1212 – Dois dos melhores violeiros do país são atrações em Sampa, no domingo, 21

Entre a missa ou o culto, um antes, outro depois da macarronada: Neymar Dias e Valdir Verona tocarão em espaços próximos e em horários que permitem acompanhá-los, de graça ou gastando quase nada, em ótimos programas em companhia da família inteira

A cidade de São Paulo terá no próximo domingo, 21 de julho, concertos de dois dos mais respeitados violeiros do país na atualidade, o paulistano Neymar Dias, pela manhã, e o gaúcho de Caxias do Sul Valdir Verona, à tarde, portanto em horários nos quais será possível acompanhar ambos sem sacrificar a tradicional macarronada em família. Os dois, aliás, são excelentes dicas para juntar todo mundo, incluindo o nenê, o vovô, a vovó e os sobrinhos, como naquela música dos Titãs, longe da famigerada televisão ou, mais modernamente, do tambor cortado ao meio, na laje. E dá tempo, inclusive, de ir à santa missa ou ao culto, ainda no começo da manhã ou no final da noite! 

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1210- Sérgio Santos (MG) lança disco interpretando clássicos da MPB, pela Kuarup

Músico premiado celebra novo disco, São Bonitas As Canções, com produção de André Mehmari e participações de Nailor Proveta, Rodolfo Stroeter e Tutty Moreno e repertório que traz Edu Lobo, Chico Buarque, Gilberto Gil, Tom Jobim e Moacir Santos

O cantor e compositor mineiro Sergio Santos está lançando o álbum São Bonitas As Canções, editado pela produtora e gravadora Kuarup, escolhido para abrirmos as audições matinais de sábado aqui no boteco do Barulho d’água Música neste dia 13 de julho em São Roque, aprazível cidade do Interior paulista de Pindorama, a popular República das Bananeiras, no ano I da dinastia Bozo. Compositor reconhecido, com uma obra consagrada com o poeta Paulo César Pinheiro, indicado ao Grammy Latino e com inúmeros prêmios por suas composições, Sergio Santos  nunca havia se aventurado a gravar nenhuma música que não fosse de sua autoria em seus oito anteriores discos. Agora, no entanto, Sergio Santos resolveu pela  se entregar a esta tarefa de interpretar o que não compôs, incentivado pelo músico André Mehmari, o idealizador e coprodutor deste sofisticado projeto que conta com os músicos Nailor Proveta, Rodolfo Stroeter e Tutty Moreno.

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1208 – Rio Grande do Sul dá adeus a Ubirajara Matana: emudece um dos últimos baluartes do violão campeiro-serrano

Músico  fez parte do grupo Os Cobras do Teclado, ao lado de Adelar Bertussi,  do irmão Itajaiba  e Paulo Santos,  e tornou-se um dos maiores instrumentistas na década dos anos 1970 animando bailes por todo o Sul do Brasil

Com Valdir Verona e Milena Schafer (milena.schafer@pioneiro.com)

O cenário musical do Rio Grande do Sul, notadamente a classe artística de Caxias do Sul, está de luto desde a quinta-feira, 4 de julho, quando desencarnou na cidade o violonista Ubirajara Matana. Aos 75 anos, Matana não resistiu às complicações de um tumor no sistema linfático. A despedida, cercada por parentes e centenas de amigos, ocorreu no mesmo dia da passagem com a cremação do corpo, ao final da tarde, no Memorial Crematório São José, em Caxias do Sul. De acordo com informações dos familiares, Matana estava internado no Hospital do Círculo há cerca de 20 dias. O tumor fora detectado há pelo menos dois meses e chegou a ser combatido com radioterapia e quimioterapia. 

Natural dos campos de Vila Seca, interior do município, Matana foi um dos principais nomes do violão gaúcho na década dos anos 1970. Nessa época integrava o grupo Os Cobras do Teclado ao lado de Adelar Bertussi,  do irmão Itajaiba Matana (acordeões) e Paulo Santos (bateria), animando bailes por todo o Sul do Brasil.

