenses e revelações como Lizandra e Victória e Mel Moraes vão se apresentar a partir de 1º de junho em teatros e em praça no bairro paulistano da Penha, sem cobrança de ingresso. Concertos serão tributos a Inezita Barroso, Helena Meirelles e As Galvão, entre outras vozes femininas. Com Cristina Aguilera, Midia Brazil Comunicação Integrada

Com objetivo de dar voz ao gênero feminino na música e como instrumentista de viola caipira, será promovido no sábado, 4 de junho, a partir das 14 horas, o projeto Leyde e Laura – Viola Encanto de Mulher. O espetáculo sem cobrança de entradas levará ao público relevantes expoentes do gênero na atualidade como as irmãs  Leyde & Laura reconhecidas pela crítica e pelos fãs como um dos mais aplaudidos duetos femininos da história da música caipiraCarol Viola & Duda Cintra, revelações da música de raiz; Lizandra e Victória, meninas violeiras da cidade de Nova Odessa (SP); Jéssica & Juliana, que participaram do programa Esquenta (Rede Globo) e foram finalistas do concurso Esquentanejo, revelador de novos talentos da música sertaneja; e  Mel Moraes, selecionada no Festival Viola da Terra, com a composição instrumental Primavera dos Pássaros. Os concertos da série terão por palco a Praça do Rosário, no bairro da Penha, reconhecido ponto turístico da Zona Leste da cidade de São Paulo, onde está a Igreja do Rosário dos Homens Pretos, construída no século XIX, patrimônio histórico tombado. 

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1539 – BMDG Instrumental premiará quatro músicos mineiros com R$ 12 mil e duo poços-caldense está no páreo

#MPB #MúsicaInstrumental #PrêmioBDMGInstrumental #BeloHorizonte #PoçosdeCaldas

O BDMG Cultural realizará entre a sexta-feira, 27, e o domingo, 29 de maio, a etapa final do 21º Prêmio BDMG Instrumental evento que chega à maioridade e completa 21 anos de fomento à cena da música instrumental mineira e brasileira. As apresentações dos instrumentistas selecionados ocorrerão no Teatro Sesiminas, em Belo Horizonte, com entrada gratuita.

Na primeira etapa do prêmio, que ocorreu em abril, na sede do BDMG Cultural, foram selecionados por uma comissão formada pela violonista Cláudia Garcia, pelo artista sonoro Marco Scarassatti e pelo músico Thiago Delegado doze músicos finalistas. Eles são: Daniel Souza (guitarra); Duo Rodrigo Mendonça e Flávio Danza (flauta transversal e violão 7 cordas); Ezequiel Piaz (violão 7 cordas); Jaiminho Silva (piano); Lucas Ladeia (cavaquinho); Makely Ka (violão); Nara Pinheiro (flauta transversal); Samy Erick (guitarra e violão); Silas Prado (saxofone e flauta); Ulisses Luciano (trompete);. Wallace Gomes (violão); e Wellington Gama (bandolim). Cada instrumentista defenderá duas composições autorais e um arranjo, como de praxe na história da premiação, nas três noites da finalíssima.

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1538 – Chico Lobo lança O Tempo É Seu Irmão e celebra mais de 40 anos de carreira com convidados especiais

#MPB #ViolaCaipira #VioladeDezCordas #ViolaBrasileira #MinasGerais #BeloHorizonte #SãoJoãoDelRey #CulturaPopular #GravadoraKuarup

27º álbum do violeiro mais atuante da cena brasileira tem participações especiais de Luiz Caldas, da dupla Kleiton & Kledir, da cantora Tetê Espíndola e do cantor Sérgio Andrade

Segundo especialistas em inovação, a necessidade de se reinventar existe há muito tempo, faz parte da história da humanidade. Tanto quanto mudar é questão de sobrevivência. Assim o violeiro mineiro, compositor e cantador Chico Lobo, em 2021 consagrado com o quarto troféu do Prêmio Profissionais da Música (PPM) na categoria Melhor Artista Raiz Regional e com a Medalha de Honra da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) pela sua relevante atuação na cultura e sociedade, colocou em prática justamente isso, em plena pandemia de Covid-19. Após lançar Alma e Coração, em 2020, já nesse processo de ousar e criar, tornar-se outro, Chico Lobo não parou e no ano passado produziu, em parceria com a Kuarup, mais um álbum nesses tempos difíceis.

