Barulho d'Água Música

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993 – Pela primeira vez em São Paulo, João Triska (PR) apresenta Passo Folk no palco do Teatro Itália

O cantor e compositor João Triska (PR) estará em São Paulo na terça-feira, 15, e em apresentação única a partir das 21 horas trará de Curitiba para o público que frequenta o cinquentenário Teatro Itália um show mesclado por sucessos do cancioneiro popular e de músicas autorais que transitam entre Milonga, Folk, e ritmos regionais. Finalista por duas vezes consecutivas do Prêmio Profissionais da Música (2016 e 2017), em sua primeira visita à Sampa, Triska ocupará o palco do tradicional espaço cultural situado na rua Ipiranga como convidado do projeto Terças Musicadas, coordenado pelos produtores culturais Fran Carlo e Petterson Mello, os mesmos do consagrado Concerto para Pixinguinha, protagonizado por Vânia Bastos e pelo Marcos Paiva Quarteto, vencedor do PPM deste ano na categoria melhor disco de Choro.

Fonte: 993 – Pela primeira vez em São Paulo, João Triska (PR) apresenta Passo Folk no palco do Teatro Itália


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989 – Retratos do Brasil: Prosa e Música, com curadoria de Jair Marcatti, recebe Luiz Salgado (MG)

Dedos de prosa, boa conversa e muita música. Essa é a receita do Projeto Retratos do Brasil – Prosa e Música que será promovido na Biblioteca Mario de Andrade (São Paulo) às terceiras quintas-feiras do mês, entre agosto a novembro, sempre começando às 19 horas.  Idealizado pelo historiador Jair Marcatti, professor do curso de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o projeto pretende mostrar, em quatro encontros, o Brasil que a música de cada convidado reflete; um Brasil mais para dentro, mais regional, um país dos rincões, escondido, mas muito vivo. Marcatti convidará músicos que apresentam em comum o olhar aprofundado sobre o Brasil somado ao trabalho de pesquisa e de resgate das nossas mais entranhadas tradições.

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985 – Magda Pucci ministra “Tramas Culturais”, na Ema Klabin (SP), quatro aulas sobre música indígena brasileira*

* Com Cristina Aguilera, Midia Brazil Comunicação Integrada

A Fundação Ema Klabin promoverá a partir de 3 de agosto, em quatro sessões, sempre às quintas-feiras a partir das 19h30, Tramas Culturais, programa que conta com apoio do edital do ProAC ICMS que traçará panoramas sobre a música no universo indígena brasileiro, orientado pela musicista e pesquisadora Magda Pucci. A inscrição é gratuita, mas somente serão disponibilizadas 30 vagas por meio do portal da entidade, cujo endereço virtual é emaklabin.org.br

A proposta dos encontros será desenvolvida por meio de atividades de escuta, de contextualização e de prática musical, apoiada ainda por vídeos, música  e troca de ideias durante as aulas.  Magda Pucci buscará, assim, estimular o conhecimento e a reflexão sobre as culturas indígenas do Brasil, em âmbito artístico e antropológico, relacionando-as ao repertório musical e buscando compreendê-las em sua diversidade cultural, aproximando os participantes dos universos sonoros de povos como Paiter Suruí (RO), Kaingang (RS), Ikolen-Gavião (RO), Xavante (MT), Kaiowá (MS), Kayapó (PA), Maxacali (MG), Huni-Kuin (AC) e Alto Rio Negro (AM). 

A musicista Magda Pucci é pesquisadora da música de vários povos, formada em Regência pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Mestre em Antropologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e Doutoranda em Creative Arts and Performance pela Universidade de Leiden (Holanda). Diretora musical do grupo Mawaca há 21 anos, a experiência de Magda Pucci com a temática indígena se aprofundou durante o Mestrado em Antropologia, sob orientação de Carmen Junqueira e Betty Mindlin. É autora de diversos livros, entre os quais o guia didático  Outras terras, outros sons (Callis), com Berenice de Almeida, os livros para crianças De todos os cantos do mundo (Companhia das Letrinhas) e Contos Musicais (Leya), com Heloisa Prieto; A Floresta Canta – Uma expedição sonora por terras indígenas do Brasil (Peirópolis) e a Grande Pedra (Saraiva), também em parceria com Berenice de Almeida. Produziu o álbum e o DVD Rupestres Sonoros – O canto dos povos da florestaEm outubro de 2017, Magda e Berenice lançarão o livro Cantos da Floresta acompanhado de um disco e um portal com 150 atividades para professores, projeto que conta com apoio do edital do PROAC-SP e Natura, a ser lançado pela Editora Peirópolis.

