1181 – Série “Clássico do Mês” volta a Pernambuco, berço do Ave Sangria

Passados 45 anos do emblemático álbum de estreia, grupo está de novo na estrada para lançar Vendavais, para o qual está promovendo uma vaquinha virtual e será atração em três shows em unidades paulistanas do Sesc, já disponível em plataformas de streaming

O Barulho d’água Música retoma nesta atualização a série Clássico do Mês dedicando-o ao disco Ave Sangria, único por enquanto gravado comercialmente pela homônima banda pernambucana, do Recife, em 1974. O grupo  Ave Sangria à época reunia por Marco Polo (vocais), Ivson Wanderley, o Ivinho, (guitarra solo e violão), Paulo Raphael (guitarra base, sintetizador, violão, vocal), Almir de Oliveira (baixo), Israel Semente (bateria) e Agrício Noya (percussão) e para este lendário álbum de 12 faixas levou ainda aos estúdios Zé Rodrix (Cidade Grande, com sintetizador) e Márcio Vip (Momento na praça, ao piano; Por que?, ao órgão; e Dois Navegantes, ao sintetizador).

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1456 – Música nordestina contemporânea: resistência e identidade cultural

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Esta manifestação sempre foi engajada, fosse através das toadas de lamento dos escravos ou nos aboios dos vaqueiros

Amigos e seguidores, boa noite:

A presente atualização foi publicada pelo portal Brasil de Fato/Paraíba, em 2 de outubro de 2019. É de autoria de Cristiane Nepomuceno, antropóloga, pesquisadora, professora da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)/NEABI, com edição de Heloisa de Sousa, conforme linque ao final do texto. Para complementá-lo, vamos reproduzir, também, a matéria 10 clássicos para conhecer a música nordestina, de 31 de maio de 2020, do portal potiguar Pantim, escrita por Ewerton Alípio, além de deixar como sugestão dois textos de autoria do blogue como pontos de partidas para aqueles que quiserem conhecer o tema um pouco melhor!

A justiça com sua espada de leviatã na mão/ Pronta para ser usada/Com sua venda nos olhos/ Trazendo consigo o mito da imparcialidade.”

Magistrado ladrão. Cabruêra/Álbum: O samba da minha terra, 2004/(Composição: Zé Guilherme)

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1455- Heraldo do Monte (PE) ganha publicação com sua história, obras em partituras e coletânea em disco

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O músico pernambucano Heraldo do Monte tem uma carreira tão extensa quanto importante para a história da música popular brasileira instrumental.  Aos 85 anos, o músico ganha agora uma publicação dedicada à sua obra: As cordas livres de Heraldo do Monte. O livro traz a sua história e a maneira como ela se confunde com a própria história da guitarra elétrica no Brasil. Traz também o conjunto completo de sua obra em partituras, além de um álbum coletânea que esboça sua trajetória musical. A publicação é a primeira da série Brasil de Dentro, criada pelo Instituto Çarê para sistematizar, editar e difundir obras de compositores brasileiros, e conta com a parceria da editora Contraponto. 

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1448 – Mestre Luiz da Paixão (PE) completa 60 anos de carreira e com Forró de Rabeca, álbum lançado pelo selo Sesc

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*Com Revista E do Sesc de São Paulo, edição número 298, de 30/07/2021

Álbum com participações de Siba e Renata Rosa traz em 14 faixas sambas, forrós, cocos, cirandas e cavalos-marinhos do instrumentista virtuoso e inventivo

O Selo Sesc lançou em junho Forró de Rabeca, segundo álbum do rabequeiro pernambucano Mestre Luiz Paixão, com 14 faixas que poderão ser ouvidas na íntegra pelo linque disponível ao final desta atualização e com o qual abrimos mais uma sessão de audições matinais neste sábado, 2 de outubro, aqui na redação do Barulho d’água Música, em São Roque (SP). Aos 72 anos de idade, Paixão está completando 60 anos de carreira como habitante e símbolo da arte da rabeca do município de Condado (PE), berço de vários mestres e mestras, localizado nas belezas da Mata Norte, a 60 quilômetros da capital pernambucana, a cidade do Recife. No disco também disponível nas plataformas virtuais, o mestre brinda os ouvidos mais afeitos à música de qualidade com uma seleta de sambas, forrós, cocos, cirandas e cavalos-marinhos tradicionais, escolhidos a dedo, mesclados à composições de autoria do próprio instrumentista, além de parcerias com aprendizes que contribuíram para o reconhecimento de sua musicalidade para além dos limites de seu estado, como Renata Rosa, Siba e João Selva.

