1148 – Poemúsica, nono livro do compositor carioca, marca os 50 anos da trajetória de Paulo César Pinheiro

Obra lançada pela 7 Letras antecipa, ainda, os 70 anos de vida do autor de mais de 1,3 mil músicas gravadas por centenas de intérpretes. Outros títulos sairão até abril, mês do aniversário do ganhador de um Grammy Latino 

O Barulho d’água Música recebeu da Editora 7 Letras, estabelecida na cidade do Rio de Janeiro (RJ), um exemplar do novo livro lançado pelo poeta, compositor, romancista e teatrólogo Paulo César Pinheiro, pelo qual agradecemos ao amigo jornalista George Pãtino. poemúsica, conforme está grafado na capa, em letras minusculas, marca os 50 anos de carreira do autor de Canto das Três Raças (em parceria com Mauro Duarte), entre outras pérolas do nosso cancioneiro e apenas uma das mais de 1,3 mil composições gravadas por diversos intérpretes neste meio século ¹. O livro também antecipa as comemorações pelos 70 anos que Pinheiro comemorará em 28 de abril.

Conforme entrevista  concedida a Caroline Carvalho (do portal Eu, Rio) , o livro para o autor une o que ele sabe fazer de melhor: poesia e música. poemúsica tem uma centena de poemas, divididos em três seções, livres e sem limites em questão de matéria-prima. A seção poemétrica, a primeira, exprime a faceta mais técnica e lírica do autor, destacou Caroline, enquanto poemágica espelha seu lado mais leve, inventivo e lúdico, com neologismos e construções surpreendentes. Já poemística, completou a jornalista, explora os sentidos e reveses da alma, do simbólico, do que há de nebuloso em nós.

Neste ano as comemorações do 70º aniversário deverão ser embaladas pelo lançamento de outros dois livros, antecipou o Eu, Rio. Um de contos, cujo título será Figuraças, é inspirado nas crônicas que Paulo César Pinheiro fazia nos anos da década de 1970 para O Pasquim. O outro, também de poesia, vai se chamar Mil versos, Mil canções. O pacote do “Parabéns a você”! incluirá, ainda, um álbum com músicas inéditas, mais um documentário conduzido pelo próprio compositor.

A perspectiva de completar sete décadas de vida deixa o autor muito animado e com uma produção pra lá de afinada, observou Caroline ao reproduzir a declaração dele: “Tenho mais incontáveis livros na gaveta esperando edição. Todos escritos em cadernos de próprio punho. Pretendo publicar também minhas peças, Besouro Cordão de Ouro e Galanga Chico Rei, ambas dirigidas por meu queridíssimo amigo, recentemente falecido, João das Neves”. As letras em gaveta, pasmem, somam quase 1000 músicas ainda inéditas!

Sobre o documentário – uma produção da Terra Firme Produtora com direção de Andrea Prates e Cleisson Vidal e exibição exclusiva e inédita do Canal Curta –, Paulo Cesar afirmou: “Só aceitei fazer porque serei eu falando de mim, não há terceiros falando, o que me deixa mais confortável”.

Ainda segundo a entrevista, Paulo Cesar Pinheiro contou que nos jornais lia as colunas de Cecilia Meirelles, Clarice Lispector, Fernando Sabino, Drummond, Nelson Rodrigues, Antônio Maria, entre outras referências de peso. “Eu escreveria uma coluna sobre poesia. Poderia fazer até uma por dia, transcrever um poema e comentá-lo”, lembrou Paulinho, que também está atento às novas gerações por meio do seu perfil no Instagram @paulocesarpinheirooficial.

Grammy e Prêmio Shell

Nascido  no Rio de Janeiro em 1949, Paulo Cesar Francisco Pinheiro tem mais de 1.300 músicas gravadas por diversos intérpretes e 10 álbuns lançados, além de ser autor de trilhas para cinema, teatro e televisão. Publicou os livros de poesia Canto Brasileiro (Companhia Brasileira de Artes Gráficas), Viola morena (Tempo Brasileiro), Atabaques, violas e bambus (Record), Clave de Sal (Gryphus) e Sonetos sentimentais para violão e orquestra (7 Letras); os romances Pontal do Pilar e Matinta, o bruxo, além do livro de contos Histórias das minhas canções (os três pela Leya). É autor das peças Besouro Cordão de Ouro (vencedora do Prêmio Shell de Teatro 2006) e Galanga Chico Rei. Foi premiado com o Grammy em 2002 e recebeu o Prêmio Shell pelo conjunto da obra em 2003. Em 2016, gravou seu depoimento para a posteridade no Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, e o segundo para a Casa do Choro, em 2017.