 

Casa-Museu Ema Klabin comemora dez anos

A Fundação Ema Gordon Klabin, situada na Rua Portugal, 43, Jardim Europa, na zona Sul paulistana, é uma ótima opção de cultura e de lazer.  A casa-museu reúne mais de 1.500 obras, entre pinturas do russo Marc Chagall e do holandês Frans Post, dos modernistas brasileiros Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Portinari e Lasar Segal; talhas do mineiro Mestre Valentim; mobiliário de época, peças arqueológicas e decorativas. Neste ano completa dez anos de atividades ininterruptas, abrindo as portas ao público entre quarta-feira e domingo, das 14 às 17 horas (com permanência tolerada até às 18h), sem agendamento prévio, com entrada entre R$ 5,00 (meia) e R$ 10,00 (inteira). Aos finais de semana e nos feriados não cobra o ingresso. Para mais informações há o telefone  11 3897-3232

 Serviço:

Tramas Culturais: A Música no Universo Indígena

Horário: 19h30, sempre às quintas-feiras

1º encontro – 03/08: 

  • Abertura: Música Krenak Po Hamek– canto e movimento. Saudação.
  • Reflexão sobre história dos Krenak
  • Constituição de 1988. Direitos indígenas
  • Quem são eles?
  • Escuta de diversos exemplos sonoros (Tukano, Huni-Kuin, Bororo, Pakaa Nova, Kayapó)

2º encontro – 17/08:

  • Relação entre mito e música – Cosmologia
  • Akoj´ té– princípio da humanidade – Ikolen-Gavião 
  • Bichos de Palop e Koi txãgareh – Paiter Suruí
  • Reflexões sobre a oralidade como eixo das culturas indígenas.

3º encontro – 31/08:

  • Espiritualidade e a voz
  • Ñamandue seus cantos-rezas – Mbyá Guarani
  • Mamo oymé Tekoha – território-  Guarani Kaiowá 
  • Huni Meka– Huni Kuin

4º encontro – 14/09:

  • Grafismo e música
  • Pinturas rupestres, petróglifos e geoglifos
  • Pintura corporal e seus simbolismos
  • Instrumentos musicais e seus significados


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946 – Álbum Concerto para Pixinguinha, de Vânia Bastos e Marcos Paiva Quarteto, é um dos vencedores do PPM 2017

Os organizadores do Prêmio Profissionais da Música (PPM) divulgaram a lista dos vencedores deste ano, anunciados em cerimônias promovidas nas noites de 28 e 29 de abril e realizadas no Cota Iate Clube, situado em Brasília (Distrito Federal). Entre os premiados em diversas categorias dos módulos Criação, Produção e Convergência há nomes já consagrados no cenário nacional como o bandolinista carioca Hamilton de Holanda, que levou para casa dois troféus, e o sambista paulistano Osvaldinho da Cuíca. O cantor, compositor e violeiro mineiro Chico Lobo, que nas edições 2015 e 2016  havia faturado como Melhor Artista Raiz Regional, emplacou o tricampeonato, enquanto o álbum Concerto para Pixinguinha (no qual a cantora paulista Vânia Bastos e o Marcos Paiva Quarteto recordam alguns dos principais sucessos do flautista e arranjador nascido no Rio de Janeiro) confirmou o favoritismo que vários críticos apontavam e desbancou todos os concorrentes da categoria Choro. Vanessa Moreno, que forma parceria com o baixista Fi Maróstica, ganhou a disputa entre cantoras, e João Macacão, autor de choros, sambas e serestas, ficou com o título masculino correlato.

