Barulho d'Água Música

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972 – Com “Cores do Atlântico”, Socorro Lira concorre a mais um Prêmio da Música Brasileira

A cantora, compositora e escritora Socorro Lira é uma das finalistas do 28º Prêmio da Música Brasileira, que será entregue aos vencedores de 2017 em 19 de julho, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A paraibana de Brejo do Cruz radicada em São Paulo concorre ao troféu de Melhor Cantora Regional com a catarinense de Joinville Ana Paula da Silva (Raiz Forte) e a paraense Dona Onete (Banzeiro) com o livro-álbum Cores do Atlântico —  lançado pelo selo Pai Música para Espanha e Portugal em 2010 e com edição brasileira em 2016 pela Latus Editora (UEPB) –, obra que apresenta uma nova perspectiva sobre as cantigas de amigo a partir de uma dupla dimensão, a teórica e a musical. No primeiro caso, Cores do Atlântico oferece inédita argumentação sobre a origem de uma tradição oral, sustentada por mulheres, conforme tese defendida pela holandesa radicada na França Ria Lemaire. Do ponto de vista musical, consegue-se moderna abordagem da melodia das cantigas por meio da integração de sonoridades galegas, portuguesas, africanas com ritmos brasileiros como ciranda, samba, batuque, baião, congo, aboio e toada nordestina, revelando um rico patrimônio comum a três continentes banhados pelo oceano. 

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911 – Vote até 19 de fevereiro e indique os finalistas para o III Prêmio Profissionais da Música!

Terminará amanhã, 19 de fevereiro, a votação popular dos semifinalistas do III Prêmio Profissionais da Música, evento que desde 2015 pretende proporcionar maior visibilidade para artistas e agentes de produção, de promoção e de divulgação envolvidos nas diversas áreas deste segmento cultural.

A produtora musical GRV (Gustavo Ribeiro de Vasconcellos) colhe votos desde 9 de fevereiro pelo portal do PPM 2017; quem participará pela primeira vez precisará apenas preencher o cadastramento prévio que liberará, mediante login e senha, o acesso à área de votação.

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881- Conheça a Orquestra Filarmônica de Cruzeta (RN), banda formada por jovens que é orgulho da cidade e terceira melhor do país

“Aprender uma nota e através dela conhecer o mundo” é mais do que uma frase o passaporte de entrada para uma atividade que vem mudando há três décadas o dia a dia de centenas de jovens e dando orgulho aos moradores de uma pequena cidade do sertão nordestino,situada a 220 quilômetros de Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte. Lugar no qual se contam aproximadamente 8 mil pessoas, o município, Cruzeta, sedia uma Escola de Música criada em 1984 e que dois anos depois passou a abrigar a Orquestra Filarmônica 24 de Outubro, assim batizada em homenagem a data de fundação da localidade e que com apenas um ano de estrada já conquistava o II lugar no I Concurso de Bandas em Carnaúbas dos Dantas em um estado com forte tradição musical.

Além de mudar as perspectivas de futuro de seus atuais 60 integrantes, a Orquestra de Cruzeta também trouxe alegria e aproximou famílias que todos os dias, sempre por volta das 19 horas, seguem acompanhando os ensaios regidos pelo exigente, mas admirado por todos Humberto Carlos Dantas, o Bembem, músico autodidata que dirige o grupo desde 1988, quando tinha apenas 19 anos, de acordo com matéria assinada por Mariana Kaipper Ceratti.

A jornalista produziu matéria sobre a Orquestra de Cruzeta para a versão eletrônica do jornal El Pais e entre outras informações divulgou em 2014 que o repertório privilegia composições dançantes e abarca desde ritmos mais conhecidos da música brasileira como forrós de Luiz Gonzaga (PE) ao pop-rock. Bembem acompanha tudo com rigor em busca da técnica própria de uma orquestra, chega a reprender quem comete erros, mas se os corrige, também não dispensa elogios. O orientador sabe que tem diante de si a delicada tarefa de formar artistas, incluindo à época da reportagem um garoto de 7 anos que, como os demais colegas, são procedentes das zonas rurais da região que é uma das mais vulneráveis do Brasil, já assolada pelo crack e pela ocorrência de outras drogas que são ameaças à juventude.

