1359 – Lili Carabina inspira banda potiguar Derrame Verbal em Bang, Bang!, mais uma novidade da Frika Records*

#MúsicaPotiguar #MúsicaBrasileira #MúsicaIndependente #Punk #HorrorPunk #HeavyMetal #CulturaPopular #NatalRN

*Com Franco Mathson

Quarteto expoente do punk horror, liderado por um artista plástico e professor da rede pública, faz músicas nas quais mistura ocorrências funestas e violentas, pitadas de humor e histórias narradas pela mãe do vocalista, formador do grupo em 2014

A banda potiguar Derrame Verbal está lançando nas plataformas digitais, com apoio da Frika Records, Bang Bang!, novo trabalho em que histórias funestas do cotidiano são apresentadas equilibrando pitadas de horror, alusão a fatos violentos e humor, por meio de composições nas quais predominam gêneros como punk horror e o heavy metal. Entre as quatro faixas do epê o grupo faz referências a Lili Carabina (assaltante de bancos que fez fama nos anos 1970 e 1980), crítica o excesso do uso da tecnologia em Macumba Digital (com participação da conterrânea Thazya Regina),  e apresenta, ainda Boa noite Cinderela e Amigo inimigo meu.

Continue Lendo “1359 – Lili Carabina inspira banda potiguar Derrame Verbal em Bang, Bang!, mais uma novidade da Frika Records*”

1349 – O “lado bom” da pandemia: Thazya Regina (RN) lança single com mensagem de esperança em dias melhores*

#FiqueEmCasa #UseMáscara #EviteMuvuca #MPB #CulturaPopular #RN

A insônia, o medo e a insegurança provocados pela quarentena e as medidas de isolamento doméstico abalam geral, mas a cantora e compositora potiguar encontrou inspiração onde há pânico e angústia e em seu confinamento teceu três belas canções

*Com Franco Mathson, da Frika Records

O momento difícil pelo qual a humanidade passa por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) geram angústia e impotência, mas também tem inspirado vários músicos a produzir. A cantora e compositora potiguar de Natal Thazya Regina é mais uma artista que conseguiu canalizar o abatimento de estar longe dos palcos, dos amigos e dos fãs e, apesar das incertezas, nesta quarta-feira, 20, está lançando um EP com três músicas criadas durante a longa quarentena.

Continue Lendo “1349 – O “lado bom” da pandemia: Thazya Regina (RN) lança single com mensagem de esperança em dias melhores*”

1292 – Segundo disco da banda potiguar Mamute Sound completa dez anos

O Ilustre Popstar Desconhecido, nome do álbum, é uma ironia à crítica, pois apesar de a banda já ter um trabalho consistente não passava de mera coadjuvante no cenário da música do Rio Grande do Norte. *Com Franco Mathson, da Frika Records

Após o término da banda Antenas do Jardim, nos idos da década dos anos 2000 o guitarrista e compositor Songy decidiu montar um novo grupo de rock autoral, em Natal, Capital do Rio Grande do Norte. Em momento de hiatos culturais na cidade, motivado pela sua inquietude e inspirado no formato do mapa do Rio Grande do Norte, o músico decidiu fundar a banda batizada de Mamute Sound. Em 2005, com sua formação original, a Mamute Sound lançou o primeiro trabalho (o disco 11) e excursionou pelo estado apresentando-o em turnê . O segundo álbum, na sequência, foi chamado ironicamente de O Ilustre Popstar Desconhecido (clique no nome e o ouça). pois apesar de a banda já ter um trabalho consistente, não passava, ainda, de mera coadjuvante no cenário da música potiguar. A Mamute Sound, então, com nova roupagem e nova nova cozinha, passara a tocar com Filipe Marcus (Joseph Little Drop/baixo) e Franco Mathson (bateria) e ainda com os vocais de Nillo Fernandes, agora somando-se às guitarras de Songy.

Continue Lendo “1292 – Segundo disco da banda potiguar Mamute Sound completa dez anos”

1290 – Pedro Rhuas (CE/RN) lança música para divulgar com lançamento conjunto do seu primeiro livro

Cantor, poeta, compositor, filho de um palhaço e de uma professora, artista nascido no Ceará , hoje residente em Natal, viveu em Portugal , na Espanha e no Marrocos e neste pais africano deu os primeiros passos rumo ao sonho da música.* Com Franco Mathson, da Frika Records

Trilhas sonoras com canções originais fazem parte da história do cinema. Mas quando se trata de livros, a prática já não é tão comum. Querendo desmistificar essa ideia, o cantor e escritor Pedro Rhuas lançou na quinta-feira, 19 de março, Enquanto eu não te encontro, single disponível nas plataformas digitais. A música é o carro-chefe das divulgações do romance homônimo de Rhuas, Enquanto eu não te encontro, também publicado ontem.