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1537 -Reitor da Univali (SC) publica livro sobre Zé Geraldo, um dos mais queridos poetas e cantores populares do Brasil

#MPB #Literatura #Futebol #CulturaPopular #Univali #Itajaí #RodeiroMG #SãoRoqueSP

Mineiro de Rodeiro, o autor da clássica canção Cidadão, entre tantos outros sucessos, tornou-se amigo pessoal de Valdir Cechinel Filho, que lhe dedicou a obra de 250 páginas, com prefácio de Renato Teixeira

O reitor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), situada em Santa Catarina, Valdir Cechinel Filho, lançou em março Cidadão Zé Geraldo: 40 e Poucos Anos de História e Estradas, livro no qual narra a trajetória de um dos principais nomes da Música Popular Brasileira, o mineiro Zé Geraldo. A obra, repleta de fotos e ilustrações, tem prefácio assinado por Renato Teixeira e um dos seus exemplares Cechinel enviou, gentilmente, à redação do Barulho d’água Música, situada no Solar do Barulho, na Estância Turística de São Roque (SP). Dividida em 11 capítulos, revela história e causos sobre Zé Geraldo desde a infância na cidade natal de Rodeiro (MG), alguns narrados pelo próprio biografado e compartilhados na vivência com o autor.

A rica discografia também pode ser encontrada nas 250 páginas do livro, relacionada pelos álbuns próprios e dos quais Zé Geraldo participa (com as respectivas capas, incluindo-se as coletâneas) e nelas há depoimentos de amigos, fãs e músicos como João Carreiro, Zeca Baleiro, Kleiton Ramil, Chico Teixeira, Chico Lobo e Luiz Vicentini. O leitor ainda encontrará 20 músicas de Zé Geraldo cifradas pelo cantor e compositor capixaba Max Gasperazzo, mais a transcrição de entrevista para a comunicadora Katyanne Krull ao programa Violas, Versos & Prosas, da Rádio Educativa Univali FM e TV Univali.

Este era um projeto que eu já acalentava há alguns anos e que foi possível tirar da gaveta durante a pandemia [de Covid-19]”, contou Cechinel. “Escrevi essa obra com o aval do próprio Zé Geraldo, de quem virei fã imediatamente após escutar pela primeira vez a canção Cidadão, em 1979. Durante muito tempo sonhei em conhecê-lo e a vida permitiu que pudéssemos ser amigos pessoais e até compor músicas em parceria”, emendou. “O livro traz causos, histórias e destaca a generosidade de Zé Geraldo como artista e como ser humano único que ele é”, frisou Cechinel.

Carinhosamente conhecido por Biá, além das atividades acadêmicas, Valdir Cechinel é compositor e assina parcerias com o próprio Zé Geraldo e diversos outros autores como o cantor e compositor itajaiense Luiz Vicentini. Uma das facetas de Zé Geraldo que Cechinel destacou, a generosidade, é descrita como característica peculiar do Zé pois o mineiro sempre procura “dar ênfase aos novos talentos e difundir seus versos e prosas, emprestando seu nome e voz aos cantores e compositores de nosso imenso país”. O próprio reitor é um desses compositores parceiros em Enquanto a Cidade Dorme, que ganhou clipe gravado em Itajaí, com autoria e interpretação de Gasperazzo.

O livro está disponível para venda na Editora da Univali e pelo portal da Amazon.

De rica trajetória acadêmica e científica, Cechinel atualmente é Reitor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), professor do mestrado e doutorado em Ciências Farmacêuticas e pesquisador 1C do CNPq, além do pé que de longa data mantém na arte e na cultura, ligação acentuada a partir ­de 2002, quando ficou responsável pela área cultural na Univali, como Pró-Reitor de pesquisas, pós-graduação, extensão e cultura, atuando por 16 anos à frente de ações culturais na instituição. Essa função possibilitou contato direto e mais intenso com muitos artistas, incluindo seus ídolos Zé Geraldo e Renato Teixeira, entre outros. Organizou inúmeros shows no Teatro da Univali com artistas nacionais e foi responsável pela seleção do repertório dos álbuns e DVD do Coral da Univali, Simplesmente Simples 1 (2011) e Simplesmente Simples 2 (2014). Escreveu sua primeira composição musical em 2008, Vida Rural, com Luiz Vicentini, que gravou a canção.

 

O reitor Valdir Cechinel Filho também é compositor. Tem três discos lançados e organizou inúmeros shows no Teatro da Univali com artistas nacionais.