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1207 – Paisagens, primeiro disco de Ivan Vilela (MG), chega à maioridade e é destaque em festival na Alemanha

Álbum contem 17 faixas compostas e tocadas de modos peculiares no universo da viola de dez cordas e desde o seu lançamento, em 1998, já supera a casa dos 25 mil exemplares vendidos de mão em mão

O compositor, pesquisador e professor do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), violeiro Ivan Vilela, está na Alemanha, país europeu no qual protagonizará duas apresentações como uma das atrações do Rudolstadt Roots and Folk Music, festival que reunirá músicos de várias partes do mundo iniciado na quinta-feira, 4, e previsto para ser encerrado no domingo, 7, em Rudolstadt, cidade localizada no distrito de Saalfeld-Rudolstadt, estado da Turíngia.  O brasileiro poderá ser ouvido pela plateia em dois concertos marcados para às 17 horas do local, em uma praça da cidade, neste sábado, 6, e para às 15 horas, agora no teatro central, do domingo, 7. O repertório que Ivan Vilela executará terá entre outras músicas do seu álbum Paisagens, o primeiro disco solo de sua carreira e que está chegando aos 21 anos de lançamento.

Ivan Vilela é um dos maiores apoiadores deste blogue. Seu disco Paisagens é tão emblemático no universo da música de viola e no meio caipira que mereceu um programa  dedicado a ele na série USP Especiais, da rádio paulistana USP FM (93,7 MHz), apresentado no dia 29 de maio de 2019. Paisagens reúne 17 faixas instrumentais¹ , todas com arranjos de Vilela e entre as quais apenas Asa Branca (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) e Saudade de Minha Terra (Goiá e Belmonte) não são composições do mineiro de Itajubá (acesse o linque por aqui e ouça a íntegra do programa).

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1205 – Viola de Feira está de volta em Beagá (MG) e começa com Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias

Nesta segunda temporada do projeto da Picuá Produções a capital mineira terá quatro rodadas até setembro, sempre com entrada franca e novamente promovidas no estratégico Centro Cultural Padre Eustáquio

Os cantores e compositores Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias, três dos mais respeitados expoentes da atual cena da viola de Minas Gerais, estão confirmados pela Picuá Produções como atrações e vão se apresentar conjuntamente na abertura do segundo ano do projeto Viola de Feira neste domingo, 7 de julho, A cantoria está marcada para começar ás 11 horas no Centro Cultural Padre Eustáquio, em Belo Horizonte, mesmo local das rodadas promovidas em 2018. Com entrada franca, Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias serão protagonistas do show Violas de Minas.

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1202 – Conheça “11 Estudos para Viola Brasileira”, álbum de Reinaldo Toledo (MG/SP)

Nesta semana que passou as audições aqui no boteco do Barulho d’água Música privilegiaram 11 Estudos para Viola Brasileira, álbum lançado em agosto de 2018 por Reinaldo Toledo, professor, violeiro e compositor natural de Cássia (MG), atualmente residindo em Franca, Interior de São Paulo. O disco, cujo exemplar que tocamos na vitrola gentilmente nos foi enviado pelo autor, é um trabalho que visa a contribuir de forma ampla com o desenvolvimento técnico e a expressividade musical do estudante e/ou violeiro e também para servir de material de apoio a professores do instrumento. Traz apresentação do professor do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), pesquisador e violeiro Ivan Vilela e ganhará versão em livro de partituras no primeiro semestre de 2020. “Com sua música, Reinaldo nos conduz a uma atmosfera de sensibilidade e beleza dando assim uma imensa contribuição ao mundo da viola”, observou Vilela. “Adiante, Reinaldo, você tem sempre muito a dizer com o instrumento nas mãos.”

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1201- Roberto Corrêa (MG/DF) lança livro em que retrata os percursos e a retomada do uso da viola no Brasil

Viola caipira: das práticas populares à escritura da arte é resultado da tese de doutorado do músico, compositor,  professor, pesquisador e dos mais importantes nomes da viola do Brasil, autor de 19 álbuns e cinco livros

O músico e pesquisador Roberto Corrêa (MG/DF) está lançando Viola caipira: das práticas populares à escritura da arte, livro da editora Viola Corrêa. Na obra, Roberto Corrêa apresenta a trajetória recente da viola, dando ênfase ao que o autor chama de ‘avivamento’ nos últimos anos, mostrando a força do instrumento no Brasil. O livro pode ser encontrado em lojas virtuais, com entrega para todo o território nacional.