“Quando eu era jovem, consideravam músico como alguém que vivia mal”, comentou o maestro. “As pessoas convidavam meus colegas para tocar em festas e achavam que eles fariam isso de graça, só pela cerveja”, emendou. “Nunca aceitem essa condição: sei que vocês vão ser profissionais de primeiro nível, na música ou em qualquer outra área.”

A receita e o carinho de Bembem têm dado tão certo que mais do que encaminhar os meninos para uma forma digna de viver, as atividades da Orquestra de Cruzeta revigoraram a economia local. A Mariana Ceratti ele revelou: “hoje em dia movimentamos R$ 2 milhões por ano entre cachês de apresentações e salários de nossos músicos, demonstrando assim que investir em música é gerar ingressos e desenvolvimento”. Ele contou, ainda, que o grupo foi um dos beneficiados por um projeto do Banco Mundial que apoiou orquestras filarmônicas em 43 cidades de todo o Estado, aporte que permitiu custear os instrumentos musicais e as lições aos participantes das aulas.

“As bandas trouxeram não só a possibilidade de geração de renda, mas também desenvolvimento educativo e cultural para os jovens”, recordou também Fátima Amazonas, diretora do projeto que já em sua terceira geração fez brotar mais de 50 artistas contratados mais tarde por bandas profissionais, muitos dos quais se tornaram professores de música em universidades públicas ou dirigentes de orquestras em outras cidades do Rio Grande do Norte, entre as quais a de São Tomé, cuja metade dos membros da filarmônica é mulher. Ex-pupilos de Bembem, portanto, assumiram o perfil de agentes multiplicadores, ao mesmo tempo que iam ganhando experiência e conhecimentos para entrar no mercado de trabalho com currículos enriquecidos por saberes acadêmicos.

O governo do Rio Grande do Norte e o Banco Mundial, conforme publicou o El Pais, perceberam que a iniciativa da Escola de Música é, portanto, tanto via de preservação de tradições como via de inclusão e firmaram parceria que abriu a possibilidade de que essa atividade musical própria de Cruzeta repercuta e viceje em mais lugares do Estado, considerando-se a indiscutível tônica de encorajamento daquela Escola nos aspectos educacionais, culturais e principalmente social, centrada em valores que consideram a música não só meio de desentraves e de alegria às pessoas, mas também como importante veículo de inclusão social e agente transformador.

“Antes de formar grandes músicos, pensamos em formar grandes cruzetenses, seridoenses, norteriograndense, nordestinos, brasileiros, cidadãos do mundo e de si mesmos”, declarou Bembem. O Rio Grande do Norte durante a colonização portuguesa formou inúmeras bandas para tocar em eventos religiosos e militares, mas este interesse passou a diminuir com o correr do tempo e hoje abriga poucas filarmônicas. Uma das explicações é a falta de partituras e de peças musicais escritas antigamente, pois quando um compositor morria, era comum os familiares queimarem o material dele que poderia servir de referência a novos músicos e incentivar estudos e projetos.

“As pessoas  não davam valor às composições musicais”, aponta Bembem, em cuja árvore genealógica entre três compositores encontra-se Tonheca Dantas. As obras dele ficaram à salvo e mais bem conservadas porque Tonheca Dantas (1871-1940) pertencia à Polícia Militar, instituição que preserva melhor seus documentos.

As obras deste parente de Humberto Carlos Dantas e de muitos outros compositores locais pouco conhecidos pelo público em geral estão incluídas nos discos gravados pela Orquestra de Cruzeta. Descobrir e difundir esse repertório – valsas e ritmos brasileiros – alegra os jovens músicos toda vez que cai a noite no sertão e eles se reúnem para os ensaios. “As pessoas que não conhecem nossa cultura têm de entrar no mundo da música, pois vão descobrir ritmos de que nem imaginam que vão gostar”, disse o trompetista Edjarde Silva, de 16 anos. “É muito bom estar aqui aprendendo e em contato com a música brasileira.”