 

Comemoração em Sampa

Os admiradores e amigos do violeiro Chico Lobo que residem em São Paulo poderão comemorar com ele mais uma vitória no Prêmio Profissionais da Música na quinta-feira, 11 de maio, quando o tricampeão da categoria Artista Regional estará em São Paulo para apresentação no Tupi or Not Tupi. Neste novo espaço para eventos artísticos e gastronômicos situado na badalada Vila Madalena (rua Fidalga, 360), Chico Lobo lançará o álbum Louvação, que gravou em parceria com o Padre Vicente Ferreira, bispo emérito de Belo Horizonte (MG), e recordará sucessos da carreira que já ultrapassou 30 anos, acompanhado por Carlinhos Ferreira e com participações de Fábio Tagliaferri, Jurema Paes e Ricardo Vignini.

Louvação é uma seleção de poemas e canções que buscam resgatar sentimentos humanos de esperança, amor e fé. Toda sensibilidade poética do religioso, fortalecida por valores como fraternidade e devoção, experimentados principalmente em realidades mais simples, vem acompanhada pela rica performance de um dos mais aclamados violeiros caipiras da atualidade, símbolo de defesa de um Brasil profundo.

Partilhar Benditos, Folias, Modas e Toadas pode parecer algo restrito ao bom caboclo cantador, lá do sertão. Louvação, entretanto, expressa a vitalidade de elementos fundamentais daquilo que constitui a própria alma do povo brasileiro. A beleza dos textos de Ferreira, forma uma parceria que extrapola fronteiras de grupos determinados, posto que ambos defendem a dignidade da vida humana, valor que a boa arte celebra.

Conheça a relação dos vencedores do PPM 2017 :

Autor/Compositor: Filó Machado
Autora/Compositora: Anna Tréa
Instrumentista Popular: Hamilton de Holanda (bandolim)
Instrumentista Erudito: Karin Fernandes  (piano)
Cantor: João Macacão
Cantora: Vanessa Moreno
Arranjador: Debora Gurgel
Artista – Hip Hop & Rap: Rashid
Artista – Gospel: Banda Catedral
Artista – Instrumental: Rogério Caetano
Artista – Rock :Dillo
Artista – Blues:  Adriano Grineberg, Flávio Guimarães e Netto Rockfeller
Artista – Metal: Dark Avenger
Artista – Hardcore: Protesto Suburbano
Artista – Groove & Pop: O Teatro Mágico
Artista – Raiz Regional: Chico Lobo
Artista – MPB: Anna Tréa
Artista – Cultura Popular: Companhia Cabelo de Maria
Artista – Samba de Raiz: Osvaldinho da Cuíca

Vânia Bastos e Marcos Paiva deram nova leitura a clássicos de Pixinguinha e alcançaram o reconhecimento do público e da crítica, agora reforçado pelo troféu do PPM (Foto: Vinícius Campos)

Artista – Choro: Vânia Bastos e Marcos Paiva
Artista – Eletrônico: Patubatê Som e Movimento
Projetos Musicais Especiais – Infantil:  Alegria | Hamilton de Holanda mês das crianças
Projetos Musicais Especiais – Educativo :MPC Musicalização para Crianças – UnB
Projetos Musicais Especiais – Bloco de Carnaval: Bloco Sargento Pimenta
Projetos Musicais Especiais – Som de Rua: Fanfarra Damas de Ferro
Projetos Musicais Especiais – Orquestras:  Orquestra Ouro Preto

Editoras: Da Pá Virada
Produtor Musical: JR Tostoi
Produtor Artístico: Fernando Anitelli
Produtor Executivo: Sérgio Mendonça
Selos ou Gravadoras: YB Music
Engenheiros de Gravação: Adonias Souza Jr
Engenheiros de Mixagem: Ricardo Mosca
Engenheiros de Masterização: Carlos Freitas
Designers: Tiago Palma
Fotógrafos: Nelson Faria
Agência de Comunicação: Um Nome Produção e Comunicação
Diretores de Vídeo Clips: Carlon Hardt
Produtores de Eventos: Viola Brasil Produções Japão (Ângela Lobo, esposa de Chico Lobo)
Escritórios de Agenciamento de Artistas: Agogô Cultural
Estúdios de Gravação e Mixagem: Café Maestro Produções
Estúdios de Masterização: Classic Master
Técnico de PA: Gustavo Dreher Denis Torre

