1292 – Segundo disco da banda potiguar Mamute Sound completa dez anos

O Ilustre Popstar Desconhecido, nome do álbum, é uma ironia à crítica, pois apesar de a banda já ter um trabalho consistente não passava de mera coadjuvante no cenário da música do Rio Grande do Norte. *Com Franco Mathson, da Frika Records

Após o término da banda Antenas do Jardim, nos idos da década dos anos 2000 o guitarrista e compositor Songy decidiu montar um novo grupo de rock autoral, em Natal, Capital do Rio Grande do Norte. Em momento de hiatos culturais na cidade, motivado pela sua inquietude e inspirado no formato do mapa do Rio Grande do Norte, o músico decidiu fundar a banda batizada de Mamute Sound. Em 2005, com sua formação original, a Mamute Sound lançou o primeiro trabalho (o disco 11) e excursionou pelo estado apresentando-o em turnê . O segundo álbum, na sequência, foi chamado ironicamente de O Ilustre Popstar Desconhecido (clique no nome e o ouça). pois apesar de a banda já ter um trabalho consistente, não passava, ainda, de mera coadjuvante no cenário da música potiguar. A Mamute Sound, então, com nova roupagem e nova nova cozinha, passara a tocar com Filipe Marcus (Joseph Little Drop/baixo) e Franco Mathson (bateria) e ainda com os vocais de Nillo Fernandes, agora somando-se às guitarras de Songy.

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1290 – Pedro Rhuas (CE/RN) lança música para divulgar com lançamento conjunto do seu primeiro livro

Cantor, poeta, compositor, filho de um palhaço e de uma professora, artista nascido no Ceará , hoje residente em Natal, viveu em Portugal , na Espanha e no Marrocos e neste pais africano deu os primeiros passos rumo ao sonho da música.* Com Franco Mathson, da Frika Records

Trilhas sonoras com canções originais fazem parte da história do cinema. Mas quando se trata de livros, a prática já não é tão comum. Querendo desmistificar essa ideia, o cantor e escritor Pedro Rhuas lançou na quinta-feira, 19 de março, Enquanto eu não te encontro, single disponível nas plataformas digitais. A música é o carro-chefe das divulgações do romance homônimo de Rhuas, Enquanto eu não te encontro, também publicado ontem.

Com produção de Vikos, que assina o beat e guitarra, Enquanto eu não te encontro é de autoria do próprio Rhuas, que a descreve como uma mescla de “pop, upbeat e até country”. Inspirada em Colbie Cailatt e Taylor Swift, o cantor conta que o objetivo por trás da faixa foi personificar a essência de uma trilha cinematográfica. “Sempre fui apaixonado pelo poder da música no audiovisual. Quando terminei de escrever meu livro, sabia que queria criar algo que amparasse esses dois formatos: a música e a literatura. O resultado foi essa balada que poderia muito bem estar nas telonas e que dialoga bastante com o que o leitor vai encontrar na narrativa”, afirmou Pedro Rhuas, cujo primeiro lançamento musical, Cilada (Mssida), fora em parceria com três rappers do Marrocos.

Trabalho voluntário

Sobre Pedro Rhuas há um perfil disponível na plataforma canal de streaming Palco, no qual há  clipes de Enquanto… e Cilada e que traz a informação de que ele é filho de palhaço poeta e bailarina professora. Nascido em Icapuí, pequena cidade no litoral do Ceará, cresceu envolto em arte e mar e morou em mais de 12 cidades, conheceu o Nordeste com o teatro de rua, apaixonou-se por literatura, escrita e, mais tarde, composição.

Sempre em metamorfose, assinou como blogueiro literário, atuou como e DJ e até drag queen. Em 2018, cursando Jornalismo na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ganhou uma bolsa de estudos que o levou a morar um ano em Portugal. Depois da experiência, decidiu fazer trabalho voluntário no Marrocos e na Espanha. Foi na terra das 1.001 noites onde pôde dar os primeiros passos rumo ao sonho da música. No alto de uma montanha na cidade azul de Chefchaouen, conheceu, ao acaso, o produtor do que viria a ser seu primeiro experimento musical, a canção Cilada, em colaboração com três rappers marroquinos! De volta ao Brasil, prepara o seu primeiro álbum de estúdio.