Hoje, além de cumprir este papel, a Filarmônica de Cruzeta já se afirmou como a melhor banda do Estado e de acordo com dados publicados no sítiio eletrônico da Orquestra ocupa um lugar entre as três melhores do Brasil, reconhecida por profissionais respeitados e conhecedores da realidade musical do país. As várias formações colecionam  apresentações pelas cidades e por eventos culturais realizados em solo potiguar e em localidades do Nordeste. A lista aponta, por exemplo, São José do Seridó, Caicó, Jardim de Piranhas, Parelhas, Jardim do Seridó, Carnaúbas do Dantas, Currais Novos, Florânia, Assu, Angicos, Apodi, Acari, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Pedro Avelino, São Paulo do Potengi, São Tomé, Carnaubais, Caraúbas, Cerro Corá, Lagoa Nova, Macau, Mossoró, Martins, Umarizal, Viçosa, Porta Alegre; João Pessoa, Baieux e Santa Luzia (PB); Recife, Olinda, Nazaré da Mata (PE); Aracajú, Laranjeiras e Instância (SE); Fortaleza e Aquiráz (CE); Salvador e São Félix (BA);  São João Del Rei, São Tiago, e Rezende Costa (MG). Em 2003 a Banda foi convidada para fazer a abertura do X Festival de Música de Recôncavo Baiano, em Salvador, um dos principais do país, e também já levou um concerto para ser apresentado no Teatro Alberto Maranhão, em Natal.           Participou juntamente com a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte do Projeto Música no Interior, tocando na porção Oeste do Estado em locais como Martins, Umarizal, Riacho da Cruz, Pau dos Ferros, Viçosa, Porta Alegre e Lucrécia.

Discografia

 A Orquestra de Cruzeta lançou o primeiro álbum em 2002, em parceria com a Fundação Hélio Galvão e Projeto Nação Potiguar, só com músicas de compositores seridoenses. O segundo, ao vivo, gravou em sua sede própria, também em 2002, com músicas de vários autores brasileiros. O trabalho é “caseiro”, para ofertar aos amigos, e parte do plano de divulgação do trabalho. Em 2004, o grupo voltou ao estúdio e gravou um álbum didático para Universidade Federal do Rio Grande do Norte, mais o disco Cruzeta Revela Márcio Dantas e Filarmônica de Cruzeta interpreta a obra de Normando CarneiroEm 2006 saiu Banda de Cruzeta 20 Anos.

Para contato com a Orquestra Filarmônica de Cruzeta telefone teclando 0XX84-3473-2164.

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818 – Xangai, Ednardo, Tom Zé, Amelinha, Chico César: trilha sonora de Velho Chico embala novela que estreia em março

Velho Chico, mais uma telenovela com temática regionalizada com o dedo brilhante de Benedito Ruy Barbosa, escola que ganhou força no início dos anos 1990 quando ele produziu Pantanal para a extinta TV Manchete, já está sendo anunciada pela Rede Globo para suceder a inverossímil trama que atualmente ocupa o horário nobre da emissora e já deu com tanto maniqueísmo de feira, clichês, pancadões e regravações de gosto duvidoso de baladas românticas. Apoiada pela mesma fórmula de sucesso das histórias anteriores que o escritor assinou (desta, na verdade, será supervisor, pois a autoria cabe a Edmara Barbosa e Bruno Luperi, filha e neto, respectivamente de Benedito Ruy Barbosa) Velho Chico tem estreia prevista para março, quando na telinha passarão a comparecer atores consagrados do primeiro escalão da teledramaturgia de Pindorama contracenando com novatos (em sequências de tirar o fôlego, captadas em muitos planos abertos e apresentadas por fotografias dignas de Urso de Prata) e serão ouvidas músicas que compõem uma trilha sonora “recheada de brasilidade”, como indica o produtor musical Tim Rescala.