Com produção de Vikos, que assina o beat e guitarra, Enquanto eu não te encontro é de autoria do próprio Rhuas, que a descreve como uma mescla de “pop, upbeat e até country”. Inspirada em Colbie Cailatt e Taylor Swift, o cantor conta que o objetivo por trás da faixa foi personificar a essência de uma trilha cinematográfica. “Sempre fui apaixonado pelo poder da música no audiovisual. Quando terminei de escrever meu livro, sabia que queria criar algo que amparasse esses dois formatos: a música e a literatura. O resultado foi essa balada que poderia muito bem estar nas telonas e que dialoga bastante com o que o leitor vai encontrar na narrativa”, afirmou Pedro Rhuas, cujo primeiro lançamento musical, Cilada (Mssida), fora em parceria com três rappers do Marrocos.

Trabalho voluntário

Sobre Pedro Rhuas há um perfil disponível na plataforma canal de streaming Palco, no qual há  clipes de Enquanto… e Cilada e que traz a informação de que ele é filho de palhaço poeta e bailarina professora. Nascido em Icapuí, pequena cidade no litoral do Ceará, cresceu envolto em arte e mar e morou em mais de 12 cidades, conheceu o Nordeste com o teatro de rua, apaixonou-se por literatura, escrita e, mais tarde, composição.

Sempre em metamorfose, assinou como blogueiro literário, atuou como e DJ e até drag queen. Em 2018, cursando Jornalismo na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ganhou uma bolsa de estudos que o levou a morar um ano em Portugal. Depois da experiência, decidiu fazer trabalho voluntário no Marrocos e na Espanha. Foi na terra das 1.001 noites onde pôde dar os primeiros passos rumo ao sonho da música. No alto de uma montanha na cidade azul de Chefchaouen, conheceu, ao acaso, o produtor do que viria a ser seu primeiro experimento musical, a canção Cilada, em colaboração com três rappers marroquinos! De volta ao Brasil, prepara o seu primeiro álbum de estúdio.

“Os livros sempre foram o meu refúgio. E me sonhar escritor, desde que me lembro, meu maior sonho. Hoje, após quatro anos de idas e vindas, eu divido cheio de alegria com vocês a capa do meu primeiro livro”, escreveu Pedro Rhuas no perfil que mantém no Facebook. “É a minha estreia na literatura e o faço com uma obra que muito diz sobre mim e sobre o que eu luto enquanto sujeito-político: Enquanto eu não te encontro é um romance LGBTQIA+ ambientado em Natal; uma narrativa engraçada, cheia de representatividade e nordestina em essência, que conta as aventuras de um seridoense gay que vai estudar na capital e se descobre buscando entender a complexidade de sua identidade”, prosseguiuEu nem sei explicar quão emocionado estou e só posso pedir o apoio de vocês pra divulgar essa história, de modo a fazê-lo voar como merece! Muito, muito obrigado a todo mundo que contribuiu nessa jornada. É só o começo!”

ESCUTE A MÚSICA:  https://sl.onerpm.com/6636801798
LINK DA PRÉ-VENDA DO LIVRO: https://url.gratis/C0iir  

Leia mais sobre músicos do Rio Grande do Norte ou conteúdos a eles relacionados visitando o linque abaixo.

Música no RN 

1288 – Compositor e poeta Wescley Gama (RN) apresenta no Dia da Poesia “Cantigas da Aldeia”, quatro disco da carreira*

Premiado artista potiguar apresenta canções que, além da matriz e do legado indígena presentes na faixa-título, passeiam pela alma feminina, representada pela obra das poetisas Iracema Macedo, Marize Castro e Adélia Danielli. *Com  Franco Mathson, da Frika Records 

O compositor e poeta potiguar Wescley Gama apresentou ontem, sábado, 14, no Dia da Poesia, o seu novo disco Cantigas de Aldeia, disco que considera conceitual, composto de oito poemas musicados e que já pode ser ouvido nas plataformas digitais (clique aqui e ouça).Lançado pela Frika Records é o quarto trabalho do artista e foi desenvolvido do micro ao macrocosmos com inspiração na matriz e legado indígena presentes na canção homônima. Além de contar com poemas de sua autoria, o material  também passeia pela alma feminina representada pela obra forte das poetisas Iracema Macedo, Marize Castro e Adélia Danielli. Wescley Gama é poeta e músico, ele já lançara seridolendas e campos grandes reunidos, ambos muito bem recebidos pela crítica especializada, e recentemente, o livro Com a força das folhas que estiveram vivas, todos de forma independente. É dele, ainda, Nove Contos Serranos, que saiu em 2017 pela Editora Offset.