Um dos mais importantes nomes da viola no Brasil, com uma trajetória de 40 anos dedicados à viola, Roberto Corrêa mostra nesta publicação sua pesquisa de doutoramento na área de Musicologia da Universidade de São Paulo (USP). Defendida em 2014, no Programa de Música da USP, o livro trata do que o autor chama de “avivamento” do instrumento, com uma série de acontecimentos que movimentaram artistas, produtores, plateias, pesquisadores, mídia, luthiers, desenhando uma nova cena para a viola, sobretudo a partir da década de 1960.

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1199 – Sesc de Osasco (SP) abre com o mineiro Wilson Dias o projeto Ponteios de Viola

Apresentações de músicos que têm o instrumento como essência em sua trajetória musical, com entradas gratuitas, serão promovidas no Deck da Cafeteria ao longo dos sábados de junho, a partir das 15 horas

A unidade Osasco do Sesc do estado de São Paulo promoverá ao longo dos sábados de junho o projeto Ponteios de Viola. que terá como atrações em quatro datas músicos que têm a viola como essência em sua trajetória musical. Os convidados brindarão o público com apresentações gratuitas no Deck da Cafeteria sempre a partir das 15 horas com repertórios e causos que traduzem a história em torno deste instrumento tradicional. O primeiro violeiro, Wilson Dias (MG), estará no palco neste dia 8. Uma semana depois, no dia 15, será a vez de Cláudio Lacerda e Rodrigo Zanc. Em 22 de junho, Paulo Freire e Danilo Morais e, no encerramento, no dia 29, a cantoria será comandada pelo trio Conversa Ribeira. 

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1198 – Trio Café Mestiço faz show de lançamento de álbum homônimo na Casa Museu Ema Klabin (SP)

Depois de passar por  quatro cidades, Michi Ruzitschka, Ricardo Araújo e Beto Angerosa encerram a turnê de lançamento do primeiro álbum que gravaram com instrumentos de universos diferentes para oferecer aos ouvintes uma viagem musical poética e inusitada, com a participação especial de Toninho Ferragutti

O Trio Café Mestiço, formado por Michi Ruzitschka (violão 7 cordas), Ricardo Araújo (guitarra portuguesa) e Beto Angerosa (percussão), vai se apresentar neste sábado, 8 de junho, a partir das 16h30, como atração o Programa Tardes Musicais na Casa-Museu Ema Klabin, no jardim Europa, em São Paulo. O público ouvirá sem precisar pagar ingresso músicas do álbum Café Mestiço, o primeiro do trio, que mescla no repertório estilos musicais como o choro, o chamamé, e tangos tais quais Oblivion, do argentino Astor Piazolla, e o clássico La Catedral, do compositor paraguaio Agustín Barrios, com arranjo inspirado no ritmo flamenco Bulería.

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1195 – Luis Kiari (PB) lança De Dentro, pelo selo Kuarup, com participações de Nando Cordel e Chico Lobo

Canções promovem a integração das raízes tradicionais sertanejas à modernidade sonora do artista de Campina Grande que mora na cidade do Rio de Janeiro  um dos mais destacados talentos da nova MPB

O selo Kuarup está lançando De Dentro, segundo álbum de Luis Kiari, paraibano de Campina Grande há seis anos radicado na cidade do Rio de Janeiro (RJ) e que acaba de promover miniturnê por cidades do Nordeste visitando os estados da Paraíba e de Pernambuco. O disco, gentilmente enviado ao boteco do Barulho d’água Música pelo produtor Rodolfo Zanke — ao qual mais uma vez somos gratos, estendendo os agradecimentos à toda a equipe da gravadora e editora — tem produção de Ricardo Gomes e mixagem e masterização feitas pelo consagrado engenheiro de som Ricardo Carvalheira. Reúne nove singelas, mas poéticas faixas nas quais se ouve a participação especial do cantor, compositor e instrumentista pernambucano Nando Cordel  — em A Paz de Esperar, que assina a parceria com Kiari na composição –, mais o brilhante e toque inconfundível das violas caipira e dinâmica do músico mineiro Chico Lobo, em todo o repertório¹. As canções promovem a integração das raízes tradicionais sertanejas à modernidade sonora do artista, um dos mais destacados talentos da nova geração da MPB. E o projeto gráfico De Dentro é outra atração do álbum. Assinado pelo conterrâneo do cantor, Vito Quintans, revela um conceito artístico baseado em xilogravura, conforme pode ser conferido nos clipes disponibilizados no sítio eletrônico de Kiari, acompanhado das letras (lyrics) das canções, ou nas principais plataformas digitais.

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