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Tarcísio Meira mais uma vez integra elencos convocados para as novelas que Benedito Ruy Barbosa escreve ou supervisiona e viverá Jacinto na trama que, em sua primeira fase, levará o telespectador para vários passeios pelo Rio São Francisco (Foto: Caiuá Franco/Globo; em destaque, imagem de Xangai, em uma das chamadas da emissora)

Os capítulos remontarão ao final da década dos anos 1960 e levarão o telespectador à cidade fictícia de Grotas de São Francisco, que se situaria em solo do Nordeste, às margens do majestoso e poético Rio São Francisco, desenrolando a novela em fases até a entrada nos dias atuais, outra das características do consagrado avohai. Para tanto, haverá compartilhamento de personagens, como Ruy Barbosa também já fez, por exemplo, na própria Pantanal e em O Rei do Gado. Tarcísio Meira, Antônio Fagundes, Rodrigo Santoro, Camila Pitanga, Selma Egrei, Christiane Torloni, Marcos Palmeira, Chico Diaz  atuarão ao lado de nomes menos tarimbados (o que não significa pouco talentosos em se tratando dos núcleos da Vênus Platinada!) tais como Julia Dalavia, Mariana Nery, Fabiula Nascimento e Pablo Morais, além do cantor e compositor baiano Xangai, que à pia batismal ganhou o nome de Eugênio Avelino.

Ao ser chamado para a trama, Xangai ganhou a mesma oportunidade (e reconhecimento) conferido a Almir Sater, Sérgio Reis, Yassír Chediak, Daniel, Rodrigo Sater e Gabriel Sater, por exemplo, que Ruy Barbosa já escalou em outras novelas de mesmo perfil. O parceiro, entre outros vates da música regional, de Elomar Figueira de Melo já protagoniza chamadas de Velho Chico (veja foto no destaque) e abrilhantará a trilha sonora para a qual a composição escolhida é Incelença pro amor retirante, que compôs com o mulungo criador de bodes de Vitória da Conquista (BA). O cearense Ednardo, que emplacou Pavão Misterioso (Pavão Mysteriozo) e decolou a partir da inclusão dela em Saramandaia (1976) ressurge com outro de seus grandes sucessos, Enquanto Engoma a Calça, que escreveu com Climério. O irreverente Tom Zé defenderá Senhor Cidadão dentro de um baú de joias que terá ainda pedras preciosas tais quais Amelinha, Marcelo Jeneci, Chico César, Renata Rosa, Alceu Valença, e Caetano Veloso cantando ou interpretando canções autorais ou de Robertinho do Recife, Capinam, Vital Farias, Thiago Pethit e Héli Flanders — dupla que contribuirá com L’Étranger (Forasteiro), com participação de Tiê, música que Cida Moreira gravou em seu álbum Soledade, de 2015.

“O Nordeste é o foco”, comentou Tim Rescala sobre o repertório, que, de acordo com ele, valoriza os toques de um sentimento nacional com características daquela região brasileira. A escolha das músicas coube a Luiz Fernando Carvalho – diretor da novela, “eu apenas dei uma assessoria”, complementou Rescala, que ainda assina o arranjo e a regência de Tropicália, canção gravada por Caetano Veloso e pela Orquestra Sinfônica de Heliópolis, que fará parte da abertura da novela.

Também o figurino de Velho Chico busca retratar com fidelidade a identidade brasileira que será a tônica dos demais recursos artísticos empregados para realçar a cenografia. Para ter as roupas ao gosto do projeto, recorreu-se a um processo inteiramente artesanal que de acordo com a figurinista Thanara Schonardie exigiu descoloração de tecidos e tingimentos até ser alcançada a cor definida. Nas primeiras fases, predominarão, por exemplo, tons pastéis para os personagens sertanejos, enquanto matizes saturadas vestirão os que habitam o meio urbano.