 

Até o presente, Cechinel possui mais de 60 canções em parceria e lançou três álbuns: Valdir Cechinel Filho e Amigos: Pedaço de Mim (2018); Urbano e Rural (2019); e Eu Nunca Chegarei Só (2021), todos disponíveis nas plataformas digitais Nessa sua segunda incursão literária (a primeira foi escrever três versões do livro Casos, Causos e Algumas Mentirinhas), aborda os passos do ídolo, amigo e parceiro musical José Geraldo Juste, o Zé Geraldo, cuja importância ele resume na apresentação: “Quando Deus interrompeu a carreira de jogador de futebol do Zé Geraldo, certamente o Brasil já estava repleto de moleques bons de bola, mas carecia de cantores e compositores de canções que dissessem a verdade sobre a vida e atingissem os corações dos cidadãos!

O livro Cidadão Zé Geraldo: 40 e Poucos Anos de História e Estradas que Cechinel enviou ao blogue chegou acompanhado pelos álbuns Simplesmente Simples e Eu Nunca Chegarei Só; a faixa 7, Simplicidade, do segundo disco, ele compôs com Vicentini, cantor que a interpreta acompanhado por Renato Teixeira. Já ultrapassou 86 mil visualizações em postagens e se tornou trilha sonora de mais de 17 mil vídeos rápidos nas redes sociais, conhecidos como Reels.Nos surpreendemos, Valdir e eu, quando soubemos que Simplicidade vem sendo postada mais de 150 vezes por dia nos Reels do Instagram, aparecendo em mais de 17 mil postagens de vídeos usando a música, com média de 5 mil visualizações em cada postagem, somando 86 milhões de visualizações”, celebrou Vicentini. “Considerando que não fizemos nenhum impulsionamento pago, vemos isso como uma possível viralização da canção, o que nos deixa muito felizes.”

Simplicidade também faz parte do álbum de Vicentini Os Passos do Poeta (2019), que tem a participação de Renato Teixeira. Em Eu Nunca Chegarei Só ela integra uma seleta lista que inclui interpretações e parcerias de Cechinel com Cleiton Marques de Oliveira, Francis Rosa, Luciano Guarise, Zé Geraldo, Zé Grande, Samuel & Grace, Chico Lobo, Carlos Magrão, Carlos Bona, Sunny Dolga, Carol Hands e Gasperazzo. Francis Rosa, Zé Geraldo e Chico Lobo também cantam na canção O Homem de Taubaté, que Cechinel recentemente compôs para homenagear Renato Teixeira.

O mato-grossense de Arenápolis radicado em Jundiaí (SP), João Ormond também é parceiro de estradas de Zé Geraldo. Ambos já têm músicas gravadas e agora programaram lançar em 27 de maio um novo single, Revivendo, que além da dupla conta com a participação de Clemente Manoel. Esta canção retrata a vida interiorana que os três que criaram a letra tiveram, promovendo a junção das experiências vividas individualmente e que culminou na bela história.

Essa foi a primeira composição com parceria selada com Zé Geraldo, pois gravamos anteriormente Eu Nasci com Asas e gostamos muito dessa mistura da viola com a música Folk”, disse Ormond. “O Zé Geraldo é de uma simplicidade enorme, veio aqui para casa para botar a voz na música, e o Clemente veio para nos rever e prosearmos após a gravação”, prosseguiu Ormond. “Passamos um dia agradável. Além do trabalho, emplacamos um bom bate papo. Eu assino a produção da música e contei com apoio dos amigos e músicos Paulinho de Jesus, Cássio Soares, Rafael Virgulino.” Zé Geraldo

SÓ ENTRA NA MISSA DE AZUL E AMARELO

Zé Geraldo, todo fã sabe, é apaixonado por futebol e um dos beneméritos do Spartano Futebol Clube, equipe amadora de Rodeiro com mais de 90 anos e muito tradicional na Zona da Mata Mineira. Veste azul e amarelo, tem estádio próprio, o Alfredo Nicolato, e uma torcida entusiasmada entre os, com muito esforço na contagem, 8 mil habitantes; aos domingos, contam, se houver jogo do Spartano na cidade, o padre não deixa fiel entrar na igreja se não estiver vestindo roupas com as cores da equipe. O nome do clube é uma referência aos guerreiros de uma das cidades mais antigas da humanidade Esparta, da Grécia. O Spartano também tem expressiva carteira de sócios e dependendo de quem enfrenta em casa, o público supera as médias de todos os times do interior do Campeonato Mineiro.

Quando escrevíamos esta atualização, o Spartano estava disputando a 8ª Copa dos Campeões Regionais (Champions LEC) e ocupava a segunda colocação do grupo C, com 6 pontos ganhos, metade dos 12 do líder, Pombense, tricolor de Rio Pomba, após quatro rodadas. O onze rodeirense vinha de vitória fora de casa por 2×0 sobre o União Esporte Clube, de Piraúba (MG); na classificação geral aparecia em sétimo.

