1094 – Rio Abaixo e Viola de 9 Cordas: lançamentos de Valdir Verona (RS) chegam ao Barulho d’água

A obra do músico de Caxias do Sul é uma das mais ricas do país e reinsere a viola caipira na cultura gaúcha por meio de shows, livros técnicos e discos nos quais toca ritmos nativos como Rancheira, Chamamé, Milonga, Xote e Toada

 

Marcelino Lima

O Barulho d’água Música recebeu recentemente duas novas contribuições para o acervo de álbuns e livros que vimos montando, paralelamente ao trabalho de divulgação da boa música de diversos gêneros e ritmos que é produzida no país. Desta vez a gentileza veio de Caxias do Sul, uma das mais importantes cidades do Rio Grande do Sul, onde vive e produz extensa e valiosa obra o violeiro Valdir Verona. São dois novos discos instrumentais,  Rio Abaixo e Viola de 9 Cordas.

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1092 – Danilo Gonzaga Moura lança primeiro álbum solo no acolhedor terraço do Museu da Casa Brasileira (SP)

Músico do Trio José e Sampaio’70 receberá amigos e subirá ao palco acompanhado pela argentina Paola Albano para apresentar repertório autoral influenciado  pela MPB e pela canção latino-americana
Marcelino Lima

O cantor e compositor Danilo Gonzaga Moura é o convidado do projeto Música no MCB (Museu da Casa Brasileira) que a instituição vinculada à Secretaria  de Cultura do Estado de São Paulo promoverá no domingo, 12 de agosto, a partir das 11 horas, com entrada franca.  Moura estará comemorando o lançamento do primeiro álbum  solo, Alta Velocidade Parada, que apresenta repertório marcado pela MPB e por influências latino-americanas, produzido por ele próprio Danilo e pela cantora e musicista argentina Paola Albano,  companheira do músico e que fará participação especial durante a apresentação.  Moura também estará  acompanhado por Pedro Macedo (contrabaixo acústico), Gabriel Deodato (violão 7 cordas) e Luis Felipe Gama (piano).

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1091 – Vânia Bastos e Marcos Paiva Quarteto levam show consagrado ao Teatro Porto Seguro (SP)

Um dos projetos mais aclamados dos anos de 2016 e 2017,  Concerto para Pixinguinha está retornando à cidade de São Paulo ainda mais bonito, após ser repaginado em novos cenários e figurinos para única apresentação no concorrido Teatro Porto Seguro, prevista para a terça-feira, 7 de agosto. A partir de 21 horas, a cantora Vânia Bastos, ao lado de Marcos Paiva (que também assina a direção musical ) e banda interpreta clássicos do repertório de Pixinguinha, como Rosa, Carinhoso (que completou 100 anos, em 2017) e Urubu Malandro, além de temas menos conhecidos do compositor carioca como Samba de Fato, Isto É que É Viver e Fala Baixinho. A apresentação faz parte da turnê de divulgação do álbum homônimo lançado em 2016, vencedor do Prêmio Profissionais da Música na categoria de Melhor Álbum de Choro.

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1090- Disco de estreia do Quinteto Violado, de 1972, é tema do retorno da série Clássico do Mês

Extraindo das mais simples manifestações populares a sua essência rítmica e melódica, o  grupo pernambucano criou uma nova concepção musical, cujo traço fundamental é a interação entre o erudito e o popular, sem desfiguração, reafirmando a ideia de que toda arte é sempre a universalização do popular.
Marcelino Lima, com Quadrada dos Canturis, Criatura de Sebo, e Apólogo 11

O Barulho d’água Música, devido ao entrave de renovação do seu domínio junto ao provedor do canal, deixou de publicar em junho a matéria da série Clássico do Mês, que, agora, retomada, enfocará o álbum de estreia de um dos grupos mais longevos e admirados do país, o Quinteto Violado. O álbum, que originalmente tem o nome do grupo, é de 1972, lançado pouco tempo depois de o Quinteto Violado dar início à sua trajetória, ainda em 1971, em Pernambuco, propondo-se a traçar um novo caminho para a MPB. Diante da indecisão no cenário da música nacional, após a irrupção do movimento tropicalista, o Quinteto Violado apresentava uma proposta fundamentada nos elementos musicais da cultura regional, promovendo trabalhos de pesquisa e da própria vivência de cada um dos seus integrantes, originários da região Nordeste do Brasil.

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1089 – Mais uma vez de luto, música e culturas brasileiras lamentam morte de Maria Dapaz

A notícia da partida da Maria Dapaz me deixou muda… Querida colega de ofício, querida compositora e cantora do sorriso lindo que trazia os ares de sua terra, que sua passagem seja bela como o seu canto!   Consuelo de Paula

A cantora e compositora pernambucana Maria Dapaz morreu em decorrência de um câncer de pulmão, na tarde de 27 de julho, em São Paulo. Maria Dapaz apresentou sinais da doença há pouco menos de três meses, depois de participar do 24º Festival da Seresta de Pernambuco, realizado em 11 de maio, em Recife.  Desde então, estava internada para combate à enfermidade. O corpo, após ser velado, foi cremado na tarde do sábado, 28, em Embu das Artes, cidade da Grande São Paulo onde ela vivia.

