659 – Ivan Vilela e José Hamilton Ribeiro, mediados por Sérgio Martins, falam sobre música caipira em festival literário de Santos (SP)

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O Barulho d’água Música acompanhou no Teatro Guarany, em Santos (SP), na noite de sexta-feira, 25 de setembro, As Raízes da Música Caipira, rodada do 7º Tarrafa Literária mediada pelo jornalista Sérgio Martins com o violeiro escritor, compositor e pesquisador Ivan Vilela (Itajubá/MG) e o jornalista José Hamilton Ribeiro (Santa Rosa do Viterbo/SP). Os convidados abordaram o tema da mesa contando fatos, causos e comentando aspectos históricos e atuais relacionados à música caipira — uma das mais ricas e duradouras expressões das tradições populares do Brasil, presente com grande força no Interior de São Paulo e em estados como MG, PR, GO.

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616 – Barulho d’água renova acervo com álbuns “Viola Urbana III”, instrumental, e “Catrumano e Urbano”, cedidos por João Araújo (MG)

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João Araújo (MG) é cantor, compositor e produtor cultural do projeto Viola Urbana (Foto: Marcelino Lima/Acervo Barulho d’água Música)

O Barulho d’água Música esteve no sábado, 15, em Jundiaí (SP), para acompanhar a gravação de mais um DVD pela Orquestra de Violeiros Terra da Uva, regida pelo violeiro Daniel Franciscão. O evento, realizado no Teatro Polytheama, contou com as participações especiais dos músicos mineiros Rodrigo Delage e João Araújo. Na ocasião, Araújo, que também é produtor e gestor cultural, cedeu ao acervo do blogue exemplares dos álbuns Pesquisa Viola Urbana III (instrumental) e Catrumano e Urbano, que ele lançou com Téo Azevedo, em 2014.

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Guilherme Ribeiro lança Tempo, quarto disco autoral, no Museu da Casa Brasileira (SP)

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Natural de Santos (SP), Guilherme Ribeiro também toca acordeon e teclado, leciona música e já se apresentou em festivais e casas da Holanda, da França, da Bélgica, do Canadá e dos Estados Unidos; em 2010 lançou Calmaria, seu primeiro disco (Foto: Marcelino Lima)

 

O pianista e acordeonista Guilherme Ribeiro (Santos/SP) apresentou no domingo, 10 de maio,  pela primeira vez em público, músicas do quarto disco de sua carreira, intitulado Tempo, durante show promovido no Museu da Casa Brasileira, situado em São Paulo (SP). Guilherme Ribeiro tocou emoldurado por uma prazerosa chuva de outono no dia dedicado às mães, acompanhado por músicos de um time de primeira formado por Daniel de Paula (bateria), Sidiel Vieira (baixo), Rodrigo Ursaia (saxofone) e Vinícius Gomes (guitarra). Ele também recebeu no palco a cantora e fotógrafa Dani Gurgel, produtora de Tempo, que cantou Vento de Outrora, dela, e Verso em nó, parceria dela e Ribeiro. 

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Público de São Paulo assistirá “na faixa” três apresentações de Renato Braz

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Renato Braz apresenta-se à frente da Orquestra Filarmônica de Violas interpretando a guarânia Índia, em julho de 2014, em São Paulo (Fotos: Marcelino Lima)

O cantor paulistano Renato Braz é um daqueles que conseguem desfrutar de unanimidade no cenário nacional e ser admirado por praticamente todos os públicos, dos amantes da música camerística à caipira. E, neste caso, que me perdoem os rodriguianos, a admiração generalizada não é burra, muito menos genérica.  Capaz de interpretar magistralmente tanto um samba de Noel Rosa, quanto a guarânia paraguaia Índia, acompanhando a Orquestra Filarmônica de Campinas, Renato Braz já se consolidou como uma das melhores vozes da atualidade, recurso que varia do agudo ao grave por meio de toda gama possível de timbres, sem engasgar ou desafinar.