“Os livros sempre foram o meu refúgio. E me sonhar escritor, desde que me lembro, meu maior sonho. Hoje, após quatro anos de idas e vindas, eu divido cheio de alegria com vocês a capa do meu primeiro livro”, escreveu Pedro Rhuas no perfil que mantém no Facebook. “É a minha estreia na literatura e o faço com uma obra que muito diz sobre mim e sobre o que eu luto enquanto sujeito-político: Enquanto eu não te encontro é um romance LGBTQIA+ ambientado em Natal; uma narrativa engraçada, cheia de representatividade e nordestina em essência, que conta as aventuras de um seridoense gay que vai estudar na capital e se descobre buscando entender a complexidade de sua identidade”, prosseguiuEu nem sei explicar quão emocionado estou e só posso pedir o apoio de vocês pra divulgar essa história, de modo a fazê-lo voar como merece! Muito, muito obrigado a todo mundo que contribuiu nessa jornada. É só o começo!”

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Música no RN 

1288 – Compositor e poeta Wescley Gama (RN) apresenta no Dia da Poesia “Cantigas da Aldeia”, quatro disco da carreira*

Premiado artista potiguar apresenta canções que, além da matriz e do legado indígena presentes na faixa-título, passeiam pela alma feminina, representada pela obra das poetisas Iracema Macedo, Marize Castro e Adélia Danielli. *Com  Franco Mathson, da Frika Records 

O compositor e poeta potiguar Wescley Gama apresentou ontem, sábado, 14, no Dia da Poesia, o seu novo disco Cantigas de Aldeia, disco que considera conceitual, composto de oito poemas musicados e que já pode ser ouvido nas plataformas digitais (clique aqui e ouça).Lançado pela Frika Records é o quarto trabalho do artista e foi desenvolvido do micro ao macrocosmos com inspiração na matriz e legado indígena presentes na canção homônima. Além de contar com poemas de sua autoria, o material  também passeia pela alma feminina representada pela obra forte das poetisas Iracema Macedo, Marize Castro e Adélia Danielli. Wescley Gama é poeta e músico, ele já lançara seridolendas e campos grandes reunidos, ambos muito bem recebidos pela crítica especializada, e recentemente, o livro Com a força das folhas que estiveram vivas, todos de forma independente. É dele, ainda, Nove Contos Serranos, que saiu em 2017 pela Editora Offset.

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1253 – Caio Padilha (RJ/RN) lança segundo título dedicado à “santíssima trindade” dos instrumentos da música nordestina

OVERLAND: Violas e Veredas, de Caio Padilha, já está disponível nas plataformas digitais e pode ser encomendado, no formato físico, com o autor, carioca radicado em Natal e que abriu o projeto Aprendiz de Sertografias em 2016, quando saiu ARRIVALS: Rabecas e Arribaçãs; música potiguar também merece destaque pelo trabalho do flautista Carlos Zens. autor de sambas, frevos, cocos,  marchinhas, benditos, choros, entre outros ritmos 

A segunda etapa de uma trilogia nordestina que deverá estar pronta até 2022, o álbum OVERLAND: Violas e Veredas, de Caio Padilha, já está disponível nas plataformas digitais e pode ser encomendado, no formato físico, com o autor, carioca radicado desde 1994 em Natal (RN), capital do estado do Rio Grande do Norte. A trilogia, que Caio Padilha batizou de Aprendiz de Sertografias, já possui o título Rabecas e Arribaçãs (2016) e deverá ser fechada com Acordeons e Candeeiros. Músico tocador de rabeca, cientista social, ator e admirador da cultura popular, Caio Padilha também lançou, recentemente, Um Sonho de Rabeca No Meio da Bicharada, disco que saiu pela Kuarup, tema da atualização 1244 deste blogue, publicada em 8 de outubro.