Programas de WebTV: Vivendo de Música
Web Rádio: Rádio Graviola
Programas de Rádio: Sons do Brasil
Canal de Youtube: Um Café Lá Em Casa
Plataformas de Negócios: iMusics

Rodrigo Arnold e Ronaldo Pereira do Kula Jazz tocaram na segunda noite do festival de jazz que movimentou em janeiro a capital gaúcha

Festivais de Música: 3° Porto Alegre Jazz Festival
Start Ups: Music Delivery
DJs: DJ Chokolaty
Projetos Culturais Musicais: Instituto Zeca Pagodinho
Canais de Divulgação de Música [ Facebook, Twitter, Instagran, Blog]: Palco Digital


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934 – Autor de Catamarã e lithos, multi-instrumentista André Siqueira é um dos finalistas do PPM 2017

O compositor, arranjador e multi-instrumentista André Siqueira, natural de Palmital (SP), atualmente radicado em Londrina (PR), é um dos finalistas do Prêmio Profissionais da Música (PPM). Caso consiga superar os concorrentes e fature no final deste mês o troféu de Melhor Artista da categoria Instrumental, o músico espera conseguir maior projeção para sua obra em cuja carreira solo se destacam dois álbuns. O mais recente, Catamarã, de 2016, deriva de bem-sucedida campanha virtual (crowdfunding) para financiá-lo. O disco é composto por nove faixas, conta com apresentação de Egberto Gismonti e uma regravação de Chovendo na Roseira (Tom Jobim). Nesta semana, Catamarã passou a fazer parte do acervo do Barulho d’água Música ao lado de lithos, o primeiro do músico doutorado em Ciências Sociais pela Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) com a tese A sonata de Deus e o diabolus: nacionalismo, música e o pensamento social no cinema de Glauber Rocha.

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900 – Álbum em tributo a Pixinguinha, com Vânia Bastos e Marcos Paiva, ganha show de lançamento no J.Safra

Concerto para Pixinguinha, show que já há três anos lota teatros e casas de espetáculos prestando tributo a um dos mais conhecidos compositores e arranjadores brasileiros, ganhou versão em álbum qu…

Fonte: 900 – Álbum em tributo a Pixinguinha, com Vânia Bastos e Marcos Paiva, ganha show de lançamento no J.Safra


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900 – Álbum em tributo a Pixinguinha, com Vânia Bastos e Marcos Paiva, ganha show de lançamento no J.Safra

Concerto para Pixinguinha, show que já há três anos lota teatros e casas de espetáculos prestando tributo a um dos mais admirados compositores e arranjadores brasileiros, ganhou versão em álbum que pode ser classificada com dois adjetivos pinçados da letra de Rosa, valsa cuja composição em todo o planeta é um dos mais conhecidos sucessos do mestre homenageado: deslumbrante e bela. O disco marca a estreia do selo Conexão Musical, dos produtores culturais Fran Carlo e Peterson Mello, e reúne 13 faixas, entre as quais Seu Lourenço no Vinho — uma das quatro instrumentais do valioso repertório elaborado para os palcos quando a morte de Pixinguinha atingiu 40 anos. Seu Lourenço..., parceria com Benedito Lacerda e Irmãos Vitale, é a terceira trilha do cedê e se parasse por ai já estaria muito, muito bom: a banda atiça quem a ouve tocando de forma provocante em ritmo que faz o quadril requebrar, espontaneamente, sem saber se dança chorinho, maxixe, jazz ou tudo deliciosamente junto e misturado. A obra inteira, entretanto, arrebata do começo ao fim ao ser impecavelmente interpretada por ninguém menos que Vânia Bastos em afinada harmonia com o quarteto de Marcos Paiva — contrabaixista responsável pela direção musical e os arranjos executados por um timaço que Paiva comanda e reúne Cesar Roversi (saxofone tenor e soprano, clarinete e flauta), Jônatas Sansão (bateria), e Nelton Essi (vibrafone).