1 Estão entre os parceiros de Paulo César Pinheiro músicos como João NogueiraJoão de AquinoFrancis HimeDori CaymmiRaphael RabelloAntônio Carlos JobimIvan LinsEdu LoboMauro DuarteGuingaToquinhoEduardo GudinLuciana RabelloMauricio CarrilhoCristovão BastosSergio Santos, Moacyr LuzDanilo CaymmiBaden Powell, e Maria Bethânia.

Sua primeira composição foi aos 14 anos,  Viagem, em parceria com João de Aquino. Quatro anos depois, começou a destacar-se como letrista, estabelecendo parcerias com Baden Powell, principalmente na voz de Elis Regina – como sua primeira canção registrada, Lapinha“. Outras intérpretes marcantes foram Elizeth Cardoso, Simone e Clara Nunes, com quem foi casado de 1975 até a morte desta em 1983, e os conjuntos MPB-4 e Quarteto em CyEm 2002, foi premiado, juntamente com Dori Caymmi, com um Grammy Latino na categoria de “Melhor Canção Brasileira”. No ano seguinte ganhou o Prêmio Shell pelo CD O Lamento do Samba Em 2015, levou o troféu de Melhor Canção/ Compositores do 26º Prêmio da Música Brasileira  pelas composições em parceria com Guinga que Mônica Salmaso interpreta em Corpo de Baile, lançado pela Biscoito Fino, quase todas inéditas.

Em 1985 casou-se com a musicista Luciana Rabello, tornando-se seu parceiro em diversas composições. Este casamento lhe deu dois filhosAna Rabello Pinheiro e Julião Rabello Pinheiro, ambos músicos e parceiros do poeta.

1142 – “Dois por Dois Ao Vivo” apresenta composições de Luiz Millan e Moacyr Zwarg

Álbum e DVD distribuído pela Tratore reúne o pianista Michel Freidenson, o saxofonista e flautista Teco Cardoso e a cantora Anna Setton interpretando 17 composições da dupla em apresentação na Sala São Luiz, em São Paulo

Um  luxuoso estojo, distribuído pela Tratore, e gentilmente enviado ao Barulho d’água Música pelos jornalistas Moisés Santana e Beto Priviero  (Tambores Comunicações), guarda o álbum e o DVD Dois por Dois Ao Vivo, lançados em novembro pelos compositores Luiz Millan e Moacyr Zwarg , com músicas de ambos interpretadas pelo pianista Michel Freidenson e pelo saxofonista e flautista Teco Cardoso, mais a participação especial da cantora Anna Setton. Dirigido por Thales Menezes e gravado a partir do show promovido na Sala São Luiz, no Espaço Promon, em São Paulo, em agosto de 2016, Dois por Dois Ao Vivo  traz um repertório que explora pela linguagem jazzística ritmos brasileiros como samba, baião e frevo.

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1136 – Claudette Soares e Alaíde Costa rememoram 60 anos de Bossa Nova em álbum imperdível da Kuarup

Antologia produzida por Thiago Marques Luiz reúne 25 músicas, revisitadas em 18 faixas emblemáticas, do movimento até hoje é respeitado no mundo inteiro

Está rolando hoje aqui no cafofo do Barulho d’água Música na aprazível, mas abafada São Roque (SP), em mais uma audição matinal de sábado, o extraordinário e gostoso álbum 60 Anos de Bossa Nova, gravado em março no luxuoso Teatro Itália, em São Paulo, pelas divas Claudette Soares e Alaíde Costa. Mais uma joia do catálogo da gravadora Kuarup, o exemplar do álbum que está na vitrolinha nos foi cedido, gentilmente, pelos amigos Beto e Moisés, da Tambores Comunicações, aos quais mais uma vez somos gratos; estendemos nossa gratidão também a Rodolfo Zanke, que à frente da gravadora vem promovendo lançamentos e resgates que passam longe dos mais comuns que infestam o mercadão e com os quais certos programadores e agentes adoram torturar nossos ouvidos.  Então fica a dica: para quem ainda não conhece 60 Anos de Bossa Nova, corra atrás, aproveite a época de festas, peça ao ou presentei o amigo oculto com esta maravilha que pode ser curtida pelo linque abaixo.