Por esta virtude, recebe convites para enriquecer trabalhos de diversos músicos e além dos sete álbuns já gravados e o Prêmio Visa de 2002 assina parcerias, por exemplo, com Zé Renato, em Papo de Passarim, com Zé Modesto, em Xiló, com Breno Ruiz (Cantilenas Brasileiras, um trabalho autoral de Ruiz, ao piano, com  a voz de Renato Braz) e Consuelo de Paula. Com Consuelo, nas palavras dela, “fizemos juntos um show que se chamava Vozes e Versos, no lendário Vou Vivendo”, a casa de shows de Eduardo Gudin e Elton Altman, na avenida Pedroso de Morais, em Pinheiros (SP). Era o início da década de 1990, bem antes de ambos gravarem CDs.

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Barulho d’água Música chega a 41 países visto por cerca de 15 mil pessoas, seis vezes a lotação da Ópera de Sydney

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House, tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 15.000 vezes em 2014.  Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 6 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

Daniel Franciscão, violeiro, professor e regente comemora aniversário em Jundiaí (SP)

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Daniel Franciscão nasceu e atua em Jundiaí, cidade do interior paulista na qual ajudou a fundar e rege a Orquestra de Violeiros Terra da Uva, além de acompanhar Cláudio Lacerda e outros cantadores da música de raiz e caipira (Fotos: Marcelino Lima)

 

Violeiro de profissão, professor de viola e regente, desde 2011 à frente da Orquestra de Violeiros Terra da Uva, hoje é aniversário do também compositor Daniel Franciscão.

Natural de Jundiaí, onde exerce suas atividades e está a sede da OVTU, autor entre outros trabalhos do álbum Violeiro de Profissão, tem também se destacado acompanhando vários parceiros de estrada em projetos do circuito Sesc e programas como o Sr. Brasil, entre os quais Cláudio Lacerda e Lucas Ventania e como estes tornou-se um dos amigos e entusiastas do projeto do Barulho d’água Música. E é tanto por este imprescindível apoio, quanto pelo seu inestimável talento que a equipe do blog transmite votos de sucesso, paz e alegria, não apenas hoje e na carreira, mas ao longo da vida e no seio da família, que costuma juntar-se em quatro gerações para ver de perto o filho talentoso.

Há três anos representando Jundiaí, cidade do Interior paulista, e trabalhando pela preservação, memória e divulgação de tradições da cultura popular, a OVTU é composta por 29 integrantes. Das cordas dos integrantes em seus concertos costumam soar consagrados sucessos da música regional e popular brasileira, além da introdução de Stairway to haven (do Led Zeppelin, para abrir Cio da Terra, de Milton Nascimento e Chico Buarque) e da Tarantela Napolitana, dedicada por Franciscão aos imigrantes de Itália que ajudaram a fundar e a desenvolver Jundiaí.

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Daniel Franciscão à frente da OVTU, em 18 de dezembro de 2014, durante apresentação do Tribunal de Justiça de São Paulo

 

O eclético repertório do concerto, de acordo com Franciscão, é derivado em maior parte de uma pesquisa das composições nacionais de variados tipos e ritmos. As músicas permitem passear por todas as regiões do país e por épocas distintas, apresentando a genialidade dos nossos compositores, consagrados ou não, mas todos dotados de elementos que ajudam a esboçar uma identidade que define o conceito de brasilidade.

O apuro do regente e dos violeiros também se verifica na escolha de peças clássicas que possam ser adaptadas às cordas da viola caipira, tais quais o Hino da Vitória que tantos domingos marcou pra o povo brasileiro utilizado como tema para as vitórias do tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna. Sem modificar a linguagem do instrumento, a OVTU comprova que a viola de dez cordas, embora seja quase que exclusivamente vinculada ao universo de raiz e das modas populares, pode ainda frequentar as salas de concertos clássicos, tabelando perfeitamente e sem distorções com outras formas de manifestações musico-culturais. 