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1447 – Tramas Culturais da Casa Museu Ema Klabin aborda a obra de Heraldo do Monte (PE)*

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*Com Cristina Aguilera, Mídia Brazil Comunicação Integrada

A Casa Museu Ema Klabin, situada em São Paulo, promoverá nesta quinta-feira, 30 de setembro, das 17h às 18h30, a série Tramas Culturais com o tema Música fora dos cânones: Heraldo do Monte. O encontro proporá refletir a trajetória e a obra do musicista pernambucano, reconhecido por sua valiosa contribuição à música instrumental e será ministrado pelos músicos e pesquisadores  Ivan Vilela e Budi Garcia, com transmissão pela plataforma Zoom. A inscrição é gratuita e está aberta em https://emaklabin.org.br/tramasculturais/musica-fora-dos-canones-heraldo-do-monte.

Natural de Recife, Heraldo do Monte é considerado um dos primeiros a introduzir a viola de dez cordas na música popular brasileira instrumental, além de desenvolver sua própria estética de improviso com a guitarra. Em sua trajetória  integrou diversos grupos, entre eles o Quarteto Novo (1966), que criou ao lado de Hermeto Pascoal, Théo de Barros (violonista) e Airto Moreira (percussionista) e mesclava jazz, baião e forró.

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1430 -Série que visa a destacar a produção e a carreira das violeiras em atividade no Brasil traz perfil de Laís de Assis (PE)

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Recifense que cresceu em meio a instrumentos musicais de brinquedo e assistia Viola, Minha Viola com a avó desenvolve sua obra autoral trazendo como fonte de inspiração ritmos populares e elementos da cultura nordestinos como a literatura de cordel. Primeiro disco terá participação de índias Tuxá.

A pernambucana Laís de Assis, violeira, violonista, arranjadora, pesquisadora e arte-educadora, é a escolhida para dar sequência à série especial que o Barulho d’água Música passou a publicar e que já trouxe os perfis das mineiras Cláudia Morais e Letícia Leal. Formada em viola de dez cordas desde 2018 e violão popular a partir de 2013 pelo Conservatório Pernambucano de Música (CMP), onde teve aulas com o mestre violeiro Adelmo Arcoverde, Laís de Assis é graduada em Música e Licenciatura pela Universidade Federal de Pernambuco (2016), mestre em Etnomusicologia pela Universidade Federal da Paraíba (2018), com estudos direcionados à viola de dez cordas nordestina. Embota também toque violão, sua vida ligada à música sempre teve mais cumplicidade com a viola, conforme relatou ao radialista Domingos Júnior, durante entrevista que concedeu a ele em 29 de março, para o programa 10 Cordas em 30,  com o título A cara da nova violinha pernambucana. “Desde criança eu sempre adorei música e tenho contato com instrumentos musicais. Os poucos brinquedos que eu tinha em casa não eram bonecas ou casinhas, essas coisas, eram, por exemplo, violõezinhos.” 

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1427 – Brasil perde Dona Lia do Coco (PE), “brincante que espalhava alegria por onde passava”

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De causas não reveladas, morreu aos 73 anos na segunda-feira, 16, a pernambucana Maria dos Prazeres Benevidios Ramos, a Dona Lia do Coco, também conhecida por Mestre Lia. Considerada uma griô, cantora de cantigas populares, coco de roda, cirandas e cavalo marinho, entre outros ritmos, ela nasceu em Goiana (PE), vivia no Sítio Histórico de Igarassu, Região Metropolitana do Recife, onde foi velada, recebeu homenagens da Câmara Municipal e para a qual fez declaração de amor expressa na frase: “Me sinto muito feliz dentro de Igarassu, foi o lugar que eu queria morar, era aqui e aqui estou”. A Secretaria de Turismo do município lamentou a morte de sua filha ilustre observando que apenas uma mensagem “não seria o suficiente para falarmos da contribuição de Dona Lia do Coco para Cultura de Igarassu e Pernambuco. Muito obrigada Dona Lia, a brincante que espalhava alegria por onde passava.”