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1244 – Presenteie sua criança interior com “Um Sonho de Rabeca …”, de Caio Padilha, lançado pela Kuarup

Álbum homenageia a cultura nordestina e mestres da música como Luiz Gonzaga e Antonio Nóbrega e é um excelente presente tanto para o público infantil, quanto para marmanjos que curtem fábulas populares

A gravadora Kuarup está lançando um disco que se dado no próximo dia 12 será uma excelente presente para as crianças, tanto aquelas que de fato ainda experimentam esta gostosa fase da vida, quanto aquelas interiores que sempre devem habitar dentro de nós, adultos, Trata-se de  Um Sonho de Rabeca no Reino da Bicharada, do músico e ator Caio Padilha. O projeto envolve parceria com o Grupo Estação do Teatro e se baseia em contação de histórias para valorizar a cultura popular centrada nos temas da fauna nordestina e fábulas que se encontram com a música de rabeca, instrumento lúdico que celebra os elementos da natureza. O repertório homenageia, ainda, os grandes mestres da música nordestina como Luiz Gonzaga, Elino Julião e Antônio Nóbrega, entre outros e dialoga com Os Saltimbancos,  peça de teatro musical infantil, inspirada no conto Os Músicos de Bremen, dos irmãos Grimm, que na versão em Português ganhou canções adicionais, de Chico Buarque.  Continue Lendo “1244 – Presenteie sua criança interior com “Um Sonho de Rabeca …”, de Caio Padilha, lançado pela Kuarup”

1020- Wescley J. Gama, compositor e poeta potiguar, volta à lista dos melhores discos do sítio Embrulhador com “Campos Grandes Reunidos”

as noites de dezembro
têm a pele muito fina
como o sono dos velhos
ou os dedos de uma aranha.
das noites de dezembro
pode-se ver o azul sonolento
das veias tão frágeis
e o relevo de suas vísceras.
as noites de dezembro
caminham nuas
pela cidade aberta
e as velhas nas calçadas
sorriem
escandalosamente serenas.
As Noites de Dezembro, #4 de Campos Grandes Reunidos

Poeta, contista, cantor e compositor potiguar, Wescley J. Gama mais uma vez está entre os contemplados com a Menção Honrosa do conceituado sítio Embrulhador. Ed Felix, jornalista responsável pela indicação, anualmente aponta quais seriam em sua opinião os 100 melhores álbuns de cada temporada, mas como praticamente avalia discos de todo o país, de todos os gêneros musicais (tanto físicos como distribuídos pela internet), abre a lista suplementar, na qual seleciona outros trabalhos que, em meio a tantos, julga merecem destaque.  A amostra de 2017, na qual consta Campos Grandes Reunidos, o terceiro de Wescley, exigiu de Felix ouvir nada mais, nada menos do que 1.557 (!) discos, lançados entre 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2017.

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881- Conheça a Orquestra Filarmônica de Cruzeta (RN), banda formada por jovens que é orgulho da cidade e terceira melhor do país

“Aprender uma nota e através dela conhecer o mundo” é mais do que uma frase o passaporte de entrada para uma atividade que vem mudando há três décadas o dia a dia de centenas de jovens e dando orgulho aos moradores de uma pequena cidade do sertão nordestino,situada a 220 quilômetros de Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte. Lugar no qual se contam aproximadamente 8 mil pessoas, o município, Cruzeta, sedia uma Escola de Música criada em 1984 e que dois anos depois passou a abrigar a Orquestra Filarmônica 24 de Outubro, assim batizada em homenagem a data de fundação da localidade e que com apenas um ano de estrada já conquistava o II lugar no I Concurso de Bandas em Carnaúbas dos Dantas em um estado com forte tradição musical.

Além de mudar as perspectivas de futuro de seus atuais 60 integrantes, a Orquestra de Cruzeta também trouxe alegria e aproximou famílias que todos os dias, sempre por volta das 19 horas, seguem acompanhando os ensaios regidos pelo exigente, mas admirado por todos Humberto Carlos Dantas, o Bembem, músico autodidata que dirige o grupo desde 1988, quando tinha apenas 19 anos, de acordo com matéria assinada por Mariana Kaipper Ceratti.

A jornalista produziu matéria sobre a Orquestra de Cruzeta para a versão eletrônica do jornal El Pais e entre outras informações divulgou em 2014 que o repertório privilegia composições dançantes e abarca desde ritmos mais conhecidos da música brasileira como forrós de Luiz Gonzaga (PE) ao pop-rock. Bembem acompanha tudo com rigor em busca da técnica própria de uma orquestra, chega a reprender quem comete erros, mas se os corrige, também não dispensa elogios. O orientador sabe que tem diante de si a delicada tarefa de formar artistas, incluindo à época da reportagem um garoto de 7 anos que, como os demais colegas, são procedentes das zonas rurais da região que é uma das mais vulneráveis do Brasil, já assolada pelo crack e pela ocorrência de outras drogas que são ameaças à juventude.