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1088 – Jackson Ricarte (CE) é atração na Mora Mundo, em mais uma rodada do circuito “Violada”

Apresentação do autor do álbum Estrada Afora será precedida pela exibição do documentário de Mário de Almeida e ‘canja’ de Saulo Alves

 

Marcelino Lima

O cantor, compositor Jackson Ricarte estará neste sábado, 28 de julho, no palco da aconchegante casa  Mora Mundo, situada no bairro paulistano da Barra Funda, como mais uma atração do Circuito Autoral das Violas Brasileira, o Violada . A partir das 21 horas, Ricarte será convidado pelo anfitrião Fábio Miranda a apresentar com sua viola caipira repertório que mesclará canções do seu primeiro álbum, Estrada Afora, dialogando com os sucessos da música regional brasileira.  Antes da cantoria, estão previstas duas participações mais que especiais: o diretor Mário de Almeida exibirá seu novo documentário Viola Perpétua: histórias de pertencimento à cultura caipira, a partir das 19 horas; e o compositor Saulo Alves, parceiro de Teixeira no documentário, protagonizará uma “canja” mais que especial oferecendo à plateia um gostinho das modas do seu disco Desaboio, em parceria com o poeta e compositor Paulo Nunes.

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1086 – Brasil dá adeus a Amaraí, eternizado por “Saudade de Minha Terra”

Voz que gravou uma das joias do nosso cancioneiro foi parceiro de Belmonte, com quem legou à cultura caipira mais de 20 sucessos de todos os tempos
Marcelino Lima

O corpo de Domingos Sabino da Cunha, o Amaraí, foi sepultado no domingo, 22, em Alfenas, cidade mineira na qual também descansa Índio Cachoeira, que morreu em abril. Amaraí não resistiu a um infarto sofrido na véspera e deixou quatro filhos, entre os quais Francis Júnior, cantor que aparece no vídeo abaixo, compositor, músico, produtor e intérprete atual do antigo parceiro mais afamado do pai, Belmonte — que se chamava Pascoal Zanetti Todarelli e partiu tragicamente bem antes do combinado em 1972, vítima de um acidente automobilístico no interior paulista, prestes a completar 35 anos. Ao lado de Belmonte, Amaraí ganhou fama como um dos intérpretes da canção Saudade da Minha Terra, considerada o hino do meio caipira.

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1085 – Canção do Amor Distante, de Ana Salvagni e Eduardo Lobo, celebra os sentimentos presentes na saudade

Disco gravado em 2016 rememora canções clássicas de autores como Tom Jobim, Dominguinhos & Anastácia, Paulo César Pinheiro, Adoniran e Elomar
Marcelino Lima

A redação do Barulho d’água Música, caso fosse o estúdio de uma emissora de rádio, só tocaria boa música, pois, diariamente, baixam em nosso boteco, enviados de várias partes do Brasil, álbuns excelentes. O mais recente e que estamos tocando agora é Canção do Amor Distante, que Ana Salvagni e Eduardo Lobo lançaram em 2016. O amor ausente deixa saudade e melancolia e é tema universal e atemporal encontrado em todas as formas de criação artística. A nostalgia, o amor e a tristeza presentes na “saudade” são elementos propulsores para o artista que, por meio de sua criação, pode dar forma e vazão a estes sentimentos que o atormentam, ainda que, muitas vezes, a canção gerada não seja, necessariamente, triste. Na canção popular brasileira o amor distante é cantado desde sempre, vestido de roupagem diversa, tantas vezes com leveza, despojamento, lirismo e refinamento. Além disso, o tema é valorizado pela grande riqueza melódica, rítmica e harmônica das composições, ao longo de todo esse tempo.

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1084 – 49º Festival de Inverno de Campos do Jordão (SP) recebe Neymar Dias tocando Bach na viola caipira

Arranjador e multi-instrumentista de São Paulo vai se apresentar no dia 21, às 17 horas, com entrada franca
Marcelino Lima

O compositor, arranjador e multi-instrumentista Neymar Dias será uma das atrações que o 49º Festival de Inverno de Campos do Jordão oferecerá no sábado, 21 de julho, aos moradores e turistas da aprazível cidade da Serra da Mantiqueira, encravada na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. A apresentação, gratuita, está prevista para começar às 17 horas na Capela do Palácio Boa Vista do Governo , com distribuição de pulseiras a partir de uma hora antes do concerto, na portaria do Palácio, limitada à capacidade do local, de 120 lugares. O acesso à Capela se dará com até 5 minutos de antecedência antes de Neymar Dias ocupar o palco; neste horário também será permitida a entrada de fila de espera, limitada à lotação do espaço. Não será permitida entrada após o início do concerto no qual o paulistano executará transcrições na viola caipira de Johann Sebastian Bach (ver programa em Serviços) e composições autorais.

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1082 – Centro Cultural Casarão de Barão Geraldo promove encontro de violeiros de cabaça

Violeiros reunidos em torno de uma fogueira no quintal do Centro Cultural Casarão, localizado no distrito de Barão Geraldo, em Campinas (SP),  nesta sexta-feira, 13 de julho, é um convite irrecusável,  ainda mais quando eles  prometem que a ocasião será “assustadoramente inesquecível”! não é?  Pois o trio formado por bambas do instrumento comandará o primeiro  Casarão das Violas da temporada, projeto em que se que presta reverência à viola de 10 cordas e às suas potencialidades, nas mais variadas vertentes. A cada nova rodada expoentes vindos de diversas regiões do país se apresentam naquele espaço dos mais convidativos e no qual sempre algo de extraordinário ocorre , sob a curadoria do violeiro, pesquisador e anfitrião João Arruda.  Para esta edição, Arruda destacou o tema violas de cabaça e receberá  enquanto a lenha estalar Levi Ramiro (Pirajuí/São Paulo) e Fabrício Conde (Juiz de Fora/MG), com participações dos violonistas Marcos Azevedo e Rafael Schimidt trazendo a sonoridade do violão também feito de cabaça.

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