A Champions LEC é rivalizada e acirrada competição que reúne 16 times da Zona da Mata mineira e da porção Noroeste do estado do Rio de Janeiro, divididas em quatro grupos de 4. É  promovida pela Liga Esportiva de Cataguases (LEC), munícipio a cerca de 40 quilômetros do berço de Zé Geraldo. A sequência do torneio para o Spartano marcava para o domingo, 22 de maio, um jogo no qual o bicho deverá pegar: o clássico contra o Pombense, a partir das 16 horas, no alçapão do Alfredo Nicolato. Detalhe: o ingresso custava 15 paus, antecipado (20 pilas para o dia do duelo). E a carga de cerca de 3 mil entradas já estava quase esgotada!

CAMPEÃO BRASILEIRO, SEM GOLEIRO

O futebol também é tema do causo que o Barulho d’água Música pinçou do livro e que, pedindo licença do espoiler ao autor, compartilharemos abaixo:

Numa das idas à casa do Zé Geraldo, na Serra da Cantareira [em São Paulo], levei como presente um quadro que preparei com muito carinho, do Santos Futebol Clube, seu time do coração, campeão brasileiro de 1962”, escreveu Cechinel em “3. Meu presente ao Zé bateu na trave”. “Inseri sua foto entre a dos jogadores e ficou um quadro muito bacana, conforme a foto abaixo. O Zé olhou e disse: ‘Bicho, gostei, mas você inventou um time novo. Sem goleiro, uai…’”

O arqueiro esquecido por Cechinel era ninguém menos que Gylmar dos Santos Neves, o Gilmar, campeão mundial de 1958 e 1962 pelo Brasil.

O fac-símile do quadro que Cechinel criou para Zé Geraldo (página 69 do livro) não está lá estas coisas, mas dá para ver que o camisa 7 santista foi companheiro de Zito, Coutinho, Pelé e Pepé na volta olímpica..

Ouça entrevista de Valdir Cechinel Filho sobre o livro:

https://radiomarconi.net/2022/02/14/livro-narra-a-trajetoria-do-cantor-e-compositor-ze-geraldo/

Leia mais sobre Zé Geraldo ou conteúdos a ele relacionados aqui no Barulho d’água Música ao clicar no link abaixo:

https://barulhodeagua.com/tag/ze-geraldo/

1536 – Rainer M.B (SP/PI) lança quinto álbum da série ÁSPERO, projeto de narrativas instrumentais de resgate da afinação realejo

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Neste trabalho totalmente analógico, o violeiro paulista radicado no semiárido do Piauí, pesquisador e professor da Universidade do Vale do São Francisco, volta a recorrer à fita cassete para oferecer nova jornada instrumental de música modal e microtonal que dialoga com bois, toadas e a arte persa indiana

“Tons de azul-turquesa, preto e cinza e a (…) chegada de chuvas fora de época na caatinga trazendo enormes criaturas nos céus de um povoado.

É com esta atmosfera que o ÁSPERO, projeto de narrativas instrumentais radicado no semiárido piauiense de autoria de Rainer Miranda Brito (Rainer M.B.), traz seu quinto álbum, o segundo em forma de fita, Rumores na terra sobre as feras da chuva. Diferentemente do álbum/fita anterior, A comitiva de notícias e outras estórias (2021), no qual a fita cassete esteve presente especialmente no processo de finalização do álbum, Rumores na terra (…) foi planejado e executado integralmente em fita cassete. Trata-se de um álbum profundamente analógico, feito à mão – desenhado, escrito, tocado, narrado.

O álbum, pensado como uma narrativa completa, é uma jornada instrumental de música modal e microtonal – usando intervalos de microtons – com a viola de dez cordas. As melodias que povoam a narrativa do álbum oscilam entre inspirações pela música de arte persa iraniana (Dastgah, Tasnifs), bois e toadas nordestinas brasileiras. Os desenhos que retratam a narrativa se misturam às escrituras das paisagens e pensamentos de personagens; tudo isso rabiscado em uma brochura (livreto) que acompanha a jornada musical.