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1425 -Tavinho Limma (PE/SP) celebra ritmos brasileiros em segundo álbum pela Kuarup

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O Canto dos Arrecifes traz canções autorais, parcerias e as participações especiais de Zé Alexanddre, Eudes Fraga e Veridiana Nascimento

O cantor e compositor pernambucano Tavinho Limma lançou em todas as plataformas digitais pela produtora e gravadora Kuarup no começo de agosto O Canto dos Arrecifes, seu segundo projeto lançado pela gravadora, que em 2020 disponibilizou O Mundo de Raimundo Homenagem a Fagner. O Canto dos Arrecifes é uma obra autoral composta por 11 faixas e traz em sua essência ritmos brasileiros como frevo, maracatu, baião e ciranda. O álbum tem direção musical de Elton Ribeiro e arranjos de Omar Campos, Oswaldinho do Acordeon e Walmir Gil, da Banda Mantiqueira.

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1414 – Ouça SerTão Andante, quarto disco de Aldy Carvalho (PE), e viaje ao NE com xote, baião, coco, xaxado, galope e martelo

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Álbum de 2018 traz 12 faixas, entre as quais duas instrumentais, e é o quarto da trajetória do cantador, compositor e cordelista que aprendeu ainda na infância a valorizar as raízes artísticas da família pernambucana

A música de Aldy é diferente do chamado forró — quase sempre vulgar e barulhento demais. Seu canto é sereno, sua voz é limpa, bonita, melodiosa, agradável”.

Dirceu Soares, Jornal da Tarde

selo papo retoO álbum SerTão Andante, do cantador, compositor, escritor e poeta Aldy Carvalho, foi o escolhido para abrirmos neste dia 17 já do mês de julho as tradicionais audições dos sábados pela manhã aqui no Solar do Barulho, redação do Barulho d’água Música, em São Roque, cidade do Interior paulista. SerTão Andante é de 2018 e traz 12 faixas nas quais o pernambucano de Petrolina mapeia o universo afetivo e a natureza que traduzem as belezas de um sertão real e imensurável, universo onde nasceu e do qual, mesmo vivendo desde os anos 1980 na cidade de São Paulo, não se distanciou, pois jamais deixou o frenético ritmo e os hábitos cosmopolitas matarem suas raízes nordestinas. A sensibilidade e a resiliência de Aldy Carvalho vêm da infância, período no qual começou a se maravilhar com as cantorias e a poética cordelista, ensinadas pelo saudoso pai, João Joaquim de Carvalho.

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1384- Banda de Pau e Corda (PE) lança disco de inéditas após 29 anos e busca dialogar com diferentes gerações de artistas nordestinos

Grupo pernambucano imprime sua marca em novo álbum que mistura temáticas regionais, canções românticas e letras de cunho político

jornaslistas antifascistasEm atividade desde 1972, a Banda de Pau e Corda é um dos grupos mais longevos da música popular brasileira. Integrante de um movimento de renovação da sonoridade criada no Nordeste, que tinha como epicentro o Recife (PE), o grupo foi responsável, junto a nomes como Quinteto Violado, Geraldo Azevedo e Alceu Valença, por criar uma canção popular urbana com características marcadamente nordestinas. E fez disso a sua missão. Após quase 30 anos sem entrar em estúdio para gravar um trabalho solo, o grupo lançou, em 23 de abril, um novo álbum. Missão do Cantador, título que dá nome ao álbum e também à sua faixa de abertura, marca uma espécie de retorno da Banda de Pau e Corda à sua essência. O álbum sai pelo selo Biscoito Fino, com produção assinada por José Milton e capa de Elifas Andreato.

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