1554 – Filpo e a Feira (SP) anunciam lançamento de Morada do vento, segundo álbum do quarteto

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O grupo paulista Filpo e a Feira está há quase 10 anos na estrada e acaba de lançar o segundo disco desta trajetória, Morada do vento, com distribuição pela Tratore. Integrado por Filpo Ribeiro (voz, rabeca, viola e marimbau), Marcos Alma (baixo e vocal), Alisson Lima (percussão e vocal) e Lipe Torre (percussão e vocal), o quarteto gosta de explorar os timbres de instrumentos peculiares como a rabeca e a viola dinâmica de 10 cordas, ao lado da zabumba, do triângulo e do baixo, por exemplo, para tocar forró, xaxado, baião e samba de roda. Neste novo álbum, que sucede Contos de beira d’água, as músicas são de Ribeiro, com parceiros diversos. O álbum abraça a diversidade musical brasileira e traz muito mais, mas podemos citar desde forrós como Povo Guerreiro e Olhe o poste; ou o flerte com o samba de roda da Bahia em Casa amarela; ou ainda os xotes Caniné e Cacimba seca.

Os arranjos de Morada do Vento são feitos por todos os integrantes. Inspiram-se em gêneros que marcaram a formação musical deles, mas sem se prenderem a nada. Então, uma hora tem forró e coco, mixados à cultura caipira e caiçara do Sudeste como o fandango, folia de reis e lundu do Norte mineiro. Outra particularidade do disco é que foi gravado como se fosse “ao vivo no estúdio”, sem ‘overdubs’. O que se gravou ficou valendo, “preservando um clima orgânico e fundamental nesse tipo de som”, acentuou Filpo.

Filpo Ribeiro, principal condutor da história do grupo, além de músico é um artesão/construtor do seu instrumento, a rabeca. Redescoberto pela juventude brasileira a partir do movimento Mangue Beat na década dos anos 1990, a rabeca é da família dos violinos, só que anterior a ele e mais rústico. Tem uma presença forte na música brasileira, pois foi o primeiro instrumento de cordas do forró, por exemplo.

 

Filpo e a Feira surgiu em 2014 por iniciativa de Filpo Ribeiro. Contos de beira d’água, lançado em 2017, teve excelente receptividade da imprensa e possibilitou uma série de apresentações pelo Brasil, além de levar o grupo para tocar durante o Festival Forró de Domingo, em Stuttgart (Alemanha), ao lado de expoentes como Oswaldinho do Acordeon. Filpo ainda excursionou pelo Japão realizando uma série de apresentações, gravações e oficinas junto como maestro Michio O’Hara (cravo), em cidades como Tóquio, Nagoya, Osaka, Komaki, Kasugai e Obu, divulgando a música da rabeca, desde a tradição medieval até a sua presença na música brasileira. E neste começo de julho passou pela Espanha para abrilhantar o Festival Encordass 2022, na Ilha de San Simon, no município galego de Redondela, onde protagonizou concertos ao lado de Alisson Lima e oficinas sobre a rabeca brasileira, evento que teve ainda a presença de Ricardo Herz, Maurício Caruso e Vanille Gooaverts.

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1448 – Mestre Luiz da Paixão (PE) completa 60 anos de carreira e com Forró de Rabeca, álbum lançado pelo selo Sesc

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*Com Revista E do Sesc de São Paulo, edição número 298, de 30/07/2021

Álbum com participações de Siba e Renata Rosa traz em 14 faixas sambas, forrós, cocos, cirandas e cavalos-marinhos do instrumentista virtuoso e inventivo

O Selo Sesc lançou em junho Forró de Rabeca, segundo álbum do rabequeiro pernambucano Mestre Luiz Paixão, com 14 faixas que poderão ser ouvidas na íntegra pelo linque disponível ao final desta atualização e com o qual abrimos mais uma sessão de audições matinais neste sábado, 2 de outubro, aqui na redação do Barulho d’água Música, em São Roque (SP). Aos 72 anos de idade, Paixão está completando 60 anos de carreira como habitante e símbolo da arte da rabeca do município de Condado (PE), berço de vários mestres e mestras, localizado nas belezas da Mata Norte, a 60 quilômetros da capital pernambucana, a cidade do Recife. No disco também disponível nas plataformas virtuais, o mestre brinda os ouvidos mais afeitos à música de qualidade com uma seleta de sambas, forrós, cocos, cirandas e cavalos-marinhos tradicionais, escolhidos a dedo, mesclados à composições de autoria do próprio instrumentista, além de parcerias com aprendizes que contribuíram para o reconhecimento de sua musicalidade para além dos limites de seu estado, como Renata Rosa, Siba e João Selva.

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