Vânia Bastos canta como nunca em Concerto para Pixinguinha, de acordo com um dos críticos que já comentaram sobre o álbum a ser lançado em noite de gala no sábado, 13 de agosto, para a qual está reservado o teatro paulistano J. Safra, a partir das 21h30. O colega jornalista, claro, de um jeito ou de outro, acaba tendo razão. Mas acreditamos que ele quis afirmar o contrário: estrela despontada há mais de 30 anos no âmbito da constelação Vanguarda Paulista, Vânia Bastos desde então já interpretou Tom Jobim, Caetano Veloso e o Clube da Esquina entre outros memoráveis trabalhos e segue cantando como sempre, empregando a voz de timbre cristalino, segura e que modula com rara sensibilidade aqui ou acolá para interpretar, além da citada valsa Rosa, jóias do cancioneiro de Alfredo da Rocha Vianna Filho (1897 – 1973). São músicas que guardam lugar na memória afetiva e de qualquer gosto musical brasileiro há gerações tais como Carinhoso e Lamentos (que simbolizam o perfil mais dolente e amoroso de Pixinguinha) mescladas a  Gavião Calçudo e Urubu Malandro  estas representativas do humor e da picardia que na certa compuseram a personalidade do carioca. Ele, ainda garoto, já pisava em cabarés do boêmio bairro carioca da Lapa e neste ambiente absorveu muitas de suas influências.

Vânia Bastos SAndré

O álbum é, assim, um retrato fiel da genialidade de Pixinguinha. Os dois produtores culturais são exigentes e até perfeccionistas, não fazem concessão e nem se guiam pelas manias do mercado (aguardem as novidades de ambos que estão a caminho!). Fran Carlo e Peterson escolheram a dedo e ao confiaram no taco de dois artistas amadurecidos acertaram milimetricamente no alvo: Vânia Bastos e Marcos Paiva corresponderam à confiança e apenas procuraram imprimir ao trabalho o máximo de fidelidade ao autor. Ao jornal o Estado de S. Paulo, Vânia Bastos declarou que para interpretá-lo seguiu o que, acredita, Pixinguinha teria pensado. “Ele não fez nada em vão, então, se colocou certas notas ali, é para fazer isso, não é para ficar inventando muito”, afirmou. “Acho legal ter esse respeito aos compositores, em geral. No mais, é se deliciar mesmo”, emendou. “O Pixinguinha, musicalmente, é uma imensidão sonora que ganhei de presente.”

quarteto

Marcos Paiva também falou ao veículo paulistano sobre a experiência e responsa de ter contato tão íntimo com o universo do “ícone” Pixinguinha. Para “não perder a mão” ao decidir conceber a formação mais jazzística que embala as faixas, o contrabaixista destacou que preservou nos arranjos a sofisticação tanto melódica, quanto harmônica do maestro chorão, mantendo-se atento, ainda, ao estilo vocal de Vânia Bastos. Para se ter uma ideia do quanto a receita deu certo, basta citar que a releitura de Carinhoso em menos de uma semana depois de ser disponibilizada, em 15 de julho, tornou-se uma das cem músicas mais baixadas de uma das maiores plataformas digitais com acesso globalizado.

O disco Concerto para Pixinguinha, que tem parceria com a Atração Fonográfica, logo é candidato certo a figurar  em várias listas dos melhores do ano. Já a festa de lançamento enseja um espetáculo que merece ter o nome brilhando em painel luminoso na fachada central do J. Safra, com direito àquela típica e concorrida movimentação de fãs e admiradores às portas de entrada da casa que se acotovelam em estreias de grandes produções artísticas. É para atrair gente de todas as partes, que chegará de carro, a pé, de trem. Fica, então, uma dica àqueles que ocuparem os lugares mais próximos do palco: mantenham olhos atentos buscando enxergar para além dos músicos e da cantora quando os protagonistas estiverem em cena; pensem na possibilidade de um enfatiotado e distinto cavalheiro dar o ar da graça, ser visto entre eles ou a um canto, sentado confortavelmente em uma cadeira de balanço, com um saxofone ao colo, afinal, a alma dele está inteira em cada música do repertório.    

 

SERVIÇO
Vânia Bastos e Marcos Paiva – Concerto para Pixinguinha
Local: Teatro J Safra – São Paulo (SP)
Endereço: Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda
Horário: 21h30
Preço do ingresso: R$ 30,00 a R$ 100,00
Vendas online: http://www.compreingressos.com/teatros/497-Teatro-J+-Safra