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1134 – Luiz Ayrão comemora 50 anos de carreira com apresentação no Sesc Belenzinho (SP)*

Autor de consagrados sucessos que embalam várias gerações como Lencinho, Porta Aberta e Bola Dividida tem músicas gravadas por ícones da música como Roberto Carlos,  Bethânia, Diogo Nogueira e Nana Caymmi
*Com Eliane Verbena, Verbena Comunicações

O sambista carioca autor de clássicos da música brasileira Luiz Ayrão comemorará 50 anos de carreira protagonizando o Show de Sucessos nesta sexta-feira, 14 de dezembro, na unidade Belenzinho do Sesc da cidade de São Paulo.  A apresentação integra o projeto Salve Samba! e está programada para a Comedoria da Unidade, a partir das 21 horas. Aos 76 anos, Ayrão é um dos artistas mais importantes de sua geração: intérprete e autor de sambas memoráveis e clássicos românticos – gravados por Roberto Carlos, Maria Bethânia, Vanessa da Matta, Zeca Baleiro, Diogo Nogueira e Nana Caymmi -, o nome dele está ligado à história musical brasileira desde a década dos anos 1960.

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1131 – Dia Nacional do Samba, comemorado em 2 de dezembro, exalta gênero de origem controversa e marginalizada

Data tem duas fontes que se referem a documento redigido na Guanabara, na década dos anos 1960, instituindo o Dia Nacional do ritmo que antes de se tornar popular era motivo de perseguições e de forte repressão

Vários eventos em todo o país estão programadas para comemorar neste domingo, 2 de dezembro, o Dia Nacional do Samba, ao qual são atribuídas pelo menos duas origens, próximas, na década dos anos 1960, no antigo estado da Guanabara e em Salvador (BA). A data apareceu mencionada pela primeira vez em documento conhecido como Carta do Samba, redigido ao término do Primeiro Congresso Nacional do Samba,  entre 28 de novembro e 2 de dezembro de 1962, no Palácio Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, e, mais tarde, ressurgiu por iniciativa de Luiz Monteiro da Costa, vereador soteropolitano. Costa conhecia a Carta do Samba e apresentou à Câmara Municipal de Salvador, em 3 de outubro de 1963, o Projeto de Lei n° 164/63, cuja redação “institui o Dia do Samba, manda preservar as características da música popular e dá outras providências”.

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1124 – Sesc Santo André (SP) programa shows em tributo a Elizeth Cardoso e Catulo Cearense com Zezé Motta e Cláudio Nucci

Edvaldo Santana também foi convidado para apresentação na qual cantará sucessos do seu mais recente disco e da carreira, que já ultrapassa 40 anos, em um show intimista com voz e violão, guitarra e percussão

A unidade Santo André do Sesc de São Paulo programou para este começo de novembro apresentações com nomes marcantes da música popular brasileira. Na sexta-feira, 2, feriado dedicado aos Finados, a entidade receberia a cantora e atriz Zezé Motta para uma homenagem às canções imortalizadas na voz de Elizeth Cardoso, Divina Saudade. Amanhã, sábado, 3, Cláudio Nucci, Rodrigo Maranhão e Mariana Baltar interpretarão músicas do cancioneiro popular em lançamento do disco A Paixão Segundo Catulo, do Selo Sesc. E para o dia 9 o palco estará reservado ao cantor e compositor Edvaldo Santana, que apresentará entre outras músicas do seu oitavo disco, Só Vou Chegar Mais Tarde, com o qual  celebra mais de 40 anos de carreira.

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1121- Samba-enredo da Mangueira vai homenagear Marielle Franco, vereadora carioca morta por defender minorias

Ativista corajosa e defensora de pobres e de negros, executada no auge da vida , ela é uma das personalidades citadas na composição que tira a poeira dos porões e revela o Brasil que não está mencionado nos livros de história*

*Com Agência Brasil (EBC)

A Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira cantará na Marques de Sapucaí durante o desfile do Carnaval 2019 da cidade do Rio de Janeiro (RJ) o samba-enredo História para ninar gente grande, que entre outras personagens homenageará a ex-vereadora do PSOL Marielle Franco. A “Verde-e-Rosa” iniciará sua passagem na passarela por volta das 2h40 da segunda-feira, 4 de março, e terá até 3h15 para apresentar o enredo que deverá levantar as arquibancadas e ainda cita os cantores Leci Brandão e Jamelão. A composição de Deivid Domênico, em parceria com Tomaz Miranda, Mama, Márcio Bola, Ronie Oliveira e Danilo Firmino, foi escrita para tirar as poeiras dos porões, reverenciar quem foi de aço nos anos de chumbo, resgatar a história que a história não conta de mulheres, tamoios e mulatos e de um país que não está no retrato. Ou seja: a ideia é revelar  o ‘lado B’ de Pindorama desde 1.500, com versões mais críticas a feitos atribuídos a Pedro Álvares Cabral, Princesa Isabel, Dom Pedro I e Marechal Deodoro, entre outros “heróis” do almanaque tupiniquim.

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1115 – Como não concordar com o marido de Ângela Maria? “O céu hoje está maravilhoso!”

Cantora que marcou a era de ouro do rádio brasileiro, meio no qual foi  Princesa, depois eleita Rainha, e deixou obra com mais de 170 álbuns vai ser tema de minissérie da Globo, possivelmente interpretada por Cláudia Abreu

Uma das vozes e rosto mais marcantes da música brasileira, presentes na memória afetiva de várias gerações e que encantou de tal maneira um dos ex-presidentes do país — a ponto de ganhar dele apelido que faz referência a uma fruta extremamente benéfica à saúde e ao bem estarAngela Maria morreu há dois dias, na noite de sábado, quando a primavera completava uma semana, 29 de setembro.

Angela Maria, ou Sapoti, como  a chamou certa vez Getúlio Vargas, ou a Rainha do Rádio, como durante décadas seus fãs a trataram, era Abelim Maria da Cunha, nascida em Macaé, no Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1929. Estava com 89 anos quando expirou vítima de uma infecção generalizada, em um hospital da cidade de São Paulo, após internação de 34 dias. “É com meu coração partido que eu comunico a vocês que  a nossa Angela Maria, partiu, foi morar com Jesus”, disse emocionado o empresário Daniel D’Angelo, marido da cantora. “O céu hoje está maravilhoso!” 

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1072 – Roda ao ar livre, em Beagá, comemora reconhecimento da viola como patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais

Patrimônio cultural imaterial é uma categoria definida pela Unesco que abrange expressões culturais e  tradições que um grupo de indivíduos preserva em respeito da sua ancestralidade para conhecimento das gerações futuras

Marcelino Lima

Os violeiros Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias vão se apresentar, juntos, a partir das 19 horas da quinta-feira, 14 de junho, na Praça da Liberdade, em palco que será armado entre o Memorial Minas Gerais Vale e o Museu de Minas e do Metal da Gerdau, em Belo Horizonte (MG). A cantoria celebrará a análise pelo Conselho Estadual de Patrimônio Cultural de Minas Gerias (Conep) que — antes da roda de viola ao ar livre,  em reunião prevista para começar às 16 horas — analisará o Dossiê do Registro dos Saberes, Linguagens e Expressões Musicais da Viola em Minas Gerais para reconhecimento do instrumento como patrimônio imaterial do Estado. Com direção artística de Chico Lobo e produção da Viola Brasil, o show ao ar livre terá como convidados Letícia Leal, Gustavo Guimarães, o mestre e folião Seu Odorino e a Orquestra Estudo Viola de Betim.

Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias são três dos mais populares representantes da viola caipira em Minas Gerais

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1064 – Andreia Preta, com Thiago Ligouri, apresenta Intuição, no Teatro da Rotina (SP)

Intuição, show que levará Andreia Preta à cidade de São Paulo, será a atração do Teatro da Rotina na quarta-feira, 23 de maio. A partir das 21 horas, a cantora  e compositora nascida e residente em Campinas (SP) e que já emplacou 18 anos de carreira ocupará o palco acompanhada pelo músico Thiago Liguori, produtor do álbum Doce de Salgar, que ela lançou em 2016. A apresentação tem formato acústico e mostra a força das palavras presente nas canções que Andreia compõe, fazendo uso da oralidade aprendida com a avó materna. Além de músicas do disco de estreia, o repertório para o Teatro da Rotina inclui inéditas, todas autorais, entre as quais a parceria com Consuelo de Paula, de quem  foi uma das convidadas em março, quando, naquele espaço da rua Augusta, a mineira de Pratápolis conduziu Bibianas, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

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