“Quando eu era jovem, consideravam músico como alguém que vivia mal”, comentou o maestro. “As pessoas convidavam meus colegas para tocar em festas e achavam que eles fariam isso de graça, só pela cerveja”, emendou. “Nunca aceitem essa condição: sei que vocês vão ser profissionais de primeiro nível, na música ou em qualquer outra área.”

A receita e o carinho de Bembem têm dado tão certo que mais do que encaminhar os meninos para uma forma digna de viver, as atividades da Orquestra de Cruzeta revigoraram a economia local. A Mariana Ceratti ele revelou: “hoje em dia movimentamos R$ 2 milhões por ano entre cachês de apresentações e salários de nossos músicos, demonstrando assim que investir em música é gerar ingressos e desenvolvimento”. Ele contou, ainda, que o grupo foi um dos beneficiados por um projeto do Banco Mundial que apoiou orquestras filarmônicas em 43 cidades de todo o Estado, aporte que permitiu custear os instrumentos musicais e as lições aos participantes das aulas.

“As bandas trouxeram não só a possibilidade de geração de renda, mas também desenvolvimento educativo e cultural para os jovens”, recordou também Fátima Amazonas, diretora do projeto que já em sua terceira geração fez brotar mais de 50 artistas contratados mais tarde por bandas profissionais, muitos dos quais se tornaram professores de música em universidades públicas ou dirigentes de orquestras em outras cidades do Rio Grande do Norte, entre as quais a de São Tomé, cuja metade dos membros da filarmônica é mulher. Ex-pupilos de Bembem, portanto, assumiram o perfil de agentes multiplicadores, ao mesmo tempo que iam ganhando experiência e conhecimentos para entrar no mercado de trabalho com currículos enriquecidos por saberes acadêmicos.

O governo do Rio Grande do Norte e o Banco Mundial, conforme publicou o El Pais, perceberam que a iniciativa da Escola de Música é, portanto, tanto via de preservação de tradições como via de inclusão e firmaram parceria que abriu a possibilidade de que essa atividade musical própria de Cruzeta repercuta e viceje em mais lugares do Estado, considerando-se a indiscutível tônica de encorajamento daquela Escola nos aspectos educacionais, culturais e principalmente social, centrada em valores que consideram a música não só meio de desentraves e de alegria às pessoas, mas também como importante veículo de inclusão social e agente transformador.

“Antes de formar grandes músicos, pensamos em formar grandes cruzetenses, seridoenses, norteriograndense, nordestinos, brasileiros, cidadãos do mundo e de si mesmos”, declarou Bembem. O Rio Grande do Norte durante a colonização portuguesa formou inúmeras bandas para tocar em eventos religiosos e militares, mas este interesse passou a diminuir com o correr do tempo e hoje abriga poucas filarmônicas. Uma das explicações é a falta de partituras e de peças musicais escritas antigamente, pois quando um compositor morria, era comum os familiares queimarem o material dele que poderia servir de referência a novos músicos e incentivar estudos e projetos.

“As pessoas  não davam valor às composições musicais”, aponta Bembem, em cuja árvore genealógica entre três compositores encontra-se Tonheca Dantas. As obras dele ficaram à salvo e mais bem conservadas porque Tonheca Dantas (1871-1940) pertencia à Polícia Militar, instituição que preserva melhor seus documentos.

As obras deste parente de Humberto Carlos Dantas e de muitos outros compositores locais pouco conhecidos pelo público em geral estão incluídas nos discos gravados pela Orquestra de Cruzeta. Descobrir e difundir esse repertório – valsas e ritmos brasileiros – alegra os jovens músicos toda vez que cai a noite no sertão e eles se reúnem para os ensaios. “As pessoas que não conhecem nossa cultura têm de entrar no mundo da música, pois vão descobrir ritmos de que nem imaginam que vão gostar”, disse o trompetista Edjarde Silva, de 16 anos. “É muito bom estar aqui aprendendo e em contato com a música brasileira.”