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Anderson Baptista e Rodrigo Nali estão entre convidados dos 35 anos do Globo Rural

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Anderson Baptista e Rodrigo Nali foram pupilos de Ivan Vilela e hoje se destacam formando uma dupla dedicada à moda de viola e o Duo Catrumano, além do Trio Carreiro e do Viola Arranjada, que contam ainda com os parceiros Ighor Áquila e Thiago Rossi  (Fotos: Marcelino Lima)

Os cantores e compositores Anderson Baptista e Rodrigo Nali estão entre as atrações a serem apresentadas neste domingo, 11 de janeiro, durante mais um especial da Rede Globo pelo aniversário de 35 anos do Globo Rural, programa de agronegócios da emissora. Entre outros expoentes das músicas caipira e regional, nesta edição o público também poderá curtir, a partir das 8 horas, a banda paulistana Matuto Moderno, com a direção do jornalista José Hamilton Ribeiro.

Anderson Baptista e Rodrigo Nali formam uma dupla cuja especialidade é a moda de viola, com destacada influência de Tião Carreiro. Mas visitam, ainda, dentre outros, o repertório de Tião do Carro, Goiano, Caetano Erba, Zé Garoto e Timboré, Mário Zan e Belmonte e Amarai. Na lista de sucessos que costumam tocar e cantar constam Empreitada perigosa, Francisco de Assis, Lamento de um peão, Trono da saudade, Chalana Saudades da minha terra.

Os dois também formam o Duo Catrumano e, ao lado de Ighor Áquila, o Trio Carreiro. Com Áquila, Vinícius Muniz e Thiago Rossi, Baptista tem participação também no quarteto Viola Arranjada. Ambos já tocaram também na Orquestra Filarmônica de Violas, que Ivan Vilela fundou em 2002 em Campinas.

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De A a Z: dica de seleção instrumental de viola para os amigos do blog curtirem

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Daniel Franciscão à frente da Orquestra de Violeiros Terra da Uva, de Jundiaí/SP (Fotos: Marcelino Lima)

Em tempos de retorno à estrada do projeto 4 Cantos, e na contagem regressiva para o Caipirapuru de 2014, o Barulho d’água Música preparou um nova lista do De A a Z, desta vez apenas com sugestões de instrumentais de viola para, ouvir, curtir e ter os respectivos álbuns em casa.  O instrumento predomina nesta seleção, mas entrosado com outros (como ocorre em Rio do Peixe, do álbum de Daniel Franciscão) como acordeon, gaitas, flautas, violões, percussão, chocalhos; nem sempre a sonoridade remete à vertente caipira, mas todas as músicas são muito bem elaboradas e executadas. Danza e contradanza, por exemplo, de Fernando Deghi, invoca a sonoridade mais clássica; Guaxo, da dama da viola Helena Meirelles, conduz a uma viagem pelo Pantanal; e Chamamé Azul, de Neymar Dias, aos pampas gaúchos.

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Orquestra de Violeiros Terra da Uva toca clássicos caipira, Chico Buarque, Led Zeppelin e até tarantella no Rancho Jundiaí

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A Orquestra Terra da Uva toca desde 2011 e sempre apresenta um repertório eclético, que mescla músicas populares brasileiras e de raiz a clássicas, vistando todas as regiões do país (Fotos de Marcelino Lima)

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Há três anos representando Jundiaí e trabalhando pela preservação, memória e divulgação de tradições da cultura popular, a Orquestra de Violeiros Terra da Uva (OVTU) apresentou-se na tarde de sábado, 8 de novembro, após um agradável almoço servido pelo Rancho Jundiaí.

Regida pelo maestro e professor Daniel Franciscão, a Orquestra é composta por 29 integrantes, dos quais 20 estiveram no palco que reuniu netos, pais e filhos, violeiros que cantaram e tocaram não apenas clássicos da viola caipira, mas também sucessos consagrados da música regional e popular brasileira, a introdução de Stairway to haven (do Led Zeppelin, para abrir Cio da Terra,  de Milton Nascimento e Chico Buarque), além da tarantella Funiculí Funiculá, dedicada por Franciscão aos imigrantes de Itália que ajudaram a fundar e a desenvolver Jundiaí.

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