Continue Lendo “1288 – Compositor e poeta Wescley Gama (RN) apresenta no Dia da Poesia “Cantigas da Aldeia”, quatro disco da carreira*”

1253 – Caio Padilha (RJ/RN) lança segundo título dedicado à “santíssima trindade” dos instrumentos da música nordestina

OVERLAND: Violas e Veredas, de Caio Padilha, já está disponível nas plataformas digitais e pode ser encomendado, no formato físico, com o autor, carioca radicado em Natal e que abriu o projeto Aprendiz de Sertografias em 2016, quando saiu ARRIVALS: Rabecas e Arribaçãs; música potiguar também merece destaque pelo trabalho do flautista Carlos Zens. autor de sambas, frevos, cocos,  marchinhas, benditos, choros, entre outros ritmos 

A segunda etapa de uma trilogia nordestina que deverá estar pronta até 2022, o álbum OVERLAND: Violas e Veredas, de Caio Padilha, já está disponível nas plataformas digitais e pode ser encomendado, no formato físico, com o autor, carioca radicado desde 1994 em Natal (RN), capital do estado do Rio Grande do Norte. A trilogia, que Caio Padilha batizou de Aprendiz de Sertografias, já possui o título Rabecas e Arribaçãs (2016) e deverá ser fechada com Acordeons e Candeeiros. Músico tocador de rabeca, cientista social, ator e admirador da cultura popular, Caio Padilha também lançou, recentemente, Um Sonho de Rabeca No Meio da Bicharada, disco que saiu pela Kuarup, tema da atualização 1244 deste blogue, publicada em 8 de outubro.

Continue Lendo “1253 – Caio Padilha (RJ/RN) lança segundo título dedicado à “santíssima trindade” dos instrumentos da música nordestina”

1244 – Presenteie sua criança interior com “Um Sonho de Rabeca …”, de Caio Padilha, lançado pela Kuarup

Álbum homenageia a cultura nordestina e mestres da música como Luiz Gonzaga e Antonio Nóbrega e é um excelente presente tanto para o público infantil, quanto para marmanjos que curtem fábulas populares

A gravadora Kuarup está lançando um disco que se dado no próximo dia 12 será uma excelente presente para as crianças, tanto aquelas que de fato ainda experimentam esta gostosa fase da vida, quanto aquelas interiores que sempre devem habitar dentro de nós, adultos, Trata-se de  Um Sonho de Rabeca no Reino da Bicharada, do músico e ator Caio Padilha. O projeto envolve parceria com o Grupo Estação do Teatro e se baseia em contação de histórias para valorizar a cultura popular centrada nos temas da fauna nordestina e fábulas que se encontram com a música de rabeca, instrumento lúdico que celebra os elementos da natureza. O repertório homenageia, ainda, os grandes mestres da música nordestina como Luiz Gonzaga, Elino Julião e Antônio Nóbrega, entre outros e dialoga com Os Saltimbancos,  peça de teatro musical infantil, inspirada no conto Os Músicos de Bremen, dos irmãos Grimm, que na versão em Português ganhou canções adicionais, de Chico Buarque.  Continue Lendo “1244 – Presenteie sua criança interior com “Um Sonho de Rabeca …”, de Caio Padilha, lançado pela Kuarup”

1020- Wescley J. Gama, compositor e poeta potiguar, volta à lista dos melhores discos do sítio Embrulhador com “Campos Grandes Reunidos”

as noites de dezembro
têm a pele muito fina
como o sono dos velhos
ou os dedos de uma aranha.
das noites de dezembro
pode-se ver o azul sonolento
das veias tão frágeis
e o relevo de suas vísceras.
as noites de dezembro
caminham nuas
pela cidade aberta
e as velhas nas calçadas
sorriem
escandalosamente serenas.
As Noites de Dezembro, #4 de Campos Grandes Reunidos

Poeta, contista, cantor e compositor potiguar, Wescley J. Gama mais uma vez está entre os contemplados com a Menção Honrosa do conceituado sítio Embrulhador. Ed Felix, jornalista responsável pela indicação, anualmente aponta quais seriam em sua opinião os 100 melhores álbuns de cada temporada, mas como praticamente avalia discos de todo o país, de todos os gêneros musicais (tanto físicos como distribuídos pela internet), abre a lista suplementar, na qual seleciona outros trabalhos que, em meio a tantos, julga merecem destaque.  A amostra de 2017, na qual consta Campos Grandes Reunidos, o terceiro de Wescley, exigiu de Felix ouvir nada mais, nada menos do que 1.557 (!) discos, lançados entre 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2017.