Hoje, além de cumprir este papel, a Filarmônica de Cruzeta já se afirmou como a melhor banda do Estado e de acordo com dados publicados no sítiio eletrônico da Orquestra ocupa um lugar entre as três melhores do Brasil, reconhecida por profissionais respeitados e conhecedores da realidade musical do país. As várias formações colecionam  apresentações pelas cidades e por eventos culturais realizados em solo potiguar e em localidades do Nordeste. A lista aponta, por exemplo, São José do Seridó, Caicó, Jardim de Piranhas, Parelhas, Jardim do Seridó, Carnaúbas do Dantas, Currais Novos, Florânia, Assu, Angicos, Apodi, Acari, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Pedro Avelino, São Paulo do Potengi, São Tomé, Carnaubais, Caraúbas, Cerro Corá, Lagoa Nova, Macau, Mossoró, Martins, Umarizal, Viçosa, Porta Alegre; João Pessoa, Baieux e Santa Luzia (PB); Recife, Olinda, Nazaré da Mata (PE); Aracajú, Laranjeiras e Instância (SE); Fortaleza e Aquiráz (CE); Salvador e São Félix (BA);  São João Del Rei, São Tiago, e Rezende Costa (MG). Em 2003 a Banda foi convidada para fazer a abertura do X Festival de Música de Recôncavo Baiano, em Salvador, um dos principais do país, e também já levou um concerto para ser apresentado no Teatro Alberto Maranhão, em Natal.           Participou juntamente com a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte do Projeto Música no Interior, tocando na porção Oeste do Estado em locais como Martins, Umarizal, Riacho da Cruz, Pau dos Ferros, Viçosa, Porta Alegre e Lucrécia.

Discografia

 A Orquestra de Cruzeta lançou o primeiro álbum em 2002, em parceria com a Fundação Hélio Galvão e Projeto Nação Potiguar, só com músicas de compositores seridoenses. O segundo, ao vivo, gravou em sua sede própria, também em 2002, com músicas de vários autores brasileiros. O trabalho é “caseiro”, para ofertar aos amigos, e parte do plano de divulgação do trabalho. Em 2004, o grupo voltou ao estúdio e gravou um álbum didático para Universidade Federal do Rio Grande do Norte, mais o disco Cruzeta Revela Márcio Dantas e Filarmônica de Cruzeta interpreta a obra de Normando CarneiroEm 2006 saiu Banda de Cruzeta 20 Anos.

Para contato com a Orquestra Filarmônica de Cruzeta telefone teclando 0XX84-3473-2164.

ninguém está vendo

 

817- Contribua para a gravação de “Catamarã”, segundo álbum do multi-instrumentista paulista André Siqueira

Compositor, arranjador e multi-instrumentista, André Siqueira está promovendo campanha virtual para lançar Catamarã, seu segundo álbum, que trabalha com novas linguagens no universo da música brasileira, a partir de improvisações e de arranjos para sopros, cordas e percussão. O repertório se desenvolve flertando com as técnicas composicionais da música do século XX e a cultura popular brasileira de matriz rural. Uma tentativa de releitura do modernismo da década de 1920, mas, também, uma busca de atualização da corrente nacionalista. O projeto busca, na utilização da cultura popular brasileira de matriz rural, deixar transparecer a vivacidade de nossa música.

A característica fundamental das suas composições é a fusão de timbres e linguagens, da música erudita contemporânea e da música popular. Seu primeiro álbum lithos, já trouxera um rico mosaico de timbres que foram tecidos a partir de pesquisas sobre materiais e técnicas da música do século XX, aplicadas aos gêneros da música brasileira. Esta fusão de timbres e estilos tem representado uma faceta importante da música instrumental feita no Brasil.

Estes conceitos (timbre, improvisação e abertura) são moldados como meio de concretizar por meio da música instrumental, ideias e conceitos resultantes da pesquisa de mestrado de André Siqueira, na qual desenvolveu os conceitos acima expostos na obra do compositor italiano Giacinto Scelsi. Com esta ação, pretende-se facilitar o acesso do público à música instrumental a partir de um conhecimento derivado de outras áreas que, tangenciando a performance, apontam para uma busca sonora na qual o cruzamento entre a arte contemporânea “erudita” e a cultura popular mostram-se próximas, interligadas e abertas a novos tipos de experimentações.