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1535 – Barulho d´água Música recebe Moção de Congratulações da Câmara Municipal de São Roque (SP)

Proposta apresentada pelo vereador Clóvis da Farmácia — que também é músico trompetista da primeira banda de uma instituição universitária formada no país —  recebeu 100% de aprovação, sem nenhum voto contrário

O Barulho d’água Música está em regozijo! Prestes a completar em junho mais um ano de atividades, o blogue recebeu na Câmara Municipal da Estância Turística de São Roque, no Interior de São Paulo, a Moção de Congratulações 172/022 em homenagem justamente ao oitavo aniversário. A proposta, apresentada pelo vereador Clóvis da Farmácia (Podemos), obteve os 14 votos favoráveis possíveis da Egrégia Casa de Leis, ou seja, foi aprovada por unanimidade entre os demais vereadores. Encerrada a votação na noite da segunda-feira, 16, o jornalista e responsável pelo blogue Marcelino Lima, chamado ao plenário, recebeu o diploma equivalente à distinção das mãos do proponente; Clóvis da Farmácia integra a primeira banda formada por uma escola de curso universitário do país (pelo campus UniSant’anna da Capital) e sob regência do maestro Fábio Carneiro toca trombone entre outros instrumentos de sopro. É, ainda, apoiador de primeira linha de várias manifestações culturais tanto em São Roque, quanto em outras cidades limítrofes.

Estendo este agradecimento pela Moção de Congratulações aos inúmeros amigos que têm nos apoiado e incentivado nesta caminhada, em especial ao Instituto Çare e seus coordenadores e integrantes na pessoa da antropóloga e produtora cultural Marcela Bertelli, pela qual cumprimento à escultora Elisa Bracher, e aos agentes da comunidade musical a quem dedicamos nossa cobertura e nos ajuda como Ivan Vilela, Jair Marcatti, Rodolfo Zanke, Beto Priviero, Moisés Santana, Cristina Aguilera, Eliane Verbena, Chiara Carvalho, Graciela Binaghi, Rafael Bittencourt, Paula Corrêa, Picuá Produções, Juá Cultural, Gustavo Guimarães, Gustavo Ribeiro de Vasconcelos, Rádio Sudeste, Cervejaria Zuraffa, Daniel Kersys, Yuri Garfunkel, Ana Lúcia Fernandes, Elisa Espíndola, Thiago Ribeiro, Babu Baia e minha “policial má”, agora advogada aprovada na Ordem dos Advogados do Brasil, Andreia Beillo.  

Abaixo segue o texto lido pela Mesa da Câmara antes da aprovação da Moção de Congratulações, que reconhece e valoriza o trabalho que vem sendo prestado desde junho de 2014 pelo Barulho d’água Música:

O Barulho d’água Música completará oito anos de atividades ininterruptas em junho. É um veículo digital de divulgação de cantores, duplas, grupos, compositores, projetos, produtores culturais e apresentadores de música independente e de qualidade dos gêneros popular, instrumental e de raiz que estão fora da mídia ou que raras vezes recebem atenção dos canais comerciais. Neste período já publicou mais de 1.500 matérias inéditas, das quais apenas duas não foram redigidas ou editadas por Marcelino Lima.

Momento da entrega no plenário da Câmara de São Roque, pelo vereador Clóvis da Farmácia, da Moção de Congratulações ao blogue Barulho d’água Música, distinção recebida pelo blogueiro Marcelino Lima (Foto :André Prado)

 

“Marcelino Lima é jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, com especialização em Teoria do Jornalismo e Jornalismo Impresso pela Fundação Cásper Líbero (SP). Natural de Bela Vista do Paraíso (PR), desde novembro de 2017 reside em São Roque. Ingressou na carreira há 40 anos, tempo em que trabalha como repórter, revisor, e editor ou assessor de imprensa com passagens por vários jornais, revistas, entidades como o Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, a Câmara Municipal de Osasco e Prefeituras Municipais como a de Osasco e de Jandira; em 2020, integrou a equipe de comunicação que ajudou a eleger Dany Floresti (PSD) prefeito da vizinha Pirapora do Bom Jesus.

Os textos do Barulho d’água Música são elaborados com independência, de maneira autônoma. Exigem amplo trabalho de pesquisas que podem levar vários dias, além de viagens, coberturas de shows e de eventos e audição de discos. Tudo é feito com muita dedicação e profissionalismo, de maneira espontânea – ou seja, nada é cobrado para a divulgação de matérias. Seguido em vários países, em todas as partes do mundo, é integralmente produzido de acordo com os mais rigorosos parâmetros do Jornalismo profissional. Preserva a memória musical do país, colabora para a criação de um novo público, e ajuda a revelar inúmeros talentos da música brasileira, sendo para muitos destes valiosos artistas o primeiro e único veículo a dar espaço para seus projetos e trabalhos. Em 2018 e em 2019 foi finalista do Prêmio Profissionais da Música (PPM), na categoria Canais de Divulgação da Música.”