Repertório do primeiro álbum de Velho Chico

Tropicália
Intérprete: Caetano Veloso
Autor: Caetano Veloso

Gemedeira
Intérprete: Amelinha
Autores: Robertinho do Recife e Capinam

Me leva
Intérprete: Renata Rosa
Autora: Renata Rosa

Flor de tangerina
Intérprete: Alceu Valença
Autor: Alceu Valença

Enquanto engoma a calça
Intérprete: Ednardo
Autores: Ednardo e Climério

Veja Margarida
Intérprete: Marcelo Jeneci
Autor: Vital Farias

Como 2 e 2
Intérprete: Gal Costa
Autor: Caetano Veloso

L’Étranger (Forasteiro)
Intérpretes: Thiago Pethit part. Tiê
Autores: Thiago Pethit e Héli Flanders/ Versão: Dominique Pinto e Rafael Barion

I-Margem
Intérprete: Paulo Araújo
Autores: Paulo Araújo e João Filho

Incelença pro amor retirante
Intérpretes: Xangai participação Elomar
Autor: Elomar

Serenata (Standchen)
Intérprete: Chico César
Autor: Franz Schubert, Ludwig Rellstab e Arthur Nestrovski

Pot-pourri Suíte Correnteza – Barcarola do São Francisco, Talismã e Caravana
Intérpretes: Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai
Autores: Geraldo Azevedo e Carlos Fernando (Barcarola do São Francisco), Geraldo Azevedo e Alceu Valença (Talismã), Alceu Valença e Geraldo Azevedo (Caravana)

Triste Bahia
Intérprete: Caetano Veloso
Autores: Caetano Veloso e Gregório de Mattos

Senhor cidadão
Intérprete: Tom Zé
Autor: Tom Zé

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Tom Zé também está escalado para a trilha sonora de Velho Chico, álbum cujo repertório realça a brasilidade que os produtores da nova novela da Globo buscam imprimir à trama (Foto: Marcelino Lima/Arquivo Barulho d’água Música)

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808 – Chico César (PB) promove em Sampa duas apresentações de “Estado de Poesia”, disco que une ritmos brasileiros à sonoridades universais

O cantor e compositor Chico César (Catolé da Rocha/PB) apresentará na unidade Bom Retiro do Sesc da cidade de São Paulo nos dias 13 e 14 de fevereiro as músicas de Estado de Poesia, lançado em junho de 2015 e com o qual encerrou hiato de oito anos longe do estúdio. Neste período, Chico César atuou como gestor cultural e também, entre 2010 e 2014, como secretário estadual de Cultura da Paraíba, berço natal que em seu retorno à estrada resolveu homenagear dedicando ao estado que também concebeu Socorro Lira, Zé Ramalho e Ariano Suassuna o novo álbum cujas faixas unem a riqueza dos ritmos brasileiros à sonoridade universal mesclando samba, forró, frevo, toada e reggae. A turnê já passou por João Pessoa (PB), Salvador (BA), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE) e também no Uruguai.

Estado de Poesia, contemplado pelo projeto Natura Musical tem produção do próprio artista, em parceria com Michi Ruzitscha, e envolve ainda os músicos Xisto Medeiros (baixo), Helinho Medeiros (piano, teclados e sanfona) e Gledson Meira (bateria), sem contar as participações especiais de conterrâneos tais quais Escurinho, Luizinho Calixto e Seu Pereira. “Ter passado os últimos seis anos de minha vida como gestor público de cultura na Paraíba, lugar onde nasci e vivi os meus primeiros 20 anos, aguçou minha percepção das contradições tão presentes entre a pujança criativa e a relativa pobreza de meios de produção”, afirma Chico César. “Mas também aguçou os meus sentidos do afeto e da criação. Reencontrei-me aí com o meu lugar de nascença, inclusive com as minhas representações amorosas dele, as mesmas de sempre e outras transformadas.”

A carreira artística de Chico César, conforme ele ressalta em sua página virtual, tem repercussão internacional, apoiada e admirada por canções poéticas de alto poder de encanto linguístico. Ainda naquele portal, o cantor relembra um fato divisor de águas que ocorreu em 1991: já residente em São Paulo, recebeu convite para fazer uma turnê pela Alemanha, onde fez sucesso e amadureceu a decisão de abandonar as redações nas quais atuava como jornalista e é a profissão na qual se formou para dedicar-se aos palcos. Como um dos mentores da  banda Cuscuz Clã (que seria o nome de seu segundo álbum), passou, então, a se apresentar em uma badalada casa noturna paulistana.  Até que, em 1995 lançou Aos Vivos, álbum acústico que tem as participações de Lenine e Lany Gordin (guitarrista e compositor que nasceu em Xangai, na China, é filho de poloneses, mas que adotou o Brasil como pátria). Entre o primogênito  disco e Estado de Poesia, os admiradores e amigos ganharam Cuscuz Clã (1996), Beleza Mano (1997), Mama Mundi (2006), Respeitem Meus Cabelos, Brancos  (de 2002 e assim mesmo, com vírgula!), De uns tempos pra cá (2005) e Francisco Forró y Frevo (2008). Em dezembro de 2007, no Auditório do Ibirapuera, gravou o DVD Cantos e Encontros. A discografia ainda inclui dois trabalhos para o público infantil para os quais assinou as trilhas sonoras: Amidalas (2000) e Marias do Brasil – A nossa história transformada em fábulas (2003).