A campanha para a captação dos recursos mínimos necessários estará aberta até 18 de abril e as colaborações partem de R$ 50,00. Para cada valor depositado há uma respectiva recompensa que poderá ser desde agradecimento em redes sociais pelo apoio, mais um exemplar do Catamarã autografado, até um show em quarteto, com repertório de música brasileira instrumental, mais cincoenta discos autografados, com direito do nome do contribuinte ou da empresa nos agradecimentos do disco, logomarca na contracapa, citação do apoio nas redes sociais e show de lançamento. Para conhecer mais detalhes o linque da campanha é https://www.kickante.com.br/checkout/3260968

Catamarã é a designação dada a uma embarcação com dois cascos (vulgarmente chamados “bananas”), cuja propulsão ocorre à vela ou por motor e que se destaca por sua elevada estabilidade e velocidade em relação às embarcações monocasco. A sua origem é a Polinésia, e quando os navegadores europeus lá chegaram por mar, se surpreenderam com a grande velocidade dos catamarãs.

Compositor, arranjador e multi-instrumentista, André Siqueira nasceu em Palmital (SP). E doutor em Ciências Sociais pela Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) com a tese A sonata de Deus e o diabolus: nacionalismo, música e o pensamento social no cinema de Glauber Rocha e mestre em música pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) onde desenvolveu pesquisa sobre os procedimentos composicionais do italiano Giacinto Scelsi. Formado em música pela Universidade Estadual de Londrina (UEL/PR), atualmente é docente da instituição e responsável pelas disciplinas de Harmonia e Contraponto, Arranjo e Percepção. Foi coordenador da pós-graduação em música (2008- 2010) e professor na habilitação de Arranjo Musical. É autor do livro Giacinto Scelsi: improvisação, orientalismo e escritura lançado pela EDUEL em 2011, no qual discute os procedimentos composicionais e a biografia do compositor italiano. Em 2011 ministrou a conferência A voz do morro: samba e resistência cultural no âmbito do Colóquio Internacional “Voci dal margine. La letteratura di ghetto, favela, frontiera realizado em maio na Universidade de Siena (Itália) e publicado no livro de mesmo nome em janeiro de 2012.

Em julho desse mesmo ano participou como violonista do projeto Concertos na Escola – 2012 da Funarte, do proponente Cândido José de Lima, dentro do qual foram realizados aula-espetáculos em três escolas estaduais da cidade de Uraí (PR), atingindo mais de mil crianças e adolescentes. Atualmente é coordenador do sub projeto de música do PIBID, no âmbito da Universidade Estadual de Londrina, subsidiado pela CAPES e que trabalha novas alternativas para o ensino de música nas escolas públicas.

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André Siqueira, tocando flauta, um dos vários instrumentos que domina, durante apresentação do amigo Wilson Dias (MG) em São Paulo (Foto: Marcelino Lima/Arquivo Barulho d’água Música)

Utiliza vários instrumentos como meio para a construção de sua escritura musical; flautas, guitarra elétrica, violões, viola caipira, contrabaixo e guitarra portuguesa. Sua trajetória é composta por experiências diversas em cultura popular e por pesquisas em música contemporânea. Tendo gravado com vários músicos e participado de diversas mostras e festivais, foi selecionado pelo programa Rumos Itaú Cultural/ Música na categoria coletivo no biênio 2010-2012 dentro do qual, em março de 2012, participou de um show em comemoração aos 25 anos do Instituto Itaú Cultural tocando com Gilberto Gil. Em 2009, integrou o Circuito Syngenta de Viola no qual dividiu o palco com Paulo Freire e Levi Ramiro e que resultou em um álbum com violeiros de todo o país no qual Siqueira, junto com Zeca Collares, assina a faixa Brincando com as crianças na qual utiliza uma viola de 14 cordas. Em novembro de 2009 participou do projeto Vozes de Mestres – Festival Internacional de Cultura Popular – realizado em Natal (RN), junto com a cantora Déa Trancoso onde dividiu o palco com Egberto Gismonti. Participou em 2007 da gravação do DVD Violeiros do Brasil com produção de Myrian Taubkin, acompanhando Pereira da Viola; dentro deste projeto já dividiu palco com Almir Sater, Pena Branca, Paulo Freire e Ivan Vilela entre outros.