Continue Lendo “1020- Wescley J. Gama, compositor e poeta potiguar, volta à lista dos melhores discos do sítio Embrulhador com “Campos Grandes Reunidos””

881- Conheça a Orquestra Filarmônica de Cruzeta (RN), banda formada por jovens que é orgulho da cidade e terceira melhor do país

“Aprender uma nota e através dela conhecer o mundo” é mais do que uma frase o passaporte de entrada para uma atividade que vem mudando há três décadas o dia a dia de centenas de jovens e dando orgulho aos moradores de uma pequena cidade do sertão nordestino,situada a 220 quilômetros de Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte. Lugar no qual se contam aproximadamente 8 mil pessoas, o município, Cruzeta, sedia uma Escola de Música criada em 1984 e que dois anos depois passou a abrigar a Orquestra Filarmônica 24 de Outubro, assim batizada em homenagem a data de fundação da localidade e que com apenas um ano de estrada já conquistava o II lugar no I Concurso de Bandas em Carnaúbas dos Dantas em um estado com forte tradição musical.

Além de mudar as perspectivas de futuro de seus atuais 60 integrantes, a Orquestra de Cruzeta também trouxe alegria e aproximou famílias que todos os dias, sempre por volta das 19 horas, seguem acompanhando os ensaios regidos pelo exigente, mas admirado por todos Humberto Carlos Dantas, o Bembem, músico autodidata que dirige o grupo desde 1988, quando tinha apenas 19 anos, de acordo com matéria assinada por Mariana Kaipper Ceratti.

A jornalista produziu matéria sobre a Orquestra de Cruzeta para a versão eletrônica do jornal El Pais e entre outras informações divulgou em 2014 que o repertório privilegia composições dançantes e abarca desde ritmos mais conhecidos da música brasileira como forrós de Luiz Gonzaga (PE) ao pop-rock. Bembem acompanha tudo com rigor em busca da técnica própria de uma orquestra, chega a reprender quem comete erros, mas se os corrige, também não dispensa elogios. O orientador sabe que tem diante de si a delicada tarefa de formar artistas, incluindo à época da reportagem um garoto de 7 anos que, como os demais colegas, são procedentes das zonas rurais da região que é uma das mais vulneráveis do Brasil, já assolada pelo crack e pela ocorrência de outras drogas que são ameaças à juventude.

“Quando eu era jovem, consideravam músico como alguém que vivia mal”, comentou o maestro. “As pessoas convidavam meus colegas para tocar em festas e achavam que eles fariam isso de graça, só pela cerveja”, emendou. “Nunca aceitem essa condição: sei que vocês vão ser profissionais de primeiro nível, na música ou em qualquer outra área.”

A receita e o carinho de Bembem têm dado tão certo que mais do que encaminhar os meninos para uma forma digna de viver, as atividades da Orquestra de Cruzeta revigoraram a economia local. A Mariana Ceratti ele revelou: “hoje em dia movimentamos R$ 2 milhões por ano entre cachês de apresentações e salários de nossos músicos, demonstrando assim que investir em música é gerar ingressos e desenvolvimento”. Ele contou, ainda, que o grupo foi um dos beneficiados por um projeto do Banco Mundial que apoiou orquestras filarmônicas em 43 cidades de todo o Estado, aporte que permitiu custear os instrumentos musicais e as lições aos participantes das aulas.

“As bandas trouxeram não só a possibilidade de geração de renda, mas também desenvolvimento educativo e cultural para os jovens”, recordou também Fátima Amazonas, diretora do projeto que já em sua terceira geração fez brotar mais de 50 artistas contratados mais tarde por bandas profissionais, muitos dos quais se tornaram professores de música em universidades públicas ou dirigentes de orquestras em outras cidades do Rio Grande do Norte, entre as quais a de São Tomé, cuja metade dos membros da filarmônica é mulher. Ex-pupilos de Bembem, portanto, assumiram o perfil de agentes multiplicadores, ao mesmo tempo que iam ganhando experiência e conhecimentos para entrar no mercado de trabalho com currículos enriquecidos por saberes acadêmicos.