capas chico césar arte

O ingresso para conferir os espetáculos com Chico César no Sesc Bom Retiro custam entre R$ 9 e R$ 30,00, já estão esgotados pelo sistema de compra on-line e serão limitados a 4 por pessoa. Em ambas as datas começarão às 18 horas. O Sesc Bom Retiro fica na Alameda Nothmann, 185, nas imediações da estação Júlio Prestes da CPTM e para mais informações disponibiliza o telefone 11 3332-3600.

 

 

paulo netho arte


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761 – Não perca a apresentação do Sr.Brasil na quarta-feira, 16, com Gonzaga Leal (PE) e Consuelo de Paula (MG)

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Quem perdeu a primeira apresentação na manhã de domingo, 13, poderá assistir a partir das 2 horas da quarta-feira, 16 de dezembro, como foram as passagens pelo palco do programa Sr. Brasil dos cantores e compositores Gonzaga Leal e Consuelo de Paula ; perdendo também esta oportunidade, depois, só aguardando os vídeos ficarem disponíveis na internet! Gonzaga Leal, natural de Serra Talhada, mas residente em Recife, ambas cidades de Pernambuco, o primeiro a ser recebido por Rolando Boldrin, cantou Quem sabe (Antônio Carlos Gomes); Deu Saudade (Roberto Mendes e Herculano Neto), além de Última estrofe (Cândido das Neves), esta em duo com o anfitrião.

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760 – Grupo Ilumiara lança álbum Cantos de Trabalho no Cine Teatro Brasil, em Beagá (MG)

O Grupo Ilumiara promoverá neste domingo, 13, o show de lançamento do álbum Cantos de Trabalho, a partir das 19h30, no Cine Teatro Brasil Vallourec, em Belo Horizonte (MG). Formado por Alexandre Gloor, Carlinhos Ferreira, Leandro César, Letícia Bertelli e Marcela Bertelli, o Grupo Ilumiara tem repertório marcado por cantigas que vêm dos mestres da tradição em Minas Gerais e de fontes sonoras e textuais de diversos outros pesquisadores tais como Mário de Andrade e Ayres da Mata Machado. O disco, gravado e mixado por Bruno Correa e masterizado por Chico Neves, tem arranjos elaborados pelos músicos Kristoff Silva, Rafael Martini, Felipe José e Leandro César, que também realizou a produção musical. Sérgio Pererê cantará como convidado em faixa especial sobre os Vissungos, cantos tradicionais dos negros da região de Serro e Diamantina (MG).

Cantar e trabalhar são necessidades humanas universais. Em cada tempo e lugar, o  teor da vida indica o entoar de cantigas, de danças e de batuques que se ligam a gestos e modos de fazer. Das peculiaridades étnicas, geográficas, históricas e culturais deriva o universo diversificado dos chamados Cantos de Trabalho. É inspirado por esse universo que o Grupo Ilumiara produziu este primeiro disco, totalmente dedicado aos cantos de trabalho. O Ilumiara é um dos grupos que vem apresentando este tema como convidado do projeto do Sesc Sonora Brasil,  que prevê a realização de 130 concertos em todos os estados do Brasil, a partir de julho. Os giros prosseguirão até o segundo semestre de 2016, passando neste ano pelas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste. Na segunda fase, em 2016, será contemplado o público das regiões Sul e Sudeste.

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