André Siqueira também lecionou violão e improvisação na Universidade Federal de Ouro Preto  (MG) e no Projeto Arena da Cultura da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte no período de 2004 a 2007. Em 2006 participou do 2º Festival de Cinema de países de línguas portuguesas, na cidade de Lagos, em Portugal. Foi diretor artístico e curador do projeto Viola Popular realizado em Belo Horizonte, ainda em 2006, por meio da Lei Estadual de Incentivo a Cultura e com patrocínio da Natura Musical, no qual “mestres” de cultura popular dividiram o palco com músicos que utilizam linguagens contemporâneas. Em 2005 tornou-se finalista do Prêmio Syngenta de Viola Caipira, realizado no Teatro Alfa (SP). Em 2001 participou do III Mercado Cultural, realizado na cidade de Salvador (BA). Atua como produtor/diretor musical e arranjador nos trabalhos de Déa Trancoso, Luca Bernar, Pereira da Viola, Rodrigo Delage, Rubinho do Vale, Titane, Wilson Dias e Zeca Collares, além de seu próprio trabalho como compositor e instrumentista no qual música brasileira e improvisação surgem como elementos principais.

O seu primeiro álbum, lithos, atinge um universo sonoro particular. Os diálogos entre os músicos surgem em improvisações nas quais os sons inusitados da guitarra portuguesa e da viola caipira se materializam em construções musicais que flertam com o Jazz e com as matrizes da cultura popular brasileira. A idéia de improvisação utilizada parte de uma liberdade que transcende os clichês e que busca uma real interação na construção musical. Esta se realiza no tempo, ou, em tempo real. Composição instantânea que abarca vários estilos e tendências musicais, da música modal ao século XX. André Siqueira se interessa tanto pelo processo de improviso que considera suas composições mais próximas de roteiros a serem seguidos do que uma obra fechada. “Não sei nem se são composições, são proposições musicais”. Durante o período em que morou em Belo Horizonte, André Siqueira remasterizou a gravação de lithos e conseguiu reeditar o disco por dois selos mineiros: Picuá e Tum Tum Tum.

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697 – Flávia Bittencourt lança em Sampa DVD que traz Florbela Espanca, Alcione, Ednardo, João do Vale…

 

A cantora e compositora maranhense Flávia Bittencourt fará show para lançamento do DVD Leve neste sábado, 24 de outubro, no Sesc Belenzinho. O espetáculo começará às 21 horas e contará com participação especial do multiartista potiguar Antúlio Madureira, que contribuiu com a composição Assum Preto para o DVD.

O novo trabalho marca os 10 anos de carreira de Flávia Bittencourt. Gravado em setembro de 2014, no Teatro Arthur Azevedo, localizado em São Luís, cidade natal da artista, o DVD tem ainda outros convidados como Alcione e Bloco Tradicional Os Feras (em O Surdo), Luiz Melodia (em Congênito), as coreiras Josélia Santos e Ivone Barros (em Franqueza) e a bailarina Ana Botafogo (em Rèconfort)​. Os arranjos são coletivos e a direção musical é assinada pelo guitarrista e produtor Aquiles Faneco. Entre as faixas há composições inéditas tais quais Rèconfort (versão em francês de Clélia Morali para De Volta Pro Aconchego, de Dominguinhos e Nando Cordel), Maracá Curumim (Carlinhos Veloz),Um Teu Segundo e Leve (Flávia Bittencourt) e Solidão (Sérgio Habibe).

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640 – Paulo Mourão (MG) protagoniza com Adriana Lopes e Sal Ribeiro “Pedra de Luz”, show vibrante e marcado por poéticas evocações ao sagrado

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O Barulho d’Água Música está em Belo Horizonte e na quarta-feira 9, acompanhou no Cine Teatro Brasil Vallouréc o show do violeiro, cantor e compositor Paulo Mourão, atração de mais uma rodada do projeto Canto & Viola, coordenado por Luiz Tropia e Tadeu Martins. Paulo Mourão recebeu no palco Adriana Lopes (voz) e com Sal Ribeiro ministrando masterclass de percussão apresentou o novo espetáculo dele, Pedra de Luz, que reúne composições dos seis álbuns autorais e tem direção artística de Regina Milagres.