O governo do Rio Grande do Norte e o Banco Mundial, conforme publicou o El Pais, perceberam que a iniciativa da Escola de Música é, portanto, tanto via de preservação de tradições como via de inclusão e firmaram parceria que abriu a possibilidade de que essa atividade musical própria de Cruzeta repercuta e viceje em mais lugares do Estado, considerando-se a indiscutível tônica de encorajamento daquela Escola nos aspectos educacionais, culturais e principalmente social, centrada em valores que consideram a música não só meio de desentraves e de alegria às pessoas, mas também como importante veículo de inclusão social e agente transformador.

“Antes de formar grandes músicos, pensamos em formar grandes cruzetenses, seridoenses, norteriograndense, nordestinos, brasileiros, cidadãos do mundo e de si mesmos”, declarou Bembem. O Rio Grande do Norte durante a colonização portuguesa formou inúmeras bandas para tocar em eventos religiosos e militares, mas este interesse passou a diminuir com o correr do tempo e hoje abriga poucas filarmônicas. Uma das explicações é a falta de partituras e de peças musicais escritas antigamente, pois quando um compositor morria, era comum os familiares queimarem o material dele que poderia servir de referência a novos músicos e incentivar estudos e projetos.

“As pessoas  não davam valor às composições musicais”, aponta Bembem, em cuja árvore genealógica entre três compositores encontra-se Tonheca Dantas. As obras dele ficaram à salvo e mais bem conservadas porque Tonheca Dantas (1871-1940) pertencia à Polícia Militar, instituição que preserva melhor seus documentos.

As obras deste parente de Humberto Carlos Dantas e de muitos outros compositores locais pouco conhecidos pelo público em geral estão incluídas nos discos gravados pela Orquestra de Cruzeta. Descobrir e difundir esse repertório – valsas e ritmos brasileiros – alegra os jovens músicos toda vez que cai a noite no sertão e eles se reúnem para os ensaios. “As pessoas que não conhecem nossa cultura têm de entrar no mundo da música, pois vão descobrir ritmos de que nem imaginam que vão gostar”, disse o trompetista Edjarde Silva, de 16 anos. “É muito bom estar aqui aprendendo e em contato com a música brasileira.”

Hoje, além de cumprir este papel, a Filarmônica de Cruzeta já se afirmou como a melhor banda do Estado e de acordo com dados publicados no sítiio eletrônico da Orquestra ocupa um lugar entre as três melhores do Brasil, reconhecida por profissionais respeitados e conhecedores da realidade musical do país. As várias formações colecionam  apresentações pelas cidades e por eventos culturais realizados em solo potiguar e em localidades do Nordeste. A lista aponta, por exemplo, São José do Seridó, Caicó, Jardim de Piranhas, Parelhas, Jardim do Seridó, Carnaúbas do Dantas, Currais Novos, Florânia, Assu, Angicos, Apodi, Acari, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Pedro Avelino, São Paulo do Potengi, São Tomé, Carnaubais, Caraúbas, Cerro Corá, Lagoa Nova, Macau, Mossoró, Martins, Umarizal, Viçosa, Porta Alegre; João Pessoa, Baieux e Santa Luzia (PB); Recife, Olinda, Nazaré da Mata (PE); Aracajú, Laranjeiras e Instância (SE); Fortaleza e Aquiráz (CE); Salvador e São Félix (BA);  São João Del Rei, São Tiago, e Rezende Costa (MG). Em 2003 a Banda foi convidada para fazer a abertura do X Festival de Música de Recôncavo Baiano, em Salvador, um dos principais do país, e também já levou um concerto para ser apresentado no Teatro Alberto Maranhão, em Natal.           Participou juntamente com a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte do Projeto Música no Interior, tocando na porção Oeste do Estado em locais como Martins, Umarizal, Riacho da Cruz, Pau dos Ferros, Viçosa, Porta Alegre e Lucrécia.

Discografia

 A Orquestra de Cruzeta lançou o primeiro álbum em 2002, em parceria com a Fundação Hélio Galvão e Projeto Nação Potiguar, só com músicas de compositores seridoenses. O segundo, ao vivo, gravou em sua sede própria, também em 2002, com músicas de vários autores brasileiros. O trabalho é “caseiro”, para ofertar aos amigos, e parte do plano de divulgação do trabalho. Em 2004, o grupo voltou ao estúdio e gravou um álbum didático para Universidade Federal do Rio Grande do Norte, mais o disco Cruzeta Revela Márcio Dantas e Filarmônica de Cruzeta interpreta a obra de Normando CarneiroEm 2006 saiu Banda de Cruzeta 20 Anos.

Para contato com a Orquestra Filarmônica de Cruzeta telefone teclando 0XX84-3473-2164.

ninguém está vendo