As músicas de Paulo Mourão falam diretamente a quem as ouve, saúdam o povo; mais do que luz, têm altas cargas de energia e de espiritualidade, evocam e reverenciam o sagrado, o amor e a fraternidade com muita poesia e nada de prosa vazia. Os versos ora cultuam as águas de mares e de rios — para além de fontes de vida, como elementos que também são de experimentação, de descoberta e de vivência da fé, e de religação com o Divino e com divindades –, ora dedicam a mensagem de seus cantos a causas humanitárias (como um alerta em nome do bem estar e da acolhida aos refugiados sírios e o respeito à infância, por exemplo) ou à lembrança de amigos já desencarnados que marcaram e ajudaram-no a traçar sua trajetória.

Paulo Mourão e driana

E a estrada de Paulo Mourão passa por Olindas, Angolas, Arábias, Venezuelas, viaja pra outras bandas, alcança Portugal, atravessa o Atlântico e de volta a Pindorama entra pelo Rio Grande do Norte em direção à caatinga. Escala, ainda, o Oeste baiano, corta Goiáses, embrenha-se com Goytacazes, toma, por fim cafezinho em Minas. Este caminhar é também peregrinação desde a juventude encarando anos de e chumbo para moldar um perfil que não faz concessões, jeito de ser que não se acomoda em jeitinhos e inclusive, custou e custa, de certa forma, até hoje, o preço de sua independência, pela qual até da liberdade já foi privado.

Tudo isso Paulo Mourão extravasa e traz de longe com sensibilidade das mais aguçadas ao som de violas de dez cordas, das quais mais do que a boa e tradicional sonoridade caipira, extrai com autoridade ritmos diversos como samba, coco, rock, afoxé e até blues, com direito a pitadas de flamenco. Durante Pedra de Luz a plateia, a e a companheira Adriana, ao som das cordas duetadas em harmonia com as batidas de Sal, giraram, balançaram, bateram as solas do pés ou das palmas das mãos como quem marcava o ritmo em rodas de terreiros, como quem bailava docemente à linha do mar e ao sabor do vento; sentia-se no ambiente a força de orixás que certamente ali também dançavam e abençoavam e o próprio canoeiro também balouçou; de quebra os remos levaram para outros universos quem recolheu os toldos e se encantou com a lírica instrumental Rubi. Como não embarcar também nesta canoa se o timoneiro canta, convincente, “comigo num tem tristeza não (…) eu tenho Deus no coração”?

Adriana Lopes

sal ribeiro

“Trata-se de um momento de catarse nos meus 18 anos de carreira”, relata o artista, acrescentando que a união com Adriana Lopes fez crescer em muito as interpretações e que a direção de Regina Milagres é fantástica, precisa: “Até o silêncio faz parte do show!” E Adriana Lopes é corresponsável pelo sucesso e pela bateria de aplausos e pedidos de não um, mas de cinco bis! Pode-se afirmar que, sem ela, sequer show haveria: preparadora vocal de Paulo Mourão, ela também criou os arranjos de vozes, sem contar que ao cenário teve o cuidado de acrescentar um delicado vaso de flores. Poderia ser apenas um detalhe, um objeto a mais se o olor das pétalas não tivesse acrescido ainda mais magia ao ambiente.

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Paulo Mourão doou ao Barulho d’água Música exemplares dos álbuns Flores e Feridas e Sete Segredos, este gravado com Sergio Di Ramos e produzido com muito esmero e competência pelo jovem IsmeraRock, que ainda toca violão e guitarra nesta ode de Mourão a ídolos como Joe Cocker, Janis Joplin, Hendrix e tantos outros cabeludos que também amavam os The Beatles e os Rolling Stones, Dylan e Joan Baez! Luiz Tropia e Tadeu Martins disponibilizaram um exemplar da antologia do projeto Canto & Viola, gravado em 2011. Obrigado aos músicos e amigos!

Adquira os álbuns de Paulo Mourão pelo endereço virtual violeiropaulomourao@gmail.com

A próxima edição do Canto & Viola está marcada para 14 de outubro e será com Bilora Violeiro, a partir de 19h30. 

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